terça-feira, 17 de outubro de 2017

Livro recebido :: "Os Vampiros do Norte"

Viva! Eis o mais recente livro que se juntou à minha colecção: Os Vampiros do Norte, de João Carlos Pinto. Ao ler a sinopse, fiquei a prever uma leitura muito bem-disposta!

Título: Os Vampiros do Norte
Autor: João Carlos Pinto
Editora: Chiado Editora
Ano: 2017

Sinopse:
O protagonista e narrador de Os Vampiros do Norte é Trigo Roxo, o inspetor da PJ mais temido pelos criminosos nacionais, multinacionais, espirituais e galácticos. A trama principal começa com a perseguição a um vampiro made in Portugal e termina com o resgate de escravos portugueses da barbárie perpetrada por pérfidos e sanguinários vampiros do norte, nos alpes da Baviera. A talho de foice da intriga principal, Trigo Roxo narra ainda outras operações que levou a cabo com sucesso, onde todos os outros fracassaram: a libertação no inferno, das garras de lúcifer, de dois dos poucos políticos que tiveram entrada no Céu; a aniquilação da praga de mortos-vivos, comandados por lobisomens, que se propagavam pela Sibéria e ameaçavam invadir todo o mundo; a recuperação, no planeta Yoda, de móveis de sala de jantar de design exclusivo, produzidos em Portugal, comprados, sem autorização do fabricante, por extra terrestres descendentes de terráqueos; e muitas mais aventuras de cortar a respiração.
Os Vampiros do Norte é uma sátira política que não vai deixar ninguém indiferente. O autor aposta o seu pescoço em como, até mesmo os leitores mais exigentes, quando chegarem à última página do livro, vão ficar com água na boca e a chorar (ou será a rir?) por mais.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Opinião :: O Alienista | Machado de Assis

Título: O Alienista
Autor: Machado de Assis
Editora: Cardume Editores
Ano: 2017

Sinopse:
Quem é louco? Esta é a questão que Machado de Assis se coloca neste conto, publicado entre 1881 e 1882 na revista carioca A Estação e logo de seguida no volume Papéis Avulsos. O Alienista conta a história do eminente doutor Simão Bacamarte, médico e dedicado estudioso da mente humana, que decide construir a Casa Verde, um hospício para tratar os doentes mentais na pequena cidade de Itaguaí. Nesta narrativa, Machado de Assis mostra-nos que tudo é relativo e a normalidade nem sempre é aquilo que a ciência e os factos atestam de forma absoluta.

Opinião:
Foi com curiosidade que comecei a ler este livro, pois esperava encontrar uma história engraçada mas que, ao mesmo tempo, passasse uma mensagem para reflectir posteriormente.
Neste conto, o médico Simão Bacamarte trabalha para atingir um grande objectivo: estudar a mente humana e perceber como ela funciona. Com esse propósito, construiu a Casa Verde para internar todos aqueles que considerava loucos. Contudo, as consequências desse estudo geraram uma onda de revolta por toda a região e, tanto na história como na leitura, coloca-se sempre esta questão: afinal, quem é que está louco?
Numa escrita bem-humorada e cheia de ironia, Machado de Assis lança um mote à reflexão sobre a relatividade daquilo que damos como certo e também sobre o perfeccionismo e o egoísmo.
Na minha opinião, o médico Bacamarte representa aqueles que pretendem modelar pessoas e/ou ideias, de modo a tornarem-se perfeitas aos seus olhos. No entanto, todos esses esforços são desnecessários, pois a perfeição é irreal, não existe; cada um tem a liberdade de ser e pensar como quer, sem seguir padrões nem ideais. Neste caso, Bacamarte internou os loucos, agrupou-os segundo as suas regras e estudou avidamente as suas personalidades, chegando ao ponto de reunir toda a população na Casa Verde e de viver apenas para isso. Posto isto, o maior louco não seria ele?
Não querendo alongar-me mais nas minhas cogitações, apenas menciono o meu agrado em ler este conto intemporal. Pode não parecer, mas ele foi escrito em 1881!

Ler faz bem... e torna-nos melhores!

domingo, 8 de outubro de 2017

Colecção "Ler Faz Bem" da Revista Visão #10

Boa tarde! Esta manhã adquiri o 10.º livro da colecção Ler Faz Bem, que faz parte da Revista Visão. O livro deste mês é O Jogador, do escritor russo Fiódor Dostoievski.

Título: O Jogador
Autor: Fiódor Dostoievski
Editora: Cardume Editores
Ano: 2017

Sinopse:
Em O Jogador, novela originalmente publicada em 1867, Dostoievksi descreve, de modo quase autobiográfico, a sua terrível experiência com a paixão do jogo, o desespero e a miséria consequentes. O Jogador é o relato, na primeira pessoa, de Alexis Ivanovitch, preceptor, do seu enamoramento por Paulina e da sua perdição no jogo no lugar imaginário de Roletemburgo, onde, no casino, os diversos tipos de jogadores se envolvem num ambiente que os conduz gradualmente à dissolução.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Prémio Nobel da Literatura 2017


"Que, em romances de grande força emocional, revelou o abismo sob o sentido ilusório de conexão com o mundo."

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Received book :: "Carson"

Hello everybody! Today I have a new book to show you, won on Goodreads: Carson (Bad Boys After Dark - Bad Billionaires After Dark series), by Melissa Foster. This romance has a misterious synopsis and a story that I really want to meet soon!
By the way, after winning, I was looking forward to receive the book because I was really interested on it. Thank you so much, Melissa! I'll try to read and review it as soon as possible. ☺



Title: Carson (Bad Boys After Dark)
Author: Melissa Foster
Publisher: World Literary Press
Year: 2017

Synopsis:
Second chances really do exist...
As the founder of a multimillion-dollar international security business, Carson Bad exposes secrets for a living. He knows better than to forge relationships built on them. But for years he did just that with his best friend, and secret lover, Tawny Bishop. She brought a sense of calm and understanding to his life—in and out of the bedroom. Until one fateful night when a knock at the door changed everything.

Tawny is no longer a naive college student. She’s a sought-after perfumer living in Paris. She has plenty of resources at her fingertips, and lots of lonely nights to think about the only man she’s ever loved—the one she ran away from all those years ago. She needs to move forward with her life, but how can she when Carson still owns her heart?
Maybe showing up in the middle of the night unannounced isn’t the best route to unraveling the past and figuring out her future, but Tawny has played it safe for ten long years, and it's only made her long for the man she never should have walked away from. Now she's back in Carson’s life, and he’s determined not to make the same mistake twice. If only he knew what that mistake was.


quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Série :: "Madre Paula"

Quem me conhece, sabe que eu raramente vejo filmes e não sigo quase nenhuma série, mas quando vi os anúncios a Madre Paula decidi que tinha mesmo de ver. Aliás, a história fascinou-me e à minha mãe, por isso fomos duas seguidoras assíduas de todos os episódios!


Para quem não sabe ou não seguir, a série Madre Paula reproduziu a vida da jovem Paula, que foi para o convento de Odivelas e se tornou monja. No entanto, teve um ardente caso amoroso com o rei de Portugal, o magnânimo D. João V. Paula era vista como mais uma amante do rei e todos pensavam que ela iria acabar como todas as outras, mas não foi isso que aconteceu; mesmo sendo um amor proibido, Paula e João estavam perdidamente apaixonados um pelo outro.
Baseada numa história real (literalmente!), a série prendeu-me a ela desde o primeiro momento. Senti uma enorme compaixão por Paula, pois o destino dela foi traçado contra a sua vontade e ela mostrou ser uma mulher de ideias fixas.
Quanto a D. João V, já lhe conhecia algumas extravagâncias (li, inclusivamente, um livro relativo ao seu reinado, cuja opinião está aqui), sendo um dos mais famosos reis de Portugal. O Rei-Sol português pareceu-me ser, dos dois, o que mais apaixonado estava, pois fazia tudo por Paula: proporcionou-lhe conforto e à família, obedecia aos seus pedidos e castigava aqueles que lhe faziam ou tentavam fazer mal.
Já a rainha Maria Ana de Áustria não me fascinou tanto, talvez devido ao mal que infligia sobre Paula, apesar de compreender o seu lado. Maria Ana não deixou de ser uma mulher traída, mal amada, que se sentia impotente perante as suas obrigações de esposa e rainha.
O amor de Paula e João foi o principal e o mais fascinante aspecto da série, mas houve também muitas guerras familiares, intrigas, condenações e traições cometidas, que complementaram toda a história.
De notar que a série foi igualmente baseada num romance de Patrícia Müller e, de facto, foi como ler um belo livro histórico.
Já agora, simplesmente adorei a música e as imagens do genérico! Acho que serviram que nem uma luva na história! Terei sido a única? 😁
Ontem foi transmitido o último episódio e parece que passou num ápice... Mas valeu muito a pena!

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Opinião :: Nunca me Esqueças | Lesley Pearse

Título: Nunca me Esqueças
Autora: Lesley Pearse
Editora: Edições ASA
Ano: 2017 (15.ª edição)

Sinopse:
Naquele que seria o dia mais decisivo da sua vida, Mary - filha de humildes pescadores da Cornualha - traçou o seu destino ao roubar um chapéu. O seu castigo: a forca.
A sua única alternativa: recomeçar a vida no outro lado do mundo.
Dividida entre o sonho de começar de novo e o terror de não sobreviver a tão dura viagem, Mary ruma à Austrália, à época uma colónia de condenados. O novo continente revela-se um enorme desafio onde tudo é desconhecido… como desconhecida é a assombrosa sensação de encontrar o grande amor da sua vida. Apaixonada, Mary vai bater-se pelos seus sonhos sem reservas ou hesitações. E a sua luta ficará para sempre inscrita na História.
Inspirada por uma excepcional história verídica, Lesley Pearse - a rainha do romance inglês - apresenta-nos Mary Broad e, com ela, faz-nos embarcar numa montanha-russa de emoções únicas e inesquecíveis.


Opinião:
Mais um romance histórico de uma autora que aprecio e que neste livro nos conta a história de Mary Broad, uma jovem mulher que vê o seu destino alterado por causa de um chapéu roubado. Quando já não esperava livrar-se da pena de morte, surgiu a hipótese da deportação para a Nova Gales do Sul (actual Austrália). Assim, acompanhamos todo o seu percurso até lá e conhecemos as suas aventuras que marcarão a sua vida e a História.
O livro está repleto de viagens e descobrimentos, mas nem tudo é, literalmente, um mar de rosas, pois Mary e todos os deportados da época viveram em condições desumanas que agora consideramos inconcebíveis. Apesar de tudo, Mary fascina todos com a sua força, determinação e desejo de liberdade que a leva e a um grupo de amigos por mares nunca antes navegados.
Sendo uma história baseada em factos reais, criei uma grande empatia com Mary devido à sua resiliência perante as dificuldades, que foram muitas, e à sua aventura pelo mundo. Com este livro, fiquei a conhecer um pouco mais da História mundial, bem como algumas denominações de terras anteriores às que agora conhecemos.

A viagem para a baía de Botany - todo o percurso das viagens de Mary Broad
Mesmo gostando de relatos sobre viagens, este livro cingiu-se quase só a isso. A meu ver, faltou um pouco de romance, tal como me habituei com esta autora. No entanto, Lesley Pearse menciona no final que também ela gostaria de ter escrito mais, colocando mais aventuras amorosas na vida de Mary. A explicação dada foi compreensível e não me fez gostar menos da história: pelo contrário! Assim constatei o carinho que a personagem deixou em todos os que a conheceram, inclusivamente a autora!
O livro não sobe para o topo dos meus livros lidos de Lesley Pearse, mas não deixa de ser um bom livro com uma personagem e história marcantes.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Livro recebido :: "Na Boa!"

Olá! Venho hoje partilhar o mais recente livro que recebi: Na Boa!, de Diogo Faro. Já tinha visto na televisão uma entrevista ao autor a falar sobre esta obra e na altura achei-a bem interessante, pois deve ser um livro cheio de humor (o autor, por si só, já era bem engraçado 😁).
Faz sempre falta um livro bem-disposto na nossa estante. Estou desejosa de ler este!

Título: Na Boa!
Autor: Diogo Faro
Editora: A Esfera dos Livros
Ano: 2017

Sinopse:
Ser feliz na Dinamarca e noutros países prósperos é fácil. Com uma boa lareira por perto e um ordenado confortável para se fazer umas viagens aos trópicos duas ou três vezes por ano, quem é que consegue ser infeliz?
Já a felicidade em Portugal, onde o salário mínimo é mesmo mínimo, os transportes públicos estão sempre atrasados e é preciso dormir à porta da Segurança Social para se ser atendido, é um assunto intrigante que desperta o fascínio da comunidade científica mundial. É, de facto, um case study que merece ser escrutinado e compreendido em toda a sua profundidade – até porque, segundo sondagens recentes, cerca de 97% dos portugueses são felizes. Porquê? Porque levam a vida, passe a expressão singela, «na boa».
Esta é uma das conclusões mais interessantes dos estudos aprofundados que, desde o início do novo milénio, têm sido levados a cabo pelo Instituto Português dos Altos Estudos para a Felicidade (IPAEF), os quais são divulgados pela primeira vez com a publicação desta obra.
Numa linguagem rigorosa, mas acessível, o presidente e fundador do IPAEF, Diogo Faro, que tem percorrido o mundo a dissertar sobre este fenómeno em palestras de acesso restrito, explica agora ao grande público o extraordinário segredo da felicidade do povo português. «“Na boa”, “um gajo safa-se”, “claro que se desenrasca isso”, os problemas resolvem-se e a vida leva-se de sorriso na cara», escreve o autor. «Com mais ou menos sobressaltos, descobrimos constantemente maneiras de saltar de nenúfar em nenúfar, mesmo quando à nossa volta tudo é um lago de problemas.»
Porque de vez em quando é bom olharmo-nos ao espelho e gostarmos do que vemos, a leitura deste livro fará o leitor sentir-se ainda mais feliz. Por si. Pelo seu país. Por todos nós.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Colecção "Ler Faz Bem" da Revista Visão #9

Viva! Esta semana adquiri o nono exemplar da colecção Ler Faz Bem da Revista Visão. Este mês, a obra é A Morte de Ivan Ilitch, de Lev Tolstoi, um escritor russo do qual já ouvi falar mas nunca lhe conheci os trabalhos. Agora já vou ter a oportunidade de conhecer um deles. ☺

Título: A Morte de Ivan Ilitch
Autor: Lev Tolstoi
Editora: Cardume Editores
Ano: 2017

Sinopse:
Uma dor aparentemente insignificante acaba por abalar o quotidiano de Ivan Ilitch, um respeitado juiz de 45 anos cuja principal preocupação é viver de acordo com as convenções sociais do seu meio. A agonia, a incompreensão dos que o rodeiam e, por fim, a proximidade da morte levam Ivan Ilitch a reflectir sobre o seu passado e sobre as suas opções a nível pessoal e profissional. Teria ele passado ao lado do verdadeiro sentido da Vida? Publicada em 1886, a novela A Morte de Ivan Ilitch é considerada uma das obras.primas de Lev Tolstoi.

domingo, 10 de setembro de 2017

Opinião :: Reciclemos o sistema eleitoral! | Luís Humberto Teixeira

Título: Reciclemos o sistema eleitoral!
Autor: Luís Humberto Teixeira
Editora: Edição de autor
Ano: 2003

Sinopse:
Reciclemos o sistema eleitoral! pretende ser um contributo para a discussão sobre a lei eleitoral para a Assembleia da República.
Neste livro defende-se a implementação de um sistema eleitoral misto que acabe com a influência dos eleitores "fantasma", promova o princípio da igualdade de voto, diminua a distorção entre a percentagem de votos e a de mandatos, contribua para a maior pluralidade do Parlamento e permita testar, de modo simples, a eficácia dos círculos uninominais como forma de aproximação entre eleitores e eleitos.
O título do livro deve-se aos princípios ecológicos do autor, que considera a
Redução do desperdício de votos válidos, a Reutilização dos actuais círculos eleitorais e a Reciclagem do sistema eleitoral um novo sopro de credibilidade na vida política portuguesa.


Opinião:
Este livro trata-se de uma carta aberta ao Presidente da República de então, Jorge Sampaio, propondo uma discussão na Assembleia da República sobre o Sistema Eleitoral português.
A política é uma área que está muito presente no nosso quotidiano e da qual todos os cidadãos deveriam estar minimamente a par, para poder, em algum momento, reflectir sobre a mesma; quer a política nacional em vigor seja do nosso agrado ou não, todos devemos contribuir para a sua melhoria. E creio que foi em jeito de contributo que Luís Humberto Teixeira elaborou este trabalho.
Admito que nunca me fascinei pela política, mas cumpro o meu dever de eleitora e, desde que o sou, fui compreendendo progressivamente este mundo. Ao ler este livro, percebi que o nosso sistema eleitoral não é perfeito e que é realmente necessária a reciclagem proposta.
O autor apresenta um trabalho de pesquisa detalhado, onde esclarece vários aspectos sobre a forma como ocorrem as votações e como os governos são escolhidos e explica os pontos que acha que devem ser revistos.
Creio que este ponto de vista é viável e deveria ser realmente discutido na Assembleia da República. Uma vez que, nas recentes eleições, a abstenção tem sido muito elevada, penso que o sistema proposto traria mais confiança aos votantes e, assim, estes tornar-se-iam mais activos, bem como votariam de forma mais justa.
Desde já, o meu muito obrigada ao autor Luís Humberto Teixeira pelo exemplar oferecido.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Livro recebido :: "O Prodígio"

Olá! Hoje quero partilhar o novo livro que se juntou à estante: O Prodígio, de Emma Donoghue. Este livro tem uma capa simplesmente fascinante e uma conjugação de cores linda! Além disso, a sinopse cativou-me muito e acho que a história vai ser surpreendente.
Quem já leu? O que acham do livro?

Título: O Prodígio
Autora: Emma Donoghue
Editora: Porto Editora
Ano: 2017

Sinopse:
A jovem Anna recusa-se a comer e, apesar disso, sobrevive mês após mês, aparentemente sem graves consequências físicas. Um milagre, dizem.
Mas quando Lib, uma jovem e cética enfermeira, é contratada para vigiar a menina noite e dia, os acontecimentos seguem um diferente rumo: Anna começa a definhar perante a passividade de todos e a impotência de Lib. E assim se adensa o mistério sobre aquela família de agricultores que parece envolta num cenário de mentiras, promessas e segredos.
Prisioneira da linguagem da fé, será Anna, afinal, vítima daqueles que mais ama?

sábado, 2 de setembro de 2017

Opinião :: Síndrome de Antuérpia | João Felgar

Título: Síndrome de Antuérpia
Autor: João Felgar
Editora: Clube do Autor
Ano: 2016

Sinopse:
No princípio tinha corpo e nome de homem. Depois partiu da aldeia, foi-se embora. Quando voltou era uma mulher, com um nome estranho e um passado de estrela dos palcos. Mas talvez fosse mentira. Por algum tempo foi atração de uma boîte de beira de estrada. Até à noite do incêndio, quando lhe deram o nome de Castiça, e se tornou a tola da aldeia.
Anos depois, no primeiro sábado da Quaresma, a Castiça apareceu morta ao fundo da pedreira, trazendo ainda vestida a roupa que usara no corso de Carnaval.
Nesse mesmo dia, prenderam Justiniano Alfarro. Seria tudo um logro, um embuste, porque Justiniano era o mais perfeito dos homens. Mas nenhuma voz se levantou quando o levaram, e todos aceitaram a notícia num silêncio cúmplice. Todos, menos as mulheres que o amaram.
Antuérpia, sua filha, é uma dessas mulheres. Convencida de que enfrenta um conluio, prepara-se para repor a verdade procurando-a no passado do pai. Mas engana-se, porque a origem de tudo está no futuro da aldeia.
Uma aldeia que foi ferida e está doente, mas que não sabe sequer o nome da doença que a atingiu.

Opinião:
Tive bastante curiosidade em descobrir em que consistia a história deste livro, já que a capa apresenta um grupo de pessoas mascaradas num desfile de Carnaval e um título que me intrigou, não conseguindo imediatamente associar ambos os elementos. Portanto, comecei a leitura com alguma expectativa.
De início percebi que a narrativa iria centrar-se mais em duas personagens: Castiça e Antuérpia, sendo que a primeira chocou os habitantes da aldeia ao aparecer morta e a segunda está determinada em descobrir se o pai foi justa ou injustamente acusado de matar Castiça. Seguidamente, fiquei a conhecer a vida dessa aldeia e dos acontecimentos que antecederam ao crime.
Como já referi, iniciei o livro com alguma expectativa, mas a meio do mesmo fui perdendo algum interesse, sendo que várias vezes lia mas não prestava muita atenção. Creio que a história não me cativou o suficiente e não criei um grande afecto pelas personagens, mas isso não quer dizer que a história seja má e que não tenha gostado e percebido o caso. Aliás, mais para o fim da leitura, recuperei o interesse e fiquei a entender a história e a sua ligação ao título e à capa, achando-a até bastante inteligente.
O que mais gostei na história foi da abordagem à transexualidade através da Castiça; esta foi, talvez, a única personagem que me marcou e pela qual senti maior empatia.
Penso que o facto de ser um livro assaz descritivo tornou a minha leitura mais maçadora do que prazerosa. Contudo, posso dizer que foi um livro positivo e, se o lesse de novo, talvez o lesse com mais entusiasmo.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Livro recebido :: "Reciclemos o sistema eleitoral!"

Bom dia! A propósito do 14.º aniversário de lançamento, o autor Luís Humberto Teixeira ofertou alguns exemplares do livro Reciclemos o sistema eleitoral! no Goodreads e eu fui uma das contempladas!
O livro é muito pequeno e apresenta a opinião do autor sobre o que deveria ser alterado no Sistema Político Português.
Sendo que brevemente teremos as eleições autárquicas no país, creio que este livro chegou numa boa altura.

Título: Reciclemos o sistema eleitoral!
Autor: Luís Humberto Teixeira
Editora: Edição de autor
Ano: 2003

Sinopse:
Reciclemos o sistema eleitoral! pretende ser um contributo para a discussão sobre a lei eleitoral para a Assembleia da República.
Neste livro defende-se a implementação de um sistema eleitoral misto que acabe com a influência dos eleitores "fantasma", promova o princípio da igualdade de voto, diminua a distorção entre a percentagem de votos e a de mandatos, contribua para a maior pluralidade do Parlamento e permita testar, de modo simples, a eficácia dos círculos uninominais como forma de aproximação entre eleitores e eleitos.
O título do livro deve-se aos princípios ecológicos do autor, que considera a
Redução do desperdício de votos válidos, a Reutilização dos actuais círculos eleitorais e a Reciclagem do sistema eleitoral um novo sopro de credibilidade na vida política portuguesa.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Opinião :: A Mãe Eterna | Betty Milan


Título: A Mãe Eterna
Autora: Betty Milan
Editora: Objectiva
Ano: 2017

Sinopse:
A filha está cansada de ver a mãe definhar, esgotada. Aos 98 anos, com a saúde debilitada, a mãe mal ouve e quase não vê. A filha, que se vê no papel de mãe da própria mãe questiona os médicos, as religiões, tudo. Para quê manter vivo alguém que já não vive?
Num relato comovente, em forma de diário, a filha descreve as peripécias do dia-a-dia com a mãe; ao mesmo tempo, este diário é um escape, um desabafo e um apelo à mãe - a mãe imaginária, a que tinha e já não tem, a que lhe lia, que a escutava e acalentava.
A mãe que fazia o papel de mãe.
Um livro forte, uma reflexão gritante de tão actual, A MÃE ETERNA apresenta-nos um dilema que mói a alma e nos faz questionar a vida, a morte e a relação mãe-filha.
 
Opinião:
A Mãe Eterna é um relato emotivo dos últimos momentos de vida da mãe de Betty Milan. Foi com especial carinho que li este diário e conheci estas duas mulheres, que me fizeram recordar as minhas duas avós: também na casa dos 90, definharam assustadoramente rápido e precisaram de especiais cuidados, particularmente a minha avó materna. Tal como a protagonista, esta minha avó foi cuidada por uma das filhas, durante quase três anos, até ao fim. As minhas avós morreram com sete meses de diferença, há cerca de dois anos.
Assim, posso dizer que revi a minha tia nestes textos e até na própria autora; senti a angústia e as frustrações, mas ao mesmo tempo o amor mútuo de mãe e filha e a dedicação até ao último segundo de vida. Apesar da sombra da morte estar constantemente presente, este livro é uma forma muito bonita de recordar quem partiu fisicamente mas que permanecerá guardado nos nossos corações.
Um livro emocionante que reacende a saudade dos nossos entes já idos. Deveria ser lido por todos.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Livro recebido :: "Marta"

Olá a todos! Cá estou eu para partilhar o mais recente livro a chegar à estante: Marta, de PJ Vulter. O livro é relativamente pequeno mas a sinopse é bastante intrigante, pelo que estou curiosíssima em relação à história!
Já agora, adoro a capa! 😍

Já conhecem?

Título: Marta
Autor: PJ Vulter
Editora: Coolbooks
Ano: 2017

Sinopse:
Peixelim, verão de 1972. Todos se preparam para as festas da Vila e Teresa aguarda, ansiosa, o reencontro com os primos, Maria Alva e Rodrigo.
Teresa sempre viveu sob a sombra de Marta, a irmã que nunca conheceu, falecida 20 anos antes. Ao completar 16 anos, tudo piora. De repente, Marta parece ressuscitar para a atormentar ainda mais. Ela era uma assombração para toda a família, mas, inexplicavelmente, nunca se falava dela.
Toda a esperança de Teresa estava naquele alento que os primos lhe davam, nas festividades. Mas, nesse ano, nem eles conseguirão valer-lhe; Marta, e tudo o que ela significa - seja lá isso o que for -, está de regresso para atormentar a sua vida. 
Marta leva-nos aos últimos tempos do Estado Novo e ao clima de suspeição e opressão reinantes. Este belíssimo romance retrata um modo de vida que para a maioria dos jovens de hoje nunca existiu, mas é parte da nossa História recente… E é bom lá voltar, de vez em quando, para sabermos dar valor à liberdade que temos.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Opinião :: A Relíquia | Eça de Queirós

Título: A Relíquia
Autor: Eça de Queirós
Editora: Círculo de Leitores
Ano: 1993

Sinopse (retirada da Internet):
Romance saído em folhetins na Gazeta de Notícias, cuja epígrafe se tornou célebre - "Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia" - por sintetizar a aliança entre realismo e imaginação, naturalismo e fantástico, patente na obra.
Da intriga central - a viagem de Teodorico à Terra Santa, de onde traz, não a relíquia que prometera à tia beata, mas sim, por lapso, a camisa de dormir de uma amante - sobressai o sonho ou a viagem no tempo do protagonista, que, acompanhado pelo seu erudito amigo, Dr. Topsius, assiste à pregação, julgamento e morte de Jesus.
A obra, que exalta a figura humana de Cristo, como paradigma de amor e de bondade, foi considerada herética pelos setores mais conservadores, por questionar a divindade de Cristo.


Opinião:
Desta vez, a minha curiosidade em relação a este livro recaiu sobre o título; uma vez que esta edição não contém uma sinopse, comecei a leitura com uma maior sede de descobrir o que era a tal relíquia.
O início do livro agradou-me mais do que esperava: constatei que iria ser uma história engraçada, apesar das desgraças de Teodorico. No entanto, uma parte da história foi mais descritiva, nomeadamente o relato do dia de Páscoa em Jerusalém, e não me cativou muito, o que me fez abstrair mais da leitura. Fiquei novamente interessada aquando do culminar do caso: foi quando desvendei a relíquia e conheci o destino de Teodorico, bem como a moral da história.
No final, achei este livro muito bom, com um grande ensinamento para a vida: a inutilidade da hipocrisia. Eça de Queirós criou uma história cativante, utilizando uma escrita formal mas cómica, para abordar a religião e os comportamentos da sociedade daquele tempo.
Gostei muito de ler o livro e de viajar, tanto no tempo como no espaço; gostei de ler sobre a viagem a Israel e à Síria e tentei imaginar como seriam estes países no século XIX (com certeza muito diferentes da actualidade...).
Uma boa surpresa: recomendo!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Opinião :: Gravar as Marcas | Veronica Roth

Título: Gravar as Marcas
Autora: Veronica Roth
Editora: HarperCollins
Ano: 2017

Sinopse:
Numa galáxia dominada pela corrente, todos têm um dom.
CYRA é a irmã do tirano cruel que governa o povo de Shotet. O dom-corrente de Cyra confere-lhe dor e poder, que o irmão explora, usando-a para torturar os seus inimigos. Mas Cyra é muito mais do que uma arma nas mãos do irmão; é resistente, veloz e mais inteligente do que ele pensa.
AKOS é filho de um agricultor e do oráculo de Thuvhe, a nação-planeta mais gelada. Protegido por um dom-corrente invulgar, Akos possui um espírito generoso e a lealdade que dedica à família é infinita. Após a captura de Akos e do irmão, por soldados Shotet inimigos, Akos tenta desesperadamente libertar o irmão, com vida, custe o que custar. Então, Akos é empurrado para o mundo de Cyra, onde a inimizade entre ambas as nações e famílias aparenta ser incontornável. Ajudar-se-ão mutuamente a sobreviver ou optarão por se destruir um ao outro?
Da autoria de Veronica Roth, Gravar as Marcas é um retrato deslumbrante do poder da amizade e do amor, numa galáxia repleta de dons inusitados.

Opinião:
Não criei grandes expectativas em relação a esta leitura, uma vez que não sou fã deste género literário, mas cedo percebi que iria gostar desta história.

Numa galáxia dominada pela corrente, todos têm um dom.

Nesta galáxia, onde existem diferentes planetas e povos, todos têm um dom-corrente e alguns são predestinados. Além disso, caracterizam-se por serem lutadores, tendo inclusivamente escolas de combate, e ao longo do livro testemunhamos vários confrontos.
Através das personagens principais, Akos e Cyra, conhecemos as suas vidas, as suas ligações e o que acontece nestes mundos distintos.
Pensei que me ia custar a interiorizar todos os neologismos criados pela autora (quer os nomes das personagens, quer os elementos que fazem parte da galáxia), contudo achei-os bastante originais e aceitei-os bem. A história em si também foi agradável; gostei das diferenças entre Akos e Cyra e das suas particularidades, pois acabam por se complementar um ao outro. Entre eles surgiu uma relação de amizade que vale a pena conhecer.
Todavia, o final manteve-me em suspenso, ou seja, senti que a história não estava completa e isso desiludiu-me um pouco. Porém, mais tarde descobri que o segundo volume irá ser publicado no próximo ano. Se tiver oportunidade, irei querer ler.
Em suma, este foi um bom livro. Apesar de a história não me ter marcado muito, confesso que foi uma agradável surpresa.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Colecção "Ler Faz Bem" da Revista Visão #8

Olá! Já tenho comigo o meu oitavo exemplar da colecção Ler Faz Bem: O Coração das Trevas, de Joseph Conrad. Esta história parece-me sombria... mas depois irei descobrir!
Quem já conhece esta obra?

Título: O Coração das Trevas
Autor: Joseph Conrad
Editora: Cardume Editores
Ano: 2017

Sinopse:
Publicado em livro em 1902, O Coração das Trevas é um clássico indiscutível da Literatura do século XX. O leitor acompanha a viagem de Marlow pelo Congo em busca do misterioso Kurtz, comandante de um dos postos avançados de uma companhia mercante de marfim. Vivendo situações-limite no interior da selva africana, Marlow encontra finalmente aquele que procura, e que deve trazer de volta à civilização. Considerado uma parábola sobre o Mal, o livro deu origem ao filme Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola.

sábado, 5 de agosto de 2017

Opinião :: Se Eu Fosse Tua | Meredith Russo

 Título: Se Eu Fosse Tua
Autora: Meredith Russo
Editora: Nuvem de Tinta
Ano: 2017

Sinopse:
Mudar de escola no último ano e ser a miúda nova do liceu nunca é fácil para ninguém. Amanda Hardy não é excepção: se quiser fazer amigos e sentir-se aceite, terá de baixar as defesas e deixar que os outros se aproximem. Mas como, quando guarda um segredo tão grande? Quando tenta a todo o custo esconder o seu passado e começar uma vida nova?
Para piorar as coisas, apaixona-se perdidamente pelo rapaz mais popular do liceu e tudo o que mais quer é contar-lhe a verdade. Será que ele é tão especial quanto parece? Poderá confiar nele?
Uma história inspiradora e comovente que nos enche o coração e nos ensina que o amor mais verdadeiro e profundo nasce da coragem de sermos nós mesmos.

Opinião:
Este livro foi uma surpresa para mim. Quando ouvi falar sobre ele, nunca imaginei que o assunto fosse a transexualidade, muito menos que se baseasse na vida da própria autora. Não é todos os dias que se lêem livros sobre este tema, por isso, quando tive a oportunidade de o ler, fiquei extasiada!
A história de Amanda marcou-me muito. Logo de início criei uma grande empatia com ela e gostei cada vez mais dela à medida que ia descortinando a sua vida. Esta ligação permitiu-me sentir as suas emoções e compreender melhor o lado de quem passa por estas mudanças. Senti também compaixão nos momentos mais frágeis e difíceis mas, ao mesmo tempo, achei-a uma jovem forte e determinada, um grande exemplo para todos, especialmente para os transexuais. Tive mesmo vontade de ser amiga dela!
Contudo, achei a história um pouco superficial, ou seja, achei que deveria ter sido um pouco mais desenvolvida. Talvez este defeito tenha a ver com o facto de querer saber mais sobre este caso. Não foi por isso que deixei de gostar da história: antes pelo contrário! 😉
Além de todo o enredo, gostei da mensagem transmitida pela autora: uma mensagem de esperança e integração, bem como de compreensão e aceitação.
Numa escrita informal e acessível, Meredith Russo dá-nos uma visão mais próxima de todo este processo e de todas as pessoas envolvidas. Este livro pode muito bem quebrar barreiras e estereótipos e até mudar vidas.
Um livro de leitura obrigatória!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A ler :: A Relíquia | Eça de Queirós

A Relíquia, de Eça de Queirós

Esta é a minha actual leitura: A Relíquia, de Eça de Queirós. Como podem ver, este livro é uma edição especial de capa dura, pertencente a uma colecção de obras deste autor, do Círculo de Leitores.
Não me falta muito para o acabar de ler; em breve espero partilhar a minha opinião!

Este livro é de 1993 e as suas páginas já mostram sinais do tempo: para mim, tornam-no ainda mais especial!

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Opinião :: O Livreiro de Paris | Nina George

Título: O Livreiro de Paris
Autora: Nina George
Editora: Editorial Presença
Ano: 2017

Sinopse:
Jean Perdu é proprietário de um negócio tão especial quanto extraordinário: a Farmácia Literária, uma livraria instalada num barco atracado no rio Sena, em Paris. Ao invés de vender medicamentos, receita livros como remédio para os males da alma. Porém, embora saiba aliviar a dor dos outros, não consegue atenuar a sua própria dor. O que Monsieur Perdu não sabe é que a descoberta de uma carta do seu passado está prestes a mudar-lhe o destino. Depois de a ler, Jean encontra-se numa encruzilhada: continuar uma existência sombria e dolorosa ou embarcar numa viagem ao Sul de França, até à Provença, ao encontro da reconciliação com o passado e da beleza da vida.

Opinião:
O que mais me chamou a atenção ao conhecer o livro foi a Farmácia Literária: acredito que muitos livrólicos fossem adorar entrar naquela farmácia, quer para lhes serem receitados livros, quer para conhecerem Jean Perdu.
Criei uma certa empatia com este livreiro, pois ele detém um conhecimento vasto em literatura, gosta de gatos e leva uma vida pacata. No entanto, percebe-se logo de início que há algo que o preocupa e o mói por dentro: aos poucos fui descobrindo o seu passado e acompanhando o presente... e achando que, de alguma forma, ele faz jus ao seu apelido! 😉
A leitura levou-me à viagem de Perdu pela França: fui imaginando o rio, as montanhas, as casas e também as cores, os sabores e os cheiros. De igual modo, fui conhecendo melhor o passado amoroso de Perdu.
Agradou-me a abordagem que a autora fez à morte e ao luto. O assunto é complexo e difícil de gerir quando, de repente, nos vemos nessa situação. Penso que a forma como a personagem acaba por lidar com o luto é viável, bonita e pode mesmo ser uma ajuda a um leitor enlutado.
A escrita é muito boa, informal e consegue activar os nossos sentidos. Senti-me a viajar com Perdu pelas belas paisagens francesas e até fiquei a conhecer alguns pratos típicos: o livro traz algumas receitas que parecem ser deliciosas! Além disso, traz também uma lista de livros a ler quando estivermos doentes. Ficamos assim com um óptimo farmacêutico em casa!
Leiam este livro: é encantador!

terça-feira, 25 de julho de 2017

Livro recebido :: "No Rasto do Predador"

Olá! Hoje tenho para vos mostrar este livro: No Rasto do Predador, de Wilbur Smith com Tom Cain. Este é mais um thriller que estou ansiosa por ler, pois estou cada vez mais fã deste género literário!
O livro é relativamente recente, mas já o conheciam?

Título: No Rasto do Predador
Autores: Wilbur Smith com Tom Cain
Editora: Editorial Presença
Ano: 2017

Sinopse:
Hector Cross, ex-agente SAS, perito em segurança privada, viúvo. A sua mulher desapareceu cedo demais, cruelmente assassinada. Johnny Congo - psicopata, extorsionista, terrorista - é o homem que Cross quer ver morto. Tal como as autoridades americanas. Congo é levado para o corredor da morte da prisão mais segura do mundo. Duas semanas apenas o separam do dia da sua execução. Ele quer fugir. Já se evadiu uma vez e sabe que pode fazê-lo de novo. Cross, ainda mal refeito do seu confronto com Congo, regressa à ação. Em pleno Atlântico, navega o superpetroleiro Bannock A. Ataques terroristas na zona provocam o pânico e só uma pessoa pode assegurar a proteção do navio. O que foi prometido como algo fácil é muito mais do que isso - é uma missão que irá pôr à prova os limites emocionais e físicos de Cross. Mas o seu passado como agente SAS e a sua experiência em segurança privada tornaram-no capaz de enfrentar todos os perigos. Conseguirá desta vez apanhar a sua presa?

sábado, 22 de julho de 2017

Opinião :: Eu Amo Você | Nilton

 Título: Eu Amo Você
Autor: Nilton
Editora: Livros d'Hoje
Ano: 2011 (7.ª edição)

Sinopse:
Este é um livro de humor que disserta sobre todos em geral e os portugueses em particular. Pequenos pensamentos ou grandes ideias sobre o nosso dia-a-dia. Duzentas páginas de dúvidas de um autor que vive fascinado com a essência do ser português.

As pessoas que se divorciam não deveriam ser obrigadas a devolver os presentes?

Porque é que quando estamos na dúvida se o leite está azedo e pedimos a alguém para provar, essa pessoa prova? Em vez de um acordo ortográfico, entre Portugal e Brasil não será mais urgente fazer um acordo pornográfico?

Um pai que tem gémeos vive descansado. Acontece alguma coisa a um, tem outro. Telefonam da escola a dizer: «O seu filho partiu a cabeça», e o pai pensa: «Não me importa, tenho aqui outro igualzinho, está impecável!» Porque é que as pessoas folheiam os livros novos na livraria?

Estão com a esperança de encontrar lá alguma coisa sobre eles?

Já agora, a crise manda-lhe um abraço e avisa que vai chover para a semana.


Opinião:
Após ter lido o livro Paga O Que Deves!, reencontrei o mesmo tipo de humor e de escrita de Nilton em Eu Amo Você. Os dois livros são bastante semelhantes no seu conteúdo, mas acho que gostei um pouco mais deste do que do outro, talvez por se centrar mais nas questões do dia-a-dia e no povo português.
Tendo sido pela primeira vez editado em 2009 - parecendo que não, já lá vão oito anos... - , Eu Amo Você possui alguns assuntos e personalidades da época, o que me fez recordá-los e me deixou até de sorriso no rosto, tendo sido também mais fácil entender as piadas. ☺
Em suma, foi um livro bom de ler, agradável e engraçado, sendo uma leitura apropriada para um fim-de-semana ou outra altura em que desejemos desanuviar lendo algo leve.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Livro recebido :: "O Grito do Corvo"

Ora viva! Quero partilhar convosco este novo livro: O Grito do Corvo, de Sandra Carvalho. Este é o terceiro livro da trilogia Crónicas da Terra e do Mar que tem como pano de fundo o arquipélago dos Açores. Tenho para mim que esta leitura me vai fazer viajar um pouco... ☺

 Título: O Grito do Corvo
Autora: Sandra Carvalho
Editora: Editorial Presença
Ano: 2017

Sinopse:
Os piratas do Rouxinol veem-se cada vez mais longe de saquear o ouro da galé castelhana Niña del Mar devido aos estragos causados pela violenta tempestade que se abateu sobre o barinel. A descoberta da identidade de Leonor faz com que Corvo queira regressar de imediato aos Açores, para entregá-la à guarda do pai. Porém, a tripulação discorda e o caos instala-se a bordo. O que Leonor mais deseja é lutar ao lado dos companheiros e recuperar a confiança de Corvo. No entanto, Tomás Rebelo continua a precisar dela para alcançar o propósito funesto que o levou a assenhorear-se de Águas Santas. Conseguirá Leonor chegar incólume à misteriosa ilha das Flores, conhecer o Açor e abraçar a irmã, ou acabará abandonada por Corvo, à mercê dos caprichos do abominável Tomás Rebelo?

domingo, 16 de julho de 2017

Opinião :: O País do Carnaval | Jorge Amado

Título: O País do Carnaval
Autor: Jorge Amado
Editora: Planeta de Agostini
Ano: 2002 (49.ª edição)

Sinopse:
Diante da grandiosidade da natureza, o brasileiro pensou que isto aqui fosse um circo. E virou palhaço...
Este livro pretende contar a história de um homem que, tendo vivido na velha França muito tempo, voltou à Pátria disposto a encontrar o sentido da sua vida.
Conta a sua luta, o seu fracasso. Conta a luta dos seus amigos, rapazes de talento, que falharam na existência.
Este livro é um grito. Quase um pedido de socorro.
É toda uma geração insatisfeita que procura a sua finalidade.
Nós já começamos a luta contra a dúvida. A geração que chega combate as atitudes céticas.
Este livro narra a vida de homens céticos que, entretanto, procuram uma finalidade. Tentaram alcançá-la. Uns no amor, outros na religião. O fracasso das tentativas não é prova da sua inutilidade.

 
Opinião:
O País do Carnaval foi o primeiro livro escrito por Jorge Amado, em 1930. Perante a sinopse desta edição, a minha curiosidade aumentou exponencialmente. De facto, ao julgar qualquer livro pela capa ou pelo título não fazemos as melhores conclusões sobre o mesmo. Inicialmente, pensava que este livro contava uma história que retratasse um Brasil alegre, colorido, de espírito carnavalesco. No entanto, quer a sinopse, quer o texto introdutório escrito por Augusto Frederico Schmidt (uma carta direccionada ao autor), explicam-nos perfeitamente o que vamos encontrar na obra.

Esta é a história de um grupo de homens que procura o sentido das suas vidas. Juntos discutem filosofias, questionam o amor, a política, a escrita e a religião e, individualmente, tiram as suas conclusões.

A história está cheia de metáforas e ironias inteligentes. Em quase todo o livro encontramos diálogos e pensamentos acerca das dúvidas existenciais das personagens. Por vezes achei um pouco de mais, mas no fim acabei por achá-las necessárias. A visão de cada um sobre a vida permite-nos reflectir sob diferentes perspectivas; tal como as personagens, fui assimilando as opiniões e criando a minha própria ideia acerca do assunto. Gostei desta liberdade de pensamento e do espírito vanguardista de Jorge Amado.

À parte das questões filosóficas, existe também algum romance que, parecendo à partida algo simples e natural, suscitou igualmente muitas dúvidas em algumas personagens.

Mais uma vez, Jorge Amado faz um retrato da sociedade brasileira da época (que, na verdade, foi o primeiro) com uma escrita muito simples e característica, à qual já me habituei e tenho apreciado cada vez mais.