Mostrar mensagens com a etiqueta Eurovision Song Contest. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eurovision Song Contest. Mostrar todas as mensagens

domingo, 19 de maio de 2019

Música :: Final do Eurovision Song Contest 2019

Depois das semi-finais, eis que chegou o dia da final do Eurovision Song Contest (ESC) deste ano!
Após a actuação de abertura com a canção vencedora do ano passado e do desfile das bandeiras dos países participantes, começou o grande espectáculo!

Mais uma vez, no geral, achei que as actuações melhoraram em comparação com as performances das semi-finais, tornando assim o espectáculo muito mais autêntico e cativante. Desta vez, actuaram também os big 5 e o país anfitrião, neste caso Israel, sendo que fiquei a conhecê-las pela primeira vez.

  • Alemanha - Este ano, a Alemanha levou uma música nada marcante e que me passou ao lado. Aliás, a mim e a toda a Europa... e isso notou-se na votação final.
  • Israel - Uma balada forte e que culminou com um final poderoso. E o mais especial foi a reacção de Kobi quando acabou de cantar: emocionou-se e mostrou o quão feliz estava ali a representar o seu país! Foi lindo!
  • Reino Unido - Gostei da música e da voz do cantor. O coro também deu bastante poder à canção, mas não é do género que passe muito tempo a ouvir.
  • França - A música é muito boa e ficou a ganhar com as dançarinas. Aliás, nos momentos em que o cantor actuava sozinho, parecia que a prestação morria um bocado. No entanto, esta foi uma boa aposta de França para este ano, com uma mensagem muito importante para os dias de hoje.
  • Itália - Este ano, Itália levou um género não muito comum no ESC e que não costumo adorar, mas neste caso adorei a música! Contudo, também achei que na actuação prevaleceu apenas a voz do cantor e não tanto o instrumental, que foi uma pena.
  • Espanha - Acho que o rol de canções não podia ter terminado da melhor maneira! A música é tão bem-disposta e fez o público saltar e dançar! Soou mesmo a um hino de um campeonato de futebol ou simplesmente um êxito de Verão. A Eurovisão também precisa disto. Muito bem!
Enquanto decorriam as votações, houve tempo para uma actuação inesperada de alguns primeiros e segundos lugares de anos recentes, que cantaram as canções uns dos outros. Assim, Conchita Wurst cantou a Heroes, do Måns Zermerlöw; por sua vez, Måns cantou a Fuego, de Eleni Foureira (num estilo que assentou como uma luva e ficou tão boa como a original). Já Eleni "cantou" e dançou a Dancing Lasha Tumbai, de Verka Serduchka; já Verka terminou a cantar a Toy, de Netta Barzilai. Foi um momento divertido de boas recordações!

Este ano, estava mesmo ansiosa por conhecer as votações para descobrir quem iria ganhar, pois cheguei ao fim sem conseguir prever nada. Tive sempre uma ideia de que o topo seria disputado entre a Noruega, a Holanda, a Suécia e, possivelmente, a Itália. Mas, para minha surpresa, os votos do júri mandaram a Macedónia do Norte para segundo lugar sem ninguém o prever, tendo ficado logo abaixo da Suécia. No entanto, a votação do público alterou completamente a tabela e, a primeira surpresa, foi o novo sistema de votação: enquanto que os pontos eram atribuídos do menos ao mais votado, desta vez foram atribuídos ao país que estava em último lugar na tabela até ao primeiro. Estragou completamente o suspense dos últimos anos! Para já, foi constrangedor o momento em que a Alemanha ficou a saber que não teve pontos do público. E o momento de se saber quem era o vencedor (ou a Holanda ou a Suécia) com os pontos da Suécia, foi uma desilusão o valor atribuído (esperava-se um número elevado e foram só 93 pontos). Desta maneira, ficou-se a saber que a Holanda ganhou o ESC2019!

Fonte: www.bbc.com
A canção mereceu ganhar e a Holanda voltou a ter uma vitória no ESC quarenta e quatro anos depois da última! Para o ano, lá vamos à Holanda! 😀

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Música :: 2.ª Semi-final do Eurovision Song Contest 2019


Ontem, realizou-se a segunda semi-final do Eurovision Song Contest (ESC), na qual concorreram os restantes 18 países sujeitos a eliminatórias. Não estava com grandes expectativas em relação a este lote, também por não conhecer quase nenhuma música, mas assisti ao programa com a mesma excitação de sempre! 😃

Assim, aqui estão as actuações da noite:

Uma música forte e um tanto obscura. A voz dela é igualmente poderosa, mas não me fascinou.

Não. Simplesmente não. Não me despertou qualquer interesse e, ao que parece, já se sabia que não ia ter sorte no concurso.

Primeira impressão: olha a actuação da Ucrânia em 2011! Tal como em 2011, a actuação acompanhada por sand art teve uma beleza especial, mas desta vez não gostei muito da música.

Aleluia, uma música para dançar! Esta é uma das minhas preferidas e traz boas vibrações! Uma óptima aposta da Suíça!

A música é queridinha, mas com uma calmaria que não se destaca no palco do ESC. É pena...

Adorei esta música, apesar de achar que a cantora estava demasiado nervosa. Sinceramente, fiquei com pena que não tivesse passado.

Que canção encantadora! Espalha sorrisos e alegria! E a cara da Leonora é mesmo fofinha!

A Suécia é a Suécia; é praticamente impossível não desiludir no ESC. Adorei esta música e as big mamas que estiveram no palco!

Hum... Actuou com toda a emoção, mas a música não é nada de especial, além de ser repetitiva.

Este género de canções já foi bastante comum no ESC, mas agora parece que destoa um bocado. Só gostei um bocadinho mais quando ele começou a cantar em croata; deu outra vida à canção.

Gostei muito desta música de Malta! Mas achei a Michela demasiado reservada e com isso a actuação ficou a perder.

A música até tem bom ritmo, mas não adorei... Passou-me quase despercebida.

Eis o regresso de Sergey e ele veio com tudo! Por incrível que pareça, ao contrário da primeira canção que levou ao ESC, até gostei bastante desta! E mostrou muito mais o poder da sua voz.

Não adorei a música, mas só o facto de cantar em albanês e de incluir sonoridades típicas daquele país já fez subir muitos pontos na minha consideração. Destacou-se pela diferença.

Fiquei incrivelmente admirada com esta música! Não esperava gostar tanto! Foi pop, teve uma marca da cultura sami e fez vibrar a arena! Muito bom!

Ui... Que voz! E que actuação emotiva! Adorei!

Não faz bem o meu género musical, mas a letra é forte e a voz dela também é muito boa.

Gostei desta música, mas não achei espectacular.

O interval act ficou a cargo do grupo Shalva Band, composta por pessoas com necessidades especiais, e que fizeram acontecer o melhor momento da noite: além de talentosos, mostraram que não há limites que nos impeçam de fazer o que mais gostamos e transmitiram mensagens positivas de coragem e de alegria. Irrepreensíveis!

Por fim, souberam-se os restantes 10 finalistas deste rol de concorrentes. Apenas fiquei admirada com a passagem da Albânia e da Macedónia do Norte. Dos outros já estava à espera e fiquei a crer que a disputa pelo título seria entre a Noruega e a Holanda. No Sábado iremos descobrir o vencedor!

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Música :: 1.ª Semi-final do Eurovision Song Contest 2019


Ontem, realizou-se a primeira semi-final do Eurovision Song Contest (ESC) deste ano. Esta foi a semi-final em que Portugal concorreu, tendo sido Conan Osíris a representar-nos com a canção Telemóveis. Desde o fenómeno do Salvador Sobral em 2017, Portugal não passava pelo problema de ter de actuar numa semi-final, por isso este ano foi para voltar ao normal e sofrer um bocadinho mais de ansiedade!

Adorei o vídeo inicial, em que mostrava o percurso de vida de Netta Barzilai desde a infância com o sonho de ser cantora e de conseguir alcançar uma vitória no ESC.
Após a apresentação dos apresentadores, começou o desfile musical!

Tamta foi a primeira a subir ao palco e, para mim, era uma das favoritas à vitória. Esta foi uma das poucas músicas que ouvi antes do ESC e achei que foi uma cópia da Fuego do ano passado. Apesar de muitos acharem que vai ter sucesso neste ESC, a actuação ao vivo não me surpreendeu como imaginava. Nada de compara à Eleni Foureira! 🔥

Esta actuação passou-me um pouco despercebida... E, provavelmente, a muitas mais pessoas, visto que nem sequer passou à final.

Este ano não estava com grandes expectativas quanto à aposta da Finlândia e, aquando da actuação, acabou por me irritar tanto lookooay...

Adoro estas sonoridades tradicionais! Não sabia como iria resultar a combinação destas vozes com rock, mas gostei! Fiquei com pena de a Polónia ter ficado pelo caminho...

De início, achei a actuação um bocadinho frouxa... Mas depois fui ouvindo melhor a melodia e a voz da cantora e fui gostando. Afinal, uma boa música não tem de ter falsetes nem agudos espectaculares. 😉

A República Checa tem vindo a surpreender cada vez mais na Eurovisão e esta banda foi a mais carismática da noite! Adorei! Friend of a friend of a friend of a friend...

O regresso de Joci Pápai não correu tão bem como a sua estreia. A música não era má de todo, mas não cativou o suficiente.

Admito: esta música é o meu guilty pleasure deste ano! Quando ouvi o excerto do primeiro ensaio, quis logo ouvir na totalidade e passei os dias a ouvi-la... A música é fixe e dá para dançar! Mas fiquei um bocado desiludida com a actuação.

Esta é uma música semelhante a tantas outras que a Sérvia já levou. Não adorei a música, mas adorei a qualidade vocal da cantora!

Senti pena do rapaz... Não sei se era nervosismo ou outro problema, mas a voz não lhe saiu bem... E isso também não me ajudou a apreciar a música.

Uma actuação poderosa, mas que não me fascinou.

A minha maior surpresa! Fiquei completamente colada ao ecrã a ver esta actuação incrível, bem como rendida à voz dela. Não sei explicar bem... mas isto raramente acontece e é bom sinal! É uma muito provável vencedora!

Das duas uma: ou se ama ou se odeia. E eu não amei. Mas não me admirei de a ver passar à final...

Mais uma surpresa! Fez-me lembrar Avicii. Gostei muito e foi a favorita da minha mãe! 😃

O Conan saiu-se bem melhor do que eu pensava. No entanto, faltou power e houve pouca adesão por parte do público. Infelizmente não surpreendeu e não foi o suficiente...

A música é boa e a cantora tem bom poder vocal, apesar de não ser grande fã do timbre de voz dela.

Serhat por San Marino! A música é bem animada, mas a voz não estava no seu melhor... Mesmo assim, acho o Serhat tão simpático e até gostei de o ver na final!

O interval act foi preenchido com uma actuação de Dana International, vencedora israelita do ESC em 1998. Ao invés de cantar a sua música, levou a sua versão de Just The Way You Are, de Bruno Mars. Pessoalmente, não gostei da actuação, principalmente por me soar a playback, mas gostei da mensagem que transmitiu.

Por fim, os finalistas foram revelados e, surpreendentemente ou não, Portugal não passou. Fiquei admirada com uma ou outra passagem, bem como a não passagem de certos países. Como sempre, há injustiças! Mas fico na dúvida se realmente merecíamos a final. Eis a questão...

Quinta-feira saberemos quais serão os restantes finalistas!

domingo, 3 de março de 2019

Música :: Final do Festival da Canção 2019


A final do Festival da Canção poderia ter sido muito bem uma final da Eurovisão! Penso que foi a melhor gala de Festival de sempre! E digo isto só pelo número de abertura que foi incrível! A chegada dos apresentadores ao som de três músicas eurovisivas com letras originais (quase de certeza que o Palmeirim teve mão naquilo) e a aparecer no ecrã, foi um belo momento de karaoke cá em casa! 😃 A sério, foi espectacular.

Logo de seguida, ouviram-se as músicas finalistas:

Os Calema estiveram mais descontraídos mas senti-lhes uma ligeira pressão para fazer boa figura; como eram um dos favoritos e não estavam propriamente bem classificados, eles esforçaram-se por brilhar... No entanto, achei que exageraram nas vozes... e o falsete foi arriscado! Só me lembrei do falhanço do Isaiah da Austrália de 2017!

Ai musiquinha, musiquinha... Nunca vou conseguir gostar de ti... Se bem que a voz da Mariana Bragada é muito boa e acho que se sobressaiu mais desta vez.

Não notei grandes alterações porque a voz dele é quase perfeita! 😀 O Matay foi muito apoiado, mas de certeza que a claque queria tentar destacar-se perante os tubarões (aka Osíris team)...

Ai, adoro! Adorei! É mesmo preciso saber escutar e assistir a isto para se aprender a gostar. E ainda foi melhor do que na semi-final!

Também achei que o NBC esteve mais à vontade, de tal forma que por vezes a voz não saiu tão bem. Mas adoro a música e mereceu estar ali.


A música não se destacou muito, mas gostei. E gostei mais da mensagem que passaram através das pinturas faciais: as bandeiras de Israel, Colômbia, Venezuela e Brasil, países que desejam paz.

ESPECTÁCULO! Este poderia ter sido o espectáculo da final da Eurovisão! Viram o público ao rubro do início ao fim? Que loucura! E desta vez eles mudaram a indumentária e acrescentaram adereços, que a mim fizeram alusão aos anjos e aos diabos do céu, para onde ele tentou ligar. 😀 Por sua vez, o coro desapareceu 🙏 e a actuação só ficou a ganhar! O vencedor estava escolhido.

A música é boa e a Ana Cláudia melhorou e puxou pela actuação, mas ficou ofuscada pelo brilharete do Conan e isso foi a sua maior desvantagem.

Depois do desfile, apareceu o Armando Gama a cantar a música com que nos representou em 1983. Mais tarde, houve Pressão no Ar com humor ao Vasco Palmeirim, que deu mote à actuação da Anabela. Ainda houve a surpresa com a Vânia Fernandes e a música daquele saudoso ano de 2008. Todas tiveram arranjos diferentes, mas sinceramente achei-os demasiado básicos. Apesar disso, ficaram bem.

Não podia, obviamente, faltar a Cláudia Pascoal e a Isaura, apresentando cada uma os seus últimos trabalhos e cantando a canção do ano passado.

As votações chegaram e não me lembro de ter havido escolha tão unânime como esta: o Conan Osíris arrecadou 12 pontos de todos os júris, excepto o do Algarve que lhe deu 10. Eis o vencedor!


Os Telemóveis escangalharam o melhor Festival da Canção de sempre e em Maio vai escangalhar em Telavive, em Israel! Mal posso esperar! 😉

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Música :: 2.ª Semi-final do Festival da Canção 2019

No passado Sábado, aconteceu a segunda semi-final do Festival da Canção. Estava ainda mais ansiosa por ver esta semi-final por duas razões: ia actuar um conhecido meu (Dan Riverman) e, além de querer muito ver como ia ser a sua prestação, estava curiosa por ouvir e ver ao vivo a canção da Surma.

Assim, foram estas as canções de Sábado:

Achei a música um bocado monótona, além de que a Lara Laquiz desafinou um pouco. Mas gostei de ver a actuação e lembrei-me logo da Leonor Andrade por causa do chapéu!

Conheço pessoalmente o Daniel e o trabalho dele enquanto músico e, sinceramente, nunca imaginei que ele participasse no Festival. Por isso, fiquei boquiaberta quando o vi na lista dos concorrentes! Não me admirei, contudo, ao ver que o Miguel Guedes o convidou para este desafio porque no ano passado eles actuaram juntos em Santo Tirso e dali só podia resultar em algo bom. A música é muito boa, mas honestamente não seria a melhor opção para a Eurovisão. A voz dele encheu o palco e foi formidável! Tenho pena de ele não ter passado, mas conseguiu mostrar o talento que tem e dar-se a conhecer a Portugal e ao mundo. Sim, porque ele merece e já não era sem tempo!

Não gostei nada da música; o refrão é muito repetitivo e sonoramente irritante, para não falar do cliché do mar. Fiquei frustrada quando vi que passou à final por ser mais votada pelo júri do que a do Dan Riverman, já que o quarto lugar foi disputado por eles.

A música é gira e tem uma letra engraçada (#rissol). Mas não a via na Eurovisão.
 
Uma música bem ao estilo de Frankie Chavez que eu até gosto. Soa bem, mas não sei se fará diferença na Eurovisão.
 
A mais esperada da noite e a mais inesperada. Fiquei hipnotizada ao ouvir a música (para também tentar perceber a letra) e ao ver todos os elementos no palco. Confesso que não fiquei logo rendida, mas achei espectacular. Revi a actuação no YouTube e gostei cada vez mais. Soa a Björk e eu adoro a Björk! E é capaz de deixar o público em completo silêncio, bem como fazer surgir vários sentimentos, tal como o Salvador Sobral conseguiu (não da mesma forma, obviamente). Acho que é uma séria concorrente à vitória.
 
Por vezes gosto deste género de música, mas desta vez isso não aconteceu. Passou-me despercebida.
 
Foi uma boa surpresa e cá em casa foi a favorita. Gosto muito da voz do NBC e a música é agradável. Também não me importava que fosse a escolhida.
Durante a votação do público, actuaram Carlos Mendes e Manuela Bravo com as inesquecíveis A Festa da Vida e Sobe, Sobe, Balão Sobe, ao som dos Kumpania Algazarra. Foram também dois momentos altos da noite.

Por fim, conheceram-se os resultados e os finalistas são: NBC, Surma, Madrepaz e Mariana Bragada. Fiquei satisfeita pelos dois primeiros, aceitei o terceiro e discordei da quarta.

No próximo Domingo iremos descobrir quem vai representar Portugal em Israel. Estou indecisa entre quatro favoritos: Conan Osíris, Matay, NBC e Surma.
Quais são os vossos favoritos?

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Música :: 1.ª Semi-final do Festival da Canção 2019

Decorreu ontem a primeira semi-final do Festival da Canção de 2019 - e parece que toda a euforia de 2018 ainda foi há poucos dias!
Este ano, todos tivemos acesso na íntegra a todas as canções a concurso e eu já tive uma pequena noção do que podia esperar, apesar de não ter ouvido todas as canções até ao fim.
Assim, aqui vão as minhas observações aos concorrentes:

Estranhei no início e levei algum tempo a entranhar, mas acabei por gostar da música, género muito ouvido em algumas rádios nacionais.

Não se podia esperar outra coisa dos D.A.M.A.... Isto é D.A.M.A. em toda a sua essência! Pessoalmente, não sou fã das músicas deles, mas admito que são orelhudas. Esta é mais uma e não me impressionou.

Foi a que menos gostei. Não obstante a voz da Soraia, esta é mais uma canção com uma letra de questões sobre o estado do mundo e de esperança do futuro, coisa que me enerva profundamente. Já muitas semelhantes foram à Eurovisão e... que nervos! Não sei, irritam-me! Ah, e a própria melodia não era boa...

Sempre gostei desta dupla e das suas músicas. Esta manteve o estilo deles e gostei muito! Aliás, a actuação parecia já ser a da final em Israel e seria uma bela lufada de ar fresco para lá!

A tão badalada música deste festival... Antes disto, não conhecia quase nada do Conan (basicamente só conhecia a versão d'A Minha Casinha que fez para o anúncio da NOS neste último Natal - e de que gostei), mas já tinha ouvido falar. Ao conhecer a canção, admito que gostei. É fora da caixa, tem melodias que nos remetem a estilos orientais, tem saudade e tem uma letra incomum mas com significado. A voz dele lembra as canções ciganas, que gosto de ouvir. Estava ansiosa por ver a actuação e achei espectacular! Achei só esquisito ver o coro atrás a fazer aqueles sons, que mais valia terem sido mantidos no instrumental. De resto, por enquanto, não me importava que fosse esta a nossa escolha para Telavive.

Gostei do género de música, que me fez lembrar outras épocas, e também do timbre da voz, apesar de não apreciar as letras enroladas que ela dizia (a dicção não era boa, nem sempre percebi a letra). A música era queridinha, mas...

Até fiquei impressionada pela positiva com esta proposta! Não morri de amores, mas acreditei que fosse passar à final...

Surpreendi-me pela positiva! Esperava uma balada irrelevante mas vi depois que era especial. Já algumas assim foram à Eurovisão por outros países e saíram-se relativamente bem. A letra era bonita e a voz espectacular!

Após as canções, houve duas actuações que foram especiais: as de António Calvário e de Eduardo Nascimento, interpretando as músicas com que nos representaram na Eurovisão. Pessoalmente, O Vento Mudou é das melhores de sempre, por isso embeveci-me quando ouvi a versão com o Cais Sodré Funk Connection. Foi maravilhoso!

No final, as votações decidiram que os finalistas seriam Matay, Conan Osíris, Calema e Ana Cláudia. Fiquei impressionada quando vi que Filipe Keil ficou em penúltimo, mas fiquei satisfeita com as escolhas.
Que venha a próxima semi-final! 🙂

domingo, 13 de maio de 2018

Música :: Final do Eurovision Song Contest 2018

Eis que chegou a Grande Final da Eurovisão! E que começou de uma maneira muito portuguesa, com a actuação de Ana Moura e Mariza a interpretar Amália Rodrigues. De imediato, surgiram os Beatbombers que tocaram o tema que tantas vezes ouvimos durante estes últimos meses pré-eurovisivos e que acompanhou o desfile das bandeiras. E assim se deu o tiro de partida para o desfile das canções!

De um modo geral, as actuações foram tão boas ou ainda melhores do que as primeiras. Penso que é normal; os cantores sentem-se mais à vontade e levam a actuação com um espírito mais leve. Quanto aos big 5 e Portugal, aqui ficam os meus comentários:

  • Espanha - O casal mais querido da Eurovisão levou uma balada muito romântica e feliz que me encantou. Não é hábito da Espanha levar canções deste género, mas ainda bem que assim o fizeram!
  • Portugal - Emocionante actuação da Cláudia Pascoal e da Isaura! A música é muito bonita e arrepia pelo seu significado, mas tenho noção de que não era uma prestação digna de vitória; aliás, ganhámos... o último lugar! Querem maior gesto de cavalheirismo por parte do país anfitrião? 😆
  • Reino Unido - Foi uma surpresa para mim! Não tinha chegado a ouvir antes esta música e nunca tive vontade de o fazer, mas gostei muito quando a ouvi ao vivo! Foi pena aquele incidente da invasão do palco; era mesmo escusado (como todos os que já aconteceram)... Ou melhor, será que foi mesmo pena? É que houve um imediato apoio do público a cantar e a incentivá-la a continuar, e a partir daí, a actuação ganhou mais poder! E reflectiu-se nas apostas online - saltou disparada para o 5.° lugar, quando eu vi... Acho que neste caso foi um mal que veio por bem!
  • Alemanha - Quando a Alemanha escolheu esta canção, uma amiga minha disse que a tinha adorado. Eu ouvi um bocadinho mas não consegui ouvir mais porque a achei tão insossa... Contudo, na final soube o significado da letra e ouvi com mais atenção; que cruel eu fui a julgar precipitadamente! Foi mesmo um momento emotivo e uma bonita homenagem ao seu pai.
  • França - Foi sempre vista como uma possível vencedora, mas também só a quis ouvir do início ao fim na final. E adorei! Imaginei que fosse uma música mais negra referente ao tema dos refugiados, mas é completamente o inverso! É uma música leve, que passa esperança e positividade. Très bien, France!
  • Itália - Foi a última a fazer-se ouvir, mas foi uma óptima maneira de terminar o desfile! A letra é poderosíssima e foi inteligente irem passando traduções em várias línguas no ecrã. Além disso, gostei muito da melodia. Inclusivamente, foi a música preferida da minha mãe! 🙂
Enquanto a Europa e a Austrália votavam, passaram no palco grandes vozes, como a de Sara Tavares, de Dino D'Santiago e de Mayra Andrade, que ao som de Branko mostraram o casamento perfeito entre Portugal e África. E depois chegou o momento mais esperado: Salvador Sobral cantou e encantou com a sua mais recente música Mano a Mano, seguindo-se o dueto com Caetano Veloso a interpretar Amar Pelos Dois. Foi um momento especial para mais tarde recordar.

Fonte: www.eurovision.tv
Chegou a hora de conhecer as votações. Este ano foi totalmente diferente do ano passado; enquanto que em 2017 os 12 pontos caíam consecutivamente para Portugal, este ano o top 3 estava constantemente a mudar, tanto que a Áustria acabou por vencer o voto do júri! Que inesperado! Contudo, o voto do público alterou tudo... e Israel acabou mesmo por vencer.
A vitória não agradou a muitos, visto que havia quem a amasse ou a odiasse. Houve até uma polémica entre o Salvador e a Netta, pois ele disse que aquela música era horrível. E quando a vi ganhar, só queria ver a entrega do troféu! O Salvador entregou-lho dando dois beijos e desapareceu. Mais tarde, na conferência de imprensa, a Netta pronunciou-se acerca da polémica e disse que o Salvador lhe entregou o prémio com respeito, que é o mais importante.
Fonte: www.eurovision.tv
E assim terminou a Eurovisão em Portugal. Foi uma experiência única para o nosso país e é pena ter chegado ao fim. Mas para o ano há mais... em Israel!
(Aproveitando a deixa da música de Israel em 2015, Golden Boy: let them show us Tel Aviv!)

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Música :: 2.ª Semi-final do Eurovision Song Contest 2018

Já decorreu a segunda semi-final da Eurovisão! Depois de a primeira ter sido fortíssima, logo vi que a segunda não ia ser tão forte, mas não deixou de ser boa!
Havia já algumas músicas que tinha ouvido e gostado, mas estava também curiosa por ouvir e ver as outras actuações. Assim, aqui ficam os meus comentários a cada uma:

  • Noruega - O inolvidável Alexander Rybak! Ele levou uma música impossível de comparar àquela com que ele ganhou em 2009, mas é inevitável não pensar nela... e eu não acho que a recente seja melhor, mas adorei-a na mesma! E os efeitos que se viram na televisão ficaram muito bem, deram mais vida à canção.
  • Roménia - A música era forte, acho que teve algum impacto, mas não gostei muito. Acabou por dizer Goodbye à final...
  • Sérvia - Adoro as músicas balcânicas! E ainda bem que a Sérvia voltou a cantar na sua língua. Gostei também desta, apesar de não ter adorado... Ainda assim, não fiquei muito surpreendida por vê-la na final.
  • San Marino - O que dizer? Infelizmente, na Eurovisão, vejo San Marino como a desistente Andorra: as músicas que levava nunca tinham bons resultados. E isso também se deve à qualidade; não quero dizer que os artistas não tenham qualidade, mas as canções não conseguem ser realmente boas... San Marino já conseguiu chegar a uma final, à enésima tentativa de Valentina Monetta, mas fora essa vez acho que nunca gostei a valer de uma música deles! Vá, a deste ano até poderia ter alguma hipótese, mas não, também não foi desta...
  • Dinamarca - Adorei! Os vikings, o ambiente em palco (fresquinho com a neve 😄), a música e os coros... Foi marcante, foi moderno e mostrou um pouco da cultura daquela região! E assim se fazem boas músicas fazendo jus à personalidade do país!
  • Rússia - A persistência da Julia Samoylova em actuar na Eurovisão é de louvar. Ela é uma mulher muito querida e fiquei emocionada ao ver as experiências dela em Portugal, bem como alguns sonhos realizados. Já quanto à música, não deu... Aquele refrão era doloroso para os ouvidos... E fiquei feliz por ver a Rússia fora da final! Nada a ver com a cantora, mas a Rússia quase pertence inevitavelmente às finais eurovisivas, algumas vezes sem merecer. Este ano não mereceu e não passou, justamente!
  • Moldávia - Amei! Pode não ser a minha música preferida deste ano, mas penso que é a desta semi-final! E porquê? Bem, eu tenho um gosto muito pessoal pelo som das trompetes, muito à custa dos países de leste. Além de ter adorado a melodia desta, a actuação foi espectacular! Contou uma história, foi divertida e cativou o público! Cá em casa, todos adorámos!
  • Holanda - O género country não é comum na Eurovisão, e esta música parecia mesmo ter vindo directamente do Texas! Apesar de ser gira, não seria das minhas primeiras escolhas, mas não fiquei completamente surpreendida com a sua passagem à final.
  • Austrália - Que força em palco, a da Jessica Mauboy! A voz poderosa foi perfeita para a música, que aporta uma mensagem positiva e nos deixa felizes. Gostei da música, não adorei, mas era expectável o apuramento para a final.
  • Geórgia - Adorei o facto de a Geórgia ter levado uma música típica do país e de ter cantado em georgiano. Infelizmente, não consegui gostar muito dela... Tive tanta pena! Achei o grupo tão querido, tive mesmo pena de eles não passarem...
  • Polónia - Inicialmente, ouvi excertos da canção e até nem desgostei; aliás, vários amigos meus disseram que gostavam muito dela. No entanto, quando vi a actuação, notei um grande fracasso... O vocalista desafinou um bocado, além de que o DJ que o acompanhava teve uns momentos de dança um tanto esquisitos... A música era orelhuda, mas falhou ao vivo e falhou a final!
  • Malta - A única parte que gostei da música maltesa foi o refrão; de resto, não me cativou.
  • Hungria - Pois... A Hungria arriscou com uma música metal, e o certo é que se ama ou se odeia. Vá, eu não odiei, mas não consigo aguentar este género musical. Ela fez-me lembrar o reportório dos Linkin Park, e é sabido que eles têm uma legião de fãs. Também por isso, achei que fosse passar à final.
  • Letónia - Laura Rizzotto, brasileira de ascendência portuguesa, levou uma música sexy que poderia chegar bem longe. Eu acabei por não gostar assim tanto, mas surpreendi-me ao ver que não foi apurada.
  • Suécia - Como é hábito, a Suécia levou uma canção moderna, que cativa qualquer pessoa. Gostei da actuação, mas achei um bocado aborrecida. Claro que passou à final, mas sem dúvida que trocava esta por uma outra finalista!
  • Montenegro - Mais uma canção típica daquela zona da Europa e de novo na língua materna. Por vezes gosto das melodias, mas desta vez não foi bem o caso; nem me aqueceu nem arrefeceu.
  • Eslovénia - Simpatizei bastante com a Lea Sirk, ainda mais quando me apercebi de que ela já imitou o Salvador Sobral no país dela. A música não me parecia ser muito o meu género, mas fiquei muito surpreendida com a actuação ao vivo. E aquele momento em que a música pára? Tive um mini ataque cardíaco: imaginei logo que foi uma falha técnica, que toda a gente iria falar mal dos portugueses e dizer que foi um falhanço imperdoável... Sim, todos aqueles pensamentos pessimistas clássicos dos portugueses! Mas mal a música voltou, vi que fazia parte e foi uma boa estratégia deles! Tornou a actuação memorável e talvez lhes tenha valido a passagem à final... Quem sabe!
  • Ucrânia - Música poderosa, actuação forte e fogosa! O Mélovin tem uma voz muito boa, além de que é giro que se farta! 😁 Gostei muito da aposta ucraniana.


Após o desfile das canções, houve dois momentos altos da noite: a dança das apresentadoras, das quais destaco a Filomena a dançar a Euphoria (até que estava parecida!) e o vídeo das gravações dos postcards dos vários países. Devo dizer que foi o que mais me emocionou até agora, porque mostrou ainda mais genuinamente a beleza do nosso país. Lindo!

A selecção dos finalistas divergiu um pouco das minhas escolhas, mas acabei por me conformar.
Agora falta apenas a Grande Final! Vamos ouvir os vinte escolhidos com os big 5 e Portugal! Este ano está particularmente forte e não consigo mesmo prever um vencedor; já ouvi várias teorias e já imaginei possíveis vencedores, mas penso que vai haver suspense até ao último segundo. Ainda assim, aqui ficam as minhas preferências, em ordem aleatória: Chipre, Bulgária, Finlândia, Áustria, Noruega, Dinamarca, Moldávia e Ucrânia. Quanto aos 5+1, só amanhã é que irei ver para crer. Sim, gosto da de Portugal, e não é por ser a nossa! Acho que a França, a Espanha e a Itália também vão estar bem, mas amanhã veremos...

Fonte: www.eurovision.tv
Estou ansiosíssima por saber quem vai ganhar! See you on the Grand Final!

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Música :: 1.ª Semi-final do Eurovision Song Contest 2018


The Eurovision Song Contest 2018 has just begun!

Que entusiasmo! Começou a Eurovisão, de Portugal para o mundo! Estava desejosa de ver os postcards gravados em vários sítios de Portugal. Foi tão bom e comovente ver as imagens dos lugares, das tradições e das experiências do nosso país... Que orgulho!
Bem, mas vamos deixar os comentários patrióticos de parte e vamos então falar do concurso em si. 😃

Ainda antes de o espectáculo começar, ouvi dizer que esta semi-final ia ser poderosa, talvez a melhor desde que existem semi-finais, ou seja, desde 2004. Como já tinha ouvido excertos de todas as canções (algo que não costumo fazer mas que este ano foi impossível evitar), sabia que ia haver muito boas músicas, inclusive favoritas à vitória. Assim, supus logo que iria ser muito difícil escolher apenas dez finalistas sem que ficassem para trás algumas canções merecedoras...
À medida que fui vendo as actuações, fui-lhes dando as minhas pontuações, tal como nos outros anos, segundo a escala eurovisiva (de 1 a 8, 10 e 12). Curiosamente, foram dez as canções que conseguiram obter de 8 pontos para cima, pelo que foi mais fácil escolher o meu top 10. Mas antes de o divulgar, vou dar uma breve opinião sobre cada canção:

Fonte: www.eurovision.tv
  • Azerbaijão - Gostei muito desta canção, contrariamente ao que tem acontecido nas últimas edições (fora a do ano passado). A música é fresca e positiva, além de que a Aisel tem um ar muito querido! Ela levou um coro de quatro cantores portugueses, um deles Rui Andrade, que já foi à Eurovisão com a Rússia em 2014, e a prestação foi boa, mas um bocado repetitiva. Acho que foi isso que falhou com o Azerbaijão este ano.
  • Islândia - Estes últimos anos não têm corrido muito bem à Islândia... Já há alguns que não passa à final, e este ano eu já estava a prever isso. O Ari Ólafsson canta bem, mas a música é uma balada esquecível e já muito batida na Eurovisão.
  • Albânia - A primeira este ano cantada na língua materna e que até nem desgostei. Não é bem o meu género, mas foi uma boa surpresa. E o Eugent Bushpepa canta muito!
  • Bélgica - Não estava muito expectante em relação a esta música. Não a achei nada de especial e acho até que a Sennek estava com demasiada confiança na passagem à final, o que acabou por ser uma grande desilusão para a Bélgica. E tão bem esteve no ano passado...
  • República Checa - Esta canção era uma grande aposta do país para conseguir o seu melhor lugar de sempre na competição, e admito que todo o alarido relativamente à lesão do Mikolas Josef logo no primeiro ensaio tenha ajudado à sua mediatização. Ao assistir à actuação, acabei por não gostar tanto como pensava que gostaria, mas gostei do facto de ele não arriscar fazer o mortal suposto da coreografia! Ainda assim, conseguiu saltar para a final e é bem capaz de bater o melhor lugar até agora da República Checa na Eurovisão.
  • Lituânia - Uma música mais calminha mas que costuma ter muito sucesso, mesmo fora da Eurovisão. Admito que não adorei porque não faz muito o meu género, mas é de facto uma música bonita e emocionante - e isso viu-se no final da actuação. A Lituânia está forte este ano!
  • Israel - Oh, Israel! Um grande favorito à vitória! Mas acho que vai ser o flop deste ano! Sim, a música fica no ouvido, a sonoridade característica do país é boa, a Netta canta muito, a prestação dela e das dançarinas é peculiar, mas não vejo isto a ganhar. Aliás, não gostava de ver ganhar uma música que dissesse you stupid boy no refrão... Mas vamos ver no que vai dar...
  • Bielorrússia - A canção é boa e gostei da actuação; foi gira toda aquela representação com as rosas entre o ALEKSEEV e a dançarina, mas acreditei que não conseguisse passar à final no meio de tantas músicas boas.
  • Estónia - Mais uma candidata à vitória! Desta vez uma canção lírica irreverente e nada aborrecida. E a voz da Elina Nechayeva?! E aquele vestido?! Que espectáculo! Que forza!
  • Bulgária - Outra possível vencedora (e depois do segundo lugar do último ano...). Esta é uma das minhas preferidas; faz-me lembrar o Azerbaijão do ano passado. Adoro aquela obscuridade da música! Mas, apesar dos efeitos que se viram na televisão, acho que a actuação poderia ter sido mais impactante.
  • Macedónia - Hum... Esta foi uma autêntica macedónia de estilos! Foi a música de que menos gostei; foi muito confusa. Não gostei da parte reggae e acho que a música perdeu um bocado por ter tantos géneros. Além de que a vocalista parecia estar insegura na voz...
  • Croácia - Sexy! Gostei da canção, da voz e da actuação. Ficou no meu top 10, mas esta era uma das que não tinha acerteza se passava ou não. E não passou.
  • Áustria - Antes da semi-final, nunca tive grande curiosidade em ouvir esta canção, não sei porquê. Mas sei que foi uma das maiores surpresas que tive nesta noite! Adorei, foi mesmo um bom momento e fiquei feliz por vê-la na final!
  • Grécia - Sempre adorei as melodias gregas - em qualquer música, dentro ou fora da Eurovisão - e foi tão bom ouvir de novo o grego no palco eurovisivo! Adorei, adorei tudo: a voz, a melodia, os coros, a iluminação, o fogo-de-artifício... A música é fresca, faz-me sonhar! Era uma possível vencedora. E não passou. Foi a minha maior desilusão da noite...
  • Finlândia - Tenho uma ligação e um carinho especial por este país, e isso também se reflecte na Eurovisão. Foi das primeiras músicas deste ano que ouvi e gostei muito. Mais tarde fui descobrindo a Saara, ganhei-lhe mais empatia e entendi o significado da canção: passei a adorar! Mas a actuação... foi surpreendente! Arrepiei-me do início ao fim. E vê-la na final foi dos melhores momentos! Onnea, Suomi!
  • Arménia - Mais um país a cantar na sua língua, sendo mais uma lufada de ar fresco - literalmente, pois a canção chama-se Qami (vento)! A música era boa, mas era provável que ficasse pelo caminho.
  • Suíça - Outra bela surpresa no palco! Um estilo mais rock, que não é muito do meu agrado, mas esta destacou-se pela mensagem e pela prestação. Passou a pertencer ao meu top 10, mas infelizmente não passou.
  • Irlanda - De novo uma melodia mais calma, com uma voz bonita e uma coreografia carinhosa (e contra preconceitos) a complementar. Foi um bonito momento, mas duvidava da sua apuração. Acabei por me surpreender no fim! Correu bem para a Irlanda!
  • Chipre - Talvez a mais esperada da noite (e tinha de ser a última!). Já a tinha ouvido, já estava nos meus favoritos, mas a actuação rebentou com tudo: foi uma autêntica explosão, foi fogo, foi fantástico! Achei a Eleni Foureira uma mistura de Beyoncé com Helena Paparizou; o poder e a segurança vocal com toda aquela dança, aliada à sonoridade típica daquele país, tornou tudo perfeito! É bem possível que o Chipre consiga a sua primeira vitória!
Durante a votação, passou uma homenagem ao Salvador Sobral e à nossa música vencedora, que foi cantada por vários concorrentes do ano passado. Foi comovente ver o carinho dos cantores e também o esforço por cantarem em português. 😁

O anúncio dos finalistas deixou-me, no geral, satisfeita; a maioria deles correspondeu aos meus favoritos, mas não posso deixar passar a minha desilusão com a não passagem da Grécia e da Suíça... Lá está, a semi-final era muito boa e muito boas músicas tinham de ficar para trás.

Acerca das apresentadoras, estavam lindas! Estiveram bem, mas não achei que estivessem formidáveis. Tirando a Filomena, penso que elas não estavam muito à vontade e pareciam fechadas, não sei explicar bem. Mas espero que nas próximas emissões façam ainda melhor figura!

Fonte: www.eurovision.tv
E que venha a segunda semi-final!

sábado, 5 de maio de 2018

A ler :: Dona Flor e Seus Dois Maridos | Jorge Amado

Olá! Quero mostrar-vos a minha leitura actual: Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Jorge Amado. Vou a quase meio do livro e para já estou a gostar bastante! Até tenho lido regularmente, apesar de neste livro estar a avançar mais devagar.


Além disso, estamos em plena época eurovisiva, por isso tenho andado mais virada para a Eurovisão do que para os livros. Por vezes ainda nem acredito bem que Portugal ganhou no ano passado e trouxe este grandioso evento para cá! Infelizmente, não vou concretizar o meu sonho de assistir ao vivo às semi-finais e/ou à final, mas não vou perder as transmissões em directo na televisão!
Ontem foi inaugurada a Eurovision Village, amanhã ocorrerá a cerimónia de abertura e já na próxima Terça-feira será a primeira semi-final. Mal posso esperar por que tudo comece! Let the Eurovision Song Contest 2018 begin!

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Música :: 2.ª Semi-final do Festival da Canção 2018


Ontem decorreu mais uma semi-final do Festival da Canção, mas eu não estava com grande ânsia e expectativa em relação aos intérpretes (tirando dois deles); apenas alguma curiosidade nas canções. Imaginei que fosse um desfile semelhante ao primeiro, quer nos bons aspectos, quer nos maus.

Programa de televisão em directo que se preze tem de ter falhas técnicas! 😆 Foi o que aconteceu logo na primeira actuação. Mas, obviamente, Maria Inês Paris teve direito a uma segunda oportunidade e ainda bem que se mostrou calma e segura, pois a música merecia ser ouvida. A sonoridade característica de Tito Paris e a voz da intérprete combinaram lindamente e eu gostei muito. Talvez não seja a minha primeira escolha para a Eurovisão, mas com certeza é uma das minhas preferidas.

Curioso o facto de a intérprete ter integrado o coro dos Da Vinci em 1989 na Eurovisão; não fazia ideia! Mas esta música não me convenceu.


Também não gostei muito desta música, pois não acho que se destaque no palco.


Talvez o mais esperado desta semi-final e o que me deu mais esperança até agora. A música também é simples, mas o som dos violinos tocados pelas acompanhantes de olhos vendados tornaram o ambiente mais intimista, poderoso e especial, que também destacou a letra incrível da música. Esta é a minha favorita até agora.

Não foi uma música má, mas não me despertou grande interesse.

Gostei de ouvir este género de música no Festival, mesmo típico de Capicua. Fiquei surpreendida por gostar, admito, mas talvez não a escolha para nos representar.

Estava também curiosa por ouvir esta canção na voz tão própria de Cláudia Pascoal. Não me desiludiu nada, gostei mesmo muito! Apesar de a mensagem ser tão comovente... e isso viu-se no final da actuação...

Patati Patata... Que música tão fofinha! Foi muito agradável de se ouvir. Só não esperava que tivesse versos em várias línguas - tão comum na Eurovisão, mas que já esteve mais na moda... Seria uma música gira de se ouvir no palco eurovisivo, mas acho que não nos destacaria muito...

Hum... Música desadequada para este certame.

Talvez gostasse mais de ouvir esta canção noutro ambiente; aqui no Festival não me cativou...

Costumo gostar das músicas de Armando Teixeira (dos Balla) e esta música não fugiu desse género. Até gostei desta, mas...

Não me fascinou. Achei a voz da intérprete um pouco insegura e não houve um momento alto na música...

Boa música, que me fez lembrar algumas que já ouvi na Eurovisão. Mas admito que prefiro ouvir português... 😉

No fim da audição deste lote de músicas, achei que estas foram diversificadas nos géneros, o que foi positivo. Destaquei algumas favoritas e outras descartei de imediato.
Houve novamente o momento de homenagem, desta vez a José Luís Tinoco e de novo ouviram-se músicas de Carlos Paião. Mas o meu momento preferido foi quando ouvi a Canção do Beijinho do fantástico Herman José!
As votações não me desiludiram e foram de acordo com as minhas preferências. Ainda bem que as minhas favoritas ficaram no topo da tabela!

Dia 4 de Março, será a Final em Guimarães e finalmente descobriremos quem irá a Lisboa representar este maravilhoso país que está a revelar-se poderoso no concurso. Já não era sem tempo!
E a tarefa de escolher não vai ser assim tão fácil...

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Música :: 1.ª Semi-final do Festival da Canção 2018

Finalmente chegou a primeira semi-final do Festival da Canção de 2018! Depois da inesquecível vitória do Salvador no ano passado, o Festival deste ano foi aguardado com redobradas expectativas.
Na semana passada, eu já tinha ouvido 45 segundos de cada música desta semi-final e, para ser sincera, achei a maioria muito calma e a seguir a onda do Salvador; no entanto, gostei do que ouvi e marquei algumas como favoritas. Mesmo assim, era preciso ouvir as músicas completas para as poder julgar.

Esta foi uma das que menos me cativou quando ouvi o excerto mas que ao vivo me fez mudar de ideias. O estilo é moderno e a letra é fantástica! Se fosse escolhida para nos representar, eu não ficaria triste, mas preferiria outra.

Se me tivessem mostrado apenas a música, diria que era o Jorge Palma a cantar... o estilo não engana; já a voz de Rui David engana um bocadinho! É mesmo parecida com a do Palma! E gostei da música, tal como gosto das músicas dele.

Mais uma que não me chamou quando ouvi o excerto mas que agora me surpreendeu. Adorei o timbre da voz de Beatriz Pessoa e da sua colocação no refrão, apesar de no fim já me cansar do repetitivo eu te amo. A música é feliz, fresca e bonita, mas certamente não seria a minha primeira escolha.

Até agora, foi a minha favorita! Não esperava gostar tanto da música de Fernando Tordo, pois não contava com este género tão forró do Brasil, muito menos na voz de Anabela, mas resultou e, por mim, seria uma boa opção para nos representar!

O excerto não me cativou; já esta actuação deixou-me curiosa quando Catarina Miranda entrou. Não esperava que viesse como uma boneca, mas gostei; seria algo diferente no palco eurovisivo. E a música também foi melhor do que o excerto me mostrou, mas... é preciso ouvir mais canções.

Esta foi a minha primeira desilusão, já que fiquei com algumas expectativas quando ouvi o excerto. Mas a actuação ficou aquém do que imaginava. E foi uma pena! Gosto do género e da música, mas a voz da intérprete percebeu-se mal, bem como a sua presença no palco não foi muito cativante.

Talvez o mais esperado da noite, não fosse ele convidado pelo Salvador. Sim, adorei a música, a letra, o ambiente em palco. Seria uma boa aposta na Eurovisão. Mas... não seria mais do mesmo? No ano passado ganhámos com uma canção linda e inovadora, mas quase de certeza que algo semelhante não iria ter a mesma aceitação. Mas nunca se sabe... O que interessa, isso sim, é que a canção é boa.

José Cid sendo José Cid! O estilo é o de sempre, e isso não é mau! Não fiquei lá muito expectante quando ouvi o excerto, mas a música foi um pouco diferente do que imaginava. Até gostei, mas não adorei.

Uma das que menos me chamou a atenção e que assim se manteve até agora. A música não é má, mas não gosto dela neste concurso.

Canção com alma fadista: expectável no Festival. Gostei muito da voz, mas a canção ainda não me convenceu.

Gostei dos sons quentes do Brasil e da letra referente às canções e artistas que já foram à Eurovisão, mas não gostei muito da voz e acho que não é uma boa aposta para nos representar.

A música fez jus ao título: foi um autêntico alvoroço! Não sei bem o que achei dela, talvez ainda precise de ouvir mais vezes, mas acho que não é boa ideia levá-la à Eurovisão.

Gostei muito desta canção, apesar de a voz da Maria Amaral não ter estado perfeita. Música muito bonita, mesmo.

E assim acabou o desfile de canções. Este ano, tive mais gosto em assistir ao Festival; não senti tanta pressão, talvez por termos cá a Eurovisão e a garantia da final. Mesmo assim, convém levarmos uma boa música!
Enquanto se votava, houve os clássicos medleys, mas desta vez homenagearam-se dois artistas festivaleiros (Carlos Paião e Dina) com várias canções dos seus repertórios.
Na hora das votações, não me espantei com algumas escolhas, principalmente com os 12 pontos do júri para Janeiro. No geral, fiquei agradada com os finalistas, mas uma canção ou outra dispensava. Como sempre...
Já hoje, a RTP divulgou que houve um erro na votação e consequente apuramento de um finalista. Assim, em vez de Eu Te Amo, passou Sem Medo. Gostei de ambas, mas preferia a excluída...
E Domingo haverá mais Festival da Canção!

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Música :: Salvador, o nosso salvador

Salvador Sobral, vencedor do Eurovision Song Contest 2017 (imagem retirada da Internet)
Já muitos textos e artigos foram escritos sobre a vitória de Portugal no Festival Eurovisão, mas eu não podia deixar passar o acontecimento sem escrever... sem desabafar!
Portugal ganhou mesmo a Eurovisão. Ainda não acredito bem nisto. Foi um sonho tornado realidade! Esperei por este momento durante anos e nunca pensei que fosse acontecer em tão pouco tempo, muito menos no meu aniversário. O meu coração ia sofrendo um ataque aquando das votações, pois logo no início recebemos doze pontos e imediatamente previ a vitória. Não deveria ter sofrido tanto por antecipação, mas foi a percepção de que aquilo ia correr-nos bem que me deixou assim. Os pontos foram chegando, nunca arredámos pé do primeiro lugar e no meu coração não cabia a felicidade e o orgulho de ouvir tantos "twelve points go to Portugal!"! O momento foi mágico, inacreditável e emocionante, principalmente quando chegou a vez de Israel votar e o porta-voz despedir-se da Eurovisão, justificando a saída do país do certame e dando-nos "doze pontos" em português. Foi lindo!
A soma dos votos do júri e do público resultou numa pontuação recorde para um vencedor eurovisivo. Tivemos 758 pontos. Inimaginável!
O Salvador recebeu o tão desejado troféu e fez um discurso polémico mas que me fez aplaudi-lo de pé. A Eurovisão não é um concurso onde apenas as músicas festivaleiras, poderosas e cheias de efeitos têm direito a vencer. Durante anos, principalmente na primeira década de 2000, as músicas foram marcadas pelas roupas exuberantes, pelas danças e representações, por vozes fortes que mostravam o poder vocal dos intérpretes. As canções pop cada vez mais foram sendo em inglês e quem fugisse à regra era prejudicado. E aqui falo de Portugal: já levámos muito boas músicas, que não ganharam por razões que nunca hei-de saber ou perceber, mas também outras mais fracas, principalmente nos últimos anos. Quase sempre passámos despercebidos no meio dos "tubarões", dos que ganham tudo, dos que se ajudam mutuamente e nunca nos esmerámos em levar uma música realmente boa. Contudo, nunca deixámos de cantar em português e, acreditem, que não era por isso que não ganhávamos.
Precisávamos deste interregno. Melhorámos o nosso Festival da Canção e até aceitámos músicas em inglês. Houve vários estilos, várias vozes e muita polémica. O Salvador ganhou o FC e muitos pensaram que ia correr mal. Mas desde o início que ele teve destaque. Pela primeira vez Portugal foi destacado em toda a Europa pela sua canção e pelo poder dela. E o seu poder não estava nas notas agudas, nos gritos estridentes, na batida pop nem na letra que fica no ouvido. O poder estava na melodia, na voz do Salvador que se exprimiu corporal e musicalmente bem. Cantou em português e a mensagem chegou a todos! Ganhou uma canção calma e cheia de significado que foi uma lufada de ar fresco para a Eurovisão. Ganhou a diversidade!
Não quer isto dizer que as músicas festivaleiras vão acabar. Não vão nem devem! Mas quer dizer que se deve valorizar a diversidade de estilos, de melodias, de idiomas e aceitar as diferenças. Este pode ter sido o ano de mudança. Que bom que foi Portugal a dar o primeiro passo!
Os irmãos Sobral actuaram juntos no final. No meio de um público em silêncio, emocionado e atento, eles repetiram o momento ternurento da final do FC. Foi maravilhoso, que felicidade!


Além desde título, os irmãos ganharam também outros dois prémios: a Luísa o de melhor compositor e o Salvador de melhor intérprete. Eles estão mais do que de parabéns!
Finalmente conseguimos uma vitória e podemos deixar de dizer que o nosso melhor lugar foi o sexto de Lúcia Moniz. Admito que vai deixar saudades, mas o meu coração não tem cor e pode amar pelos dois! 😉
Assim terminou esta edição do Eurovision Song Contest. Nunca me hei-de esquecer deste dia, deste ano. Parabéns, Portugal!
And, next year, see you in Lisbon!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Música :: 2.ª Semi-final do Eurovision Song Contest 2017

Ontem ficámos a conhecer as restantes músicas a concurso no Festival Eurovisão. Contudo, tenho de admitir que esta foi uma semi-final mais fraca do que a primeira e que as melhores canções, na minha opinião, apareceram no fim.
Desta vez não adorei nenhuma música, mas a minha preferida foi, sem dúvida, a da Bielorrússia. Apesar do título ser em inglês, a dupla cantou na língua materna e a alegria da canção foi uma lufada de ar fresco. Ainda bem que passou à final!


Também a Hungria levou uma música cantada na sua língua. Mesmo não sendo uma das minhas favoritas, gostei da sonoridade cigana e da sua originalidade. Acabou por fazer parte do meu top 10 e fiquei contente por também ter passado.


Gostei da música de Israel (o cantor lembrou-me tanto o Måns Zelmerlöw!), da Estónia, da Áustria, da Noruega e da Bulgária. Tenho ouvido dizer que a Bulgária está cada vez mais forte e favorita à vitória, mas sinceramente não adorei a música. Gostei mais dos efeitos e do cenário da actuação e acho que isso é que cativa mais o público. Aliás, desde que o Måns ganhou em 2015 com aqueles efeitos todos que parece que muitos o quiseram copiar. Em alguns casos não resulta bem, mas na música búlgara resultou.
Quanto às restantes, houve uma e outra que também gostei, mas não me cativaram muito.
Ao conhecer os finalistas, fiquei admirada por a Roménia ter passado. A música até nem era má de todo, mas o yodel it da miúda era irritante e não ficava bem! Também não contava com a Croácia na final. A música também não era das piores, mas ficaria melhor se não fosse cantada a duas vozes. No entanto tenho de elogiar o poder vocal do intérprete! Fiquei com pena pela Estónia não passar, pois achei uma música diferente e agradável de ouvir.
E assim já temos a Grand Final completa! Já foi divulgada a ordem das actuações e Portugal vai actuar em 11.° lugar. Podia ter sido em 9.°... Só espero que tudo corra bem (vai correr!) e que consigamos alcançar o nosso melhor resultado e, quem sabe, a vitória! O vídeo do Salvador na semi-final já ultrapassou a fasquia de um milhão de visualizações em dois dias e cada vez mais se tecem elogios à canção, à voz dele, ao carisma e à simpatia que ele tem. Nunca antes fomos tão acarinhados, por isso eu continuo a acreditar que amanhã se vai fazer história!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Música :: 1.ª Semi-final do Eurovision Song Contest 2017

Não me lembro de ansiar tanto pelo início do Festival Eurovisão como desta vez! O Salvador Sobral foi sendo visto cada vez mais como um possível vencedor e isso criou em mim e em todos os portugueses uma grande expectativa. Além disso, estava ansiosa por conhecer as outras canções, já que eu gosto de as ouvir pela primeira vez apenas nas apresentações ao vivo.
Não vou comentar cada actuação, pois isso levaria muito tempo; vou somente partilhar as minhas preferências e comentar os finalistas no geral.
Ontem, a aplicação Eurovision disponibilizou uma nova funcionalidade que permite ao público votar aquando de cada actuação, de 1 a 12, sendo que cada pontuação equivale a uma cor. No fim da actuação e com os valores somados, a cidade de Kiev é iluminada com a cor correspondente, mostrando o apoio dos fãs eurovisivos e dando também uma ideia da pontuação para aquela música. Achei uma ideia muito boa e utilizei a aplicação para fazer o meu top 10, apesar de na altura ainda não ter percebido bem como funcionava a questão das luzes e acabei por não as ver (podemos ver por webcam na app). Adorava ter visto quando actuou o Salvador!...
Passemos então às músicas. Até não fiquei desiludida com as canções escolhidas: pensava que iria ser tudo muito semelhante e isso acabou por não acontecer. Houve variedade, apesar de serem todas em inglês e de algumas serem mais do mesmo... Mas pronto...
Assim, as músicas que adorei foram a de Portugal, da Finlândia e do Azerbaijão, nesta mesma ordem. Não pude mesmo deixar de mencionar a nossa música, pois gosto ainda mais dela cada vez que a volto a ouvir. E ontem o Salvador foi brilhante! No centro da arena, rodeado pelos espectadores, no meio de um mar de pequenas luzes e com um fundo mágico, ele mostrou que a simplicidade também é uma característica eurovisiva e os tiques dele que tanta gente comentou e gozou (até eu!) dão, afinal, um toque muito mais bonito à apresentação e à passagem da mensagem da canção. Vocês viram aquela prestação? O público fez silêncio para ouvir a voz maravilhosa do Salvador, uma voz melodiosa que se ouviu em português! Foi um momento de orgulho arrepiante!


A minha segunda canção favorita foi, sem dúvida, a da Finlândia. Nunca imaginei que fosse uma canção tão calma e angelical. Fez-me lembrar a música norueguesa que ganhou em 1995 (no dia em que eu nasci!). Pela primeira vez, votei numa canção do ESC e foi nesta. Fiquei tristíssima quando vi que não passou à final... Hyvää Suomi, olet sydämessäni!


A música do Azerbaijão espantou-me. Nunca pensei que fosse gostar tanto desta música. Adorei, adorei mesmo!


Quanto às outras, houve algumas que gostei, como a da Albânia, da Arménia, do Chipre e da Austrália. Achei graça à da República Checa por ser um registo diferente e inesperado e também à da Eslovénia. Fiquei mais desiludida com a da Suécia e da Moldávia, pois tornam-se demasiado repetitivas e cansativas. As restantes passaram-me ao lado.
O momento das votações foi hilariante quando chegou à parte de Portugal. Viram as caretas dos manos Sobral? Além de inesperado, foi original e acho que cativou ainda mais as pessoas! O que me ri! Eles são tão genuínos! Caramba, adorava conhecê-los!
Chegou o momento de mais ansiedade: o de saber os resultados. Estava quase certa de que íamos passar, mas mesmo assim custou um bocado, principalmente ao ver alguns países menos merecedores a passar... Felizmente não sofri como em 2008, quando a Vânia Fernandes foi a última a ser anunciada finalista. Foi sofrer até ao fim, mas foi também um momento memorável para todos! Ah, e ontem quando anunciaram Portugal, a reacção do Salvador voltou a ser cómica, do género "Ohh, estou na final, não estava nada à espera!"! Este Salvador é o máximo!
E assim chegámos ao fim da primeira semi-final, já com o nosso lugar reservado na final de Sábado. Sete anos depois quebrou-se o enguiço e conseguimos chegar lá! E será que vai ser desta que vamos ganhar? A música tem tudo para ser vencedora! Como eu gostava que fosse, seria uma prenda de anos tão boa! Sonhar não custa... ☺