terça-feira, 25 de abril de 2017

Opinião :: Paga O Que Deves! | Nilton

Título: Paga O Que Deves!
Autor: Nilton
Editora: Livros d'Hoje
Ano: 2010

Sinopse:
Um livro divertido de um dos maiores humoristas da actualidade.
Um livro de humor, cujo título nos remete para uma das rubricas mais populares do autor no seu programa 5 Para a Meia-Noite.

Opinião:
Gosto do Nilton e estava curiosa em relação ao que ia encontrar no livro. Antes de o ler, e apenas tendo lido a pequena sinopse do mesmo, previ que a leitura seria agradável e engraçada. E foi, mas não tanto quanto tinha imaginado.
Neste livro, Nilton registou pensamentos, colocou questões e escreveu críticas à sociedade portuguesa da actualidade. De maneira cómica e por vezes irónica, os textos relatam também algumas experiências do próprio autor e que aconteceram igualmente a muitos de nós.
Em alguns momentos, dei por mim a rir às gargalhadas: ora me revia em algumas situações, ora notava que o Nilton também se questionava acerca das mesmas coisas que eu (por mais estranhas que fossem!). Contudo, muitos dos textos não me despertavam qualquer emoção. Achei também que havia demasiados textos relacionados com sexo e mulheres, mas alguns deles eram engraçados.
A escrita é muito informal e acessível, tal como deve ser este género de leitura.
Apesar de não o ter adorado, o livro não me desiludiu e valeu a pena pelas vezes que me fez rir.

sábado, 22 de abril de 2017

Livro recebido :: "O Livreiro de Paris"

Olá! Quero mostrar-vos um livro novo: O Livreiro de Paris, de Nina George. Acho que vou adorar esta leitura! E reparem só nesta capa: é linda! Fiquei encantada (ou enchantée, se preferirem)! 😃

Título: O Livreiro de Paris
Autora: Nina George
Editora: Editorial Presença
Ano: 2017

Sinopse:
Jean Perdu é proprietário de um negócio tão especial quanto extraordinário: a Farmácia Literária, uma livraria instalada num barco atracado no rio Sena, em Paris. Ao invés de vender medicamentos, receita livros como remédio para os males da alma. Porém, embora saiba aliviar a dor dos outros, não consegue atenuar a sua própria dor. O que Monsieur Perdu não sabe é que a descoberta de uma carta do seu passado está prestes a mudar-lhe o destino. Depois de a ler, Jean encontra-se numa encruzilhada: continuar uma existência sombria e dolorosa ou embarcar numa viagem ao Sul de França, até à Provença, ao encontro da reconciliação com o passado e da beleza da vida.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Review :: My Name Is Tiarra | Mimi Marten

Title: My Name Is Tiarra
Author: Mimi Marten
Publisher: CreateSpace Independent Publishing Platform
Year: 2016

Synopsis:
Tiarra Simon comes from an impressive international family of diplomats. She now lives a comfortable and somewhat routine life as a soccer mom on the island of Maui. But that changes when she, and Reese Martinez, youth soccer coach, arrive to London for a meeting with Alexei Ibramovich, the powerful, intimidating, and rich owner of the Chelsea United Football Club.
Coming to secure an endowment and coaching assistance for soccer youth on Maui, she quickly realizes that much more is at play. Alexei is as mysterious and dark as his past seems to suggest. From the moment they meet, there is electricity in the air and they both feel the magnetism. Alexei is overwhelmed by Tiarra, but he doesn’t know what to do with his feelings for her or even with the woman herself.
Tiarra’s family is at the heart of everything she does. Her husband Sergio, who himself comes from an international and political family from Argentina, and her two boys. Thus, as her integrity, her values, and her relationships get tested, she attempts the impossible in London.
Tiarra Simon is a force of nature. Love her or hate her, she will get to you. As Tiarra sweeps through their lives, no one is the same.

Review:
I love Tiarra! She is confident, strong and independent: everything that everyone would like to be. Also, she comes from an international family and she travels a lot and knows many languages. For me, she is complete, even an idol! However, sometimes I felt that her qualities were too highlighted, which made people around her look a bit submissive, although that fact gave the story a lot more fun!
In this book, we find Tiarra's special goal: to help the kids of Maui, her home, in Hawaii. In order to achieve it, she travels to London with Reese to meet the board of directors of Chelsea's football club and its players, so they can help them monetarily.
The story is a serie of events of this trip, where we can follow Tiarra's adventure and get to know the reasons why she chose this club in particular.
I felt that this story should be real! The willing of this woman to help children is praiseworthy and I think she made a great choice by speaking to the rich people of Football. Those who have millions should help the ones that have less but still admire them. The world would be so much better!
Besides, I loved the traveling aspects: they flew from the other side of the planet to London, being also in Paris, for this special purpose.
Because it's about football, Cristiano Ronaldo's name had to appear! 😀 And I was not expecting to see José Mourinho playing a role in the story. As a Portuguese, I felt very proud!
I enjoyed the author's writing. There were plenty of formal scenes and dialogues, but the majority of the descriptions were informal, comic sometimes, and very easy to read.
The way it ends invites us to read the next two books. I confess that I'm interested!
I recommend this book to those who like the football's world, travels and people that help others. You really need to meet Tiarra.

Do you know Tiarra's series? What do you think?

domingo, 16 de abril de 2017

Boa Páscoa! (Já agora, lembram-se disto?)

(Imagem retirada da Internet)
Boa Páscoa para todos! Espero que desfrutem deste dia da melhor maneira, cheio de alegria e paz, na companhia daqueles que vos são mais importantes. Comam também muitas amêndoas e doces e se conseguirem um tempinho livre para lerem um bocadinho, tanto melhor!

Mas, antes de eu própria ir enfardar-me de doces e afins, deixem-me contar-vos uma coisa.
Há dias estava a pensar neste dia de Páscoa e estava com a sensação de que o dia 16 me fazia lembrar qualquer coisa. Passado algum tempo é que me lembrei: em 2006, a Páscoa também foi no dia 16 de Abril. E ficou marcado, na altura, pelo acidente de viação que ceifou a vida ao Francisco Adam, actor nos Morangos com Açúcar. Apesar de não ter sido grande fã da série, eu fiz parte da geração Morangos (que, diga-se de passagem, é uma das melhores!) e aquela notícia chocou-me e a todo o país. Parece que foi ontem e já se passaram onze anos... Também se lembram disto?
Vá, depois deste desabafo, é melhor ir comer amêndoas. Porque às vezes também sabe bem cometer excessos.

Happy Easter! 😀

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Received book :: "Logos"

Hello, everybody! I want to show you my new book: Logos, by John Neeleman. This is another book won on Goodreads and I was looking forward for it. Now that I have it finally in my hands, I must say that this book looks amazing! I love historical novels and I'm eager to start reading this one, but I confess it'll be a challenging read, since it's a big book, with a strong subject, in English. Anyways, of course I'll review it once I'm finished! ☺

Title: Logos: a novel of Christianity's origin
Author: John Neeleman
Publisher: Homebound Publications
Year: 2015

Synopsis:
Logos is a bildungsroman about the anonymous author of the original Gospel, set amid the kaleidoscopic mingling of ancient cultures.
In A.D. 66, Jacob is one of Jerusalem's privileged Greco-Roman Jews. When Roman soldiers murder his parents and his beloved sister disappears in a pogrom led by the Roman procurator, he joins Israel's rebellion against Rome. The rebellion he helps to foment leads to more tragedy - personal and, ultimately, cosmic: Jacob's wife and son perish in Rome's siege of Jerusalem, and the Romans destroy Jerusalem and the Temple, and finally extinguish Israel at Masada. Jacob wanders, and in Rome, he joins other dissidents - plotting vengeance not by arms, but by the power of an idea.
Paul of Tarsus, Josephus, the keepers of the Dead Sea Scrolls, and the historical Jesus himself each play a role in Jacob's tumultuous fortunes, but the women who have loved him compel the transforming and subversive climax.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Colecção "Ler Faz Bem" da revista Visão #4

Viva! Já adquiri o quarto livro da colecção Ler Faz Bem da revista Visão. Este mês foi a vez da obra A Metamorfose, de Franz Kafka.
Também já têm este livro?

Título: A Metamorfose
Autor: Franz Kafka
Editora: Cardume Editores
Ano: 2017

Sinopse:
Franz Kafka (Praga, 1883-Viena, 1924), escritor checo de língua alemã, é um dos romancistas mais perturbantes do século XX e um dos que mais influenciaram toda a literatura moderna. Os seus livros retratam-nos a sensação de claustrofobia e impotência do homem moderno perante a realidade absurda e labiríntica que o envolve e as forças exteriores que escapam ao seu controlo.
De entre os seus livros destacam-se Carta ao Pai (1910), O Processo (1925), O Castelo (1926) e este A Metamorfose (1915), obra extraordinária, que nos conta a história de Gregor Samsa, um caixeiro-viajante que suportava financeiramente a sua família e que certa manhã se viu transformado num insecto. Impossibilitado de ir para o trabalho e incapaz de comunicar com os seus familiares, Gregor Samsa vai tornando-se um peso insuportável para estes e sendo relegado para uma situação de marginalização. Narrativa simbólica, A Metamorfose reflecte sobre a angústia individual, a solidão e a desesperança humana.

sábado, 8 de abril de 2017

Livro recebido :: "Maria Vai-te Deitar! E outros contos"

Viva! Tenho aqui um livro novo para vos mostrar: Maria Vai-te Deitar! E outros contos, de Lubélia Sousa. É um livro com 20 contos infantis e que me parece perfeito para partilhar com os meus primos mais novos!
Também têm o hábito de ler com ou para crianças?

Título: Maria Vai-te Deitar! E outros contos
Autora: Lubélia Sousa
Editora: Chiado Editora
Ano: 2016

Sinopse:
Uma cobra, uma formiguinha, uma abelha e sopa da pedra?
Sim, descobre estes e outros contos dentro do livro!
Um história todos os dias ao acordar ou ao adormecer.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Opinião :: Confia em Mim | Lesley Pearse

Título: Confia em mim
Autora: Lesley Pearse
Editora: ASA
Ano: 2016

Sinopse:
As irmãs Dulcie e May têm uma vida perfeitamente normal em Inglaterra… até ao dia em que o pai, por acidente, mata a mãe. Quando ele é condenado a uma pena por homicídio involuntário, as duas meninas ficam sozinhas no mundo.
É no orfanato que as irmãs percebem o verdadeiro significado da palavra crueldade. Mas a promessa de uma “vida melhor” na Austrália enche-lhes o coração de esperança… Infelizmente, a realidade reserva-lhes mais um duro golpe.
Será apenas muito mais tarde, ao conhecer o jovem Ross, também um “sobrevivente” dos orfanatos, que Dulcie tem um vislumbre da felicidade. Mas após uma vida a ouvir tantas promessas vãs, terá ela a força de espírito para confiar em alguém a ponto de lhe entregar o seu coração? E conseguirá ainda salvar May das garras de um destino trágico?
Baseado em factos reais, Confia em Mim podia ser a história de milhares de crianças vulneráveis, arrancadas aos seus lares e aos entes queridos em meados do século passado.
Com a ternura a que já nos habituou, Lesley Pearse retrata a chocante realidade da migração infantil, bem como as marcas duradouras que deixa nas suas vítimas.

Opinião:
Mais um livro de Lesley Pearse lido e mais um para a minha lista dos favoritos! Este livro foi qualquer coisa de arrebatador...
Confia em Mim conta a história das irmãs Dulcie e May que cedo foram internadas num orfanato e onde sofreram actos crudelíssimos por parte das freiras. Mais tarde, na ilusão de um futuro melhor, foram levadas para a Austrália, no entanto acabaram por sofrer ainda mais durante os restantes anos das suas infâncias. Estas irmãs têm personalidades diferentes e as suas vidas acabam por tomar rumos igualmente distintos.
O livro foca-se essencialmente na Migração Infantil que se deu em meados do século XX e nas atrocidades que as crianças sofreram em inúmeros orfanatos, quer em Inglaterra, quer na Austrália. A descrição desses maus tratos é arrepiante e até repugnante, e custou-me acreditar que tivessem realmente acontecido. Essas crianças, por conseguinte, ficaram marcadas para toda a vida: têm medos, falta de emoções, de auto-estima e até de capacidade de confiar nos outros, e isso acaba também por ter influência naqueles que os rodeiam.
Apesar das coisas más, gostei muito do romance que a autora desenvolveu. Gostei também muito da força de Dulcie, a personagem mais destacada, e acho que mereceu o destino que teve. As outras personagens foram igualmente relevantes e todas me marcaram (à excepção das freiras e dos frades!). Adorei também as descrições das viagens e das terras australianas (Perth, Sydney, ...), pois não costumo ler histórias decorridas lá.
A acção tomou parte depois da Segunda Guerra Mundial e, como tem sido hábito nos livros de Lesley, houve muitos aspectos históricos e foi agradável seguir também a evolução do tempo, das modas e mais tarde das mentalidades.
Foi um livro demorado de se ler por causa das 752 páginas, mas fiquei com sede de mais algumas! Já reparei que, pelo menos com esta autora, quanto maior é o livro, mais eu gosto dele. Até agora, é o meu favorito!
Aconselho vivamente esta leitura. Tem relatos chocantes, no entanto o romance é muito bonito e comovente.

domingo, 2 de abril de 2017

Received book :: "Jais"

Hello, readers! Recently I received a new book won in a Goodreads' giveaway: Jais, by Jason Kasper. I'm not used to read this genre, but of course I'll review it just after finishing my reading.
By the way, this copy came autographed by the author! Thank you so much!

Title: Jais (David Rivers Series #1)
Author: Jason Kasper
Publisher: Jason Kasper
Year: 2016

Synopsis:
Welcome to the war.
David Rivers returns from combat to find the silence of peace deafening. Escaping into the thrill of BASE jumping keeps a darkness growing within him at bay, until a discharge from military service pushes him over the edge.
After brutally settling his final score, David is confronted by three men who emerge from the shadows, having watched unseen as he committed ruthless, cold-blooded murder.
Now, they want him to do it again.
David undertakes the single most dangerous assignment of his life, earning admission into the dark underworld of ex-special operators for hire and plunging headlong into a new war, where victory is defined by profit and the rules are set by the highest bidder.

But as the stakes - and the payoff - continue to rise, his pursuit of the impossible is turning into a battle for survival, and David must confront the growing realization that his greatest enemy may not be within after all. 
Jais, the debut novel by Jason Kasper, is the first book in the David Rivers Series.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Manias de leitora #1


Quando leio um livro, reparo sempre em algumas gralhas. Sim, é verdade, ninguém é perfeito e quem edita os livros nos computadores pode deixar escapar um erro ou uma falha, mas eu, no meu espírito perfeccionista, penso logo «caramba, espero que voltem a editar este livro e que corrijam este pormenor!».
Vá, não quero ser mazinha: há gralhas que tolero. Umas vezes é um acento que é grave e está agudo, outras vezes é um travessão e está um ponto. No entanto, já me deparei com alguns erros gramaticais que me fizeram (e ainda fazem...) alguma comichão...
Bem, tenho esta pequena mania que pode ser irritante para alguns, mas acredito que não serei a única! Vocês também são assim?
Vá, digam que sim... 😉

segunda-feira, 27 de março de 2017

Livro recebido :: "Flashback - Memórias Esquecidas"

Olá! Há uns dias chegou este livro à minha estante: Flashback - Memórias Esquecidas, de Orquídea Polónia. Já há muito tempo que ouço falar deste livro e sempre tive interesse em lê-lo e, finalmente, vou ter essa oportunidade!
Já o leram? O que têm a dizer sobre ele?

Título: Flashback - Memórias Esquecidas
Autora: Orquídea Polónia
Editora: Chiado Editora
Ano: 2016

Sinopse:
“O ar estava carregado, os meus sentidos alertavam-me que algo de negativo se passava lá. As paredes altas de cimento davam-me a sensação de estar presa. O chão de madeira a chiar debaixo de mim provocava-me arrepios.”
Após um misterioso acidente, Anabela acorda sem qualquer memória daquilo que teria sido a sua vida. Assim, vê-se envolvida num mar de incerteza e solidão, sem qualquer vestígio da pessoa que fora um dia. As suas novas amizades permitem-lhe ir descortinando o seu passado, encontrando toda uma vida prévia ao acidente: uma família, uma casa luxuosa e um marido. No entanto, aquilo que ela descobre também a coloca em perigo e as suas memórias tornam-se alarmes sonantes de um passado imperfeito. Deverá Anabela confiar na vida que tivera um dia e nas pessoas que lhe eram próximas? Ou deverá construir um novo caminho segundo o que lhe dita o coração?

quinta-feira, 23 de março de 2017

Opinião :: O Homem Que Me Fizeste Ser | André Sousa

Título: O Homem Que Me Fizeste Ser
Autor: André Sousa
Editora: Chiado Editora
Ano: 2016

Sinopse:
"São três da manhã e o sono parece não querer chegar. As memórias são tantas: os dias vividos, as fotografias espalhadas por esta mesa e a certeza... de que te amo acima de tudo nesta vida. Poderia passar o resto dos meus dias a escrever-te, a contar-te tudo o que despertas em mim, tudo o que fizeste para mudar a minha história. No fim de contas, fizeste de mim um homem melhor, um lutador que te abraça nas noites frias, que te beija nos instantes de loucura, que te protege em todos os dias desta nossa paixão."

Opinião:
O Homem Que Me Fizeste Ser é um diário pessoal onde o autor escreveu memórias, pensamentos e tudo o que sentia em relação ao amor e à sua amada, através de versos, pequenos textos e até fotografias.
Inicialmente, achei o livro muito monótono e repetitivo, pois notei que os textos falavam basicamente do mesmo assunto, mas à medida que avancei na leitura, fui apreciando um pouco mais. Isto porque o diário teve início em 1990 e continuou até 2016 (com alguns interregnos), ou seja, não falou apenas do amor que o escritor sente pela sua mulher, mas também das suas vivências como casal, das experiências mais íntimas e dos bons e maus momentos que foram partilhando com o passar dos anos e que permitiram a construção de uma vida a dois.

Deixa-me morrer a teu lado, depois de viver uma vida inteira... contigo.
Gostei particularmente da parte final, que é uma conclusão do diário e onde o autor faz referência à necessidade, acima de tudo, de haver amor próprio para se ser capaz de amar o outro.
Este é um livro para se ler e observar com calma, de modo a desfrutar de cada frase, de cada sentimento, de cada conselho. Apesar de ser um livro a preto e branco, não transmite tristeza. Transmite, sim, muito amor e é, de facto, um livro muito bonito!

Talvez nunca seja tarde... para amar como da primeira vez. Talvez o que se precise é de um tempo, um tempo que nos dê a certeza - a firmeza de que o sentimento é maior do que o medo. Talvez existe sempre esse momento... e é nele que passamos a viver, que passamos a conhecer o verdadeiro sentimento - capaz de nos fazer mais humanos.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Livro recebido :: "Síndrome de Antuérpia"

Viva! A minha biblioteca não pára de crescer! Desta vez juntou-se o livro Síndrome de Antuérpia, de João Felgar, à minha colecção. Tenho apreciado cada vez mais literatura portuguesa e, sendo este um romance, espero vir a gostar do livro.

Título: Síndrome de Antuérpia
Autor: João Felgar
Editora: Clube do Autor
Ano: 2016

Sinopse:
"Não foi uma notícia, porque as notícias explodem como bombas. Foi um segredo, que progrediu casa a casa, alastrando como uma marcha que escolhe os seus objectivos, os envolve e engole, crescendo em silêncio, transformando quem o ouve num cúmplice.
Não estão escritos os critérios de dispersão de um segredo. Mas há nas comunidades uma intuição que as leva a saber por quais ruas ele corre e em que casas não deve entrar, selecionando quem o difunde, quem o ouve e cala, e quem nunca o virá a saber.
Normas que podem permanecer adormecidas durante gerações, como certas sementes no deserto, e que subitamente ressurgem, atribuindo a cada um o seu papel, numa lógica que não é governada por homens, mas apenas pelo instinto coletivo. Porque as comunidades, como qualquer ser vivente, sabem bem quando são feridas de morte."

sábado, 18 de março de 2017

18 de Março - 1 ano de blogue!

É verdade, o blogue faz hoje um ano! Como o tempo passa!
Há um ano, não imaginava o quanto este blogue iria crescer. Li muitos livros, conheci vários autores de todas as partes do mundo e também outros leitores que foram visitando e seguindo o que eu publicava. O que começou por ser um cantinho bastante pessoal, tornou-se um local de partilha do gosto pela leitura com o mundo. E que bom que assim foi!

Espero poder continuar a alimentar este blogue e também espero merecer as vossas visitas! Obrigada! 😀

sexta-feira, 17 de março de 2017

Review :: Borrowing Alex | Cindy Procter-King

Title: Borrowing Alex
Author: Cindy Procter-King
Publisher: Blue Orchard Books
Year: 2013 (2nd edition)

Synopsis:
Nikki St. James wants to get married more than anything. But what’s she to do when her fiancé spends his days sucking up to her rich father instead of helping with the simple task of, oh, setting a date? Why...fake a fling with the best man, of course!
Nikki is the first to admit that ambushing Alex Hart and whisking him off to secluded Lake Eden is a tad desperate. But maybe pretending she’s hot for the handsome history professor will kick-start the attention of her future groom. Besides, a sojourn at a lakeside cabin is exactly what uptight Alex needs. Not that Nikki cares what he needs or how sexy he is....
Alex is not on-board with Nikki’s plan. Yeah, he’d love a break from his quest to achieve tenure at warp speed, but getting kidnapped by a crazy blonde hardly tops his to-do list. If what he’s heard is true and Nikki is perfectly happy with her “open” engagement to his former college roommate, why bother getting married?
Quickly, he realizes Nikki isn’t a wild party girl at all. She’s cute, sweet—and faithful. Against his common sense, he’s falling for her. Should he spill the beans about her cheating fiancé? Or will he ruin his own chance for a happy ending?

Review/opinion:
Borrowing Alex is a romantic comedy which, in the beggining, didn't captivate my full attention. That might be due to Nikki, the girl who borrowed Alex, kidnapping him, in an ultimatum attempt to her fiancé, Royce. I found this act too foolish and desperate and it gave me a bad image of her. However, as I kept my reading, I felt just like Alex: jumped to conclusions about Nikki without knowing her well enough.
Along the story, Nikki and Alex meet each other (just like they were completely strangers) and new and beautiful feelings start growing.
I think that the end is too predictable. Despite that, I enjoyed very much the comedy aspects in the story and truly loved Nikki's pets: two dogs, a cat and then a bunny (also a snake appeared in the story, but I don't like snakes: I respect them!).
In general, I liked this book. It is light, funny and also makes us look at what really matters for true love.
I recommend this book to everyone who loves romances in general. Read it, it's worth it!

terça-feira, 14 de março de 2017

Livro recebido :: "A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert"

Olá! Chegou à minha estante um novo livro: A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, de Joël Dicker. Este é um exemplar de edição limitada, de capa dura, e é lindo! Adoro livros de capa dura, pois têm um ar mais clássico e embelezam qualquer biblioteca. Este thriller parece-me ser bastante empolgante e, como já ouvi falar muito (e bem) do autor, acredito que vou gostar desta história!
E vocês já leram? O que têm a dizer?

Título: A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert
Autor: Joël Dicker
Editora: Alfaguara
Ano: 2015

Sinopse:
Verão de 1975, Aurora. Nola Kellergan, uma jovem de quinze anos, desaparece misteriosamente da pequena vila costeira de Nova Inglaterra. As investigações da polícia são inconclusivas.
Primavera de 2008, Nova Iorque. Marcus Goldman, jovem escritor, vive atormentado por uma crise da página em branco, depois de o seu primeiro romance ter tido um sucesso inesperado. Sente-se incapaz de escrever, e o prazo para entregar o novo romance expirará dentro de poucos meses.
Junho de 2008, Aurora. Harry Quebert, professor universitário e um dos escritores mais respeitados do país, é preso e acusado de assassinar Nola Kellergan, depois de o cadáver da rapariga ser descoberto no seu jardim.
Alguns meses antes, Marcus, amigo e discípulo de Harry, descobrira que o professor vivera um romance com Nola, pouco tempo antes do desaparecimento da jovem. Convencido da inocência de Harry, Marcus abandona tudo e parte para Aurora para conduzir a sua própria investigação.O objectivo é salvar a sua carreira, escrevendo um livro sobre o caso mais quente do ano, e dar resposta à incógnita que inquieta toda a América: Quem matou Nola Kellergan?

sábado, 11 de março de 2017

Opinião :: A História de Stuart Little | E. B. White

 Título: A História de Stuart Little
Autor: E. B. White
Editora: Booksmile
Ano: 2017

Sinopse:
Um dos maiores clássicos da literatura para crianças, lido por milhões em todo o mundo. Ninguém esquece este pequeno herói de enorme coragem!
A chegada de Stuart Little à família foi uma surpresa para todos: os pais e o seu irmão George são humanos, mas Stuart é um ratinho. Vivem juntos em Nova Iorque, com o gato Snowbell, e as coisas nem sempre são fáceis para Stuart devido ao seu tamanho. Cedo revela inteligência e coragem, mas é quando resolve procurar a sua melhor amiga, uma pequena ave chamada Margalo, que ele mostra a sua bondade e determinação. Ao enfrentar de forma brilhante todas as dificuldades com que se depara, Stuart Little prova que a força de um herói não se mede pelo seu tamanho, mas pela sua audácia.
Livro de estreia de E. B. White na literatura para crianças, repleto de peripécias e de personagens irresistíveis, A História de Stuart Little é uma obra inesquecível sobre a perseverança e a amizade.

Opinião:
A História de Stuart Little é um livro enternecedor, tanto para crianças como para adultos. Stuart Little é um ratinho muito corajoso, inteligente e perspicaz que, não obstante o seu tamanho, mostra à sua família e às pessoas com que se cruza o seu valor e resiliência perante as dificuldades.
O livro é muito bonito, pois adoro o género de ilustrações que vão acompanhando os textos e que tornam a leitura muito mais agradável. Os capítulos são curtos e relatam episódios diferentes na vida de Stuart Little. E eu imaginei-me logo a ler para uma criança antes de ela adormecer... Penso que contar peripécias engraçadas e ao mesmo tempo moralizadoras são óptimas para lhes contar antes de dormir!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Review :: The Quiet Way | Chris Lilley

Title: The Quiet Way - Selected Poems
Author: Chris Lilley
Publisher: Createspace Independent Publishing Platform
Year: 2016
Review/opinion:
The Quiet Way is a collection of poems written by someone who suffered with depression and attempted suicide. These poems are divided in four chapters, in which we can find Chris' childhood memories and his darkest period in life. On the other hand, he speaks a lot about love and his relationship with God that, somehow, helped him to overcome his problems. Also, his poetry is full of metaphors and his words give many advices to our lives.
I enjoyed a lot these poems, but two of them touched my heart, specially this one:

Fear Itself
I do not fear the smoking gun
But the man who pulls the trigger
I do not fear the pointed hood
But the man who calls me nigger

I do not fear the Lord
But the man who claims His voice
I do not fear death
But the boy who holds the choice

I read this book in one day but I think people should take their time to enjoy every word and every feeling they get. I truly recommend this reading to those who are in the same situation as Chris Lilley did, or know someone who are still dealing with depression. This book is very inspirational.

Thank you, Chris, for sending me a signed copy of this amazing poetry book. All the best to you!

segunda-feira, 6 de março de 2017

Música :: Final do Festival da Canção 2017

Finalmente chegou o dia! Ontem à noite, no Coliseu dos Recreios, decorreu a Grande Final do Festival da Canção 2017. Além do desfile de músicas, foi também celebrado o 60.º aniversário da RTP. Foi um evento espectacular, arrojado, completamente diferente das anteriores finais do nosso Festival, mas teve um pequeno problema: acabou demasiado tarde para um Domingo. Apesar disso e a muito custo, consegui ver até ao fim!
Relativamente às canções, notei alterações nas actuações e louvei os esforços para as melhorarem, mas houve algumas que, a meu ver, não conseguiram.

A Gente Bestial continuou bestial. Adoro a música, mas mantenho a minha palavra: a letra só faz sentido em português e em Portugal, portanto não era uma boa aposta para ir a Kiev.


A actuação do Pedro Gonçalves desiludiu-me um pouco. Achei o volume do instrumental demasiado baixo e, ainda assim, a voz dele mal se percebeu em algumas partes. Comecei logo a imaginá-lo no palco da Eurovisão com estes problemas e a prestação dele a ser fraquinha. Depois disto, fiquei com mais dúvidas em relação a esta música...



Gostei da actuação da Lena D'Água. A voz dela é limpa e perceptível, e a música é feliz. Não era uma música para o ESC, mas não deixa de ser uma boa canção.


Salvador, Salvador... Estranhei no início mas fui entranhando com o tempo. O que dizer quando todo o coliseu o aplaude fervorosamente no início, durante e no fim da actuação? Estava visto que era o favorito. Mesmo com problemas técnicos, ele cantou como se estivesse em casa. Não, não me refiro à sua indumentária, mas à maneira de cantar. Já gosto bem da música, talvez já a adore, e a prestação dele foi bonita.


Penso que o Fernando Daniel foi quem mais se esforçou em melhorar a sua actuação. De todos, era o que mais queria ganhar mas parecia que estava desapontado com as reacções do público. Não era para menos... Eu também fiz um esforço para gostar mais da música, mas ela é estranha. E desta vez ele teve companhia no palco: Noa, a violinista, e dois homens que levavam uma guitarra portuguesa e uma guitarra eléctrica. Aquilo ficou ainda mais estranho com eles e com os instrumentos... A voz dele foi impecável, mas simplesmente a música não dá!


Gostei das flores, das cores, das pétalas no vestido (dele nem tanto), da felicidade na música, mas não tanto da voz da Celina. Os refrões ficaram sem as vozes do coro e a voz dela fraquejou. A música é mesmo bonita, mas se é para falhar assim a voz é melhor não ir lá fora!


A Deolinda, infelizmente, passou tão despercebida neste Festival que já nem me lembrava que ela tinha passado à final. Fiquei a gostar um bocadinho mais da música, mas é demasiado esquecível para o ESC.


Os Viva la Diva foram fantásticos. Gostei ainda mais hoje da música deles e foi a melhor maneira de fechar o leque de canções. O único senão foi mesmo o coro extra que puseram: no refrão, houve excesso de vozes...


Não podia faltar o medley de canções. Mas desta vez foi lindo, muito bom mesmo! Tornaram a só cantar músicas antigas, mas foi memorável.
Passados os festejos e discursos de aniversário, chegou a hora das votações. As pontuações de cada região foram divulgadas da mesma maneira como fazem no ESC, portanto deu também para matar algumas saudades (nunca mais chega Maio!). O Salvador Sobral teve as pontuações máximas de quase todas as regiões, e aí logo vi que ia ser ele a ganhar. Os votos do público foram um pouco diferentes, mas já quase nada havia a mudar: o Salvador ganhou o Festival.
Não foi surpresa e até gostei que ele tivesse ganhado. Imediatamente vi muitos comentários positivos, outros nem tanto, mas que me deixaram esperançosa.
Pode não ser uma música festivaleira, pode a Europa não gostar muito dela ao início, pode até não ser candidata a vencer, mas pelo menos é cantada em português. E no meio de tanta canção cantada em inglês, modéstia à parte, a nossa língua é música para os ouvidos de todos!
Até Maio, em Kiev!

domingo, 5 de março de 2017

Colecção "Ler Faz Bem" da Revista Visão #3

Olá! Já adquiri o terceiro livro da colecção Ler Faz Bem, da Revista Visão. Desta vez é o livro Cândido ou o Optimismo, de Voltaire.
Tenho gostado de todas as capas destes livros de bolso, mas esta é, por enquanto, a minha favorita!
O que acham? Também estão a coleccionar estes livros? :)

Título: Cândido ou o Optimismo
Autor: Voltaire
Editora: Cardume Editores
Ano: 2017

Sinopse:
Cândido ou o Optimismo é uma das mais célebres obras de François-Marie Arouet, Voltaire (1694-1778). Publicada anonimamente em 1759 é logo identificado o seu Autor e nesse mesmo ano a obra conhece vinte edições, seguindo a sua fama para Itália e Inglaterra onde é traduzida. Voltaire foi o introdutor de um género de conto que utiliza a ironia para revelar criticamente a realidade do mundo em que vivia: utiliza a ficção como interrogação e os seus personagens agem por vezes em contradição com o senso comum da época. Em Cândido, o seu herói confronta-se regularmente com o optimismo veiculado pelas teorias de Leibniz (o melhor dos mundos possíveis), ou o seu nome não exprimisse precisamente a ideia de candura que o optimismo gera na adversidade através da existência do mal e da justiça divina.

sábado, 4 de março de 2017

Livro recebido :: "A História de Stuart Little"

Olá! Venho mostrar-vos o novo livro que chegou à minha estante: A História de Stuart Little, de E. B. White. Este é um clássico da literatura infantil mas, obviamente, a sua leitura não se limita às crianças. E este livro é tão bonito que fiquei rendida a ele! Além de que me deu bastantes saudades da minha infância... :)

Título: A História de Stuart Little
Autor: E. B. White
Editora: Booksmile
Ano: 2017
Sinopse:
Um dos maiores clássicos da literatura para crianças, lido por milhões em todo o mundo. Ninguém esquece este pequeno herói de enorme coragem!
A chegada de Stuart Little à família foi uma surpresa para todos: os pais e o seu irmão George são humanos, mas Stuart é um ratinho. Vivem juntos em Nova Iorque, com o gato Snowbell, e as coisas nem sempre são fáceis para Stuart devido ao seu tamanho. Cedo revela inteligência e coragem, mas é quando resolve procurar a sua melhor amiga, uma pequena ave chamada Margalo, que ele mostra a sua bondade e determinação. Ao enfrentar de forma brilhante todas as dificuldades com que se depara, Stuart Little prova que a força de um herói não se mede pelo seu tamanho, mas pela sua audácia.
Livro de estreia de E. B. White na literatura para crianças, repleto de peripécias e de personagens irresistíveis, A História de Stuart Little é uma obra inesquecível sobre a perseverança e a amizade.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Opinião :: Três Homens num Barco | Jerome K. Jerome

Título: Três Homens num Barco
Autor: Jerome K. Jerome
Editora: Alma dos Livros
Ano: 2016

Sinopse:
A vida, às vezes, pode ser aborrecida. Três amigos (e um cão) decidem fazer uma viagem ao longo do rio. Depois de uma preparação atribulada, embarcam numa jornada que se transforma num acontecimento ímpar nas suas vidas.
O pequeno barco torna-se o epicentro de uma série de aventuras e peripécias inusitadas, tão absurdas como caricatas, reunindo uma variedade de temas improváveis como a sátira social, a filosofia e o humor numa descrição absolutamente feliz e conseguida da natureza humana.
Este é um livro bem-humorado e divertido, que faz o elogio da vida ao ar livre, da vida boémia, da amizade e dos afetos, da busca do sentido da vida, das férias de verão intermináveis e da suave memória dos tempos já idos.
Apesar de contar uma história na qual está tudo continuamente a dar errado, este livro narra uma viagem incrível e divertidíssima e transforma-se num autêntico manual de autoajuda literária que nunca esqueceremos e que todos deveriam ler.


Opinião:
Senti-me muito entusiasmada por ler este livro, pois adoro histórias bem-dispostas e, depois de ter lido alguns policiais, esta leitura serviu para desanuviar um pouco.
Neste livro, três homens (o próprio autor, Jerome, e os amigos George e Harris) e um cão, Montmorency, partem numa viagem de barco que será, certamente, a mais desastrada mas divertida viagem de sempre!
O livro é bem-humorado do início ao fim. No decorrer das peripécias, as personagens vão-se lembrando de episódios que se passaram com elas ou com outras pessoas, e a forma irónica como o autor os descreve (e, por vezes, critica), aliada ao facto de serem completamente verídicos, torna esses momentos hilariantes.
À parte da viagem, Jerome K. Jerome faz algumas descrições maravilhosas das várias paragens ao longo do rio, as quais me levaram a imaginar como seriam na época em que a obra foi escrita.
Gostei também do facto de haver um pequeno glossário no fim a explicar o significado de alguns termos utilizados referentes à navegação. É sempre uma mais-valia quando aprendemos algo novo ao ler um livro!
Apesar de ter sido escrito no século XIX, o livro é bastante actual. É, de facto, um livro que todas as pessoas deveriam ler!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Música :: 2.ª Semi-final do Festival da Canção 2017

Antes de mais, quero dizer que as minhas apreciações relativamente à primeira semi-final do Festival da Canção foram um pouco precipitadas e, de certa forma, injustas. Ao ouvir as canções pela primeira vez não fiquei agradada como esperava e talvez tenha sido por isso que fiz comentários tão depreciativos. Voltei a ouvir todas as canções e, apesar de continuar a não gostar muito de algumas, há outras que talvez tenham potencial. Ainda assim, fiquei ansiosíssima por que chegasse este Domingo para poder ouvir as outras canções. Lá no fundo, acreditei que iria ser muito melhor. E felizmente foi!

A começar, tivemos David Gomes com uma canção em inglês. A música até era boa, mas a voz ficou aquém das expectativas. Aquela melodia requeria uma voz poderosa (como a do Fernando Daniel) e a do David não foi. Bem, mas não foi um mau começo!


Estava particularmente curiosa em relação à canção interpretada pela Lena d'Água. Fiquei agradada com a música e a voz dela até se adequou ao género! Mas seria uma boa música para a Eurovisão?


A canção número três foi cantada por Beea (aka Beatriz Felício). Já estava à espera de um fado com traços pop, mas sinceramente achei a música estranha. Contudo, fiquei impressionada com a voz dela e achei-a até parecida com a Ana Bacalhau (tanto a voz como a aparência)!


Chegou a vez do tão esperado Pedro Gonçalves. E que maravilha de surpresa! A música é fresca, moderna e penso que faria furor na Eurovisão! Foi logo a minha favorita!


De seguida, cantou Helena Kendall. Esta foi uma música mais calma, mais amorosa e gostei muito! Recordou-me algumas canções da Eurovisão mais antigas, cujos cantores se fizeram acompanhar igualmente de uma guitarra. Não sei é se seria uma boa escolha para nos representar...


Depois veio a Celina da Piedade, que trouxe uma canção alegre, fresca e que me fez lembrar imediatamente dos Flor-de-Lis, que tão bem nos representaram em Moscovo, em 2009 (já?!). Uma música realmente bonita, mas penso que não é melhor do que a Todas as Ruas do Amor, portanto não a queria em Kiev...


A canção número sete foi interpretada por Jorge Benvinda, que faz parte dos Virgem Suta. A música era bem-humorada e a letra era bastante engraçada. Gostei muito da música, que até me lembrou certas bandas inglesas que tocam este género, mas não sei se funcionaria na Eurovisão. Os europeus não iriam perceber a graça da letra!


A última foi cantada por Inês Sousa. Vindo de Noiserv, já era de esperar algo bastante calmo, e de facto foi. Gostei da música mas não, não daria na Eurovisão.


Assim terminou o desfile de canções. E nada me demoveu da minha preferência! Mas temi quando chegou a hora das votações... O júri ficou marcado na semana passada pelas suas escolhas totalmente contrárias às do público. E ontem não foi diferente. Já esperava outra desilusão vinda do júri, mas fiquei na mesma pasmada quando vi as pontuações. Felizmente, a votação do público valorizou as minhas preferidas e levou-as ao topo, ou seja, passaram à  final!

Assim, das canções finalistas, as minhas favoritas são: Don't Walk Away, do Pedro Gonçalves, Nova Glória, dos Viva La Diva, e Amar pelos Dois, do Salvador Sobral. Estas três são exemplos de géneros completamente distintos e qualquer uma representaria muito bem o nosso país.
Agora é esperar pela final no próximo Domingo. Se uma destas passar, fico felicíssima!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Música :: 1.ª Semi-final do Festival da Canção 2017

Foi com grande expectativa que esperei pelo regresso do nosso Festival da Canção, pois a RTP esmerou-se (a sério) na divulgação do concurso, bem como na escolha dos compositores e, consequentemente, dos cantores que, sendo a maioria do conhecimento geral do público, gerou bastante curiosidade em relação às canções.
Ontem, creio que Portugal voltou a juntar-se para ver o Festival, tal como acontecia antigamente; não sei explicar, mas tive mesmo essa sensação. E senti também um entusiasmo tão grande porque achava que iria ouvir excelentes canções... mas todo esse entusiasmo foi por água abaixo quando ouvi as primeiras.

Quem abriu o palco foi Márcia, que levou uma canção muito calma e que representa bem o seu género musical. Não me aqueceu nem me arrefeceu, mas continuei na mesma expectante em relação às próximas.


Depois, as Golden Slumbers apresentaram outra canção calminha mas um nada mais animada do que a primeira. Admito que passei a gostar mais delas (das Golden) e achei a música fofinha, fazendo-me até lembrar de uma canção holandesa da Eurovisão de há uns anos, mas...




Em terceiro foi o tão ansiado Fernando Daniel! Eu estava mesmo desejosa por conhecer a canção, mas... o que foi aquilo? Uma mistura de Disney, musical e rock? Bem, era o que podia ter esperado do Nuno Feist (ele já nos habituou a isto). O Fernando foi impecável, mas a música estragou tudo! Não consigo exprimir a minha desilusão a partir deste momento!


De seguida cantou Deolinda Kinzimba, outra voz tão conhecida. No entanto, na canção notava-se muito o estilo de Rita Redshoes e não se ligou muito bem à cantora; achei-a demasiado fraquinha para a Deolinda e não puxou por ela. Aliás, a Deolinda bem lhe deu uns toques pessoais, mas não ficaram muito bem...


A canção número cinco foi cantada por Rui Drummond. Mais uma vez, a desilusão tomou conta de mim: esperava uma música mais mexida, mais animada, como tantas que os HMB têm, mas não. A canção não foi má, mas já era demasiada calmaria até então. Não obstante, adorei a voz do Rui! Teria sido uma boa oportunidade para ele mostrar o poder da sua voz em Kiev, onde há 12 anos a sua prestação, junto da Luciana Abreu, não correu como merecia ter corrido... Foi uma pena.



Seguidamente veio a primeira canção totalmente em inglês de sempre. Quando disseram que esta seria do género disco e Saturday night fever, até saltei do sofá, pois é dos meus géneros favoritos! Mas, outra vez, a música não puxou por mim. Lisa Garden não tinha power na voz, apesar de ter mostrado uns tímidos movimentos de dança. A música só me marcou pela diferença e novidade, mas não gostei muito dela.



A canção número sete foi a que deu mais que falar. Os manos Sobral levaram uma canção calminha, muito Disney, muito género da Luísa (não conhecia o Salvador, portanto não sei qual é o seu género musical). Nunca fui fã de Luísa Sobral, mas achei o timbre do Salvador muito semelhante ao dela (quem sai aos seus não degenera!). No momento em que a ouvi, a música não me cativou. Gostei da voz, um pouco da melodia (a orquestração recordou-me os festivais antigos), mas talvez o jeito que ele teve ao cantar não me parecesse muito sério. Mas agora, depois de ter ouvido e visto de novo a actuação, fiquei a gostar mais.



Por último, mas não menos importante (bem, tendo em conta as canções que se ouviram, não sei se é lógico dizer isto...), cantaram os Viva la Diva. Também estava muito curiosa em relação a este trio, pois não sabia o que esperar. Fui gostando da música enquanto a Kika estava a cantar, mas o boom deu-se quando apareceram os dois homens: e, neste caso, o boom não foi positivo. Eles são cantores líricos! Esperei tudo menos isto! A música até era boa, mas eles eram desnecessários, pois assim fica exagerada! Na Eurovisão, estes exageros já não costumam dar bons lugares... Ai, quem me dera que reconsiderassem!



E assim terminou o desfile musical. E eu fiquei com a sensação de que foi um desperdício de tempo. Doía-me o peito com a desilusão de tudo isto e só me ria para não chorar. Fui acompanhando as redes sociais e toda a gente sentia o mesmo.
Durante o período de votações do público, houve dois medleys de canções que não venceram os Festivais da Canção. Foi, certamente, o momento mais animado de toda a emissão e desejei secretamente que fosse aquele grupo a representar-nos lá fora! Mas, claro, tinha de haver algo negativo: todas essas músicas eram antigas, sendo a mais recente do início dos anos 80. E as da minha época, RTP? Bem sei que não ficaram tanto no ouvido e na memória dos portugueses, mas estar sempre a relembrar o passado longínquo já cansa...
Quando chegou a hora das votações, foi outro momento de desgraça: as poucas que achei melhorzinhas foram as que ficaram pelo caminho. Vá lá que também passou uma das que faziam parte desse leque... No fim, fiquei a desejar com todas as minhas forças que a próxima semi-final fosse melhor... Se bem que será difícil ser pior!
... Será?

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Livro recebido :: "Gravar as Marcas"

Olá! Da saga Livros Recebidos, o mais recente exemplar é Gravar as Marcas, de Veronica Roth. Este livro é bastante recente (foi editado em Janeiro) e a sua divulgação e as apreciações que lhe foram feitas despertaram-me a curiosidade!
Quem daqui já tem o livro?
Título: Gravar as Marcas
Autora: Veronica Roth
Editora: HarperCollins
Ano: 2017

Sinopse:
Numa galáxia dominada pela corrente, todos têm um dom.
CYRA é a irmã do tirano cruel que governa o povo de Shotet. O dom-corrente de Cyra confere-lhe dor e poder, que o irmão explora, usando-a para torturar os seus inimigos. Mas Cyra é muito mais do que uma arma nas mãos do irmão; é resistente, veloz e mais inteligente do que ele pensa.
AKOS é filho de um agricultor e do oráculo de Thuvhe, a nação-planeta mais gelada. Protegido por um dom-corrente invulgar, Akos possui um espírito generoso e a lealdade que dedica à família é infinita. Após a captura de Akos e do irmão, por soldados Shotet inimigos, Akos tenta desesperadamente libertar o irmão, com vida, custe o que custar. Então, Akos é empurrado para o mundo de Cyra, onde a inimizade entre ambas as nações e famílias aparenta ser incontornável. Ajudar-se-ão mutuamente a sobreviver ou optarão por se destruir um ao outro?
Da autoria de Veronica Roth, Gravar as Marcas é um retrato deslumbrante do poder da amizade e do amor, numa galáxia repleta de dons inusitados.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Review :: Forever More: A Love Story From the Edge of Eternity | Michele DeLuca

Title: Forever More: A Love Story from the Edge of Eternity
Author: Michele DeLuca
Editor: Joyride Press
Year: 2016

Synopsis:
As passings go, he told me his was a good one. When they found his body, there was a slight smile upon his face as if he were happily dreaming in his favorite armchair. It wasn't long after his carthly remains had been dispatched to the cemetery, that his spirit started showing up in my life. And while I know it sounds odd that anyone could fall in love with a dead man, I have to tell you that his energy was more alive than anyone I've ever known in physical form.
In the beginning, I thought he had come to me for help to heal the hearts of his daughter and granddaughter. Though that part of it, he also saved my life and led me to finally understand what it felt like to be truly known and exquisitely loved. His presence helped to unfold in me an astounding late-life blossoming of which I could't have dreamt. Much later, when I was an old woman, I realized it was all of that and so much more. My name is Rebecca St. Claire, and this is my story of Sebastian.
From "Forever More: A Love Story from the Edge of Eternity"

Review/opinion:
As I started my reading and realized this story would talk about a relationship between a woman and a dead man, I wondered how that could be possible. I guess everyone would wonder the same! In the beginning, I must say, I was a kind afraid of what I was going to read, just because this issue is not referred in books very often. Also, I am very sceptical about life after death and spiritualist religion. Nevertheless, I was interested in finding out Michele DeLuca point of view and the story was gradually catching me.
I liked Rebecca and felt a special sympathy for her. She passes by difficult problems in life, but it's when she returns to Lily Dale, a community where she was raised, that her life changes completely. She meets Sebastian's spirit, who wants her to help him, and she falls in love with him. It looks like something impossible to happen, but in this story we can follow their discovers about mediumship and all the issues related to it.
Just like the main character, I felt death as a softer thing; when a person passes away, its body life is gone, but not its soul. Maybe Heaven does exist and it gathers all the people... Or maybe this is the best way to think of death and deal with it. :)
Once again, I enjoyed very much this book!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Livro recebido :: "Não Digas Nada"

Viva! Tenho um livro novo que se juntou à minha biblioteca: Não Digas Nada, de Mary Kubica. Há uns tempos ouvi falar muito neste thriller e li boas apreciações sobre ele, o que me fez ficar bastante interessada na história. Ultimamente tenho lido livros repletos de mistério e penso que este também irá oferecer bons momentos de suspense!
Já leram este livro? O que têm a dizer sobre ele?

Título: Não Digas Nada
Autora: Mary Kubica
Editora: Topseller
Ano: 2014

Sinopse:
Tenho andado a segui-la nos últimos dias. Sei onde faz as compras de supermercado, a que lavandaria vai, onde trabalha. Nunca falei com ela. Não lhe reconheceria o tom de voz. Não sei a cor dos olhos dela ou como eles ficam quando está assustada. Mas vou saber.
Filha de um juiz de sucesso e de uma figura do jet set reprimida, Mia Dennett sempre lutou contra a vida privilegiada dos pais, e tem um trabalho simples como professora de artes visuais numa escola secundária.
Certa noite, Mia decide, inadvertidamente, sair com um estranho que acabou de conhecer num bar. À primeira vista, Colin Thatcher parece ser um homem modesto e inofensivo. Mas acompanhá-lo acabará por se tornar o pior erro da vida de Mia.
Tudo se transforma em pesadelo quando Colin rapta Mia e esta descobre que está a ser vítima de uma trama de extorsão contra a sua família. Mas o plano inicial toma um rumo inesperado e Colin acaba por se ver obrigado a manter Mia reclusa numa cabana isolada do Minnesota, escondendo-a, e a si próprio, da polícia e dos criminosos que o contrataram.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Livro recebido :: "Três Homens num Barco"

Olá! Já devem ter reparado que, no que toca a livros, este ano começou da melhor maneira para mim! Tenho recebido vários exemplares e a pilha de livros para ler está cada vez maior.
Desta vez venho mostrar-vos o livro Três Homens num Barco, de Jerome K. Jerome, editado pela Alma dos Livros. Ganhei o livro num passatempo do blogue Maggie Books, que descobri há uns tempos e que comecei a seguir. Foi com esta oportunidade que fiquei também a conhecer a editora, pois nunca ouvira falar dela.
Adoro a capa do livro e acho que vou gostar da história!
Já leram este livro? E já conheciam a editora?

Título: Três Homens num Barco
Autor: Jerome K. Jerome
Editora: Alma dos Livros
Ano: 2016

Sinopse:
A vida, às vezes, pode ser aborrecida. Três amigos (e um cão) decidem fazer uma viagem ao longo do rio. Depois de uma preparação atribulada, embarcam numa jornada que se transforma num acontecimento ímpar nas suas vidas.
O pequeno barco torna-se o epicentro de uma série de aventuras e peripécias inusitadas, tão absurdas como caricatas, reunindo uma variedade de temas improváveis como a sátira social, a filosofia e o humor numa descrição absolutamente feliz e conseguida da natureza humana.
Este é um livro bem-humorado e divertido, que faz o elogio da vida ao ar livre, da vida boémia, da amizade e dos afetos, da busca do sentido da vida, das férias de verão intermináveis e da suave memória dos tempos já idos.
Apesar de contar uma história na qual está tudo continuamente a dar errado, este livro narra uma viagem incrível e divertidíssima e transforma-se num autêntico manual de autoajuda literária que nunca esqueceremos e que todos deveriam ler.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Recebidos :: pack "Velas by Ema"

Olá! Para variar um bocadinho, hoje venho mostrar-vos um pack de velas que recebi do projecto Velas by Ema.
São velas aromáticas feitas artesanalmente pela própria Ema, que começou a produzi-las como um passatempo e, perante o sucesso que obteve, começou a vendê-las.
Adoro velas decorativas e fiquei impressionada com o aroma destas, pois é delicioso! :)
Podem saber mais sobre as Velas by Ema no Facebook e no Instagram. Lá, poderão encontrar todas as velas que a Ema faz. Como muitas delas são temáticas (e o dia dos namorados está a chegar), por que não oferecer umas velas perfumadas àqueles que nos são mais queridos? Fica a sugestão!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Colecção "Ler Faz Bem" da Revista Visão #2

Olá! Adquiri hoje o segundo livro da colecção Ler Faz Bem da Revista Visão: O Apelo da Selva, de Jack London.

Título: O Apelo da Selva
Autor: Jack London
Editora: Cardume Editores
Ano: 2017

Sinopse:
Arrancado à doce e pacífica vida que levava numa fazenda da Califórnia, o cão Buck, metade São Bernardo, metade cão-pastor, é roubado e vendido como cão de trenó. Nas terras selvagens do Norte do Canadá, Buck enfrenta a fome, o frio, as lutas com outros cães e os maus tratos sem nunca perder a coragem e a dignidade. Buck acaba por ser resgatado por John Thornton, mas no seu íntimo debate-se entre a lealdade para com o novo dono e o apelo da vida selvagem, que o instiga a rondar livremente pela selva.
Esta novela de Jack London, publicada em 1903, revestiu-se de tal sucesso que de imediato foi traduzida em cerca de 90 línguas, sendo reeditada sempre até aos nossos dias.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Opinião :: Nunca Digas Adeus | Lesley Pearse

Título: Nunca Digas Adeus
Autora: Lesley Pearse
Editora: ASA
Ano: 2014 (4.ª edição)
Sinopse:
Num chuvoso dia de outono, Susan Wright entrou numa clínica, matou duas pessoas a sangue-frio e aguardou que a polícia chegasse. Terá sido um ato de loucura? Uma vingança planeada? Susan não parece interessada em defender-se e recusa falar. O seu silêncio estende-se a Beth Powell, a advogada a quem é atribuído o caso. Beth é uma mulher de sucesso com uma carreira brilhante mas nada a preparara para o momento em que identifica a autora daquele crime tão bárbaro.
Quando eram crianças, Beth e Susan juraram ser amigas para sempre. Vinte e nove anos depois, mal se reconhecem. Mas as memórias dos verões felizes das suas infâncias são suficientemente poderosas para as unir de novo. Enquanto as provas contra Susan se acumulam, elas partilham recordações e revelam os segredos que ditaram o rumo das suas vidas.
A amizade entre as duas mulheres torna-se cada vez mais forte mas sobre uma delas pende a implacável mão do destino...

Opinião:
Quando iniciei a leitura e vi que a história começava com um crime decorrido nos anos 90 (não sendo, portanto, um romance histórico, como tenho estado habituada a ler da autora), fiquei muito curiosa por descobrir esta sua diferente faceta. Apesar de ter estado ainda a ressacar de um romance policial, poderia ter sido um bocado mais do mesmo... Mas não senti isso.
O livro conta então a história de Susan, que mata a sangue-frio duas pessoas numa clínica, e que, depois de ser presa, reencontra Beth, uma amiga de infância da qual acabou por perder o contacto. Este reencontro inesperado despertou nas personagens velhas memórias e questões não resolvidas e, aos poucos, elas vão se redescobrindo.
A história anda em torno da vida de Susan, dos abusos de que ela foi alvo e dos sentimentos de frustração e injustiça que foi acumulando. Por outro lado, também vamos conhecendo Beth mas mais no presente do que no passado. Apesar de ela se ter tornado numa advogada de sucesso cuja vida aparenta ser perfeita, Beth carrega um segredo que a atormenta e prejudica as suas relações. Na actualidade, e por causa do caso de Susan, Beth cria laços com o advogado Steven Smythe e o inspector Roy Longhurst, que também têm destaque na narrativa.
Por curiosidade: parte da história decorre na prisão feminina onde Susan se encontra e as cenas que fui imaginando associaram-se àquelas que vi na série Dentro, transmitida até há relativamente pouco tempo na RTP1. Tal como na série, coloca-se a questão dos motivos que levam uma pessoa a cometer um crime. Por mais pacata e inofensiva que possa ser, as vivências menos boas dessa pessoa podem despoletar sentimentos mais graves e actos inexplicáveis. Mas quanto a este assunto não me vou alongar mais. :)
Sim, além de crimes, este livro tem romance! Tanto Susan como Beth vivem amores e desamores, cada uma à sua maneira, mas descritas como só Lesley Pearse sabe.
Gostei muito deste livro. Não foi o meu favorito de entre os que já li da autora, mas nāo me desiludiu!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Livro recebido :: "Vai Valer a Pena"

Viva! Recebi recentemente o livro Vai Valer a Pena, do psicólogo Joaquim Quintino Aires. Este livro destina-se principalmente àqueles que se viram em processos de separação e, de alguma forma, sofreram emocionalmente com isso.
Penso que será uma leitura interessante, na medida em que o divórcio (e tudo o que ele implica) está muito presente nos dias de hoje e estes relatos são reais. E não há melhor exemplo do que aquele que realmente aconteceu.

Título: Vai Valer a Pena
Autor: Joaquim Quintino Aires
Editora: Caderno
Ano: 2009

Sinopse:
Nove mulheres, em diferentes momentos das suas relações, abriram o coração ao psicólogo Joaquim Quintino Aires. Ele não as conhecia, elas sentiram-se livres para falar abertamente. Contaram as suas histórias, confessaram medos, partilharam conquistas.
Ana recordou o marido, infiel há dezoito anos, e com quem ainda vive, embalada por falsas esperanças. Mónica contou-lhe a história de um engano, como se casou sem amor, como teve filhos, para hoje assumir a sua homossexualidade e, finalmente, libertar-se. Isabel, empresária de sucesso, lembrou uma separação difícil, que lhe abriu as portas a um novo casamento e à redescoberta do amor.
Nove mulheres, três que sofrem em silêncio, três que decidiram libertar-se de relações dolorosas, três que encontraram a felicidade depois da separação. Joaquim Quintino Aires ouviu-as, com o ouvido treinado do psicólogo clínico; e ao relatar as suas histórias, conta uma história bem maior: a do sofrimento e a da esperança do amor… porque começar de novo, Vai Valer a Pena.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Opinião :: A Carreira do Mal | Robert Galbraith

Título: A Carreira do Mal
Autor: Robert Galbraith
Editora: Editorial Presença
Ano: 2016

Sinopse:
Quando recebe um misterioso embrulho, Robin Ellacott fica horrorizada ao descobrir que dentro dele se encontra a perna de uma mulher.
O seu chefe, o detetive privado Cormoran Strike, mostra-se menos surpreendido mas está igualmente alarmado. Strike presume que quatro pessoas do seu passado possam ser os responsáveis - e sabe que qualquer uma delas é capaz de semelhante brutalidade.
Com a polícia  concentrada num suspeito que Strike considera não ser o culpado, o detetive e Robin decidem investigar os mundos sombrios e retorcidos dos restantes três suspeitos. No entanto, à medida que se desenrolam mais acontecimentos macabros, o tempo esgota-se...
Um enredo intrincado e complexo, repleto de desenvolvimentos inesperados, A Carreira do Mal é também uma história absorvente de um homem e de uma mulher que se encontram numa encruzilhada da sua vida pessoal e profissional. 

Opinião:
Este livro inicia-se com o caso de um crime que chega, literalmente, às mãos de Robin, secretária de Strike, através de uma perna decepada. Perante o horror e o aviso deste presente, Strike começa a investigar quatro possíveis assassinos que fizeram parte do seu passado. Juntamente de Robin, vão descobrindo pistas e outros factos, ao mesmo tempo que o assassino continua em acção.
O livro é uma continuação da série do detective Strike mas, mesmo não tendo lido os livros anteriores, não senti que me tivesse faltado algum pormenor na história ou nas personagens. Aliás, fiquei a conhecer bem cada personagem e simpatizei imediatamente com Robin e Strike. Eles são colegas de trabalho mas em toda a obra senti que ambos tentavam esconder algum sentimento mais intenso. E o meu lado romântico e casamenteiro desejou que eles acabassem juntos!
Os capítulos estão alternados entre as investigações, as vidas pessoais e as rotinas do assassino, que incluem também descrições dos crimes que cometeu. Neste caso, os pormenores são arrepiantes e sente-se a sua maldade nas palavras utilizadas. De notar que cada capítulo começa com uma frase, sendo a maioria versos de canções da banda Blue Öyster Cult, que marca também presença no livro.
A história também aborda certos temas fracturantes, sendo um deles um pouco inesperado por não se tratar de um assunto muito falado, mas que se adequa a esta obra.
Gostei igualmente da época em que a história decorreu, pois coincide com o casamento dos actuais príncipes de Inglaterra.
Adorei o enredo e senti-me embrenhada no livro até ao fim. Li algures que a saga vai continuar e eu assim espero, pois a maneira como este livro terminou deixou água na boca... Ah, mas também quero conhecer os livros anteriores! Penso que irão valer a pena.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Received book :: "The Quiet Way - Selected Poems"

Hi there! Recently, a new book has come to my shelf: The Quiet Way - Selected Poems, by Chris Lilley. I had won this copy on Goodreads and the author gently sent me the book! I'm very grateful!

Title: The Quiet Way - Selected Poems
Author: Chris Lilley
Publisher: Createspace Independent Publishing Platform
Year: 2016

Synopsis:
Following his debut collection, 'je suis noir [i am black]', Chris releases his sophomore poetry project entitled 'The Quiet Way'. This collection features poetry celebrating childhood innocence, dealing with depression and deepening thoughts of suicide, and ultimately rises into redemption and reconciliation.

"You are more than the pill.
You are more than the blade.
You are more than the mistake.
You are more than the diagnosis.
You are more than the suicide attempt."

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Livros recebidos :: pack de quatro livros

Olá! Venho mostrar-vos os livros que recebi na semana passada, a propósito de um passatempo que decorreu no blogue Pés n'Alma e do qual fui vencedora. Fiquei extremamente contente por ganhar um pack de quatro livros! São eles:
  • A Rainha das Terras da Luz (O Ceptro de Aerzis - Livro 3), de Inês Botelho;
  • A Dança de Pedra do Camaleão (Os Escolhidos - Livro 1), de Ricardo Pinto;
  • A Última Feiticeira (A Saga das Pedras Mágicas), de Sandra Carvalho;
  • Celtika - Livro Primeiro do Códice de Merlin, de Robert Holdstock.
Já leram algum?
Título: A Rainha das Terras da Luz (O Ceptro de Aerzis - Livro 3)
Autora: Inês Botelho
Editora: Gailivro
Ano: 2005

Sinopse:
Passaram-se seis anos desde que Iruvienne se tornou Rainha das Terras da Luz. Aran regressa das Terras Brancas e com ele vem o príncipe Legonon. Tudo parece correr bem, até que Iruvienne volta a sonhar com a aranha e o homem com cabelos como serpentes. Porque terá voltado esta Visão? E qual o seu significado? Estará a resposta a este mistério algures nas Terras do Norte?
Chegou a altura de Iruvienne viver a aventura que sempre desejou. Mas estará ela preparada para o que irá encontrar?

Título: A Dança de Pedra do Camaleão (Os Escolhidos - Livro 1)
Autor: Ricardo Pinto
Editora: Editorial Presença
Ano: 2003

Sinopse:
A Comunidade das Três Terras é governada por um Imperador-Deus, um Mestre pertencente à casta superior, cujos membros têm a numinosa aparência dos seres divinos. Os seus rostos são ocultados por máscaras preciosas e não podem ser vistos pelos membros das castas inferiores.
Neste primeiro volume, Carnelian e seu pai, o Mestre Suth, que regressam de um prolongado exílio para participarem na eleição do novo Imperador-Deus, empreendem uma atribulada viagem através de um mar gélido e tempestuoso até Osrakum. O jovem Carnelian, que cresceu rodeado de clemente carinho e longe da rigidez dos rituais da Lei, aprenderá lições cruéis sobre o poder e a intriga, conhecerá violências atrozes, mas descobrirá a magia e os riscos da paixão. Com ele e Suth, atingiremos o coração da Comunidade das Três Terras, onde a cratera de um vulcão esconde um verdadeiro paraíso terreno. OS ESCOLHIDOS é o primeiro romance de Ricardo Pinto.

Título: A Última Feiticeira (A Saga das Pedras Mágicas)
Autora: Sandra Carvalho
Editora: Editorial Presença
Ano: 2005

Sinopse:
O fantástico épico está novamente de parabéns com mais uma estreia literária de uma autora portuguesa que a Presença propõe ao seu público. Em A Saga das Pedras Mágicas os heróis, diz-nos Sandra Carvalho, têm uma profunda ligação à Natureza e aos Elementos, são apaixonados pela Vida e inteiramente determinados na sua coragem. A acção passa-se num tempo em que os sábios Druidas se recolhiam nas florestas para perpetuarem o Conhecimento que em eras passadas lhes fora transmitido pelos Seres Mágicos. O berço da heroína desta história, Catelyn, e dos seus cinco irmãos varões, situa-se na Grande Ilha, cada vez mais fustigada pelos ataques dos Viquingues. Os senhores locais formaram uma Aliança para os repelirem, consolidando essa política através de casamentos combinados entre os herdeiros das grandes famílias. Depois de uma infância paradisíaca, Catelyn cresce num mundo cada vez mais violento, assistindo impotente às manipulações da maldosa Myrna, a protegida do homem com quem o pai de Catelyn destinou casá-la. Só a Pedra do Tempo que se ergue imponente sobre o Norte do mundo guarda o segredo de um poderoso pacto de amor e sangue.

 Título: Celtika - Livro Primeiro do Códice de Merlim
Autor: Robert Holdstock
Editora: Publicações Europa-América
Ano: 2004

Sinopse:
Séculos antes de conhecer o Rei Artur, Merlim é já um imortal, mas ainda jovem. Ele percorre o seu caminho pelo mundo. Mas uma amizade antiga pelo herói grego Jasão fá-lo-á abandonar esse destino e enfrentar mundos e forças que lhe são desconhecidos.
Sete séculos após terem participado juntos na Demanda do Velo de Oiro, os dois companheiros iniciam uma nova Expedição no Argo desta feita em busca dos filhos de Jasão e Medeia, que poderão ter sobrevivido à traição e violência dos seus pais num mundo suspenso e mágico.
Numa aventura que atravessa mundos desconhecidos, encontrando perigos e personagens que delinearão o futuro, Merlim vai desvendando zonas do seu passado envoltas em névoas e antecipando um enigmático futuro...