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domingo, 13 de maio de 2018

Música :: Final do Eurovision Song Contest 2018

Eis que chegou a Grande Final da Eurovisão! E que começou de uma maneira muito portuguesa, com a actuação de Ana Moura e Mariza a interpretar Amália Rodrigues. De imediato, surgiram os Beatbombers que tocaram o tema que tantas vezes ouvimos durante estes últimos meses pré-eurovisivos e que acompanhou o desfile das bandeiras. E assim se deu o tiro de partida para o desfile das canções!

De um modo geral, as actuações foram tão boas ou ainda melhores do que as primeiras. Penso que é normal; os cantores sentem-se mais à vontade e levam a actuação com um espírito mais leve. Quanto aos big 5 e Portugal, aqui ficam os meus comentários:

  • Espanha - O casal mais querido da Eurovisão levou uma balada muito romântica e feliz que me encantou. Não é hábito da Espanha levar canções deste género, mas ainda bem que assim o fizeram!
  • Portugal - Emocionante actuação da Cláudia Pascoal e da Isaura! A música é muito bonita e arrepia pelo seu significado, mas tenho noção de que não era uma prestação digna de vitória; aliás, ganhámos... o último lugar! Querem maior gesto de cavalheirismo por parte do país anfitrião? 😆
  • Reino Unido - Foi uma surpresa para mim! Não tinha chegado a ouvir antes esta música e nunca tive vontade de o fazer, mas gostei muito quando a ouvi ao vivo! Foi pena aquele incidente da invasão do palco; era mesmo escusado (como todos os que já aconteceram)... Ou melhor, será que foi mesmo pena? É que houve um imediato apoio do público a cantar e a incentivá-la a continuar, e a partir daí, a actuação ganhou mais poder! E reflectiu-se nas apostas online - saltou disparada para o 5.° lugar, quando eu vi... Acho que neste caso foi um mal que veio por bem!
  • Alemanha - Quando a Alemanha escolheu esta canção, uma amiga minha disse que a tinha adorado. Eu ouvi um bocadinho mas não consegui ouvir mais porque a achei tão insossa... Contudo, na final soube o significado da letra e ouvi com mais atenção; que cruel eu fui a julgar precipitadamente! Foi mesmo um momento emotivo e uma bonita homenagem ao seu pai.
  • França - Foi sempre vista como uma possível vencedora, mas também só a quis ouvir do início ao fim na final. E adorei! Imaginei que fosse uma música mais negra referente ao tema dos refugiados, mas é completamente o inverso! É uma música leve, que passa esperança e positividade. Très bien, France!
  • Itália - Foi a última a fazer-se ouvir, mas foi uma óptima maneira de terminar o desfile! A letra é poderosíssima e foi inteligente irem passando traduções em várias línguas no ecrã. Além disso, gostei muito da melodia. Inclusivamente, foi a música preferida da minha mãe! 🙂
Enquanto a Europa e a Austrália votavam, passaram no palco grandes vozes, como a de Sara Tavares, de Dino D'Santiago e de Mayra Andrade, que ao som de Branko mostraram o casamento perfeito entre Portugal e África. E depois chegou o momento mais esperado: Salvador Sobral cantou e encantou com a sua mais recente música Mano a Mano, seguindo-se o dueto com Caetano Veloso a interpretar Amar Pelos Dois. Foi um momento especial para mais tarde recordar.

Fonte: www.eurovision.tv
Chegou a hora de conhecer as votações. Este ano foi totalmente diferente do ano passado; enquanto que em 2017 os 12 pontos caíam consecutivamente para Portugal, este ano o top 3 estava constantemente a mudar, tanto que a Áustria acabou por vencer o voto do júri! Que inesperado! Contudo, o voto do público alterou tudo... e Israel acabou mesmo por vencer.
A vitória não agradou a muitos, visto que havia quem a amasse ou a odiasse. Houve até uma polémica entre o Salvador e a Netta, pois ele disse que aquela música era horrível. E quando a vi ganhar, só queria ver a entrega do troféu! O Salvador entregou-lho dando dois beijos e desapareceu. Mais tarde, na conferência de imprensa, a Netta pronunciou-se acerca da polémica e disse que o Salvador lhe entregou o prémio com respeito, que é o mais importante.
Fonte: www.eurovision.tv
E assim terminou a Eurovisão em Portugal. Foi uma experiência única para o nosso país e é pena ter chegado ao fim. Mas para o ano há mais... em Israel!
(Aproveitando a deixa da música de Israel em 2015, Golden Boy: let them show us Tel Aviv!)

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Música :: 2.ª Semi-final do Eurovision Song Contest 2018

Já decorreu a segunda semi-final da Eurovisão! Depois de a primeira ter sido fortíssima, logo vi que a segunda não ia ser tão forte, mas não deixou de ser boa!
Havia já algumas músicas que tinha ouvido e gostado, mas estava também curiosa por ouvir e ver as outras actuações. Assim, aqui ficam os meus comentários a cada uma:

  • Noruega - O inolvidável Alexander Rybak! Ele levou uma música impossível de comparar àquela com que ele ganhou em 2009, mas é inevitável não pensar nela... e eu não acho que a recente seja melhor, mas adorei-a na mesma! E os efeitos que se viram na televisão ficaram muito bem, deram mais vida à canção.
  • Roménia - A música era forte, acho que teve algum impacto, mas não gostei muito. Acabou por dizer Goodbye à final...
  • Sérvia - Adoro as músicas balcânicas! E ainda bem que a Sérvia voltou a cantar na sua língua. Gostei também desta, apesar de não ter adorado... Ainda assim, não fiquei muito surpreendida por vê-la na final.
  • San Marino - O que dizer? Infelizmente, na Eurovisão, vejo San Marino como a desistente Andorra: as músicas que levava nunca tinham bons resultados. E isso também se deve à qualidade; não quero dizer que os artistas não tenham qualidade, mas as canções não conseguem ser realmente boas... San Marino já conseguiu chegar a uma final, à enésima tentativa de Valentina Monetta, mas fora essa vez acho que nunca gostei a valer de uma música deles! Vá, a deste ano até poderia ter alguma hipótese, mas não, também não foi desta...
  • Dinamarca - Adorei! Os vikings, o ambiente em palco (fresquinho com a neve 😄), a música e os coros... Foi marcante, foi moderno e mostrou um pouco da cultura daquela região! E assim se fazem boas músicas fazendo jus à personalidade do país!
  • Rússia - A persistência da Julia Samoylova em actuar na Eurovisão é de louvar. Ela é uma mulher muito querida e fiquei emocionada ao ver as experiências dela em Portugal, bem como alguns sonhos realizados. Já quanto à música, não deu... Aquele refrão era doloroso para os ouvidos... E fiquei feliz por ver a Rússia fora da final! Nada a ver com a cantora, mas a Rússia quase pertence inevitavelmente às finais eurovisivas, algumas vezes sem merecer. Este ano não mereceu e não passou, justamente!
  • Moldávia - Amei! Pode não ser a minha música preferida deste ano, mas penso que é a desta semi-final! E porquê? Bem, eu tenho um gosto muito pessoal pelo som das trompetes, muito à custa dos países de leste. Além de ter adorado a melodia desta, a actuação foi espectacular! Contou uma história, foi divertida e cativou o público! Cá em casa, todos adorámos!
  • Holanda - O género country não é comum na Eurovisão, e esta música parecia mesmo ter vindo directamente do Texas! Apesar de ser gira, não seria das minhas primeiras escolhas, mas não fiquei completamente surpreendida com a sua passagem à final.
  • Austrália - Que força em palco, a da Jessica Mauboy! A voz poderosa foi perfeita para a música, que aporta uma mensagem positiva e nos deixa felizes. Gostei da música, não adorei, mas era expectável o apuramento para a final.
  • Geórgia - Adorei o facto de a Geórgia ter levado uma música típica do país e de ter cantado em georgiano. Infelizmente, não consegui gostar muito dela... Tive tanta pena! Achei o grupo tão querido, tive mesmo pena de eles não passarem...
  • Polónia - Inicialmente, ouvi excertos da canção e até nem desgostei; aliás, vários amigos meus disseram que gostavam muito dela. No entanto, quando vi a actuação, notei um grande fracasso... O vocalista desafinou um bocado, além de que o DJ que o acompanhava teve uns momentos de dança um tanto esquisitos... A música era orelhuda, mas falhou ao vivo e falhou a final!
  • Malta - A única parte que gostei da música maltesa foi o refrão; de resto, não me cativou.
  • Hungria - Pois... A Hungria arriscou com uma música metal, e o certo é que se ama ou se odeia. Vá, eu não odiei, mas não consigo aguentar este género musical. Ela fez-me lembrar o reportório dos Linkin Park, e é sabido que eles têm uma legião de fãs. Também por isso, achei que fosse passar à final.
  • Letónia - Laura Rizzotto, brasileira de ascendência portuguesa, levou uma música sexy que poderia chegar bem longe. Eu acabei por não gostar assim tanto, mas surpreendi-me ao ver que não foi apurada.
  • Suécia - Como é hábito, a Suécia levou uma canção moderna, que cativa qualquer pessoa. Gostei da actuação, mas achei um bocado aborrecida. Claro que passou à final, mas sem dúvida que trocava esta por uma outra finalista!
  • Montenegro - Mais uma canção típica daquela zona da Europa e de novo na língua materna. Por vezes gosto das melodias, mas desta vez não foi bem o caso; nem me aqueceu nem arrefeceu.
  • Eslovénia - Simpatizei bastante com a Lea Sirk, ainda mais quando me apercebi de que ela já imitou o Salvador Sobral no país dela. A música não me parecia ser muito o meu género, mas fiquei muito surpreendida com a actuação ao vivo. E aquele momento em que a música pára? Tive um mini ataque cardíaco: imaginei logo que foi uma falha técnica, que toda a gente iria falar mal dos portugueses e dizer que foi um falhanço imperdoável... Sim, todos aqueles pensamentos pessimistas clássicos dos portugueses! Mas mal a música voltou, vi que fazia parte e foi uma boa estratégia deles! Tornou a actuação memorável e talvez lhes tenha valido a passagem à final... Quem sabe!
  • Ucrânia - Música poderosa, actuação forte e fogosa! O Mélovin tem uma voz muito boa, além de que é giro que se farta! 😁 Gostei muito da aposta ucraniana.


Após o desfile das canções, houve dois momentos altos da noite: a dança das apresentadoras, das quais destaco a Filomena a dançar a Euphoria (até que estava parecida!) e o vídeo das gravações dos postcards dos vários países. Devo dizer que foi o que mais me emocionou até agora, porque mostrou ainda mais genuinamente a beleza do nosso país. Lindo!

A selecção dos finalistas divergiu um pouco das minhas escolhas, mas acabei por me conformar.
Agora falta apenas a Grande Final! Vamos ouvir os vinte escolhidos com os big 5 e Portugal! Este ano está particularmente forte e não consigo mesmo prever um vencedor; já ouvi várias teorias e já imaginei possíveis vencedores, mas penso que vai haver suspense até ao último segundo. Ainda assim, aqui ficam as minhas preferências, em ordem aleatória: Chipre, Bulgária, Finlândia, Áustria, Noruega, Dinamarca, Moldávia e Ucrânia. Quanto aos 5+1, só amanhã é que irei ver para crer. Sim, gosto da de Portugal, e não é por ser a nossa! Acho que a França, a Espanha e a Itália também vão estar bem, mas amanhã veremos...

Fonte: www.eurovision.tv
Estou ansiosíssima por saber quem vai ganhar! See you on the Grand Final!

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Música :: 1.ª Semi-final do Eurovision Song Contest 2018


The Eurovision Song Contest 2018 has just begun!

Que entusiasmo! Começou a Eurovisão, de Portugal para o mundo! Estava desejosa de ver os postcards gravados em vários sítios de Portugal. Foi tão bom e comovente ver as imagens dos lugares, das tradições e das experiências do nosso país... Que orgulho!
Bem, mas vamos deixar os comentários patrióticos de parte e vamos então falar do concurso em si. 😃

Ainda antes de o espectáculo começar, ouvi dizer que esta semi-final ia ser poderosa, talvez a melhor desde que existem semi-finais, ou seja, desde 2004. Como já tinha ouvido excertos de todas as canções (algo que não costumo fazer mas que este ano foi impossível evitar), sabia que ia haver muito boas músicas, inclusive favoritas à vitória. Assim, supus logo que iria ser muito difícil escolher apenas dez finalistas sem que ficassem para trás algumas canções merecedoras...
À medida que fui vendo as actuações, fui-lhes dando as minhas pontuações, tal como nos outros anos, segundo a escala eurovisiva (de 1 a 8, 10 e 12). Curiosamente, foram dez as canções que conseguiram obter de 8 pontos para cima, pelo que foi mais fácil escolher o meu top 10. Mas antes de o divulgar, vou dar uma breve opinião sobre cada canção:

Fonte: www.eurovision.tv
  • Azerbaijão - Gostei muito desta canção, contrariamente ao que tem acontecido nas últimas edições (fora a do ano passado). A música é fresca e positiva, além de que a Aisel tem um ar muito querido! Ela levou um coro de quatro cantores portugueses, um deles Rui Andrade, que já foi à Eurovisão com a Rússia em 2014, e a prestação foi boa, mas um bocado repetitiva. Acho que foi isso que falhou com o Azerbaijão este ano.
  • Islândia - Estes últimos anos não têm corrido muito bem à Islândia... Já há alguns que não passa à final, e este ano eu já estava a prever isso. O Ari Ólafsson canta bem, mas a música é uma balada esquecível e já muito batida na Eurovisão.
  • Albânia - A primeira este ano cantada na língua materna e que até nem desgostei. Não é bem o meu género, mas foi uma boa surpresa. E o Eugent Bushpepa canta muito!
  • Bélgica - Não estava muito expectante em relação a esta música. Não a achei nada de especial e acho até que a Sennek estava com demasiada confiança na passagem à final, o que acabou por ser uma grande desilusão para a Bélgica. E tão bem esteve no ano passado...
  • República Checa - Esta canção era uma grande aposta do país para conseguir o seu melhor lugar de sempre na competição, e admito que todo o alarido relativamente à lesão do Mikolas Josef logo no primeiro ensaio tenha ajudado à sua mediatização. Ao assistir à actuação, acabei por não gostar tanto como pensava que gostaria, mas gostei do facto de ele não arriscar fazer o mortal suposto da coreografia! Ainda assim, conseguiu saltar para a final e é bem capaz de bater o melhor lugar até agora da República Checa na Eurovisão.
  • Lituânia - Uma música mais calminha mas que costuma ter muito sucesso, mesmo fora da Eurovisão. Admito que não adorei porque não faz muito o meu género, mas é de facto uma música bonita e emocionante - e isso viu-se no final da actuação. A Lituânia está forte este ano!
  • Israel - Oh, Israel! Um grande favorito à vitória! Mas acho que vai ser o flop deste ano! Sim, a música fica no ouvido, a sonoridade característica do país é boa, a Netta canta muito, a prestação dela e das dançarinas é peculiar, mas não vejo isto a ganhar. Aliás, não gostava de ver ganhar uma música que dissesse you stupid boy no refrão... Mas vamos ver no que vai dar...
  • Bielorrússia - A canção é boa e gostei da actuação; foi gira toda aquela representação com as rosas entre o ALEKSEEV e a dançarina, mas acreditei que não conseguisse passar à final no meio de tantas músicas boas.
  • Estónia - Mais uma candidata à vitória! Desta vez uma canção lírica irreverente e nada aborrecida. E a voz da Elina Nechayeva?! E aquele vestido?! Que espectáculo! Que forza!
  • Bulgária - Outra possível vencedora (e depois do segundo lugar do último ano...). Esta é uma das minhas preferidas; faz-me lembrar o Azerbaijão do ano passado. Adoro aquela obscuridade da música! Mas, apesar dos efeitos que se viram na televisão, acho que a actuação poderia ter sido mais impactante.
  • Macedónia - Hum... Esta foi uma autêntica macedónia de estilos! Foi a música de que menos gostei; foi muito confusa. Não gostei da parte reggae e acho que a música perdeu um bocado por ter tantos géneros. Além de que a vocalista parecia estar insegura na voz...
  • Croácia - Sexy! Gostei da canção, da voz e da actuação. Ficou no meu top 10, mas esta era uma das que não tinha acerteza se passava ou não. E não passou.
  • Áustria - Antes da semi-final, nunca tive grande curiosidade em ouvir esta canção, não sei porquê. Mas sei que foi uma das maiores surpresas que tive nesta noite! Adorei, foi mesmo um bom momento e fiquei feliz por vê-la na final!
  • Grécia - Sempre adorei as melodias gregas - em qualquer música, dentro ou fora da Eurovisão - e foi tão bom ouvir de novo o grego no palco eurovisivo! Adorei, adorei tudo: a voz, a melodia, os coros, a iluminação, o fogo-de-artifício... A música é fresca, faz-me sonhar! Era uma possível vencedora. E não passou. Foi a minha maior desilusão da noite...
  • Finlândia - Tenho uma ligação e um carinho especial por este país, e isso também se reflecte na Eurovisão. Foi das primeiras músicas deste ano que ouvi e gostei muito. Mais tarde fui descobrindo a Saara, ganhei-lhe mais empatia e entendi o significado da canção: passei a adorar! Mas a actuação... foi surpreendente! Arrepiei-me do início ao fim. E vê-la na final foi dos melhores momentos! Onnea, Suomi!
  • Arménia - Mais um país a cantar na sua língua, sendo mais uma lufada de ar fresco - literalmente, pois a canção chama-se Qami (vento)! A música era boa, mas era provável que ficasse pelo caminho.
  • Suíça - Outra bela surpresa no palco! Um estilo mais rock, que não é muito do meu agrado, mas esta destacou-se pela mensagem e pela prestação. Passou a pertencer ao meu top 10, mas infelizmente não passou.
  • Irlanda - De novo uma melodia mais calma, com uma voz bonita e uma coreografia carinhosa (e contra preconceitos) a complementar. Foi um bonito momento, mas duvidava da sua apuração. Acabei por me surpreender no fim! Correu bem para a Irlanda!
  • Chipre - Talvez a mais esperada da noite (e tinha de ser a última!). Já a tinha ouvido, já estava nos meus favoritos, mas a actuação rebentou com tudo: foi uma autêntica explosão, foi fogo, foi fantástico! Achei a Eleni Foureira uma mistura de Beyoncé com Helena Paparizou; o poder e a segurança vocal com toda aquela dança, aliada à sonoridade típica daquele país, tornou tudo perfeito! É bem possível que o Chipre consiga a sua primeira vitória!
Durante a votação, passou uma homenagem ao Salvador Sobral e à nossa música vencedora, que foi cantada por vários concorrentes do ano passado. Foi comovente ver o carinho dos cantores e também o esforço por cantarem em português. 😁

O anúncio dos finalistas deixou-me, no geral, satisfeita; a maioria deles correspondeu aos meus favoritos, mas não posso deixar passar a minha desilusão com a não passagem da Grécia e da Suíça... Lá está, a semi-final era muito boa e muito boas músicas tinham de ficar para trás.

Acerca das apresentadoras, estavam lindas! Estiveram bem, mas não achei que estivessem formidáveis. Tirando a Filomena, penso que elas não estavam muito à vontade e pareciam fechadas, não sei explicar bem. Mas espero que nas próximas emissões façam ainda melhor figura!

Fonte: www.eurovision.tv
E que venha a segunda semi-final!

sábado, 5 de maio de 2018

A ler :: Dona Flor e Seus Dois Maridos | Jorge Amado

Olá! Quero mostrar-vos a minha leitura actual: Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Jorge Amado. Vou a quase meio do livro e para já estou a gostar bastante! Até tenho lido regularmente, apesar de neste livro estar a avançar mais devagar.


Além disso, estamos em plena época eurovisiva, por isso tenho andado mais virada para a Eurovisão do que para os livros. Por vezes ainda nem acredito bem que Portugal ganhou no ano passado e trouxe este grandioso evento para cá! Infelizmente, não vou concretizar o meu sonho de assistir ao vivo às semi-finais e/ou à final, mas não vou perder as transmissões em directo na televisão!
Ontem foi inaugurada a Eurovision Village, amanhã ocorrerá a cerimónia de abertura e já na próxima Terça-feira será a primeira semi-final. Mal posso esperar por que tudo comece! Let the Eurovision Song Contest 2018 begin!

segunda-feira, 5 de março de 2018

Música :: Final do Festival da Canção 2018

Este ano, a Final do Festival da Canção (FC) teve lugar na cidade de Guimarães, cidade berço de Portugal e que há uns anos foi capital europeia da cultura. Como nortenha e vizinha da terra, foi um orgulho assistir à descentralização deste evento que me fascina tanto.
O palco do FC estava magnífico e parecia já digno de uma Eurovisão: amplo, colorido e luminoso! E com aquela dupla de apresentadores tão enérgica e bem disposta (Filomena Cautela e Pedro Fernandes), bem que arrumavam Petra Mede e Måns Zelmerlöw a um canto! Ou quase...😂

A abertura do certame foi original e moderna, cujos efeitos fizeram obviamente lembrar a actuação vencedora do supracitado Måns. Já agora, repararam na música de fundo? Sim, era Sax, de Fleur East, uma música que eu adoro, mas por acaso não vos faz lembrar nada? Já que estamos numa onda de plágios, queiram ouvir What's the Pressure, de Laura Tesoro, que representou a Bélgica em 2016, e tirem as vossas conclusões. Eu cá não sou de intrigas, mas...
A entrada dos apresentadores foi um pouco teatral mas muito divertida; lá está, parecia mesmo a Eurovisão! Até só faltava o Jon Ola Sand estar lá e dizer let the show begin! Ah, espera lá, foi o que aconteceu! Let the Festival da Canção begin!

No geral, as músicas subiram na minha consideração; fiz questão de as ouvir de novo ao longo da semana e aprendi a apreciá-las. A maioria das actuações desta noite foram melhores, mas houve outras que correram menos bem: ou a voz não se sobressaía, ou parecia soar fora de tempo, ou não mostrava tanta segurança. Contudo, notei que muitos intérpretes já levavam o espírito leve e cantaram de forma mais descontraída. Agora, posso dizer que as minhas favoritas, por ordem de actuação, eram: Para Sorrir eu Não Preciso de Nada, (sem título), Pra te Dar Abrigo e O Jardim.

Findas as actuações, chegou o momento das homenagens, que recaíram sobre as Doce e Simone de Oliveira. Adorei ouvir as quatro cantoras que recordaram as mais marcantes músicas das Doce, com uma sonoridade disco que eu tanto adoro!
Mas o momento alto foi a homenagem à Simone. Num vestido verde, tal como Simone há 49 anos, entrou a Aurea e arrebatou com tudo a cantar Sol de Inverno. Caramba, quis logo que fosse ela a representar Portugal! Depois entrou a Marisa Liz que também me emocionou. E quando já não se contava com mais nada, apareceu a própria Simone, num vestido vermelho particularmente jovial, que cantou a Desfolhada. Foi épico! Avassalador!


Lindo foi também o momento em que a Luísa Sobral cantou uma música que fará parte do próximo disco dela. Maria do Mar é linda! Toda a música, todo os sons, toda a letra me encantou. E eu que não costumo gostar muito das músicas dela, esta apaixonou-me logo no início.



A derradeira parte chegou e ficámos a conhecer as votações. Tanto as do júri como as do público não me surpreenderam, mas desta vez foi muito renhido até ao último segundo. E acabou por vencer a Cláudia Pascoal, com O Jardim. Fazia parte das minhas favoritas, por isso fiquei agradada! Acho que vamos ser bem representados.


Espero que tudo corra bem na Eurovisão, tanto à Cláudia como aos concorrentes e a todo o concurso em geral. Será certamente um evento inesquecível para todos nós!

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Música :: 2.ª Semi-final do Festival da Canção 2018


Ontem decorreu mais uma semi-final do Festival da Canção, mas eu não estava com grande ânsia e expectativa em relação aos intérpretes (tirando dois deles); apenas alguma curiosidade nas canções. Imaginei que fosse um desfile semelhante ao primeiro, quer nos bons aspectos, quer nos maus.

Programa de televisão em directo que se preze tem de ter falhas técnicas! 😆 Foi o que aconteceu logo na primeira actuação. Mas, obviamente, Maria Inês Paris teve direito a uma segunda oportunidade e ainda bem que se mostrou calma e segura, pois a música merecia ser ouvida. A sonoridade característica de Tito Paris e a voz da intérprete combinaram lindamente e eu gostei muito. Talvez não seja a minha primeira escolha para a Eurovisão, mas com certeza é uma das minhas preferidas.

Curioso o facto de a intérprete ter integrado o coro dos Da Vinci em 1989 na Eurovisão; não fazia ideia! Mas esta música não me convenceu.


Também não gostei muito desta música, pois não acho que se destaque no palco.


Talvez o mais esperado desta semi-final e o que me deu mais esperança até agora. A música também é simples, mas o som dos violinos tocados pelas acompanhantes de olhos vendados tornaram o ambiente mais intimista, poderoso e especial, que também destacou a letra incrível da música. Esta é a minha favorita até agora.

Não foi uma música má, mas não me despertou grande interesse.

Gostei de ouvir este género de música no Festival, mesmo típico de Capicua. Fiquei surpreendida por gostar, admito, mas talvez não a escolha para nos representar.

Estava também curiosa por ouvir esta canção na voz tão própria de Cláudia Pascoal. Não me desiludiu nada, gostei mesmo muito! Apesar de a mensagem ser tão comovente... e isso viu-se no final da actuação...

Patati Patata... Que música tão fofinha! Foi muito agradável de se ouvir. Só não esperava que tivesse versos em várias línguas - tão comum na Eurovisão, mas que já esteve mais na moda... Seria uma música gira de se ouvir no palco eurovisivo, mas acho que não nos destacaria muito...

Hum... Música desadequada para este certame.

Talvez gostasse mais de ouvir esta canção noutro ambiente; aqui no Festival não me cativou...

Costumo gostar das músicas de Armando Teixeira (dos Balla) e esta música não fugiu desse género. Até gostei desta, mas...

Não me fascinou. Achei a voz da intérprete um pouco insegura e não houve um momento alto na música...

Boa música, que me fez lembrar algumas que já ouvi na Eurovisão. Mas admito que prefiro ouvir português... 😉

No fim da audição deste lote de músicas, achei que estas foram diversificadas nos géneros, o que foi positivo. Destaquei algumas favoritas e outras descartei de imediato.
Houve novamente o momento de homenagem, desta vez a José Luís Tinoco e de novo ouviram-se músicas de Carlos Paião. Mas o meu momento preferido foi quando ouvi a Canção do Beijinho do fantástico Herman José!
As votações não me desiludiram e foram de acordo com as minhas preferências. Ainda bem que as minhas favoritas ficaram no topo da tabela!

Dia 4 de Março, será a Final em Guimarães e finalmente descobriremos quem irá a Lisboa representar este maravilhoso país que está a revelar-se poderoso no concurso. Já não era sem tempo!
E a tarefa de escolher não vai ser assim tão fácil...

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Música :: 1.ª Semi-final do Festival da Canção 2018

Finalmente chegou a primeira semi-final do Festival da Canção de 2018! Depois da inesquecível vitória do Salvador no ano passado, o Festival deste ano foi aguardado com redobradas expectativas.
Na semana passada, eu já tinha ouvido 45 segundos de cada música desta semi-final e, para ser sincera, achei a maioria muito calma e a seguir a onda do Salvador; no entanto, gostei do que ouvi e marquei algumas como favoritas. Mesmo assim, era preciso ouvir as músicas completas para as poder julgar.

Esta foi uma das que menos me cativou quando ouvi o excerto mas que ao vivo me fez mudar de ideias. O estilo é moderno e a letra é fantástica! Se fosse escolhida para nos representar, eu não ficaria triste, mas preferiria outra.

Se me tivessem mostrado apenas a música, diria que era o Jorge Palma a cantar... o estilo não engana; já a voz de Rui David engana um bocadinho! É mesmo parecida com a do Palma! E gostei da música, tal como gosto das músicas dele.

Mais uma que não me chamou quando ouvi o excerto mas que agora me surpreendeu. Adorei o timbre da voz de Beatriz Pessoa e da sua colocação no refrão, apesar de no fim já me cansar do repetitivo eu te amo. A música é feliz, fresca e bonita, mas certamente não seria a minha primeira escolha.

Até agora, foi a minha favorita! Não esperava gostar tanto da música de Fernando Tordo, pois não contava com este género tão forró do Brasil, muito menos na voz de Anabela, mas resultou e, por mim, seria uma boa opção para nos representar!

O excerto não me cativou; já esta actuação deixou-me curiosa quando Catarina Miranda entrou. Não esperava que viesse como uma boneca, mas gostei; seria algo diferente no palco eurovisivo. E a música também foi melhor do que o excerto me mostrou, mas... é preciso ouvir mais canções.

Esta foi a minha primeira desilusão, já que fiquei com algumas expectativas quando ouvi o excerto. Mas a actuação ficou aquém do que imaginava. E foi uma pena! Gosto do género e da música, mas a voz da intérprete percebeu-se mal, bem como a sua presença no palco não foi muito cativante.

Talvez o mais esperado da noite, não fosse ele convidado pelo Salvador. Sim, adorei a música, a letra, o ambiente em palco. Seria uma boa aposta na Eurovisão. Mas... não seria mais do mesmo? No ano passado ganhámos com uma canção linda e inovadora, mas quase de certeza que algo semelhante não iria ter a mesma aceitação. Mas nunca se sabe... O que interessa, isso sim, é que a canção é boa.

José Cid sendo José Cid! O estilo é o de sempre, e isso não é mau! Não fiquei lá muito expectante quando ouvi o excerto, mas a música foi um pouco diferente do que imaginava. Até gostei, mas não adorei.

Uma das que menos me chamou a atenção e que assim se manteve até agora. A música não é má, mas não gosto dela neste concurso.

Canção com alma fadista: expectável no Festival. Gostei muito da voz, mas a canção ainda não me convenceu.

Gostei dos sons quentes do Brasil e da letra referente às canções e artistas que já foram à Eurovisão, mas não gostei muito da voz e acho que não é uma boa aposta para nos representar.

A música fez jus ao título: foi um autêntico alvoroço! Não sei bem o que achei dela, talvez ainda precise de ouvir mais vezes, mas acho que não é boa ideia levá-la à Eurovisão.

Gostei muito desta canção, apesar de a voz da Maria Amaral não ter estado perfeita. Música muito bonita, mesmo.

E assim acabou o desfile de canções. Este ano, tive mais gosto em assistir ao Festival; não senti tanta pressão, talvez por termos cá a Eurovisão e a garantia da final. Mesmo assim, convém levarmos uma boa música!
Enquanto se votava, houve os clássicos medleys, mas desta vez homenagearam-se dois artistas festivaleiros (Carlos Paião e Dina) com várias canções dos seus repertórios.
Na hora das votações, não me espantei com algumas escolhas, principalmente com os 12 pontos do júri para Janeiro. No geral, fiquei agradada com os finalistas, mas uma canção ou outra dispensava. Como sempre...
Já hoje, a RTP divulgou que houve um erro na votação e consequente apuramento de um finalista. Assim, em vez de Eu Te Amo, passou Sem Medo. Gostei de ambas, mas preferia a excluída...
E Domingo haverá mais Festival da Canção!