segunda-feira, 20 de março de 2017

Livro recebido :: "Síndrome de Antuérpia"

Viva! A minha biblioteca não pára de crescer! Desta vez juntou-se o livro Síndrome de Antuérpia, de João Felgar, à minha colecção. Tenho apreciado cada vez mais literatura portuguesa e, sendo este um romance, espero vir a gostar do livro.

Título: Síndrome de Antuérpia
Autor: João Felgar
Editora: Clube do Autor
Ano: 2016

Sinopse:
"Não foi uma notícia, porque as notícias explodem como bombas. Foi um segredo, que progrediu casa a casa, alastrando como uma marcha que escolhe os seus objectivos, os envolve e engole, crescendo em silêncio, transformando quem o ouve num cúmplice.
Não estão escritos os critérios de dispersão de um segredo. Mas há nas comunidades uma intuição que as leva a saber por quais ruas ele corre e em que casas não deve entrar, selecionando quem o difunde, quem o ouve e cala, e quem nunca o virá a saber.
Normas que podem permanecer adormecidas durante gerações, como certas sementes no deserto, e que subitamente ressurgem, atribuindo a cada um o seu papel, numa lógica que não é governada por homens, mas apenas pelo instinto coletivo. Porque as comunidades, como qualquer ser vivente, sabem bem quando são feridas de morte."

sábado, 18 de março de 2017

18 de Março - 1 ano de blogue!

É verdade, o blogue faz hoje um ano! Como o tempo passa!
Há um ano, não imaginava o quanto este blogue iria crescer. Li muitos livros, conheci vários autores de todas as partes do mundo e também outros leitores que foram visitando e seguindo o que eu publicava. O que começou por ser um cantinho bastante pessoal, tornou-se um local de partilha do gosto pela leitura com o mundo. E que bom que assim foi!

Espero poder continuar a alimentar este blogue e também espero merecer as vossas visitas! Obrigada! 😀

sexta-feira, 17 de março de 2017

Review :: Borrowing Alex | Cindy Procter-King

Title: Borrowing Alex
Author: Cindy Procter-King
Publisher: Blue Orchard Books
Year: 2013 (2nd edition)

Synopsis:
Nikki St. James wants to get married more than anything. But what’s she to do when her fiancé spends his days sucking up to her rich father instead of helping with the simple task of, oh, setting a date? Why...fake a fling with the best man, of course!
Nikki is the first to admit that ambushing Alex Hart and whisking him off to secluded Lake Eden is a tad desperate. But maybe pretending she’s hot for the handsome history professor will kick-start the attention of her future groom. Besides, a sojourn at a lakeside cabin is exactly what uptight Alex needs. Not that Nikki cares what he needs or how sexy he is....
Alex is not on-board with Nikki’s plan. Yeah, he’d love a break from his quest to achieve tenure at warp speed, but getting kidnapped by a crazy blonde hardly tops his to-do list. If what he’s heard is true and Nikki is perfectly happy with her “open” engagement to his former college roommate, why bother getting married?
Quickly, he realizes Nikki isn’t a wild party girl at all. She’s cute, sweet—and faithful. Against his common sense, he’s falling for her. Should he spill the beans about her cheating fiancé? Or will he ruin his own chance for a happy ending?

Review/opinion:
Borrowing Alex is a romantic comedy which, in the beggining, didn't captivate my full attention. That might be due to Nikki, the girl who borrowed Alex, kidnapping him, in an ultimatum attempt to her fiancé, Royce. I found this act too foolish and desperate and it gave me a bad image of her. However, as I kept my reading, I felt just like Alex: jumped to conclusions about Nikki without knowing her well enough.
Along the story, Nikki and Alex meet each other (just like they were completely strangers) and new and beautiful feelings start growing.
I think that the end is too predictable. Despite that, I enjoyed very much the comedy aspects in the story and truly loved Nikki's pets: two dogs, a cat and then a bunny (also a snake appeared in the story, but I don't like snakes: I respect them!).
In general, I liked this book. It is light, funny and also makes us look at what really matters for true love.
I recommend this book to everyone who loves romances in general. Read it, it's worth it!

terça-feira, 14 de março de 2017

Livro recebido :: "A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert"

Olá! Chegou à minha estante um novo livro: A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, de Joël Dicker. Este é um exemplar de edição limitada, de capa dura, e é lindo! Adoro livros de capa dura, pois têm um ar mais clássico e embelezam qualquer biblioteca. Este thriller parece-me ser bastante empolgante e, como já ouvi falar muito (e bem) do autor, acredito que vou gostar desta história!
E vocês já leram? O que têm a dizer?

Título: A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert
Autor: Joël Dicker
Editora: Alfaguara
Ano: 2015

Sinopse:
Verão de 1975, Aurora. Nola Kellergan, uma jovem de quinze anos, desaparece misteriosamente da pequena vila costeira de Nova Inglaterra. As investigações da polícia são inconclusivas.
Primavera de 2008, Nova Iorque. Marcus Goldman, jovem escritor, vive atormentado por uma crise da página em branco, depois de o seu primeiro romance ter tido um sucesso inesperado. Sente-se incapaz de escrever, e o prazo para entregar o novo romance expirará dentro de poucos meses.
Junho de 2008, Aurora. Harry Quebert, professor universitário e um dos escritores mais respeitados do país, é preso e acusado de assassinar Nola Kellergan, depois de o cadáver da rapariga ser descoberto no seu jardim.
Alguns meses antes, Marcus, amigo e discípulo de Harry, descobrira que o professor vivera um romance com Nola, pouco tempo antes do desaparecimento da jovem. Convencido da inocência de Harry, Marcus abandona tudo e parte para Aurora para conduzir a sua própria investigação.O objectivo é salvar a sua carreira, escrevendo um livro sobre o caso mais quente do ano, e dar resposta à incógnita que inquieta toda a América: Quem matou Nola Kellergan?

sábado, 11 de março de 2017

Opinião :: A História de Stuart Little | E. B. White

 Título: A História de Stuart Little
Autor: E. B. White
Editora: Booksmile
Ano: 2017

Sinopse:
Um dos maiores clássicos da literatura para crianças, lido por milhões em todo o mundo. Ninguém esquece este pequeno herói de enorme coragem!
A chegada de Stuart Little à família foi uma surpresa para todos: os pais e o seu irmão George são humanos, mas Stuart é um ratinho. Vivem juntos em Nova Iorque, com o gato Snowbell, e as coisas nem sempre são fáceis para Stuart devido ao seu tamanho. Cedo revela inteligência e coragem, mas é quando resolve procurar a sua melhor amiga, uma pequena ave chamada Margalo, que ele mostra a sua bondade e determinação. Ao enfrentar de forma brilhante todas as dificuldades com que se depara, Stuart Little prova que a força de um herói não se mede pelo seu tamanho, mas pela sua audácia.
Livro de estreia de E. B. White na literatura para crianças, repleto de peripécias e de personagens irresistíveis, A História de Stuart Little é uma obra inesquecível sobre a perseverança e a amizade.

Opinião:
A História de Stuart Little é um livro enternecedor, tanto para crianças como para adultos. Stuart Little é um ratinho muito corajoso, inteligente e perspicaz que, não obstante o seu tamanho, mostra à sua família e às pessoas com que se cruza o seu valor e resiliência perante as dificuldades.
O livro é muito bonito, pois adoro o género de ilustrações que vão acompanhando os textos e que tornam a leitura muito mais agradável. Os capítulos são curtos e relatam episódios diferentes na vida de Stuart Little. E eu imaginei-me logo a ler para uma criança antes de ela adormecer... Penso que contar peripécias engraçadas e ao mesmo tempo moralizadoras são óptimas para lhes contar antes de dormir!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Review :: The Quiet Way | Chris Lilley

Title: The Quiet Way - Selected Poems
Author: Chris Lilley
Publisher: Createspace Independent Publishing Platform
Year: 2016
Review/opinion:
The Quiet Way is a collection of poems written by someone who suffered with depression and attempted suicide. These poems are divided in four chapters, in which we can find Chris' childhood memories and his darkest period in life. On the other hand, he speaks a lot about love and his relationship with God that, somehow, helped him to overcome his problems. Also, his poetry is full of metaphors and his words give many advices to our lives.
I enjoyed a lot these poems, but two of them touched my heart, specially this one:

Fear Itself
I do not fear the smoking gun
But the man who pulls the trigger
I do not fear the pointed hood
But the man who calls me nigger

I do not fear the Lord
But the man who claims His voice
I do not fear death
But the boy who holds the choice

I read this book in one day but I think people should take their time to enjoy every word and every feeling they get. I truly recommend this reading to those who are in the same situation as Chris Lilley did, or know someone who are still dealing with depression. This book is very inspirational.

Thank you, Chris, for sending me a signed copy of this amazing poetry book. All the best to you!

segunda-feira, 6 de março de 2017

Música :: Final do Festival da Canção 2017

Finalmente chegou o dia! Ontem à noite, no Coliseu dos Recreios, decorreu a Grande Final do Festival da Canção 2017. Além do desfile de músicas, foi também celebrado o 60.º aniversário da RTP. Foi um evento espectacular, arrojado, completamente diferente das anteriores finais do nosso Festival, mas teve um pequeno problema: acabou demasiado tarde para um Domingo. Apesar disso e a muito custo, consegui ver até ao fim!
Relativamente às canções, notei alterações nas actuações e louvei os esforços para as melhorarem, mas houve algumas que, a meu ver, não conseguiram.

A Gente Bestial continuou bestial. Adoro a música, mas mantenho a minha palavra: a letra só faz sentido em português e em Portugal, portanto não era uma boa aposta para ir a Kiev.


A actuação do Pedro Gonçalves desiludiu-me um pouco. Achei o volume do instrumental demasiado baixo e, ainda assim, a voz dele mal se percebeu em algumas partes. Comecei logo a imaginá-lo no palco da Eurovisão com estes problemas e a prestação dele a ser fraquinha. Depois disto, fiquei com mais dúvidas em relação a esta música...



Gostei da actuação da Lena D'Água. A voz dela é limpa e perceptível, e a música é feliz. Não era uma música para o ESC, mas não deixa de ser uma boa canção.


Salvador, Salvador... Estranhei no início mas fui entranhando com o tempo. O que dizer quando todo o coliseu o aplaude fervorosamente no início, durante e no fim da actuação? Estava visto que era o favorito. Mesmo com problemas técnicos, ele cantou como se estivesse em casa. Não, não me refiro à sua indumentária, mas à maneira de cantar. Já gosto bem da música, talvez já a adore, e a prestação dele foi bonita.


Penso que o Fernando Daniel foi quem mais se esforçou em melhorar a sua actuação. De todos, era o que mais queria ganhar mas parecia que estava desapontado com as reacções do público. Não era para menos... Eu também fiz um esforço para gostar mais da música, mas ela é estranha. E desta vez ele teve companhia no palco: Noa, a violinista, e dois homens que levavam uma guitarra portuguesa e uma guitarra eléctrica. Aquilo ficou ainda mais estranho com eles e com os instrumentos... A voz dele foi impecável, mas simplesmente a música não dá!


Gostei das flores, das cores, das pétalas no vestido (dele nem tanto), da felicidade na música, mas não tanto da voz da Celina. Os refrões ficaram sem as vozes do coro e a voz dela fraquejou. A música é mesmo bonita, mas se é para falhar assim a voz é melhor não ir lá fora!


A Deolinda, infelizmente, passou tão despercebida neste Festival que já nem me lembrava que ela tinha passado à final. Fiquei a gostar um bocadinho mais da música, mas é demasiado esquecível para o ESC.


Os Viva la Diva foram fantásticos. Gostei ainda mais hoje da música deles e foi a melhor maneira de fechar o leque de canções. O único senão foi mesmo o coro extra que puseram: no refrão, houve excesso de vozes...


Não podia faltar o medley de canções. Mas desta vez foi lindo, muito bom mesmo! Tornaram a só cantar músicas antigas, mas foi memorável.
Passados os festejos e discursos de aniversário, chegou a hora das votações. As pontuações de cada região foram divulgadas da mesma maneira como fazem no ESC, portanto deu também para matar algumas saudades (nunca mais chega Maio!). O Salvador Sobral teve as pontuações máximas de quase todas as regiões, e aí logo vi que ia ser ele a ganhar. Os votos do público foram um pouco diferentes, mas já quase nada havia a mudar: o Salvador ganhou o Festival.
Não foi surpresa e até gostei que ele tivesse ganhado. Imediatamente vi muitos comentários positivos, outros nem tanto, mas que me deixaram esperançosa.
Pode não ser uma música festivaleira, pode a Europa não gostar muito dela ao início, pode até não ser candidata a vencer, mas pelo menos é cantada em português. E no meio de tanta canção cantada em inglês, modéstia à parte, a nossa língua é música para os ouvidos de todos!
Até Maio, em Kiev!