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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Pilha de livros :: Lidos em 2021


Viva! Chegados então ao novo ano, é altura de fazer o balanço das minhas leituras.
 
2021 não foi o meu melhor ano no que toca a leituras. Propus-me a ler vinte livros, mas só consegui ler dezanove. Digamos que foi um ano em que não tive grande tempo nem vontade de ler, pois arrastei algumas leituras mais tempo do que deveria, nem sempre sabia que género de literatura me apetecia ler e houve muitos dias que simplesmente não me apetecia ler de todo. Para uma pessoa que gosta tanto de lidar com livros, ressacas literárias tão prolongadas são bastante frustrantes! Por isso, espero realmente conseguir melhorar em 2022 e desfrutar mais dos livros que ler.

Assim, estes foram os livros que li em 2021, com as devidas opiniões no blogue:

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Divulgação + Opinião :: Meandros da Mente e do Coração | Pedro Maia

Viva! Hoje venho falar sobre o livro Meandros da Mente e do Coração, de Pedro Maia. O autor é meu conterrâneo e, este ano, publicou o seu primeiro livro de poesia. Fui convidada a conhecer a sua obra e, por isso, adquiri um exemplar.
 
Título: Meandros da Mente e do Coração
Autor: Pedro Maia
Editora: Chiado Books
Ano: 2021
 
Comprar: Chiado Books
 
Sinopse:
Cada um de nós tem as suas histórias para contar, os seus pensamentos, aquilo que observa, que ouve ou até, a forma como encaramos o que os outros dizem ou fazem. Em resumo, uma mescla de simples ideias e devaneios surgidos às três da madrugada, após uma chávena de chá ou de café!

Opinião:
O livro é pequeno e inclui 39 poemas que são reflexões acerca da vida, da amizade, do amor, bem como da pandemia (mais no final), sempre com uma mensagem de esperança.

Gostei da simplicidade das palavras e da leveza com que foram exprimidas. Notei que o livro, além de dividido em poemas, também está dividido por temas. Começando com assuntos do coração, segue-se igualmente por algumas homenagens a familiares e amigos, bem como por certos devaneios da mente, terminando com ilações sobre o futuro, tendo em conta a situação pandémica em que nos encontramos.
 
Sinto que estes poemas foram desabafos de Pedro Maia em alturas de maior reflexão. Penso que todos nós necessitamos de momentos introspectivos e cada um deve exprimir-se da melhor maneira que lhe convém. Neste caso, Pedro jogou com as palavras e tornou mais leves os seus pensamentos.

Dou os meus parabéns ao Pedro pela coragem na publicação do seu primeiro livro e espero que este seja o início de um futuro risonho na escrita.

Convido-te, assim, a conhecer a obra e o autor! Podes encontrar mais informações no Facebook e no Instagram. É sempre bom conhecer novos autores nacionais! 😉

domingo, 22 de agosto de 2021

Opinião :: O Acordo | Cláudia Machado

Título: O Acordo (Vol. I)
Autora: Cláudia Machado
Editora: Chiado Books
Ano: 2021

Comprar: Bertrand | WOOK | Chiado

Sinopse:
Júpiter 4 foi praticamente destruído pelo primeiro Evento, por um mar de chamas e radiação vindas do espaço. A Imperatriz da cidade capital de Cherema foi forçada a entrar num estado de sono vigilante, na tarefa árdua de reconstruir o seu mundo, outrora próspero. 
 
A vida é lentamente devolvida ao planeta, mas não sem o sacrifício da população, das Deusas e das Gentes que vivem na miséria pisadas pela opressão da elite. 
 
Desde que se recorda, Anna fora treinada pelas oito irmãs para cumprir o Objetivo. A jovem Deusa entra, secretamente, na cidade de Cherema e cumpre o plano meticulosamente, até cometer o seu primeiro erro. 
 
A Imperatriz desperta do sono e liberta os serviçais para caçar Anna. Mas a aliança entre o homem-gato e Eva vai além da obediência à elite do homem-perfeito e a revolta está prestes a começar. 
 
Será que a ajuda dos Roedores e do rapaz nómada, Lucky, serão suficientes para Anna derrotar as forças obscuras?
 
Opinião:
Esta obra foi-me gentilmente cedida pela própria autora, Cláudia Machado, após contacto através do Instagram, sendo esta a forma como fiquei a conhecê-la e ao seu trabalho. O Acordo é o seu primeiro livro, que pertence a uma tetralogia de ficção científica.

Li este livro calmamente, ao meu ritmo, e levei um mês para tal. Contudo, não consegui envolver-me completamente na história. Como se trata de um primeiro livro de uma tetralogia, este é mais descritivo para também conhecermos melhor as personagens, o espaço e o tempo. Ainda assim, senti-me por vezes perdida nas descrições e não compreendi os elos entre as personagens. Creio que este aspecto se deve ao facto de não gostar muito do género literário em questão e, por isso, muitos detalhes me passaram ao lado.

Apesar de tudo, tenho pontos positivos a mencionar. Adorei a escrita da autora; muito cuidada, simples e rica em recursos expressivos. Também tenho de destacar a boa revisão de texto que foi feita, pois não tenho tido boas experiências nesse aspecto com os livros da Chiado Books e, neste caso, as gralhas são quase nulas.

Não obstante o meu gosto literário, acredito que esta tetralogia tem tudo para ser um sucesso. Este primeiro livro terminou num ponto de viragem que implora por continuação. Para os amantes deste género, aqui têm uma boa oportunidade de conhecerem um trabalho português de qualidade.

Agradeço uma vez mais à autora Cláudia Machado e faço votos de muito sucesso!

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Livro recebido :: "O Acordo"

 
Viva! Recentemente, recebi o primeiro volume do livro O Acordo, de Cláudia Machado. A autora entrou em contacto comigo e foi engraçado, porque ficámos ambas a saber que temos o primeiro nome e apelido iguais! 😁 Foi também uma boa oportunidade para eu ficar a conhecer o seu primeiro livro, já que foi editado há pouco tempo e, apesar de ser um livro de ficção científica/fantasia e fugir um pouco aos meus gostos literários, fiquei curiosa com a sinopse.
 
➡ Para ficares a par das novidades da autora, visita as suas páginas de Facebook e Instagram, além do site da Chiado para conheceres o seu novo livro.

 
Muito obrigada, Cláudia! 😊 
 
Título: O Acordo (Vol. I)
Autora: Cláudia Machado
Editora: Chiado Books
Ano: 2021

Comprar: Bertrand | WOOK | Chiado

Sinopse:
Júpiter 4 foi praticamente destruído pelo primeiro Evento, por um mar de chamas e radiação vindas do espaço. A Imperatriz da cidade capital de Cherema foi forçada a entrar num estado de sono vigilante, na tarefa árdua de reconstruir o seu mundo, outrora próspero. 
 
A vida é lentamente devolvida ao planeta, mas não sem o sacrifício da população, das Deusas e das Gentes que vivem na miséria pisadas pela opressão da elite. 
 
Desde que se recorda, Anna fora treinada pelas oito irmãs para cumprir o Objetivo. A jovem Deusa entra, secretamente, na cidade de Cherema e cumpre o plano meticulosamente, até cometer o seu primeiro erro. 
 
A Imperatriz desperta do sono e liberta os serviçais para caçar Anna. Mas a aliança entre o homem-gato e Eva vai além da obediência à elite do homem-perfeito e a revolta está prestes a começar. 
 
Será que a ajuda dos Roedores e do rapaz nómada, Lucky, serão suficientes para Anna derrotar as forças obscuras?

sábado, 17 de julho de 2021

Opinião :: O Bote da Cobra e Outros Contos | Thiago Pôntera

Título: O Bote da Cobra e Outros Contos
Autor: Thiago Pôntera
Editora: Chiado Books
Ano: 2018
 
Comprar: Chiado
 
Sinopse:
O Bote da Cobra e Outros Contos é uma série de histórias envolvidas em sangue, horror e mistério. Cada conto tem seu próprio significado e enigma. Aqui você verá que algo cotidiano pode se tornar o pior dia da sua vida, seja em uma viagem, seja em uma casa de hospedagem ou no simples miado de um gato.

Opinião:
Tinha este livro há bastante tempo na estante por ler e decidi pegar finalmente nele. Como é um livro de apenas 50 páginas, li-o num instante.

O Bote da Cobra e Outros Contos é composto por quatro contos totalmente distintos, mas com muito suspense e horror em comum.

Não gostei propriamente das histórias; além de serem viradas para o terror, roçam também a fantasia e tornam-se um bocado confusas para mim. Dos quatro contos, penso que o que mais me marcou foi o segundo, de título Carne Crua, mas foi também o mais horripilante e macabro.

Creio que a escrita do autor precisa de ser melhorada, pois acho que é um bocado simples, mas como Thiago Pôntera tinha, à data da publicação do livro, 18 anos, com o passar do tempo ele pode evoluir bastante como escritor.
 
Para os fãs de terror, este pequeno livro apresenta quatro contos que os podem maravilhar. Quanto a mim, não me cativou. Mas dei uma hipótese ao livro, por isso nem tudo foi mau!

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Opinião :: O Silêncio da Alma | José Carlos Rodrigues

Título: O Silêncio da Alma
Autor: José Carlos Rodrigues
Editora: Chiado Editora
Ano: 2017
 

Sinopse:
A imaginação é uma transcendência de loucuras e o poeta é o caminho errante que desconhece os seus limites.

Opinião:
Este é um livro de reflexões do autor que revelam muito o seu estado de espírito e que permitem ao leitor conhecê-lo um pouco mais.

José Carlos Rodrigues é um poeta e, nestes textos isolados, não perde a essência de poesia. Através de inúmeras metáforas, o autor fala sobre o amor que sente por uma mulher, bem como do seu percurso de escritor e também sobre o seu pai. Nas suas palavras, sinto amor, ternura e uma necessidade imensa de deixar escrito tudo o que lhe existe na alma. Talvez por isso, o título O Silêncio da Alma assente como uma luva nesta obra.


Gostei muito de conhecer este livro, que foi o primeiro que li de José Carlos Rodrigues, e de conhecer a sua escrita. Houve certos textos que me marcaram mais, tais como: Anjo Selvagem, Desgosto de Amor, Loucamente Resgatado e Pai. Foi uma boa descoberta e é um livro que se lê bem e descontraidamente.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Opinião :: O Desempregado | Ricardo Tomaz Alves

Título: O Desempregado
Autor: Ricardo Tomaz Alves
Editora: Chiado Books
Ano: 2020


Sinopse:
Este é um romance sobre um jovem que perde o emprego e que na luta para conseguir outro passa por entrevistas mirabolantes. Acaba por conhecer uma jovem ativista que lhe mostra todo um mundo novo e acaba por meter-se em situações com as quais nem sequer imaginara (entre elas o rapto a um alto representante do Governo). Irá este jovem perder-se no emaranhado de desespero e depressão em que o desemprego se pode por vezes tornar ou encarar esta situação como uma oportunidade de explorar novas oportunidades, tanto de emprego como de vida?

Opinião:
Este livro foi-me gentilmente ofertado pelo próprio autor, Ricardo Tomaz Alves, ao qual agradeço.

Iniciei a leitura deste livro sem saber ao certo o que esperar. O título, só por si, pode dar origem a muitas histórias e enveredar por vários temas, por isso estava curiosa para saber o que iria encontrar.

A história é-nos contada por Vicente, o protagonista do livro, que, após um episódio caricato no local onde trabalha, acaba por ser despedido. Nesta sua nova situação de desempregado, Vicente vê-se muitas vezes sem rumo com as propostas que lhe vão aparecendo, além de a própria vida pessoal não ser a mais favorável.
Ao longo do percurso, vai convivendo com novas pessoas e, inesperadamente, vai ter uma experiência completamente arriscada e diferente, fazendo-o olhar para a vida de uma outra perspectiva.


O livro surpreendeu-me logo de início pela positiva, pois é contado com bastante humor e alguma ironia. Houve momentos bem engraçados que me fizeram rir muito! Mas é também um livro real que retrata a vida de muitas pessoas no nosso país (e não só), principalmente as mais novas, que têm dificuldade em encontrar um emprego decente. O autor aborda não só o (des)emprego, mas também os mais variados problemas do dia-a-dia que os cidadãos enfrentam. Além disso, existem várias reflexões acerca do nosso lugar no mundo e do que fazemos para nos sentirmos realmente felizes.

O livro é muito fácil de ler; apesar das 457 páginas, os capítulos são pequenos e lêem-se muito bem. A escrita do autor é cuidada, rica e adequada ao seu género literário.

Fiquei muito agradada com esta leitura e creio que o livro merece ser lido por todos os portugueses, essencialmente. Certamente, muitos deles iriam identificar-se com alguns pormenores ou até com a personagem principal.

Leiam este livro. É realmente bom! Saibam mais sobre ele nos links para as livrarias (que se encontram acima, na descrição do livro) e também sobre o autor no Goodreads, no Facebook e no Instagram.

sábado, 6 de junho de 2020

Livro recebido :: "O Desempregado"

Viva! Esta semana recebi o livro O Desempregado, gentilmente enviado pelo autor Ricardo Tomaz Alves. Brevemente, irei lê-lo e falar-vos um pouco sobre ele, mas por agora deixo-vos a sua sinopse para vos atiçar a curiosidade.

Título: O Desempregado
Autor: Ricardo Tomaz Alves
Editora: Chiado Books
Ano: 2020


Sinopse:
Este é um romance sobre um jovem que perde o emprego e que na luta para conseguir outro passa por entrevistas mirabolantes. Acaba por conhecer uma jovem ativista que lhe mostra todo um mundo novo e acaba por meter-se em situações com as quais nem sequer imaginara (entre elas o rapto a um alto representante do Governo). Irá este jovem perder-se no emaranhado de desespero e depressão em que o desemprego se pode por vezes tornar ou encarar esta situação como uma oportunidade de explorar novas oportunidades, tanto de emprego como de vida?

Podem também conhecer melhor o autor e segui-lo no Goodreads, no Facebook e no Instagram.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Divulgação :: Pesadelos Despertos | Rúben Martins

"Pesadelos Despertos": da curiosidade, à loucura
ou à possibilidade de o irreal se tornar real

Pesadelos Despertos, assim se intitula a primeira obra que Rúben Martins lança motivado por, segundo ele, «poder contribuir para que o leitor se desligue de tudo o resto». Atraído pela literatura que aborda mistério, supense, terror e fantasia, o nosso autor aventurou-se neste campo e apresenta-nos um livro que, através de cinco contos, explora o medo que, refere, «está presente em cada um de nós». A não perder, com chancela Chiado Books.

Título: Pesadelos Despertos
Autor: Rúben Martins
Editora: Chiado Books
Ano: 2019


Sinopse:
Cinco histórias que desafiam a razão, o medo e o receio do ser humano. A curiosidade, o lado negro de cada um, a sensação de isolamento, seres sombrios e mitológicos que se cruzam connosco e nos fazem viver os piores pesadelos. Locais assombrados há muito esquecidos que guardam histórias nunca antes contadas.
Conheça os segredos de Twin Falls, uma cidade onde o mal prevalece à espreita em cada esquina. Tranque as portas e janelas da sua casa, sente-se confortável, e mergulhe neste mundo onde os pesadelos não são um sonho, mas sim uma realidade!

➺ O que o levou a escrever esta Obra?
Rúben Martins (RM): Desde muito cedo que me interessei por este género literário. O mistério/suspense/terror/fantasia sempre me chamou bastante a atenção, mantinha-me preso à leitura do início ao fim. Li muito de Stephen King, Allan Poe, H.P Lovecraft, Dan Brown, J.R. Tolkien, entre muitos outros. Recordo-me de entre os meus dez e quatorze anos, ficar na rua até tarde com os meus amigos e contarmos histórias que nos faziam ir depois para casa sempre a olhar por cima do ombro. É esse o tipo de sentimento que procuro no leitor. Criar o medo de uma forma mais psicológica, colocando-o na pele da personagem que vive a história. O gosto em contar histórias, e poder contribuir para que naquele instante o leitor se desligue de tudo o resto, é algo que me dá bastante prazer.

➺ O que pode o leitor esperar?
RM: Este livro trata-se de um conjunto de cinco contos, com situações e personagens bastante distintas. Exploro a curiosidade que existe dentro de cada um, a loucura, a dúvida, a materialização dos sonhos, e a possibilidade do que é irreal se tornar real. Pode ser uma obra em certo ponto "negra", e que explora o psicológico das personagens. O medo está presente em cada um de nós, e pode tomar diversas formas.

➺ Como foi o processo criativo?
RM: Grande parte das minhas histórias têm como ideia base algo que experienciei, pessoas que conheço ou conheci, ou locais que visitei. A curiosidade de Sally, tem como personagem principal um tipo de pessoa que todos nós conhecemos, temos até um nome engraçado para a classificar, ''a coscuvilheira''. O que acontece quando uma pessoa com essa característica se depara com algo que não está à espera? No conto ''O espantalho'', o local é real. Durante muitos anos, os meus avós viveram no meio do campo, e era comum que eu passasse alguns dias das férias de Verão com eles. Num desses anos, ao explorar pela zona, eu e o meu primo descobrimos uma casa abandonada onde existia um espantalho no campo que ficava nas traseiras da mesma. Quanto ao último conto do livro, ''Benock'', ele teve como inspiração um pesadelo que tive por algumas vezes enquanto criança.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Divulgação :: 15 (ou quem concebeu o mundo não lia romances) | André Éme

“15 (ou quem concebeu o mundo não lia romances”
Razão e coração? Ou coração e razão?



André não esconde: sempre foi mais próximo das letras. Fez da música um vício e, deste vício, caminho. As estórias foram tomando forma e eis senão quando, em 2019, viu ser lançada a sua primeira obra: “15 (ou quem concebeu o mundo não lia romances”, com chancela Chiado Books. É Carlos Magno quem, ao assinar o prefácio, o revela: André «ameaça mesmo ser o caso mais sério da nova literatura portuguesa da actualidade»

Sinopse:
Razão e coração.

Todos os dias, há milhões de coincidências que não acontecem. Mas as que acontecem ficam gravadas na nossa memória e acabamos por chamar coincidências a acontecimentos que a razão nos diz serem meras probabilidades matemáticas.

A morte do Quinze – uma figura pouco querida, mas familiar – e a reunião improvável de tantas antigas companheiras em torno do seu funeral, leva o narrador a fazer uma viagem dentro de si mesmo, à boleia de um ciúme tardio que o incomoda e envergonha.

Nesse caminho interior desenhado pelas memórias que se vão alinhando, os acasos tendem a ser negados, mas… até a menor probabilidade matemática acaba por poder mudar vidas – afinal, são tantas as ocasiões em que a lógica explica, mas não satisfaz!

Coração e razão.


Biografia
«Sempre fui mais próximo das letras do que dos números, mas foi na música que me viciei desde miúdo, entre o Superego e o Chão Nosso, servindo-me dela para contar as estórias que não coloquei em prosa. As poucas que ganharam forma fora do formato canção, foram escritas para a rádio, já perto do canto do cisne do projeto das emissoras locais. Acabei por me formar em Design e especializei-me em Comunicação e Cultura, ao mesmo tempo que me apaixonei pelo ensino da arte e das tecnologias aos mais novos.
Nasci e cresci em Aveiro, mas continuo a tentar fazer caber o presente na história, onde quer que seja.»

O que diz Carlos Magno
«O André transforma qualquer velório numa passagem de modelos e, neste livro, não há carpideiras nem gatos pintados. Só literatura rápida e torrencial. Carregada de irónica ternura e amarga ironia. (…)
Quanto ao André… esperem só mais um pouco. Ele ameaça mesmo ser o caso mais sério da nova literatura portuguesa da actualidade.»

Sobre a editora
A Chiado Books é uma chancela do Break Media Publishing Group. Trata-se da maior editora do mundo em Língua Portuguesa em volume de obras publicadas. Ao celebrar, em 2020, 12 anos, a Chiado Books confirma que, mais do que uma missão, publicar livros é a paixão que move toda a equipa.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Divulgação :: A Humanidade Desgovernada | Luiz Carlos de Andrade

“A Humanidade Desgovernada” reflete sobre dilemas contemporâneos
CHIADO Books lança o livro “A Humanidade Desgovernada” como manifesto a favor do debate sobre onde estamos e para onde queremos ir
Titulo: A Humanidade Desgovernada
Autor: Luiz Carlos de Andrade
Editora: Chiado Books
Ano: 2020

Comprar: Chiado Books

São Paulo, Abril 2020 - Nunca antes na história da humanidade vivemos uma era de mudanças tão rápidas e profundas, a ponto de nos fazerem questionar todos os nossos valores e parâmetros. Temas como ética, poder e solidariedade são diariamente postos à prova nos nossos relacionamentos pessoais, sociais e profissionais. Estas transformações foram o ponto de reflexão e partida para o livro “A Humanidade Desgovernada”, de Luiz Carlos de Andrade, que propõe 365 dilemas existenciais, sociais, morais e políticos em forma de verso, ao mesmo tempo surpreendente e simples, capaz de impactar o mais leigo dos leitores.

O autor de “A Humanidade desgovernada”, Luiz Carlos de Andrade, é um baby-boomer legítimo, habilitado a falar, por experiência, desde temas do pós-guerra até aqueles que nos afligem nos dias de hoje. E não mede palavras na melhor tradição dos Andrade na literatura. Assim, os dilemas que apresenta no livro, na forma de perguntas, contemplam a mais completa atualidade bem como ecos do passado recente. Afinal, as certezas ou as incertezas da condição humana em 2020 não são exatamente datadas e assombram igualmente baby-boomers, e as gerações X, millennials e Z.

Aqui, vale ressaltar que o autor teve uma visão um tanto “profética”, pois os dilemas que compõem o livro, escritos antes da atual pandemia, são agora, mais do que nunca, atuais:
Vale quem se leva muito a sério,
Ou quem prefere ter critério?
Ou
Vale soar o alarme,
Ou é preferível manter o charme?
São questões como estas que se colocam diariamente à nossa frente, num momento em que nos deparamos com uma situação sem precedentes na história recente da humanidade.

Os leitores encontrarão no livro a possibilidade de responder aos dilemas e quiçá encontrar algum alívio, algum novo caminho, alguma descoberta no mais puro sentido psicanalítico da indução da solução.

O autor foi várias coisas na vida, de advogado a publicitário, mas reconhece-se como poeta e acredita no poder curativo da poesia. Como no verso “Vale a serenidade da varanda, ou o celular que comanda?” Ou “Vale a generosidade, ou a melhor casa da cidade?.

E por aí segue o livro nos 365 dilemas que ora apelam à leveza ora à acidez. Segundo Andrade: “a poesia, além de encantar, se presta à missão de tirar as pessoas do lugar”.

Nada mais definidor de “A Humanidade Desgovernada” do que a sua capacidade de impactar leitores e leitoras para além das zonas de conforto que anestesiam, tolhem, censuram, porém parecem agradáveis e seguras. Ainda conforme Andrade: “buscar a felicidade é saber amar a trajetória que, por natureza, acontece triste e alegre ao mesmo tempo”.

Para efeito de estilo, “A Humanidade Desgovernada” é um pouco de prosa, de ensaio e de filosofia, mas, sobretudo, um muito de poesia e boa subversão. O autor acredita que a poesia é uma espécie de terrorismo do bem! Que assim seja e que o livro possa aquecer ou irritar quem ousar a sua aquisição.

Sobre o autor:

Luiz Carlos de Andrade nasceu em São Paulo, SP. Bacharel em direito, mestre em ciência da comunicação (ambos pela Universidade de São Paulo) e pós-graduado em direito antitruste pela Samford University de Birmingham - AL, nos EUA.
Após uma bem-sucedida carreira em comunicação e publicidade, ingressou nas artes, com as seguintes realizações: autor e diretor da peça de teatro “No elevador, entre dois andares”, com temporada no teatro Ágora, São Paulo; roteirista e diretor das curtas-metragens “Cinzas Adolescentes” e “Cartas da FEB”, lançados na Cinemateca de São Paulo; autor dos livros: “Calça Justa, Homem Romântico, Mulheres Contemporâneas” (contos), pela editora Thesaurus; “Poemas de Atracação”, “Poemas de Arrebentação” e “Poemas de Arribação”, pela editora Patuá; “Mundo Corporativo – Memórias de Guerra” (crónicas) e “Novo Mundo – a Saga dos Imigrantes na Hospedaria do Brás” (teatro), pela editora Giostri; e “Chuva Fina” (haikais) pela editora Multifoco.

segunda-feira, 30 de março de 2020

Divulgação :: Foi na Serra que Nasci | Manuel António João

“Foi na Serra que Nasci” reúne poesia popular alentejana em livro
Obra assinada por Manuel António João tem selo Chiado Books

 Título: Foi na Serra que Nasci
Autor: Manuel António João
Editora: Chiado Books
Ano: 2019

Comprar: Bertrand | WOOK | Chiado Books

É com o característico estilo alentejano que a obra Foi na Serra que Nasci é apresentada ao público. A reunir as populares quadras poéticas da região portuguesa, o autor, Manuel António João, conduz o leitor numa viagem por temas quotidianos e também da sua vida. Desde muito jovem, teve de trabalhar para garantir o próprio sustento e, com isso, aprendeu a superar qualquer adversidade.

Publicado pela Chiado Books, o livro já está à venda em todo o país. O livro surgiu a partir de quadras que foram escritas pelo seu pai, António João. E numa conversa com poetas populares e idosos da aldeia de Felizes, o assunto veio à tona e surgiu o interesse de preservar a poesia alentejana.

“Mais tarde já em Lisboa, adoentado e com tempo para matar, escrevi uma poesia para um passatempo na rádio, que para meu espanto, ganhei. Depois, as injustiças do quotidiano e da sociedade, bem como algumas questões pessoais, levaram-me a escrever as quadras populares alentejanas presentes na obra”, relata o autor.

Este livro é para ser lido

Este livro é para ser lido
Perdoe-me esta ousadia
Porque eu fiquei convencido
Que você gosta de poesia

Pode não ser muito bonita
E não mereça a vossa atenção
Esta não é erudita
É de minha inspiração

Foi feita com muito empenho
Um empenho pertinaz
Aqui dou o melhor que tenho
E de melhor não sou capaz

Eu só consigo escrever
Se estou mesmo inspirado
Se me conseguir ler
O meu muito obrigado
Sobre o Autor
Manuel António João nasceu em Felizes, freguesia de São Barnabé, na serra alentejana, em Fevereiro de 1944, filho de António João e de Maria das Dores. Frequentou a escola primária, onde completou a terceira classe. Saiu de casa aos 11 anos para trabalhar na casa de um casal de idosos. Com 14 anos, resolveu comprar os livros da quarta classe, estudou-os por inteiro, e sem frequentar a escola, fez o exame com sucesso.

Aos 17 anos, em Março de 1961, com o apoio dos tios, foi trabalhar para as pedreiras de Pêro Pinheiro, em Sintra. Em Agosto, trocou as pedreiras por uma mercearia e taberna, em Albarraque. Durante três anos, trabalhou alegremente das oito da manhã à meia-noite.

Aos 20 anos, foi trabalhar para uma padaria que lhe permitiu ter tempo para estudar e ter explicações seis vezes por semana. Completou o primeiro ciclo, actuais 5.º e 6.º anos, e já na tropa completou o 5.º ano, equivalente ao 9.º ano. Mais tarde, e já empregado numa fábrica, completou o 7.º ano, equivalente ao 12.º ano. Não frequentou a universidade porque entretanto casou e teve dois filhos. Frequentou alguns cursos de formação na empresa, que entretanto foi dissolvida, dispensando-o com 23 anos de casa.

Felizmente, Manuel António João já tinha aprendido um outro ofício, a restauração e encadernação de livros. Este novo ofício proporcionou-lhe o contacto com todo o tipo de literatura, o que o tornou um amante de livros e da leitura. Acometido de doença grave e sem nunca ter escrito nada, surgiu-lhe aos 73 anos a inspiração para a poesia. Tentou recuperar as quadras do seu pai, António João, mas já era tarde, e só algumas foram recuperadas. Em fevereiro de 2017, resolve participar num concurso de poesia, “Os Enamorados por Lisboa” para o dia de São Valentim, e ganha com o seu primeiro poema, Lisboa Altar do Amor. Surpreendido com a notícia da vitória, inspirou-se para escrever mais dois sonetos sobre Lisboa: Lisboa Cidade do Amor e Lisboa Cidade Privilegiada.

E nunca mais parou.

quarta-feira, 4 de março de 2020

Divulgação :: Sobre Mundos | Pedro Piva

Primeiro livro da série medieval "Sobre Mundos" é lançado em Portugal e no Brasil
Publicada pela Chiado Books, obra é assinada por Pedro Piva

Título: Sobre Mundos
Autor: Pedro Piva
Editora: Chaido Books
Ano: 2019

Comprar: Chiado Books

Sobre o livro:
O primeiro livro da série de ficção medieval “Sobre Mundos”, que engloba três décadas (entre 1476 a 1506), já está disponível em livrarias de Portugal e do Brasil. Publicada pela Chiado Books, a obra é assinada por Pedro Piva. A trama principal gira em torno de duas famílias, que têm as vidas marcadas pela ação de outros em nome da fé: os Gatéls e os Alcácer.

Nesta primeira parte da história, o menino judeu Isaac Gatél, após ter sido capturado e batizado como cristão é enviado como grumete para uma missão de espionagem ao Novo Mundo, a mando do rei de Portugal, Dom Manuel. O rei queria refazer o Tratado de Tordesilhas, com uma nova demarcação entre as terras portuguesas e espanholas. Na viagem, Isaac conhece o seu desafeto, o menino Emanuel de Alcácer, um fervoroso cristão. A partir de então, diversos conflitos e outros personagens e desafios surgem, sempre a testar a fé dos rapazes.

Os livros seguintes, que ainda estão a ser finalizados, completarão a trama, que se passa em Lisboa, Alcácer, Monsaraz e Óbidos, e também na Ilha de São Tomé e Príncipe, no período da sua colonização, no reino de Benin, na Costa Africana, Toledo, no reino de Castela, e ainda o Brasil recém descoberto.

— Escrevi essa série literária com o objetivo de provocar no leitor o interesse pela história pouco contada ou pouco entendida e, mesmo se tratando de uma ficção realista, também falar sobre o comportamento humano, como ele se molda de acordo com ambiente e os nossos interesses pessoais onde uma simples decisão pode afetar a vida de todos que convivemos, ou não.

A série possui personagens e acontecimentos reais e fictícios onde a maioria é de origem portuguesa. Entre os personagens reais, há o rei Dom Manuel I e Duarte Pacheco Pereira. Entre os personagens fictícios, os dois personagens centrais, os meninos Isaac Gatél e Emanuel de Alcácer, além dos jovens lisboetas Henrique Cão (homenagem a Diogo Cão), Nuno de Toledo (homenagem a Nuno Álvares Pereira), Simão de Monsaraz (homenagem a Simão Salvador de Cabo Verde e Pero da Covilhã), Eanes de Alcácer (homenagem a Gil Eanes) e Tito de Óbidos.

— A série demorou dez anos para ser concebida. Isso porque exige-se muita responsabilidade de um autor quando se fala em personagens reais. Houve um trabalho intenso de pesquisa onde a maioria dos assuntos históricos não são encontrados com facilidade. Usei a religião e o comportamento humano como pano de fundo para dar estrutura a história, pois tratasse de meus assuntos preferidos devido a “elasticidade literária” que o tema nos permite — afirma o autor.

Saiba mais
É impossível falar sobre a baixa Idade Média (final do século XIV e início do século XV) sem citar a importância de Portugal. A contribuição histórica foi fundamental para a escolha e o cenário da série. Os acontecimentos reais são descritos da seguinte forma:
  • Livro 1 - SOBRE MUNDOS - O tema central é o Tratado de Tordesilhas e a Conversão Forçada dos Judeus em 1497 (ocorre em Lisboa e no Brasil).
  • Livro 2 - SOBRE MUNDOS II - O RESGATE DE ABSALOM - O tema central é A Colonização de São Tomé e Príncipe em 1472 (ocorre em São Tomé e Lisboa).
  • Livro 3 - SOBRE MUNDOS III - ESPADA CONSUELO - O tema central é A lenda de Preste João em 1485 (ocorre em Lisboa, Monsaraz e Abissínia).
  • Livro 4 - SOBRE MUNDOS IV - DESEJO E TRAIÇÃO (título provisório) - O tema central é a Santa Inquisição e a Peste Negra em 1476 (ocorre em Toledo, Alcácer e Lisboa).
  • Livro 5 - SOBRE MUNDOS V - É A LUZ DO SOL - O tema central é o Pogrom de Lisboa em 1506 (ocorre em Lisboa).

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Passatempo :: Chiado Books #1

Em parceria com a Chiado Books, trago o meu primeiro passatempo à minha página do Facebook! 
 
A sorteio está o livro Destinos, de Jorge Manuel Lucas Alves, editado no passado mês de Outubro. Já tive a oportunidade de ler a obra podem (re)ler a opinião aqui – e agora chegou a vez de alguém sortudo o ganhar e ler também!

Para participarem no passatempo, visitem a página do blogue no Facebook e sigam as regras.

O passatempo irá decorrer até dia 27 de Janeiro às 23h59 e é válido para residentes em Portugal.

Podem saber mais sobre o livro aqui.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Opinião :: Destinos | Jorge Manuel Lucas Alves

Título: Destinos
Autor: Jorge Manuel Lucas Alves
Editora: Chiado Books
Ano: 2019

Comprar: Bertrand | WOOK | Chiado Books

Sinopse:
“Desde que o Augusto deixara Lisboa nunca mais tivera notícias dele. Apenas a promessa do soldado em casar com ela, logo que a guerra acabasse, lhe mantinha a esperança. Amava o filho mais velho do Fernando e da Lurdes e este amava-a com loucura. Podia não ter dinheiro, podia não ter propriedades e podia ser um simples soldado, mas, a bela normanda amava aquele homem. Amava aquele homem mas o seu coração não a deixava dormir pela noite. Sabia que o homem que adorava estava de armas na mão e a guerra a qualquer momento podia afastá-lo dela para sempre. A morte aguardava cada soldado em cada esquina. Rara era a noite em que o seu coração dormia descansado. O facto de nada saber dele e, a sempre presente dúvida de que se estaria vivo ou morto, consumiam-na por dentro. E agora, de novo com uma invasão nas mãos, a terceira tentativa francesa, os medos da bonita normanda aumentavam de dia para dia.”

Um romance histórico que nos transporta para os inícios do século XIX e cujas personagens nos vão ajudar a entender melhor aquela época brutal e cruel onde a guerra estava sempre presente nas vidas das pessoas. Nesta obra vai surgir uma história de amor entre um soldado português e uma linda francesa e ambos vão conhecer a crueldade e a violência de uma guerra que nunca antes Portugal enfrentara, a Guerra Peninsular. Entre as páginas, o leitor irá encontrar a amizade, a felicidade, o amor, o sexo, a paixão e os sonhos, mas, também surgirá a crueldade extrema, a violência e a morte. Uma guerra que arrasou todo o reino e marcou a História de Portugal, e de Espanha, para sempre.

Opinião:
Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela editora Chiado Books, à qual agradeço muito.

Esta história decorre no início do século XIX, altura das invasões francesas à Península Ibérica. A par das guerras, o livro conta também o romance de Augusto, um jovem caçador, que passou mais tarde a combater pela independência do país, com uma jovem francesa chamada Juliette, que no início da revolução em França se viu obrigada a fugir do país com o pai, pois já o seu marido tinha sido executado e a sua mãe encarcerada. Mais tarde, Juliette vê também o seu pai ser morto injustamente por ser tomado como espião, e isso fará com que a francesa se queira vingar de quem o tramou.

Quanto às história, gostei particularmente da parte histórica contada sem grandes rodeios, ou seja, foi fácil de compreender. Admito que nunca percebi bem a parte das invasões francesas na História, mas com o livro acabei por perceber mais e melhor. Gostei também de conhecer as vivências das pessoas, que naquela altura sofriam com as constantes guerras. Dá para sentir o clima de tensão e terror das pessoas que viam os combates intermináveis e lhes roubavam os entes mais queridos e os seus poucos bens.

Já a escrita, infelizmente, tinha bastantes gralhas e erros gramaticais e de sintaxe. Há falhas que se toleram, como algumas faltas de acentos, mas há erros que custa ver constantemente e que, a mim, me tiram até alguma concentração, como o "devia de fazer" (sem "de"!), a clássica confusão entre "sse" e "-se" (danças-te?!), e a confusão entre "há" e "à". O livro deveria mesmo ser revisto, pois a história vale a pena ser lida.

Em suma, a história é boa e, para quem gosta de factos históricos e contos de época, este livro é uma boa opção. Contudo, convém ressaltar que existe muito calão - normal entre o povo -, que pode chocar certas pessoas.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Divulgação :: Floriano Encapsulado | Frederico Feitoza

Romance “Floriano Encapsulado” tumultua questões centrais da adolescência
Assinado por Frederico Feitoza, livro é publicado pela Chiado Books
 
Título: Floriano Encapsulado
Autor: Frederico Feitoza
Editora: Chiado Books
Ano: 2019

Comprar: Chiado Books

Sobre o livro:
Com uma temática voltada à sociabilidade na escola em tempos de médias sociais, amadurecimento e os mais recentes perigos da adolescência, o romance “Floriano Encapsulado” é o novo lançamento da Chiado Books. Assinado pelo escritor brasileiro Frederico Feitoza, o livro mescla humor ácido e cultura pop, num estilo coloquial, mas intenso.

O grande tema abordado na obra é o bullying e as suas consequências catastróficas para os estudantes de uma escola particular, incluindo aí a delicada pauta do suicídio entre adolescentes. O protagonista, Floriano, é um garoto isolado e de poucos amigos, viciado em shopping centers e videogames. Sabe-se de antemão que já passou por tratamentos psiquiátricos, mas nunca obteve um diagnóstico preciso. Por conta do seu comportamento repetitivo e aparência desleixada, é alvo de discriminação por parte dos colegas. E é a sua resposta às constantes pressões sociais que compõe o elemento misterioso e perturbador do texto. Especialmente quando o palhaço da escola, Roberto Salomão, surge interessado em forçar uma nova amizade.

O livro é bem-humorado, mas explora a fundo o selvagem microcosmo da hora do recreio numa escola de classe média e a dinâmica dos seus afetos: Mabel, a única amiga de Floriano, que é chamada de Sapatuxa porque “age como garoto”, Emanuel, apelidado de “gordinha”, e que não sabe bem se deseja ser menino para sempre, as irritantes Amandas do 1.º B, a “paraíba” Regina George from Taquaritinga... A princípio o leitor parece exposto a uma história inocente sobre apelidos e grosserias na escola, mas aos poucos o livro converte-se num intenso suspense que envolve a ida de adolescentes de classe média à periferia (não fica muito clara qual é, mas inspira-se na geografia do Distrito Federal) e aos desafios sedutores e perigosos que eles propõem entre si.

A ideia para o livro surgiu enquanto o autor lecionava um curso de comunicação e cultura na Universidade Católica de Brasília, onde trabalhou por quatro anos. Inspirado por uma onda de suicídios que aconteceu num shopping center da cidade, o Pátio Brasil, durante os anos 2000, resolveu criar um texto que abordasse a temática, de forma a consciencializar não só os adolescentes, mas os leitores adultos e também educadores.

O autor afirma que o livro foi escrito após a sua mudança para Berlim, na Alemanha, durante o verão de 2018.

Acredito que seja um suspense sobre como os jovens podem reagir à atmosfera cínica e isolante da vida em sociedade no início dos anos 2010, em uma cidade qualquer do Brasil, mas é também um texto escrito com muita ternura sobre como encontrar amor em meio aos destroços sentimentais do dia a dia. É tanto literatura juvenil quanto jovem adulta — ressalta.

Sinopse:
UM RETRATO TERNO E ASSOMBROSO DAS ARMADILHAS DA ADOLESCÊNCIA.
Floriano, o “Assacínico”, é um mistério em plena luz. Habituado aos diagnósticos imprecisos de seu psiquiatra, é de poucos amigos. Aos 14 anos e cansado de lidar com o bullying constante, tem uma surpresa: o maior palhaço da hora do recreio, Roberto Salomão, aproxima-se para o que parece o início de uma amizade suspeita. Ele curte sertanejo universitário, namora a estonteante Regina George from Taquaritinga e vem do perigoso Conjunto Ceilópolis. Resta saber se Floriano acredita nesta nova amizade ou se tudo não passa de um de seus mórbidos planos contra os “otários” da escola. Acompanhe nesta jovem novela o desenrolar de um perigoso esquema de bullyings e desafios que custará vidas.

Sobre o autor:
Frederico Feitoza, 38 anos, é escritor e jornalista. Pesquisador na área de Mídia e Psicanálise, foi professor durante quatro anos no curso de Comunicação da Universidade Católica de Brasília. A cultura jovem do Distrito Federal inspirou-o a escrever “Floriano Encapsulado”, especialmente as histórias que ouviu sobre uma curta, mas enigmática onda de suicídios num shopping center da cidade. Hoje vive em Berlim, onde se dedica à aprendizagem da língua alemã e à produção literária. A sua luta de todos os dias é contra o desamor no mundo neoliberal.

domingo, 3 de novembro de 2019

Divulgação :: Sempiterno | Raquel Loio

Envolto em mistério, “Sempiterno” é um retrato da consciência humana
Obra assinada por Raquel Loio tem o selo Chiado Books

 Título: Sempiterno
Autora: Raquel Loio
Editora: Chiado Books
Ano: 2019

Comprar: Bertrand | WOOK | Chiado Books

Sobre o livro:
O primeiro livro de Raquel Loio, “Sempiterno”, traz uma narrativa em que a consciência pensa sobre a sua própria essência, sobre quem é e sobre o mundo com o qual interage. Publicada pela Chiado Books, a obra é dinâmica e envolta em mistério, ao ser contada pela própria consciência, numa história que pode ser comparada a um mar. Assim, a escrita apresenta movimentos rítmicos ou circulares, tal como a água e tal como a consciência. Por exemplo, manifesta-se, de uma forma que parece ritmada, no surgimento de estados de espírito pouco habituais para depois se regressar ao estado mais habitual. Ou, tal como remoinhos, em momentos nos quais um assunto é desenvolvido como uma espiral, parecendo ocorrer um certo afastamento, e até a ideia de que a consciência se perdeu numa divagação, para depois ser revelado como todo aquele movimento serviu para a compreensão do assunto iniciado.

Além disso, novos pensamentos, imagens, sentimentos estão constantemente a surgir na obra. Assim, apresenta um vislumbre da unidade da consciência, procurando integrar todos os seus momentos, desde os mais fantasiosos e oníricos aos mais racionais e reflexivos. Isto faz também com que o tempo e o espaço estejam pouco definidos, pois o tempo e o espaço do “Sempiterno” são transversais ao estado de sonho e ao estado de vigília.

Este aspeto, aliás, permite várias abordagens do livro. Por exemplo, toda a história poderia ter acontecido num instante na vigília ou poderia ser o contar de um sonho. Sem algo muito concreto, esta consciência, que em todo o caso procura liberdade, parece ter momentos em que se transcende. Pois, apesar dos muitos momentos em que está completamente embrenhada no caos, tem os seus instantes de silêncio, harmonia e compreensão.

— Ao ler esta obra, os leitores podem ver-se, de certa forma, refletidos. Podem, eventualmente, encontrar-se com o seu subconsciente. Pois, a forma como a consciência está retratada no livro “Sempiterno” é muito simbólica, subjetiva e, também por isso, é tão inesperada quanto comum. Cada ser humano tem presente, consciente ou inconscientemente, os símbolos e as vivências que têm vindo a acompanhar a humanidade — ressalta a autora.

Sobre a autora:
Raquel Loio encontra-se a desenvolver um projeto de investigação na área da fenomenologia e filosofia do espírito, no âmbito do Doutoramento em Filosofia, na Universidade da Beira Interior. Terminou o Mestrado em Antropologia Médica, pela Universidade de Coimbra, em 2012. Exerceu enfermagem, maioritariamente na área da toxicodependência, entre 2008 e 2015. Tem participado em algumas exposições de desenho e pintura.

sábado, 26 de outubro de 2019

Divulgação :: Destinos | Jorge Manuel Lucas Alves

“Destinos” é romance que tem a história portuguesa como pano de fundo
Obra de Jorge Manuel Lucas Alves tem o selo Chiado Books

Título: Destinos
Autor: Jorge Manuel Lucas Alves
Editora: Chiado Books
Ano: 2019

Comprar: Bertrand | WOOK | Chiado Books



Sobre o livro:
A dissonância entre amor e guerra é também a síntese da obra “Destinos”, que fala sobre a relação entre um soldado português e uma jovem francesa em plena Guerra Peninsular, a começo do século XIX. Desta forma, paixão e amizade contrapõem-se à crueldade extrema das batalhas, marcadas por violência e mortes. Assinado pelo historiador Jorge Manuel Lucas Alves, este romance tem a chancela Chiado Books e já está à venda em todo o país.

O livro faz referência à Revolução Francesa, à Guerra das Laranjas com a rendição da fortaleza de Ouguela e às Invasões Francesas. Na história, como Junot desmobiliza o exército português, forma-se então uma força que será conhecida como a Legião Portuguesa, que é enviada para fora do Reino. Há referência ainda aos massacres praticados pelas tropas francesas, às guerrilhas, à fome e à morte que atingiu milhares de pessoas, entre outros factos marcantes. Desta forma, entrelaçados pelos acontecimentos históricos, os leitores acompanham as personagens, numa forma de também compreender o que se passou há pouco mais de 200 anos.

— O leitor irá encontrar no livro personagens fictícias, que bem podiam ter existido, e através delas irá ficar a conhecer, para além da ficção, todo este período da nossa História. As personagens comportam-se e vivem como qualquer homem ou mulher da época, com os seus problemas, sentimentos, ambições, sonhos, desafios, etc.. É uma obra onde o leitor irá encontrar a violência da guerra, a sua crueldade e a sua miséria. As personagens irão comportar-se como se cada uma delas tivesse existido e dentro das suas vidas temos bem presente o sexo, a paixão, a traição, a vingança, a amizade, a valentia, a coragem e toda a força de vencer de um povo — relata o autor.

Sobre o autor:
Nascido em 1977, natural de Campo Maior, Jorge Manuel Lucas Alves é licenciado em História pela Universidade Autónoma de Lisboa e tem Mestrado em História, Relações Internacionais e Cooperação pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. É também autor do Romance histórico “Tempos Turbulentos”.