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sábado, 31 de dezembro de 2022

Opinião :: A Minha Irmã É Uma Serial Killer | Oyinkan Braithwaite

Título: A Minha Irmã É Uma Serial Killer
Autora: Oyinkan Braithwaite
Editora: Quetzal
Ano: 2021

Comprar: Bertrand | WOOK

Sinopse:
Duas irmãs. Uma delas é enfermeira, cuida dos outros e preocupa-se.
A outra dorme até tarde, pensa em divertir-se – e é uma serial killer.
Se isto não é um bom argumento, ninguém sabe o que será.
 
Ayoola é a assassina mais alegre e bem-disposta que se pode imaginar. E Korede, a irmã mais protetora e paciente que pode existir. É ela que conta aqui a história da irmã mais nova: bela, insinuante, muito amada e desejada – o contrário de si. Mas Ayoola é, na verdade, completamente fútil: vive para as roupas e para posar no instagram, para arranjar namorados bonitos (ou ricos), traí-los – e matá-los. Nada que a faça merecer, portanto, o amor e a devoção que todos lhe dedicam, especialmente a irmã, que a ajuda sempre a encobrir os assassínios. Embora assustada e contrariada, Korede acaba por consolar Ayoola, por limpar os locais do crime e livrar-se dos cadáveres. Mas o seu horror aumenta quando Ayoola visita o hospital em que ela trabalha como enfermeira e conhece o simpático médico por quem Korede está apaixonada. O leitor está a ver o que pode acontecer, não está?
 
Opinião:
A Minha Irmã É Uma Serial Killer despertou-me logo a curiosidade com o seu título intrigante, além da sinopse já revelar que, realmente, Ayoola, a irmã de Korede, é uma assassina. Pior: Korede acaba sempre por ser cúmplice da irmã, ajudando-a a apagar vestígios dos crimes que comete. Tudo isto leva a uma pergunta crucial: por que razão elas agem desta forma?

A narrativa é feita por Korede e a ironia muitas vezes utilizada torna o livro bastante cómico e viciante. Os capítulos são muito curtos e fáceis de ler, pelo que a história também se desenrola muito rápido. O que mais me interessou no livro foram as analepses em que Korede revelava episódios do passado familiar e que, de certa forma, influenciaram as personalidades das personagens.

Algo que também me cativou nesta leitura é a paixão entre Korede e Tade, o médico do hospital onde ela trabalha e com quem Ayoola também se envolve. Toda a trama deste romance e o receio sobre o que pode advir tornam a história mais empolgante. No entanto, achei o final muito vago e fiquei sem compreender bem o desfecho...

Apesar de tudo, gostei de ler o livro e acho que proporciona uma agradável leitura, principalmente para quem quiser ler algo mais leve e divertido.

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Livro recebido :: "A Minha Irmã É Uma Serial Killer"

Título: A Minha Irmã É Uma Serial Killer
Autora: Oyinkan Braithwaite
Editora: Quetzal
Ano: 2021

Comprar: Bertrand | WOOK

Sinopse:
Duas irmãs. Uma delas é enfermeira, cuida dos outros e preocupa-se.
A outra dorme até tarde, pensa em divertir-se – e é uma serial killer.
Se isto não é um bom argumento, ninguém sabe o que será.
 
Ayoola é a assassina mais alegre e bem-disposta que se pode imaginar. E Korede, a irmã mais protetora e paciente que pode existir. É ela que conta aqui a história da irmã mais nova: bela, insinuante, muito amada e desejada – o contrário de si. Mas Ayoola é, na verdade, completamente fútil: vive para as roupas e para posar no instagram, para arranjar namorados bonitos (ou ricos), traí-los – e matá-los. Nada que a faça merecer, portanto, o amor e a devoção que todos lhe dedicam, especialmente a irmã, que a ajuda sempre a encobrir os assassínios. Embora assustada e contrariada, Korede acaba por consolar Ayoola, por limpar os locais do crime e livrar-se dos cadáveres. Mas o seu horror aumenta quando Ayoola visita o hospital em que ela trabalha como enfermeira e conhece o simpático médico por quem Korede está apaixonada. O leitor está a ver o que pode acontecer, não está?

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Opinião :: Regresso a Casa | José Luís Peixoto

Título: Regresso a Casa
Autor: José Luís Peixoto
Editora: Quetzal
Ano: 2020

Comprar: Bertrand | WOOK

Sinopse:
Intimidade, confissões, família, memória e pacificação: assim é o novo livro de poemas de José Luís Peixoto.

O novo livro de José Luís Peixoto fala-nos das quatro paredes de uma casa - e de todas as suas recordações em tempo de pandemia. Evoca a solidão, o isolamento, as portas fechadas, mas também a solidariedade das recordações: a mãe, o pai, os aromas, a família, a aldeia, o amor. Há espaço para a recordação da infância como para a peregrinação pelo mundo inteiro, como um Ulisses em viagem perpétua, rodeado de objetos próximos e voltado para dentro, para o lugar onde se regressa sempre: a casa.
 
Opinião:
Mal este livro chegou a minha casa, não resisti sem o ler. Apesar de não ser grande fã de poesia, houve qualquer coisa que me chamou a atenção para este livro. Talvez por ser o primeiro livro que leio de José Luís Peixoto, a curiosidade foi maior e li-o com avidez.

A obra é pequena (pouco mais de 100 páginas) e nela encontramos poemas escritos durante a quarentena, que todos vivemos este ano, repletos de memórias sobre a família, sentimentos e as suas viagens pela Ásia.

Um dos poemas de que mais gostei.
 
Rendi-me à escrita de José Luís Peixoto. Os poemas não rimam, mas captam a atenção do leitor e obrigam-no a parar para sentir o que está a ler. Dei por mim a viajar pelos lugares asiáticos que ele visitou, bem como a reviver certas coisas da quarentena, quando estávamos aprisionados e extremamente ansiosos por sair de casa.

Regresso a Casa é o título ideal para esta obra. Numa altura em que a casa é, mais do que nunca, um lugar de conforto e de protecção, a verdade é que, como escreve o autor, «um nómada de quarentena nunca pára de viajar». E qual é realmente a nossa casa? São aquelas paredes que nos abrigam ou o lugar que consideramos como lar?

Este é um livro que se lê muito bem, mas convém absorver todas as palavras escritas. É um livro para reflectir e deixar-se levar. Simplesmente adorei.

Tenho de ler outros livros do autor. ❕

terça-feira, 19 de março de 2019

Livro recebido :: "Sobe a Maré Negra"

Olá! Este é mais um livro que juntei à minha biblioteca: Sobe a Maré Negra, de Margaret Drabble. Este é um exemplar assinado pela autora, que o torna ainda mais especial. A história aborda a vida e o envelhecimento; apesar de ser um assunto algo negro, acredito que o livro traga uma certa lufada de ar fresco ao tema.

Já o conhecem?

Título: Sobe a Maré Negra
Autora: Margaret Drabble
Editora: Quetzal Editores
Ano: 2019

Comprar: Bertrand | WOOK


Sinopse: 
Fran pode ser velha, mas não vai desistir sem luta. Por isso, pinta o cabelo, saboreia cada copo de vinho e percorre incansavelmente as estradas do país.

Embora trabalhe com uma ONG, vão longe os seus dias do que se chama «vida ativa» - aqueles em que criava os filhos, em que tentava aprender a cozinhar e a lidar com um marido muito ocupado e bastante ausente. Agora, aproveita os momentos de solidão e liberdade como pequenas ilhas de uma felicidade quase perfeita. À sua volta, porém, o mundo prossegue o curso de vida e morte, e não falta variedade às maneiras como as pessoas (o seu grupo de amigos e conhecidos) se entregam ao destino final.

Com ecos de Simone de Beauvoir e Samuel Beckett, este romance é uma meditação sobre a morte, e uma interpelação sardónica e comovente do que torna uma vida boa - e a morte também.