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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Opinião :: Fanny Hill | John Cleland

Título: Fanny Hill
Autor: John Cleland
Editora: Verso da História
Ano: 2013 (1.ª edição de 1749)

Comprar: Bertrand | WOOK

Sinopse:
Assumindo a forma de um romance epistolar, Fanny Hill narra a aventurosa vida da rapariga do mesmo nome. Após a morte dos seus pais, quando ela tem apenas 15 anos, Fanny muda-se da sua pequena aldeia para Londres, onde, enganada, acaba a viver num bordel.
A rapariga passa por várias peripécias até conhecer Charles, um rapaz nobre, jovem e belo, que a retira do bordel e com quem Fanny vai viver um romance tórrido. Mas Charles vai desaparecer subitamente, deixando Fanny grávida e de novo entregue à sua sorte...
Publicada pela primeira vez em 1749, esta obra foi impedida de circular livremente devido aos preconceitos da época. Não obstante, conheceu rapidamente um grande êxito, tendo sido rapidamente traduzida para várias línguas.
Exemplo perfeito de uma novela erótica, Fanny Hill revela um fino estilo literário, assim como uma grande delicadeza na narração das situações mais escabrosas.

Opinião:
Avancei para a leitura deste livro sabendo apenas que era um clássico escrito no século XVIII e, sendo erótico, iria encontrar muitas cenas de sexo.
 
A história é contada pela própria Fanny Hill (cujo nome de solteira era Frances), em forma de cartas, onde relata todo o seu percurso e o que a levou a trabalhar num bordel. Nesses relatos, Fanny não se poupa em pormenores de todas as suas experiências sexuais, descrições essas que podem ser chocantes para quem for mais sensível. No entanto, a riqueza de palavras e as metáforas são tantas que, por vezes, o obsceno soa engraçado e torna a leitura menos pesada.
 
Na minha opinião, a quantidade de detalhes sexuais foi demasiada; penso que houve um exagero nessa parte, se bem que revela a experiência que Fanny teve durante aqueles anos como partenaire. Além disso, houve uma parte que revelou o ódio aos homens homossexuais daquela época, e que a própria narradora mostrou ter, que causou em mim uma grande revolta. Assim se vêem as diferenças culturais da época de então e da de agora.

Não obstante, gostei do lado mais romântico da história, em que Fanny se encontra apaixonada por Charles, fazendo-a valorizar o amor depois de tantas relações meramente sexuais sem o mínimo de sentimento.
 
O final do livro foi inesperado e foi a prova de que este livro não é apenas obscenidades. No final há uma grande moral acerca do Vício e da Virtude, na qual se enaltece o valor deste último.
Foi um bom livro, muito bem escrito, mas que, além de ser aconselhado só a pessoas adultas, não vai ser certamente do agrado de todos.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Aquisições :: "Fanny Hill" e "Trópico de Câncer"

Viva! Estas foram as minhas mais recentes aquisições: Fanny Hill e Trópico de Câncer. Dois livros que encontrei a verdadeiras pechinchas e que penso vir a gostar, além de serem livros de bolso e mais práticos de transportar (e de segurar!).
Os livros são dois clássicos eróticos e prometem ser impactantes.
Já leram algum deles?

Título: Fanny Hill
Autor: John Cleland
Editora: Verso da História
Ano: 2013 (1.ª edição de 1749)

Comprar: Bertrand | WOOK

Sinopse:
Assumindo a forma de um romance epistolar, Fanny Hill narra a aventurosa vida da rapariga do mesmo nome. Após a morte dos seus pais, quando ela tem apenas 15 anos, Fanny muda-se da sua pequena aldeia para Londres, onde, enganada, acaba a viver num bordel.
A rapariga passa por várias peripécias até conhecer Charles, um rapaz nobre, jovem e belo, que a retira do bordel e com quem Fanny vai viver um romance tórrido. Mas Charles vai desaparecer subitamente, deixando Fanny grávida e de novo entregue à sua sorte...
Publicada pela primeira vez em 1749, esta obra foi impedida de circular livremente devido aos preconceitos da época. Não obstante, conheceu rapidamente um grande êxito, tendo sido rapidamente traduzida para várias línguas.
Exemplo perfeito de uma novela erótica, Fanny Hill revela um fino estilo literário, assim como uma grande delicadeza na narração das situações mais escabrosas.

Título: Trópico de Câncer
Autor: Henry Miller
Editora: Verso da História
Ano: 2013 (1.ª edição de 1934)

Comprar: Bertrand | WOOK

Sinopse:
Muitas vezes considerado pornográfico e obsceno, Trópico de Câncer evidencia uma sexualidade despojada, longe de amarras e preconceitos, sendo auto-designado pelo escritor como «um insulto prolongado, um escarro no rosto da Arte». Miller auto-designava-se um artista que se deixava conduzir à mercê das contrariedades e das alegrias da vida. A primeira impressão de Trópico de Câncer foi aliás financiada por Anaïs Nin, sua amante, que acreditava nos seus desígnios. Narrado na primeira pessoa, o livro relata ficticiamente as aventuras de Miller entre prostitutas, proxenetas, pintores sem dinheiro e escritores do submundo parisiense. Controverso e muito peculiar, Henry Miller ergue um hino ao mundo da sexualidade e da liberdade nas suas formas extremas e garante incondicionalmente um lugar no panteão dos maiores escritores mundiais do século XX.