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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Opinião :: Momentos... | Luís Ferreira

Título: Momentos...
Autor: Luís Ferreira
Editora: Temas Originais
Ano: 2009
 
Comprar: Bertrand | WOOK
 
Sinopse:
"Leio este "Momentos" como a incansável procura da tal "melodia do sorriso de uma criança feliz", peça a peça esculpida através do ofício poético." (do prefácio por Xavier Zarco)
 
Opinião:
Este livro, que já tinha na estante há algum tempo, é um exemplar autografado pelo próprio autor e com uma dedicatória, por isso tem ainda mais valor para mim. Não o li mais cedo porque, talvez por ser um livro de poesia, não me chamou mais cedo à sua leitura, mas mais recentemente comecei a gostar um pouco mais deste género literário.

Sinto cada vez mais que a poesia é a forma mais delicada, mas ao mesmo tempo mais profunda, de um escritor exprimir o que lhe vai na alma. E foi o que senti ao ler este livro.

Em Momentos..., descobri poemas que falavam do amor, de vários momentos marcantes na vida do autor e na vontade deste em se exprimir na poesia. Encontrei poemas que falavam, inclusive, de Portugal, mas foram os poemas de amor que mais me ficaram na memória, pois soavam a declarações à sua mulher e a momentos fogosos de paixão.

Adorei a escrita rica, romântica e enfática. Foi uma agradável descoberta e fiquei interessada em conhecer mais livros do autor. Já o sigo há algum tempo no Facebook e sei que é conhecido pelas suas peregrinações a Santiago de Compostela – aliás, há um poema que faz alusão a esta faceta e o autor tem alguns livros publicados sobre o assunto.

Para quem gosta de poesia romântica, ou queira enveredar pelo género, este livro é muito bom!

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Divulgação + Opinião :: Meandros da Mente e do Coração | Pedro Maia

Viva! Hoje venho falar sobre o livro Meandros da Mente e do Coração, de Pedro Maia. O autor é meu conterrâneo e, este ano, publicou o seu primeiro livro de poesia. Fui convidada a conhecer a sua obra e, por isso, adquiri um exemplar.
 
Título: Meandros da Mente e do Coração
Autor: Pedro Maia
Editora: Chiado Books
Ano: 2021
 
Comprar: Chiado Books
 
Sinopse:
Cada um de nós tem as suas histórias para contar, os seus pensamentos, aquilo que observa, que ouve ou até, a forma como encaramos o que os outros dizem ou fazem. Em resumo, uma mescla de simples ideias e devaneios surgidos às três da madrugada, após uma chávena de chá ou de café!

Opinião:
O livro é pequeno e inclui 39 poemas que são reflexões acerca da vida, da amizade, do amor, bem como da pandemia (mais no final), sempre com uma mensagem de esperança.

Gostei da simplicidade das palavras e da leveza com que foram exprimidas. Notei que o livro, além de dividido em poemas, também está dividido por temas. Começando com assuntos do coração, segue-se igualmente por algumas homenagens a familiares e amigos, bem como por certos devaneios da mente, terminando com ilações sobre o futuro, tendo em conta a situação pandémica em que nos encontramos.
 
Sinto que estes poemas foram desabafos de Pedro Maia em alturas de maior reflexão. Penso que todos nós necessitamos de momentos introspectivos e cada um deve exprimir-se da melhor maneira que lhe convém. Neste caso, Pedro jogou com as palavras e tornou mais leves os seus pensamentos.

Dou os meus parabéns ao Pedro pela coragem na publicação do seu primeiro livro e espero que este seja o início de um futuro risonho na escrita.

Convido-te, assim, a conhecer a obra e o autor! Podes encontrar mais informações no Facebook e no Instagram. É sempre bom conhecer novos autores nacionais! 😉

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Opinião :: Regresso a Casa | José Luís Peixoto

Título: Regresso a Casa
Autor: José Luís Peixoto
Editora: Quetzal
Ano: 2020

Comprar: Bertrand | WOOK

Sinopse:
Intimidade, confissões, família, memória e pacificação: assim é o novo livro de poemas de José Luís Peixoto.

O novo livro de José Luís Peixoto fala-nos das quatro paredes de uma casa - e de todas as suas recordações em tempo de pandemia. Evoca a solidão, o isolamento, as portas fechadas, mas também a solidariedade das recordações: a mãe, o pai, os aromas, a família, a aldeia, o amor. Há espaço para a recordação da infância como para a peregrinação pelo mundo inteiro, como um Ulisses em viagem perpétua, rodeado de objetos próximos e voltado para dentro, para o lugar onde se regressa sempre: a casa.
 
Opinião:
Mal este livro chegou a minha casa, não resisti sem o ler. Apesar de não ser grande fã de poesia, houve qualquer coisa que me chamou a atenção para este livro. Talvez por ser o primeiro livro que leio de José Luís Peixoto, a curiosidade foi maior e li-o com avidez.

A obra é pequena (pouco mais de 100 páginas) e nela encontramos poemas escritos durante a quarentena, que todos vivemos este ano, repletos de memórias sobre a família, sentimentos e as suas viagens pela Ásia.

Um dos poemas de que mais gostei.
 
Rendi-me à escrita de José Luís Peixoto. Os poemas não rimam, mas captam a atenção do leitor e obrigam-no a parar para sentir o que está a ler. Dei por mim a viajar pelos lugares asiáticos que ele visitou, bem como a reviver certas coisas da quarentena, quando estávamos aprisionados e extremamente ansiosos por sair de casa.

Regresso a Casa é o título ideal para esta obra. Numa altura em que a casa é, mais do que nunca, um lugar de conforto e de protecção, a verdade é que, como escreve o autor, «um nómada de quarentena nunca pára de viajar». E qual é realmente a nossa casa? São aquelas paredes que nos abrigam ou o lugar que consideramos como lar?

Este é um livro que se lê muito bem, mas convém absorver todas as palavras escritas. É um livro para reflectir e deixar-se levar. Simplesmente adorei.

Tenho de ler outros livros do autor. ❕

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Opinião :: O Silêncio da Alma | José Carlos Rodrigues

Título: O Silêncio da Alma
Autor: José Carlos Rodrigues
Editora: Chiado Editora
Ano: 2017
 

Sinopse:
A imaginação é uma transcendência de loucuras e o poeta é o caminho errante que desconhece os seus limites.

Opinião:
Este é um livro de reflexões do autor que revelam muito o seu estado de espírito e que permitem ao leitor conhecê-lo um pouco mais.

José Carlos Rodrigues é um poeta e, nestes textos isolados, não perde a essência de poesia. Através de inúmeras metáforas, o autor fala sobre o amor que sente por uma mulher, bem como do seu percurso de escritor e também sobre o seu pai. Nas suas palavras, sinto amor, ternura e uma necessidade imensa de deixar escrito tudo o que lhe existe na alma. Talvez por isso, o título O Silêncio da Alma assente como uma luva nesta obra.


Gostei muito de conhecer este livro, que foi o primeiro que li de José Carlos Rodrigues, e de conhecer a sua escrita. Houve certos textos que me marcaram mais, tais como: Anjo Selvagem, Desgosto de Amor, Loucamente Resgatado e Pai. Foi uma boa descoberta e é um livro que se lê bem e descontraidamente.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Divulgação :: A Humanidade Desgovernada | Luiz Carlos de Andrade

“A Humanidade Desgovernada” reflete sobre dilemas contemporâneos
CHIADO Books lança o livro “A Humanidade Desgovernada” como manifesto a favor do debate sobre onde estamos e para onde queremos ir
Titulo: A Humanidade Desgovernada
Autor: Luiz Carlos de Andrade
Editora: Chiado Books
Ano: 2020

Comprar: Chiado Books

São Paulo, Abril 2020 - Nunca antes na história da humanidade vivemos uma era de mudanças tão rápidas e profundas, a ponto de nos fazerem questionar todos os nossos valores e parâmetros. Temas como ética, poder e solidariedade são diariamente postos à prova nos nossos relacionamentos pessoais, sociais e profissionais. Estas transformações foram o ponto de reflexão e partida para o livro “A Humanidade Desgovernada”, de Luiz Carlos de Andrade, que propõe 365 dilemas existenciais, sociais, morais e políticos em forma de verso, ao mesmo tempo surpreendente e simples, capaz de impactar o mais leigo dos leitores.

O autor de “A Humanidade desgovernada”, Luiz Carlos de Andrade, é um baby-boomer legítimo, habilitado a falar, por experiência, desde temas do pós-guerra até aqueles que nos afligem nos dias de hoje. E não mede palavras na melhor tradição dos Andrade na literatura. Assim, os dilemas que apresenta no livro, na forma de perguntas, contemplam a mais completa atualidade bem como ecos do passado recente. Afinal, as certezas ou as incertezas da condição humana em 2020 não são exatamente datadas e assombram igualmente baby-boomers, e as gerações X, millennials e Z.

Aqui, vale ressaltar que o autor teve uma visão um tanto “profética”, pois os dilemas que compõem o livro, escritos antes da atual pandemia, são agora, mais do que nunca, atuais:
Vale quem se leva muito a sério,
Ou quem prefere ter critério?
Ou
Vale soar o alarme,
Ou é preferível manter o charme?
São questões como estas que se colocam diariamente à nossa frente, num momento em que nos deparamos com uma situação sem precedentes na história recente da humanidade.

Os leitores encontrarão no livro a possibilidade de responder aos dilemas e quiçá encontrar algum alívio, algum novo caminho, alguma descoberta no mais puro sentido psicanalítico da indução da solução.

O autor foi várias coisas na vida, de advogado a publicitário, mas reconhece-se como poeta e acredita no poder curativo da poesia. Como no verso “Vale a serenidade da varanda, ou o celular que comanda?” Ou “Vale a generosidade, ou a melhor casa da cidade?”.

E por aí segue o livro nos 365 dilemas que ora apelam à leveza ora à acidez. Segundo Andrade: “a poesia, além de encantar, se presta à missão de tirar as pessoas do lugar”.

Nada mais definidor de “A Humanidade Desgovernada” do que a sua capacidade de impactar leitores e leitoras para além das zonas de conforto que anestesiam, tolhem, censuram, porém parecem agradáveis e seguras. Ainda conforme Andrade: “buscar a felicidade é saber amar a trajetória que, por natureza, acontece triste e alegre ao mesmo tempo”.

Para efeito de estilo, “A Humanidade Desgovernada” é um pouco de prosa, de ensaio e de filosofia, mas, sobretudo, um muito de poesia e boa subversão. O autor acredita que a poesia é uma espécie de terrorismo do bem! Que assim seja e que o livro possa aquecer ou irritar quem ousar a sua aquisição.

Sobre o autor:

Luiz Carlos de Andrade nasceu em São Paulo, SP. Bacharel em direito, mestre em ciência da comunicação (ambos pela Universidade de São Paulo) e pós-graduado em direito antitruste pela Samford University de Birmingham - AL, nos EUA.
Após uma bem-sucedida carreira em comunicação e publicidade, ingressou nas artes, com as seguintes realizações: autor e diretor da peça de teatro “No elevador, entre dois andares”, com temporada no teatro Ágora, São Paulo; roteirista e diretor das curtas-metragens “Cinzas Adolescentes” e “Cartas da FEB”, lançados na Cinemateca de São Paulo; autor dos livros: “Calça Justa, Homem Romântico, Mulheres Contemporâneas” (contos), pela editora Thesaurus; “Poemas de Atracação”, “Poemas de Arrebentação” e “Poemas de Arribação”, pela editora Patuá; “Mundo Corporativo – Memórias de Guerra” (crónicas) e “Novo Mundo – a Saga dos Imigrantes na Hospedaria do Brás” (teatro), pela editora Giostri; e “Chuva Fina” (haikais) pela editora Multifoco.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Opinião :: Azul Instantâneo | Pedro Vale

Título: Azul Instantâneo
Autor: Pedro Vale
Editora: edição de autor
Ano: 2018

Opinião:
Um dos poemas do livro.
Esta obra foi-me gentilmente cedida pelo autor, em formato digital, ao qual agradeço.
 
Azul Instantâneo é uma colectânea de textos escritos originalmente pelo autor, Pedro Vale, na sua página de Facebook. Posteriormente, esses textos foram recolhidos e trabalhados e deram origem a este livro.
 
O livro é pequeno e nele encontramos vários textos e poemas, de entre os quais destaco os poemas visuais. Acho que, para quem não gosta ou pensa que a poesia é monótona e não a cativa, ler as palavras sob a forma de figuras dá um maior sentido às mesmas, ajuda a compreendê-las melhor e dá uma beleza extra ao livro, além de fazer com que leiamos até ao fim. Os textos são isolados e encontramos inclusive alguns deles em inglês.
 
Gostei de ler esta obra. As palavras são sentidas e o design é original. Valorizo muito a criatividade do autor e creio que é uma leitura simples e leve, como um corta-sabores entre livros de narrativas mais pesadas.
 
Agradeço mais uma vez ao autor a cedência deste exemplar.
Não deixem de conhecer Pedro Vale e a sua obra através do Facebook e Instagram.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Divulgação :: Desabafo da Alma | Elvira da Silva

“Desabafo da Alma” é livro de poesia baseado na delicadeza dos sentimentos
Assinada por Elvira da Silva, a obra tem o selo Chiado Books

Título: Desabafo da Alma
Autora: Elvira da Silva
Editora: Chiado Books
Ano: 2019

Comprar: Bertrand | WOOK | Chiado Books

Sobre o livro:
Amor, morte, exclusão, nostalgia e sonhos são alguns dos temas que integram a obra “Desabafo da Alma”, de Elvira da Silva. O livro de poemas, recém lançado pela Chiado Books, busca evocar sentimentos, através das palavras, para emocionar o leitor. E, para além de promover uma identificação com os assuntos abordados, a proposta é também mostrar a delicadeza que existe até mesmo nos acontecimentos mais difíceis, como a morte.
A obra resulta de um conjunto de escritos reunidos ao longo de muitos anos, já que a autora faz poesia desde muito nova. Incentivada pelos filhos e o marido, resolveu reunir os melhores poemas e publicá-los em livro.
— A cada emoção que sinto com intensidade, escrevo instantaneamente e dou asas à imaginação — relata Elvira.

Sinopse:
A morte é um novo sol
A alma segue nova etapa
Sem esforços ganha a batalha
E irradiante de luz
A alma regressa a casa
excerto do poema A alma regressa a casa

Morri por dentro sorri por fora
Como sol terno sem luz
Morri no Outono
Renasci na Primavera
Como doce quimera
excerto do poema Morri tantas vezes

Botar fora aquela dor
Troca-la por risos e alegria
é olhar o mundo a nossa volta
Com um toque de poesia
excerto do poema Fazer da vida canção

Sou mulher amante amiga
Sou dona do teu coração
Sou companheira que atravessa o tempo
Sou pilar que segura a tua mão
excerto do poema Anjo que dança na noite


Sobre a autora:
Nascida na década de 1970, numa aldeia do alto Minho (Darque), distrito de Viana do Castelo, a autora cresceu numa família modesta, no meio de oito irmãos. Menina carente e com falta de estima própria,­ lidou muito cedo com a morte, pois perdeu o pai e a irmã num curto espaço de tempo. Mas, mesmo destroçada, levava sempre um sorriso no rosto. Estes acontecimentos despertaram em si a paixão pelos livros e pela escrita.
Com a idade de 11 anos, numa aula de Português, foi louvada por um professor com uma nota excelente após entre­gar-lhe uma redacção. Ele chegou a perguntar de qual livro ela havia tirado o texto e quem era o autor. O questionamento causou algum desconforto, pois a redacção era da sua própria autoria.
Poucos anos depois, Elvira decidiu imigrar para a França, na busca de uma vida melhor. Decisão que mudou a sua vida radicalmente, sendo aí que encontrou o seu actual marido, um trasmontano com quem tem três filhos. Foi inspirada nesta vivência que nasceu a obra “Desabafos da Alma”.

segunda-feira, 21 de março de 2016

21 de Março – Dia Mundial da Poesia

Hoje celebra-se o Dia Mundial da Poesia e não podia deixar passar este dia sem partilhar um poema...

Poetas

Ai as almas dos poetas
Não as entende ninguém;
São almas de violetas
Que são poetas também.

Andam perdidas na vida,
Como as estrelas no ar;
Sentem o vento gemer
Ouvem as rosas chorar!

Só quem embala no peito
Dores amargas e secretas
É que em noites de luar
Pode entender os poetas.

E eu que arrasto amarguras
Que nunca arrastou ninguém
Tenho alma pra sentir
A dos poetas também!

   Florbela Espanca