quinta-feira, 23 de março de 2017

Opinião :: O Homem Que Me Fizeste Ser | André Sousa

Título: O Homem Que Me Fizeste Ser
Autor: André Sousa
Editora: Chiado Editora
Ano: 2016

Sinopse:
"São três da manhã e o sono parece não querer chegar. As memórias são tantas: os dias vividos, as fotografias espalhadas por esta mesa e a certeza... de que te amo acima de tudo nesta vida. Poderia passar o resto dos meus dias a escrever-te, a contar-te tudo o que despertas em mim, tudo o que fizeste para mudar a minha história. No fim de contas, fizeste de mim um homem melhor, um lutador que te abraça nas noites frias, que te beija nos instantes de loucura, que te protege em todos os dias desta nossa paixão."

Opinião:
O Homem Que Me Fizeste Ser é um diário pessoal onde o autor escreveu memórias, pensamentos e tudo o que sentia em relação ao amor e à sua amada, através de versos, pequenos textos e até fotografias.
Inicialmente, achei o livro muito monótono e repetitivo, pois notei que os textos falavam basicamente do mesmo assunto, mas à medida que avancei na leitura, fui apreciando um pouco mais. Isto porque o diário teve início em 1990 e continuou até 2016 (com alguns interregnos), ou seja, não falou apenas do amor que o escritor sente pela sua mulher, mas também das suas vivências como casal, das experiências mais íntimas e dos bons e maus momentos que foram partilhando com o passar dos anos e que permitiram a construção de uma vida a dois.

Deixa-me morrer a teu lado, depois de viver uma vida inteira... contigo.
Gostei particularmente da parte final, que é uma conclusão do diário e onde o autor faz referência à necessidade, acima de tudo, de haver amor próprio para se ser capaz de amar o outro.
Este é um livro para se ler e observar com calma, de modo a desfrutar de cada frase, de cada sentimento, de cada conselho. Apesar de ser um livro a preto e branco, não transmite tristeza. Transmite, sim, muito amor e é, de facto, um livro muito bonito!

Talvez nunca seja tarde... para amar como da primeira vez. Talvez o que se precise é de um tempo, um tempo que nos dê a certeza - a firmeza de que o sentimento é maior do que o medo. Talvez existe sempre esse momento... e é nele que passamos a viver, que passamos a conhecer o verdadeiro sentimento - capaz de nos fazer mais humanos.

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