quarta-feira, 24 de maio de 2017

Opinião :: Não Digas Nada | Mary Kubica

Título: Não Digas Nada
Autora: Mary Kubica
Editora: Topseller
Ano: 2014

Sinopse:
Tenho andado a segui-la nos últimos dias. Sei onde faz as compras de supermercado, a que lavandaria vai, onde trabalha. Nunca falei com ela. Não lhe reconheceria o tom de voz. Não sei a cor dos olhos dela ou como eles ficam quando está assustada. Mas vou saber.
Filha de um juiz de sucesso e de uma figura do jet set reprimida, Mia Dennett sempre lutou contra a vida privilegiada dos pais, e tem um trabalho simples como professora de artes visuais numa escola secundária.

Certa noite, Mia decide, inadvertidamente, sair com um estranho que acabou de conhecer num bar. À primeira vista, Colin Thatcher parece ser um homem modesto e inofensivo. Mas acompanhá-lo acabará por se tornar o pior erro da vida de Mia.
Tudo se transforma em pesadelo quando Colin rapta Mia e esta descobre que está a ser vítima de uma trama de extorsão contra a sua família. Mas o plano inicial toma um rumo inesperado e Colin acaba por se ver obrigado a manter Mia reclusa numa cabana isolada do Minnesota, escondendo-a, e a si próprio, da polícia e dos criminosos que o contrataram.

Opinião:
Não sei ao certo o que dizer sobre o livro... Adorei-o mas ao mesmo tempo senti que faltou qualquer coisa, talvez algo que me tivesse impressionado mais.
Ao longo do livro, vamos conhecendo o antes e o depois do desaparecimento de Mia, que foram contados na primeira pessoa, alternadamente entre Eve (a mãe de Mia), Colin (o seu raptor), e Gabe (o inspector do caso). Achei interessante este modo de contar a história, pois vamos juntando as peças e desvendando todos os acontecimentos, o que tornou o livro mais viciante. Como temos três oradores, conseguimos perceber também as diferenças de personalidades, bem como as posições deles em relação ao caso e à própria Mia.
O enredo tomou rumos pelos quais eu não estava nada à espera, e isso foi muito bom! A história está muito bem construída e aborda assuntos sérios que por vezes ouvimos falar no quotidiano, como por exemplo a síndrome de Estocolmo que às vezes as vítimas de alguma espécie de crime desenvolvem.
Gostei muito da escrita da autora, cujas descrições eram inesperadas e cativantes. Senti que estava a ouvir os desabafos das personagens, vindos do fundo do coração, tão diferentes e convictos que fiquei de certa forma indecisa em relação à minha própria opinião acerca deste caso particular.
O final divergiu muito do que eu imaginava e foi, assim, igualmente inesperado. Penso que não foi um final pomposo, que me tivesse satisfeito. Fiquei com a sensação de que o livro estava incompleto, que a história devia continuar. Talvez fosse esse aspecto que menos me agradou no livro. Apesar disso, adorei-o! Li-o relativamente rápido (numa tarde li metade) e, como já referi, é um livro viciante. Uma excelente leitura para quem gosta de thrillers e de mistérios.

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