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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Opinião :: O Menino Que Pedalava | Cassia Cassitas

Título: O Menino Que Pedalava
Autora: Cassia Cassitas
Editora: Pandorga
Ano: 2015

Sinopse:
Quando Elizabeth viajou à África do Sul deixando Mário em meio à preparação dos Jogos Olímpicos de 1992, eles não imaginavam que ali começava a verdadeira jornada que mudaria suas vidas.
De volta ao Brasil, Elizabeth deu a luz ao menino André, que, contrariando todas as expectativas, se interessa pelo ciclismo. Com a ajuda dos pais, de seu treinador e de um empenhado médico, André passa a conviver com uma nova realidade. muitas vezes difícil de entender e de lidar.
As dificuldades em se adaptar a complicada rotina de atleta, o temperamento rebelde, a superproteção dos pais e as inquietações e desejos de qualquer adolescente vão sendo deixados para trás, enquanto nosso herói corre em direção as Paraolimpíadas de Pequim.
Mais do que uma simples história de superação e garra, O Menino que Pedalava é um relato impressionante que tem o poder de despertar em nós o espírito adormecido da solidariedade, da coragem e da luta por um ideal, em um momento mais do que oportuno, quando André se prepara para competir nas Paraolimpíadas do Rio, em 2016.

Opinião:
Foi com grande curiosidade e vontade que li este livro, pois os seus temas principais são do meu agrado: os Jogos Olímpicos e Paralímpicos e as viagens. O Menino Que Pedalava conta a história de Elizabeth e Mário que, ao trabalharem para o Comité Olímpico Internacional, se conhecem e as suas vidas se unem para sempre. Viajando para as cidades anfitriãs dos Jogos, é numa delas que Elizabeth descobre que está grávida. Porém, devido à falta de cuidados ainda antes de descobrir a gravidez, o seu filho André nasce com uma deficiência física, mas nem por isso limitadora. É em torno da sua história de vida que a narrativa se desenrola, mostrando ao leitor a resiliência e a superação de todas as dificuldades que André vai encontrando pelo caminho, este menino que desenvolve uma paixão pelo ciclismo e que sonha chegar aos Jogos Paralímpicos.
Durante a leitura, senti-me a viajar com as personagens pelos vários países e emocionei-me com toda a história. Cassia Cassitas descreve os lugares e as emoções de uma forma simples mas directa, partilhando igualmente mensagens de apoio e coragem para os mais desmotivados.
Foi um privilégio (e, de certa forma, uma coincidência!) ter tido acesso a esta obra no mesmo ano em que decorreram os Jogos no Rio de Janeiro. Uma vez que a história do livro terminou com as preparações para os mesmos, tive a sensação de que já assisti à continuação da vida de André, quando segui os Jogos pela televisão.
O livro é muito bom e recomendo àqueles que tiverem oportunidade de o ler, por todas as razões que já mencionei.
Mais uma vez, o meu muito obrigada a Cassia Cassitas pelo exemplar autografado e pela história inspiradora que partilhou com o mundo!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Desporto :: Jogos Olímpicos Rio de Janeiro 2016

Terminou mais uma edição dos Jogos Olímpicos (JO), desta vez na cidade do Rio de Janeiro.
Os Jogos Olímpicos fascinam-me desde cedo. Tenho memórias de ver imagens na televisão em 2000 mas nessa altura eu só tinha 5 anos, por isso só tenho recordações mais frescas dos JO a partir de 2004. Sempre me interessou ver a ginástica (oh, a ginástica, um sonho que nunca consegui alcançar...) e o atletismo, mas também gosto de assistir a outras modalidades.
Este ano estava um pouco mais ansiosa pelo início dos JO. Em primeiro lugar, porque iria ser num país lusófono e numa cidade que adoraria visitar; em segundo lugar, porque estava curiosa em relação a todo o trabalho dos brasileiros dedicado aos preparativos do evento. Gerou-se polémica em volta das condições das infraestruturas em que os atletas iriam competir e até da hipótese de a cidade não ser capaz de albergar um evento tão importante, mas o Brasil surpreendeu todo o mundo (assim com um sotaque brasileiro) e superou, pelo menos, as minhas expectativas!
Vi o início da abertura dos JO e achei fantástico! Adorei a história do Brasil contada num espectáculo artístico onde não pôde, obviamente, faltar a presença simbólica do povo português da época dos Descobrimentos (que orgulho que senti!). Ao longo da cerimónia, pudemos assistir a demonstrações de dança, de actuações musicais (algumas músicas bem conhecidas) e de espectáculos visuais deslumbrantes. Não consegui ver o desfile das delegações, uma vez que começou já de madrugada.
Todos os dias fui vendo algumas provas e seguindo as prestações dos atletas portugueses. Penso que o momento alto para a equipa portuguesa foi a obtenção da medalha de bronze da judoca Telma Monteiro. "Soube a ouro", foi o que muitos sentimos, mal sabendo nós que seria a única medalha que Portugal iria conquistar. Creio que todos nós, portugueses, nos sentimos um pouco desiludidos com a falta de medalhas conquistadas nestes JO. Admito que até eu me senti assim. Talvez pelo facto de acharmos que, com a vitória do Euro2016 e de várias medalhas nos jogos em Amesterdão na mesma altura, os nossos atletas estariam numa maré de sorte e colocámos as expectativas no máximo. Na verdade, os atletas não estiveram mal, pois vários conseguiram recordes pessoais e lugares entre os dez melhores do mundo. Nem qualquer um o consegue e é de louvar! Todos eles estão, por isso, de parabéns pela sua participação nos JO e merecem todo o nosso apoio!
Para mim, os atletas que mais marcaram esta edição foram Michael Phelps e Usain Bolt, pelas medalhas conquistadas e também pela sua despedida dos JO. Contudo, o "fim" de duas estrelas coincidiu com o aparecimento de outra: Simone Biles. Que ginasta incrível!
No que toca aos países e às suas medalhas, fiquei impressionada com o Brasil: arrecadou mais medalhas do que estava à espera e teve fantásticas prestações em várias modalidades. E vencer em casa sabe ainda melhor!
Infelizmente, não vi o encerramento dos Jogos Olímpicos. Pode ser que veja algumas imagens entretanto, mas acredito que tenha sido tão bom como quando começou. Sinto apenas que estes Jogos passaram a correr!
E agora... See you in Tokyo 2020!