segunda-feira, 6 de março de 2017

Música :: Final do Festival da Canção 2017

Finalmente chegou o dia! Ontem à noite, no Coliseu dos Recreios, decorreu a Grande Final do Festival da Canção 2017. Além do desfile de músicas, foi também celebrado o 60.º aniversário da RTP. Foi um evento espectacular, arrojado, completamente diferente das anteriores finais do nosso Festival, mas teve um pequeno problema: acabou demasiado tarde para um Domingo. Apesar disso e a muito custo, consegui ver até ao fim!
Relativamente às canções, notei alterações nas actuações e louvei os esforços para as melhorarem, mas houve algumas que, a meu ver, não conseguiram.

A Gente Bestial continuou bestial. Adoro a música, mas mantenho a minha palavra: a letra só faz sentido em português e em Portugal, portanto não era uma boa aposta para ir a Kiev.


A actuação do Pedro Gonçalves desiludiu-me um pouco. Achei o volume do instrumental demasiado baixo e, ainda assim, a voz dele mal se percebeu em algumas partes. Comecei logo a imaginá-lo no palco da Eurovisão com estes problemas e a prestação dele a ser fraquinha. Depois disto, fiquei com mais dúvidas em relação a esta música...



Gostei da actuação da Lena D'Água. A voz dela é limpa e perceptível, e a música é feliz. Não era uma música para o ESC, mas não deixa de ser uma boa canção.


Salvador, Salvador... Estranhei no início mas fui entranhando com o tempo. O que dizer quando todo o coliseu o aplaude fervorosamente no início, durante e no fim da actuação? Estava visto que era o favorito. Mesmo com problemas técnicos, ele cantou como se estivesse em casa. Não, não me refiro à sua indumentária, mas à maneira de cantar. Já gosto bem da música, talvez já a adore, e a prestação dele foi bonita.


Penso que o Fernando Daniel foi quem mais se esforçou em melhorar a sua actuação. De todos, era o que mais queria ganhar mas parecia que estava desapontado com as reacções do público. Não era para menos... Eu também fiz um esforço para gostar mais da música, mas ela é estranha. E desta vez ele teve companhia no palco: Noa, a violinista, e dois homens que levavam uma guitarra portuguesa e uma guitarra eléctrica. Aquilo ficou ainda mais estranho com eles e com os instrumentos... A voz dele foi impecável, mas simplesmente a música não dá!


Gostei das flores, das cores, das pétalas no vestido (dele nem tanto), da felicidade na música, mas não tanto da voz da Celina. Os refrões ficaram sem as vozes do coro e a voz dela fraquejou. A música é mesmo bonita, mas se é para falhar assim a voz é melhor não ir lá fora!


A Deolinda, infelizmente, passou tão despercebida neste Festival que já nem me lembrava que ela tinha passado à final. Fiquei a gostar um bocadinho mais da música, mas é demasiado esquecível para o ESC.


Os Viva la Diva foram fantásticos. Gostei ainda mais hoje da música deles e foi a melhor maneira de fechar o leque de canções. O único senão foi mesmo o coro extra que puseram: no refrão, houve excesso de vozes...


Não podia faltar o medley de canções. Mas desta vez foi lindo, muito bom mesmo! Tornaram a só cantar músicas antigas, mas foi memorável.
Passados os festejos e discursos de aniversário, chegou a hora das votações. As pontuações de cada região foram divulgadas da mesma maneira como fazem no ESC, portanto deu também para matar algumas saudades (nunca mais chega Maio!). O Salvador Sobral teve as pontuações máximas de quase todas as regiões, e aí logo vi que ia ser ele a ganhar. Os votos do público foram um pouco diferentes, mas já quase nada havia a mudar: o Salvador ganhou o Festival.
Não foi surpresa e até gostei que ele tivesse ganhado. Imediatamente vi muitos comentários positivos, outros nem tanto, mas que me deixaram esperançosa.
Pode não ser uma música festivaleira, pode a Europa não gostar muito dela ao início, pode até não ser candidata a vencer, mas pelo menos é cantada em português. E no meio de tanta canção cantada em inglês, modéstia à parte, a nossa língua é música para os ouvidos de todos!
Até Maio, em Kiev!

1 comentário:

  1. Olá Ana,

    Obrigada por passares pelo meu blogue! :)

    Preferia que a "Gente Bestial" tivesse sido a vencedora. Era pessoal da minha terra e a música era muito engraçada, mas gostei bastante da interpretação do Salvador, por isso, acho que foi um justo vencedor. Quanto a hipóteses para a Eurovisão, isso são contas de outro rosário.. Há muito que as músicas que por lá passam estão longe de serem decentes, mais parece um desfile pimba europeu.

    Beijinhos,
    Helena Isabel

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