Viva! Quero partilhar o novo livro da minha biblioteca: Uma Vida Muito Boa, de J.K. Rowling. Este livro é pequenino e irei lê-lo num instante, certamente. Penso que será uma leitura proveitosa e interessante.
Título: Uma Vida Muito Boa
Autora: J.K. Rowling
Editora: Editorial Presença
Ano: 2017
Sinopse:
Quando J.K. Rowling foi convidada para fazer o discurso de abertura da cerimónia de formatura na Universidade de Harvard, escolheu falar aos jovens recém-formados sobre dois temas que muito preza: os benefícios do fracasso e a importância da imaginação. Ter a coragem de fracassar, disse ela, é tão essencial para uma vida boa como qualquer ato de sucesso; imaginarmo-nos no lugar de outras pessoas - em especial daquelas que são menos afortunadas que nós - é uma qualidade genuinamente humana que deve ser incentivada a todo o custo.
As histórias partilhadas por Rowling e as questões estimulantes que ela colocou aos jovens formados inspiraram desde então muitos outros a refletirem sobre o que significa viver uma «vida boa». Abordando temas como o fracasso, as adversidades, a imaginação e a inspiração, este livro permanece tão relevante hoje como da primeira vez que J.K. Rowling proferiu estas palavras, há 9 anos. Ao ousar correr riscos, e talvez fracassar, e ao explorar o poder da nossa imaginação, todos nós podemos começar a viver de forma menos circunspecta e, ao fazê-lo, tornamo-nos mais abertos às oportunidades que a vida tem para nos dar.
Sinopse: Ainda bebé, Formiga foi deixado num cesto nos degraus da casa da Herdade do Lago. O
mistério da sua chegada é apenas mais um na longa história da herdade e
das várias gerações dos Vaz, assombrada por lendas e maldições: uma
fonte inesgotável de mistérios fascinantes para a imaginação do
rapazinho cabeça de vento. Deslumbrado pela vida da família que
venera de forma atrapalhada, Formiga corre e trepa a árvores,
encolhe-se, faz-se invisível, inventa um pouco de tudo para conseguir
acompanhar conversas, descobrir mais um segredo. Mas o último
segredo que ele descobre revela-se demasiado grande para a curiosidade
bem-intencionada de uma criança, e um erro seu acaba por destruir o
único mundo que conhece e pôr fim à sua infância. Mais de vinte anos
depois, Formiga regressa à Herdade do Lago e escreve para um leitor
invisível, relembrando tudo o que foi e que não deveria ter sido. Uma história doce contada pela voz de um adulto que fala pela criança que foi um dia.
Opinião:
Este livro foi uma agradável surpresa. Não sabia o que esperar dele e
houve tempos em que pensava que se tratava de uma fábula! Porém, logo no
início apercebi-me de que Formiga é um homem que regressa à sua casa de
infância e conta a sua vida e a da família nesse período de tempo; ele avisa que a história pode parecer uma tragédia e isso foi um aspecto
que me fez ter mais curiosidade.
Ao longo do livro, notei que a história se passa em meados do século XX e
fui conhecendo as pessoas que fizeram parte da vida de Formiga, bem
como as suas tarefas na herdade, rotinas e relações. Formiga sempre me
pareceu um menino ingénuo, vivendo naquele espaço limitado e
desconhecendo alguns sentimentos, tanto os bons como os maus. Tudo o que
conhecia era o que via e ouvia na herdade, ou o que as pessoas de lá
lhe contavam.
A vida na herdade foi contada de uma forma que me aqueceu o coração! Tal
como as personagens, sou uma pessoa do Norte e as minhas origens são de
ambiente rural; por isso, em certos momentos imaginava os meus avós
(que já cá não estão) a trabalhar no campo e nos animais, os meus pais e
tios em crianças a brincar e a ajudar os mais velhos, a maneira de eles
falarem (autenticamente à Norte!)... Senti uma proximidade caseira
com as personagens!
Essa proximidade fez com que eu reagisse mais emotivamente à descoberta
de alguns segredos deles. Sim, esperava acontecimentos trágicos, mas
nunca imaginei que fosse o que foi. E isso deixou em mim alguma tristeza e pena, principalmente por Formiga;
a criança ingénua descobriu abruptamente o lado amargo da vida. E tirou
daí várias lições, que também partilha connosco.
De facto, foi um livro encantador, apesar do desfecho que teve. Adorei o
carinho que me fez sentir pelas personagens e o bem que me soube ler a
história. Aconselho muito a que a leiam também!
Olá! Tenho aqui para mostrar um livro que chegou recentemente à minha estante: O Fabricante de Bonecas de Cracóvia, de R. M. Romero. Já desde que ouvi falar dele que tenho vontade de o ler, e agora que o tenho em mãos a vontade é ainda maior! A história ocorre na época da Segunda Guerra Mundial e isso é um dos aspectos que mais me despertou interesse; outro é, sem dúvida, a capa, que é lindíssima! 😍
Título: O Fabricante de Bonecas de Cracóvia
Autora: R. M. Romero
Editora: Editorial Presença
Ano: 2017
Sinopse:
Há guerra. Há dor. Mas há magia e há esperança.
Cracóvia,
Polónia, 1939. Por magia, uma boneca chamada Karolina adquire vida numa
loja de brinquedos e torna-se amiga do amável e discreto Fabricante de Bonecas, que é também o proprietário da loja.
Quando a ocupação
nazi começa a oprimir a cidade, Karolina e o Fabricante de Bonecas têm de
recorrer à magia para salvar, custe o que custar, os seus amigos judeus
dos perigos iminentes que pairam sobre eles.
Reunindo uma atmosfera de magia, história, tradições e cultura local, esta impressionante narrativa fala-nos de como encontrar a esperança e a amizade nos lugares mais tenebrosos.
Sinopse: Na primavera de 1935, em Londres, duas jovens observam enquanto a
polícia retira o cadáver de um homem de um lago. Elas vêm de mundos
completamente diferentes. Ruby é filha de uma prostituta alcoólica e só
conhece a pobreza e o abandono. Verity, de boas famílias, vive com todo o
conforto que o privilégio garante. Mas, nesse dia, começa entre ambas
uma amizade que perdurará ao longo do tempo. O destino, porém, não tardará a mostrar quão traiçoeiro pode ser: ao
passo que Ruby encontra, por fim, um lar onde é amada e acarinhada,
Verity sofre revés atrás de revés, e um terrível segredo do passado
ameaça destruí-la. A Grã-Bretanha prepara-se para a guerra, a conjuntura
é turbulenta. Apesar disso, ambas continuam presentes na vida uma da
outra… até ao dia em que uma delas profere as palavras: "Morreste para
mim".
Num país dilacerado pela guerra, poderá a amizade sobreviver?
Duas Mulheres, Dois Destinos é um romance épico que nos fala de
lealdade, amor, e da força dos laços de amizade perante as mais duras
adversidades. Como sempre, Lesley Pearse não desilude…
Opinião:
Mais um livro lido desta autora que tenho vindo a acompanhar e tenho
gostado. O género de história é semelhante aos outros que já li, mas o
que me cativa mais são as diferentes épocas em que acontecem. Neste
caso, desenrolou-se em plena Segunda Guerra Mundial, no Sul de
Inglaterra.
As duas protagonistas são duas meninas que se conhecem por acaso e criam
amizade, apesar das diferenças de estrato social. Entre elas vão
descobrindo coisas sobre a vida e complementando as falhas uma da outra.
Apesar do que lhes acontece mais tarde, é bom acompanhar toda a
evolução da relação que têm, tendo sempre em segundo plano a evolução da
guerra.
Este não foi de todo o melhor livro que li da autora, pois não me levou a
reacções de extrema ansiedade, felicidade ou espanto; houve momentos de
algum suspense mas que não tiveram nenhum efeito em mim. Nesse aspecto,
a história foi muito monótona. Além disso, esperava um pouco mais de
trama e não tanto final feliz, já que decorria uma guerra. Se bem que
nem tudo tem de correr mal, não é? Tirando isso, gostei da história.
O que mais gostei no livro foi da alusão que me fez da situação que
vivemos actualmente. Queiramos admitir ou não, o mundo vive sob uma
guerra mundial. Veja-se o exemplo da Síria, que é o país mais fustigado e
não vê paz há sete anos. Infelizmente, muitos outros continuam a sofrer
bombardeamentos, ataques e carnificinas quase diariamente. E o que tem
isto a ver com o livro? Bem, ao longo do livro, existem vários episódios de ataques aéreos que
causaram destruição, mortes e medo na população, coisas que já li
recentemente nos livros que relatam o que se vive na Síria (como partilhei aqui e aqui). Além disso,
há menção do estado da guerra nos outros países do mundo, que resulta
numa interessante fonte de informação histórica (e eu adoro quando há
História no meio da história!). Apesar de a história ser ficcional,
a Segunda Guerra existiu e infelizmente continua a não haver tréguas nas actuais.
Mas, guerras à parte e voltando ao livro, foi uma história bonita,
contudo não foi a mais fascinante que já li. Mesmo assim, não deixou de
ser agradável de ler.
Olá! Este é o livro que vos vou mostrar hoje: Sob a pele, de Nora Roberts. Pela sinopse, notei que a história é um género de romance de que costumo gostar bastante, mas neste caso destaco o facto de este livro ser de bolso, logo mais portátil e leve, e de ter folhas amareladas e um tipo de letra e espaçamento que eu adoro! 😍 Estou cheia de vontade de o ler!
Título: Sob a Pele
Autora: Nora Roberts
Editora: Halequin
Ano: 2017 (87.ª edição)
Sinopse:
Apesar de estar a ser perseguida por um "admirador" obcecado, Chantel O'Hurley não queria que nenhum detective privado lhe dissesse o que tinha de fazer. Por outro lado, Quinn Doran irritava-se por ter de fazer de ama-seca de uma estrela de nariz empinado. Mas assim que viu aquela loura distante, percebeu de imediato o quão fácil era ficar obcecado por uma mulher como Chantel...
Sinopse:
A Voz do Silêncio
é uma verdadeira inspiração divina. Uma obra-prima que inspirou Lev
Tolstói, James Joyce, Aldous Huxley, Carl Jung, Albert Einstein, Mahatma
Gandhi, Jiddu Krishnamurti, Wassily Kandinsky, entre outros. O
texto traça, em linguagem poética e elevada, um panorama do caminho que
leva à iluminação fazendo diversas recomendações práticas aos
aspirantes que o desejam seguir. Ensina-nos a ouvir tudo o
que vem do seu interior como um verdadeiro guia para a vida, numa viagem
de autoconhecimento, onde é necessário ser perseverante e subir com
força e fé os degraus do caminho. É uma obra-prima da literatura espiritual que ilumina e inspira os buscadores da verdade até aos dias de hoje.
Opinião:
Considero este livro uma boa fonte de informação acerca das filosofias
do Oriente e um óptimo guia para quem estiver afim de as seguir.
No meu caso, que li o livro de uma assentada, fiquei com breves noções
do processo da descoberta interior, mas acredito que esta obra deve ser
consultada com calma, com tempo e muita vontade de absorver as suas
palavras.
Os textos estão muitas vezes escritos em frases soltas e os ensinamentos
dirigem-se ao próprio leitor. Vão aparecendo vários termos em sânscrito
e outras expressões próprias que possuem explicação mais detalhada no
final do livro.
Mais do que seguir esta filosofia, acho bom ler este livro para se
adquirir conhecimento em relação a tradições espirituais tão diferentes
do que estamos habituados.
Viva! Hoje mostro-vos um livro pequeno mas que, pelo que já me disseram, é muito bonito! Trata-se de A rapariga das laranjas, de Jostein Gaarder. Quem já leu?
Título: A Rapariga das Laranjas
Autor: Jostein Gaarder
Editora: Editorial Presença
Ano: 2011 (6.ª edição)
Sinopse: Será possível um pai, falecido demasiado cedo, falar com o filho, através
de uma carta? Esta é a experiência por que o protagonista desta
história, Georg, de 15 anos, vai passar. Georg e o pai vão dialogar e
manter finalmente a conversa de adultos que não puderam ter. Na carta, o pai de Georg fala-lhe de uma bela rapariga carregada com um saco de laranjas a quem procura
incansavelmente, enquanto imagina a razão que a leva a atribuir um valor
tão grande às laranjas que ele, desastradamente, fez rolar pelo chão
num primeiro encontro. A Rapariga das Laranjas é um
romance sob a forma de uma belíssima carta de amor de um pai que sabe
não poder acompanhar o crescimento do seu filho e lhe quer
transmitir o seu amor à vida e ao mistério insondável que ela encerra. Do autor do grande bestseller internacional O Mundo de Sofia.
Este ano, a Final do Festival da Canção (FC) teve lugar na cidade de
Guimarães, cidade berço de Portugal e que há uns anos foi capital
europeia da cultura. Como nortenha e vizinha da terra, foi um orgulho
assistir à descentralização deste evento que me fascina tanto.
O palco do FC estava magnífico e parecia já digno de uma Eurovisão:
amplo, colorido e luminoso! E com aquela dupla de apresentadores tão
enérgica e bem disposta (Filomena Cautela e Pedro Fernandes), bem que
arrumavam Petra Mede e Måns Zelmerlöw a um canto! Ou quase...😂
A abertura do certame foi original e moderna, cujos efeitos fizeram
obviamente lembrar a actuação vencedora do supracitado Måns. Já agora,
repararam na música de fundo? Sim, era Sax, de Fleur East, uma música
que eu adoro, mas por acaso não vos faz lembrar nada? Já que estamos
numa onda de plágios, queiram ouvir What's the Pressure, de Laura
Tesoro, que representou a Bélgica em 2016, e tirem as vossas
conclusões. Eu cá não sou de intrigas, mas...
A entrada dos apresentadores foi um pouco teatral mas muito divertida;
lá está, parecia mesmo a Eurovisão! Até só faltava o Jon Ola Sand estar
lá e dizer let the show begin! Ah, espera lá, foi o que aconteceu! Let the Festival da Canção begin!
No geral, as músicas subiram na minha consideração; fiz questão de as
ouvir de novo ao longo da semana e aprendi a apreciá-las. A maioria
das actuações desta noite foram melhores, mas houve outras que
correram menos bem: ou a voz não se sobressaía, ou parecia soar fora de
tempo, ou não mostrava tanta segurança. Contudo, notei que muitos
intérpretes já levavam o espírito leve e cantaram de forma mais
descontraída. Agora, posso dizer que as minhas favoritas, por ordem de
actuação, eram: Para Sorrir eu Não Preciso de Nada, (sem título), Pra te Dar Abrigo e O Jardim.
Findas as actuações, chegou o momento das homenagens, que recaíram sobre
as Doce e Simone de Oliveira. Adorei ouvir as quatro cantoras que
recordaram as mais marcantes músicas das Doce, com uma sonoridade disco que eu tanto adoro!
Mas o momento alto foi a homenagem à Simone. Num vestido verde, tal como
Simone há 49 anos, entrou a Aurea e arrebatou com tudo a cantar Sol de
Inverno. Caramba, quis logo que fosse ela a representar Portugal!
Depois entrou a Marisa Liz que também me emocionou. E quando já não se
contava com mais nada, apareceu a própria Simone, num vestido vermelho
particularmente jovial, que cantou a Desfolhada. Foi épico!
Avassalador!
Lindo foi também o momento em que a Luísa Sobral cantou uma música que
fará parte do próximo disco dela. Maria do Mar é linda! Toda a música,
todo os sons, toda a letra me encantou. E eu que não costumo gostar
muito das músicas dela, esta apaixonou-me logo no início.
A derradeira parte chegou e ficámos a conhecer as votações. Tanto as do
júri como as do público não me surpreenderam, mas desta vez foi muito
renhido até ao último segundo. E acabou por vencer a
Cláudia Pascoal, com O Jardim. Fazia parte das minhas favoritas, por
isso fiquei agradada! Acho que vamos ser bem representados.
Espero que tudo corra bem na Eurovisão, tanto à Cláudia como aos
concorrentes e a todo o concurso em geral. Será certamente um evento
inesquecível para todos nós!