Viva! No Sábado passado, ficámos a conhecer a música que irá representar Portugal na Eurovisão este ano, em Turim.
Tal como no ano passado, ouvi previamente todas as músicas no YouTube e fiquei logo com três favoritas: Ainda nos Temos (Syro), Povo Pequenino (Fado Bicha) e Dégra-Dê (Pongo e Tristany), sem qualquer ordem de preferência. Achei que, no geral, havia muitas músicas melancólicas, mas, em contrapartida, muita variedade musical.
A RTP transmitiu as duas semi-finais e a final no espaço de uma semana (ao contrário do habitual, em que cada transmissão acontece em cada Sábado, levando três Sábados no total), que foi óptimo para acalmar a ansiedade de conhecer o vencedor! 😁
Adorei assistir às três transmissões e de conhecer ao vivo as músicas, porque passei a gostar de mais algumas e de as compreender melhor. Penso que este foi o ano em que houve mais variedade musical de qualidade e praticamente todas as músicas, na minha opinião, eram boas para nos representar, tornando bastante difícil a escolha de um preferido.
Sempre tive a ideia de que o Syro fosse ganhar o Festival. Também ouvi gente dizer que a Áurea era uma forte candidata à vitória, mas aos poucos fui-me apercebendo de que a Maro estava a ganhar fãs pelo país e pelo mundo eurovisivo. Honestamente, a música dela não me cativou à primeira (foi daquelas que ouvi uma parte e passei à frente), mas na apresentação ao vivo consegui gostar muito mais.
Na Final, todos os artistas melhoraram muito as actuações e ficou mesmo difícil de escolher um vencedor! Foi a prova de que o Festival mudou, cresceu e melhorou bastante relativamente aos anos anteriores a 2016. Admito que fiquei admirada com as votações, tanto do júri como do público, mas os 12 pontos de ambas as partes deram a vitória imparcial à Maro e ficou provado de que era a favorita para levarmos a Turim.
Apesar de ter gostado de tantas outras músicas, concordo que vamos bem representados a Itália. Agora falta esperarmos ansiosamente pela Eurovisão em Maio! 😊
Chegou a aguardada final do Festival da Canção (FC)! Admito: no início
não ouvi as canções com atenção e julguei tudo como sendo fraco ou
mediano, mas afinal os meus ouvidos e a minha vontade não estavam para
lá virados e rebaixei um dos melhores, ou talvez mesmo o melhor Festival
da Canção destes últimos anos! Houve qualidade e variedade de canções,
houve artistas de renome e outros não tão conhecidos, houve bom humor na
apresentação e houve homenagens musicais magníficas. Adorei!
O programa começou com uma introdução musical dos apresentadores alusiva ao Playback de Carlos Paião. Foi muito bom!
Seguidamente,
foram apresentadas as canções finalistas. No cômputo geral, todos se
saíram melhor e tiveram prestações mais elaboradas e com menos
nervosismo, que só ajudou. Continuou a faltar a plateia, mas teve de ser
assim.
Após as actuações, seguiram-se mais homenagens, desta vez
a Carlos do Carmo, com Dino D'Santiago a cantar Os Putos, numa sonoridade bem diferente da original, mas incrível. Também os Clã, o Filipe Sambado e a Cláudia Pascoal revisitaram o disco de 1971 que José Mário Branco e Sérgio Godinho gravaram em Paris. Foram actuações magníficas e eu fiquei encantada especialmente com a última, quando Sérgio Godinho se juntou aos artistas.
Elisa, que venceu o Festival de 2020, também regressou com a canção vencedora, com uma melodia diferente e letra adaptada à nossa nova realidade. Foi emocionante.
No
final, as tão esperadas votações revelaram que quem vai representar
Portugal na Eurovisão serão os The Black Mamba. Penso que não era o mais
desejado para tal, pois não obteve os 12 pontos nem do júri nem do
público, mas eles tinham uma das melhores músicas e é mais do que justo
serem eles a representar o nosso país.
Pela primeira vez,
Portugal será representado com uma canção totalmente em inglês. Todo o
universo eurovisivo já se manifestou em relação a isso, pois estava a
contar com uma canção em português, e muitos portugueses já criticaram
esta escolha. No meu caso, fiquei de certa forma contente por levarmos
algo diferente do que nos caracteriza à Eurovisão. Nem se coloca a
questão da nossa tradição e cultura, pois lá vão os tempos em que o
nosso Festival pedia música festivaleira, com fado, pop, guitarra
portuguesa e um refrãozinho em inglês só para dar o ar de sua graça no
estrangeiro. Sim, a Eurovisão é interessante por mostrar sonoridades
diferentes, idiomas distintos e variedade, e agora volta-se tudo para o
inglês, mas em Portugal faz-se imensa música em inglês, em francês, em
espanhol, que vai do pop ao rock, do fado à electrónica, e tudo isso é
bom. Aliás, o que mostra a qualidade do que é português são os artistas,
porque a música é universal! E os The Black Mamba são muito bons
profissionais, que têm canções muito boas e algumas bem conhecidas.
Do
que já ouvi por alto de alguns concorrentes deste ano, as canções são mais do mesmo e penso que não gostei propriamente de nenhuma, mas isso
há-de mudar certamente em Maio. Por isso, Portugal vai levar uma óptima
canção e irá destacar-se pela qualidade!
No passado dia 27 de Fevereiro, decorreu a segunda semi-final do
Festival da Canção (FC). Ao contrário da primeira, penso que esta teve
mais variedade musical e foi bastante melhor. Dito isto, estas foram as
minhas apreciações:
Da Chic tem uma onda muito disco que eu admiro, mas não gosto muito desta aposta para a Eurovisão.
Gosto deste género com sotaque doce do Brasil, e seria interessante
levar algo diferente para a Eurovisão, mas não me encheu as medidas.
Uma música num estilo diferente do que se costuma ouvir na Eurovisão. Talvez fizesse sucesso.
Não gostei muito desta música, não sou fã deste estilo musical, mas o intérprete esteve bem no seu registo.
Joana Alegre tem uma voz límpida e que parece sair sem o menor esforço! A melodia é tão fresca e leve que sabe bem ouvir.
Gostei da onda 80's do Pedro e da sonoridade da música, mas será que
iria destacar-se na Eurovisão? E aquele penteado, no way!
Gosto muito da mistura de pop com guitarra portuguesa, penso que dá
sempre um ar interessante a uma música, e gostei bastante desta.
Adorei a canção da Carolina. É um pouco melancólica e parece ser a sequela trágica de A Vida Toda, mas gostei muito.
Gostei desta música, pois lembra-me Depeche Mode, mas seria uma aposta bastante diferente do que se ouve na Eurovisão.
Esta actuação fez-me lembrar a do Duncan Laurence, que venceu a
Eurovisão em 2019. Gostei mesmo muito, mas espero que não seja
considerada mais do mesmo.
Foi também altura de recordar canções
que passaram pelo FC e desta vez foi recordado o top 3 de 1971. Adorei a
homenagem às canções de Paulo de Carvalho feita pelo filho Agir, mas
fiquei desiludida por se ter ignorado a canção que nos representou nesse
ano na Eurovisão e ficou no melhor lugar que Portugal alcançou até
então. Menina foi das melhores canções que Portugal levou à Eurovisão e
eu emociono-me sempre que revejo a actuação da Tonicha. A música é
maravilhosa!
Por fim, quem passou à final foi: Eu.Clides, Joana
Alegre, Pedro Gonçalves, Carolina Deslandes e NEEV. Tirando o Eu.Clides,
concordo com os finalistas e estou ansiosa por conhecer quem nos vai
representar em Roterdão!
Chegou novamente a altura do ano em que a RTP nos presenteia com o
Festival da Canção (FC). Depois de, no ano passado, a Eurovisão ter sido
cancelada devido à pandemia, parte do entusiasmo foi por água abaixo e,
admito, acabei por esquecer um pouco este meu gosto pela Eurovisão, de
tal forma que nem sequer andei atenta às novidades e nem sabia quando
iria ser o FC. A culpa é do Covid, certamente...
Apesar deste
desleixo da minha parte, foi por mera coincidência que fui ao YouTube
horas depois de as canções do FC terem sido partilhadas. Fui ouvindo por
alto cada uma e continuei com as expectativas bem em baixo. Houve uma
ou outra que se destacou, mas nem por isso as fui ouvir mais.
Também
por acaso, fiquei a saber quando iriam ser as semi-finais e a final do
FC através de uma conversa entre duas amigas fãs da Eurovisão. Andei
mesmo a leste! 😂
Assim, no dia 20 de Fevereiro, decorreu a
primeira semi-final do FC. Ao contrário do que vem sendo costume, esta
semi-final teve dez canções em vez de oito. No geral, achei as canções
muito calmas e pouco me cativaram, com certas excepções. Eis o que achei
de cada uma:
Gosto muito dos The Black Mamba, particularmente
do vocalista. Esta canção vai de encontro ao género deles e gostei
muito da música. Pode ser uma boa escolha para a Eurovisão.
O
fado é praticamente presença assídua nos festivais. Gostei da melodia e
da voz da Valéria, além de a música ser boa, mas não sei se a Eurovisão
iria ver esta aposta como mais do mesmo ou se iria ser uma surpresa.
Não desgostei totalmente da música nem da prestação, mas achei a música
um pouco cansativa de se ouvir, além de que a intérprete parecia forçar
um pouco a voz.
A canção não me cativou muito, mas gostei da voz e da interpretação da Nadine.
Gostei tanto desta música! Foi uma lufada de ar fresco ao palco e
passou uma energia positiva. Seria uma boa aposta para levarmos à
Eurovisão.
Admito: quando ouvi, não prestei a devida atenção;
até ignorei a actuação. Mas ao ouvir de novo, reparo melhor na letra e
na prestação da Fábia e penso que é das melhores da noite!
Esta foi mais uma música que achei mais cansativa e monótona, por isso não gostei muito (apesar de ter um bom título).
Adorei a sonoridade mais moderna de um tema tão caracteristicamente
português: saudade. Gostei muito da voz e da letra, mas faltou algo na
actuação para ser perfeita.
Adorei! Tão simples e tão
maravilhosa! A simplicidade da voz, da prestação, do palco, tudo me fez
lembrar o Salvador Sobral (e a voz dela lembra muito a Luísa Sobral).
Não me importava nada que fosse esta a escolhida para nos representar!
Não desgostei mas também não adorei. E, durante a actuação, eu disse Como não reparei que ela estava grávida?. Ora bem, porque não estava e
fazia tudo parte da actuação. 😁 Foi uma prestação original, mas não me
fascinou.
Esta edição do FC foi sem público, como era de
esperar, e foi estranho por não haver reacção do público (só meia dúzia
de aplausos). Penso que as actuações perderam um pouco por não haver
interacção entre as duas partes, mas teve de ser assim.
Gostei de
ver e ouvir alguns cantores e antigos concorrentes a interpretar
músicas que já passaram pela Eurovisão, como a Dora com Não Sejas Mau P'ra Mim.
No final, acabaram por passar: The Black Mamba, Valéria, Fábia Maia, Karetus & Romeu Bairos e Sara Afonso. Concordo
com as canções escolhidas como finalistas e no próximo Sábado iremos conhecer mais dez
canções, das quais sairão mais cinco para a final!
No passado dia 7 de Março, decorreu a grande final do Festival da Canção de 2020. Foi também a celebração do 63.º aniversário da RTP e a efeméride mereceu uma abertura especial do programa por parte dos apresentadores (Filomena Cautela, Vasco Palmeirim e Inês Lopes Gonçalves), com um grupo com as tradicionais roncas e o corpo de bailarinos que tornou a abertura ainda mai' linda!
De seguida, voltaram a actuar as canções finalistas desta edição e, desta vez, num palco bem maior e mais eurovisivo. No geral, todas as canções melhoraram bastante em relação às semi-finais, o que tornou mais difícil a escolha das favoritas. Apenas achei que a actuação do Jimmy P não foi tão fantástica como a primeira e que a presença da Marta Carvalho no palco com a Elisa não foi a melhor escolha, apesar de não ter desgostado totalmente.
Depois das actuações e durante as votações, houve dois momentos de medleys que celebraram o boom do rock português. Foram ambos magníficos, mas aquele em que a Lena D'Água cantou foi o mais espectacular!
Entretanto, chegou a altura do anúncio dos resultados. Os votos do júri surpreenderam-me; todos eles deram 12 pontos ao Filipe Sambado, à excepção da região da Madeira, que deu 12 pontos à Elisa.
O maior suspense foi e é sempre quando se conhecem os resultados da votação do público. Ou foi impressão minha, ou a Filomena Cautela ficou desiludida por o Jimmy P ter ficado no meio da tabela?! 🤔 O que é certo é que houve suspense quase até ao final e a grande disputa foi entre a Elisa e a Bárbara Tinoco. E a vencedora acabou por ser a Elisa, que não obteve a pontuação total de nenhuma das partes e conseguiu ainda assim vencer!
A canção que irá representar Portugal na Eurovisão deste ano é muito bonita e merece todo o nosso apoio. Espero que consigamos chegar à final e que tudo corra bem em Roterdão! 😃
No dia 29 de Fevereiro, além de ter sido um dia especial por só aparecer de quatro em quatro anos, foi também dia da segunda semi-final do Festival da Canção (FC). Este certame teve apresentação de Sónia Araújo e de José Carlos Malato e foram apresentadas as restantes oito canções das dezasseis que estavam a concurso.
Assim, aqui ficam as canções:
Gostei muito da música! Só achei que a voz dela não teve muita projecção e que a actuação merecia ser mais impactante.
A música até não era má, mas não sei se seria boa para o ESC.
Adorei a coreografia e a força da música, mas foi demasiado Vês ou não?... Vi de mais!
Gostei muito, nota-se bem que a canção foi composta por Dino D'Santiago. Gostei particularmente da pequena coreografia das coristas aliadas à intérprete.
Música muito bonita que me deu vontade de dançar, mas acho que era bastante repetitiva com o narué aé... A Elisa Rodrigues tem um poder vocal muito bom mas não teve a melhor música.
Simplesmente não...
Muito boa voz, mas a actuação foi demasiado simples e a melodia da canção fez-me recordar os festivais de há cerca de dez anos.
Fiquei colada ao ecrã durante esta actuação! Não sou propriamente fã de rap, mas o bom rap tem sempre uma boa história impactante e é declamada por bons artistas. Adorei a letra, o ênfase que Jimmy P foi dando ao longo da música e o pequeno coro gospel tornou a actuação ainda mais espectacular! Adorei!
Os finalistas desta noite acabaram por ser: Kady, Elisa Rodrigues, Tomás Luzia e Jimmy P. Concordei com quase todos os finalistas; só trocaria o Tomás Luzia pelos Dubio feat. +351.
No próximo Sábado, iremos finalmente descobrir quem irá representar Portugal este ano na Eurovisão!
No passado dia 22, foi dia da primeira semi-final do Festival da Canção (FC) de 2020. O programa contou com a apresentação de Tânia Ribas de Oliveira e de Jorge Gabriel. Foram apresentadas oito das dezasseis canções a concurso, sendo elas as seguintes:
A canção não teve grande impacto no concurso. Caiu-me no esquecimento.
A música é boa e fez-me lembrar José Afonso. Fiquei pasmada ao ver a indumentária de Filipe Sambado: não estava mesmo à espera daquilo! Sinceramente, fiquei um pouco desapontada, se bem que a irreverência me fez lembrar também Ney Matogrosso.
Gostei também desta canção. A sonoridade lembrou-me Jorge Palma. Contudo, não achei que se fosse destacar no FC.
Adorei a actuação! Achei que toda a representação se adequou à letra da canção, mas penso que os bailarinos tiraram um bocado a atenção da Bárbara Tinoco. Ainda assim, é uma boa aposta para o ESC!
A maior desilusão da noite. A música é muito boa, mas a actuação não teve nada que a fizesse sobressair. E aquele rebelljon estragou ainda mais a coisa...
Esta canção foi uma boa surpresa. Gostei muito da melodia e da letra, mais do que quando ouvi a versão de estúdio. Já se ouviu algo do género do ESC que teve sucesso, por isso seria uma boa aposta para levarmos ao certame.
A canção até teria potencial, se a voz dos intérpretes não fosse uma desgraça...
Um género diferente do que estamos habituados a ouvir tanto no FC como no ESC, mas gostei muito e transmite muita energia.
No final das votações e da divulgação do resultado, quem passou à final foi Filipe Sambado, Bárbara Tinoco, Elisa e Throes + The Shine. De início, gostava que os Blasted tivessem passado, mas depois da actuação deles, acho que não trariam algo de novo ao ESC. No fim de contas, fiquei satisfeita com o resultado!
A final do Festival da Canção poderia ter sido muito bem uma final da
Eurovisão! Penso que foi a melhor gala de Festival de sempre! E digo
isto só pelo número de abertura que foi incrível! A chegada dos
apresentadores ao som de três músicas eurovisivas com
letras originais (quase de certeza que o Palmeirim teve mão naquilo) e a
aparecer no ecrã, foi um belo momento de karaoke cá em casa! 😃 A
sério, foi espectacular.
Logo de seguida, ouviram-se as músicas finalistas:
Os Calema estiveram mais descontraídos mas senti-lhes uma ligeira
pressão para fazer boa figura; como eram um dos favoritos e não estavam
propriamente bem classificados, eles esforçaram-se por brilhar... No
entanto, achei que exageraram nas vozes... e o falsete
foi arriscado! Só me lembrei do falhanço do Isaiah da Austrália de 2017!
Ai musiquinha, musiquinha... Nunca vou conseguir gostar de ti... Se bem
que a voz da Mariana Bragada é muito boa e acho que se sobressaiu mais
desta vez.
Não notei grandes alterações porque a voz dele é quase perfeita! 😀 O
Matay foi muito apoiado, mas de certeza que a claque queria tentar
destacar-se perante os tubarões (aka Osíris team)...
Ai, adoro! Adorei! É mesmo preciso saber escutar e assistir a isto para
se aprender a gostar. E ainda foi melhor do que na semi-final!
Também achei que o NBC esteve mais à vontade, de tal forma que por vezes a voz não saiu tão bem. Mas adoro a música e mereceu
estar ali.
A música não se destacou muito, mas gostei. E gostei mais da mensagem
que passaram através das pinturas faciais: as bandeiras de Israel,
Colômbia, Venezuela e Brasil, países que desejam paz.
ESPECTÁCULO! Este poderia ter sido o espectáculo da final da
Eurovisão! Viram o público ao rubro do início ao fim? Que loucura! E
desta vez eles mudaram a indumentária e acrescentaram adereços, que a mim
fizeram alusão aos anjos e aos diabos do céu, para onde
ele tentou ligar. 😀 Por sua vez, o coro desapareceu 🙏 e a
actuação só ficou a ganhar! O vencedor estava escolhido.
A música é boa e a Ana Cláudia melhorou e puxou pela actuação, mas ficou
ofuscada pelo brilharete do Conan e isso foi a sua maior desvantagem.
Depois do desfile, apareceu o Armando Gama a cantar a música com que nos
representou em 1983. Mais tarde, houve Pressão no Ar com humor ao Vasco
Palmeirim, que deu mote à actuação da Anabela. Ainda houve a surpresa
com a Vânia Fernandes e a música daquele saudoso
ano de 2008. Todas tiveram arranjos diferentes, mas sinceramente
achei-os demasiado básicos. Apesar disso, ficaram bem.
Não podia, obviamente, faltar a Cláudia Pascoal e a Isaura, apresentando cada uma os
seus últimos trabalhos e cantando a canção do ano passado.
As votações chegaram e não me lembro de ter havido escolha tão unânime
como esta: o Conan Osíris arrecadou 12 pontos de todos os júris, excepto
o do Algarve que lhe deu 10. Eis o vencedor!
Os Telemóveis escangalharam o
melhor Festival da Canção de sempre e em Maio vai escangalhar em Telavive, em Israel! Mal posso esperar! 😉
No passado Sábado, aconteceu a segunda semi-final do Festival da Canção.
Estava ainda mais ansiosa por ver esta semi-final por duas razões: ia
actuar um conhecido meu (Dan Riverman) e, além de querer muito ver como
ia ser a sua prestação, estava curiosa por
ouvir e ver ao vivo a canção da Surma.
Assim, foram estas as canções de Sábado:
Achei a música um bocado monótona, além de que a Lara Laquiz desafinou
um pouco. Mas gostei de ver a actuação e lembrei-me logo da Leonor
Andrade por causa do chapéu!
Conheço pessoalmente o Daniel e o trabalho dele enquanto músico e,
sinceramente, nunca imaginei que ele participasse no Festival. Por isso,
fiquei boquiaberta quando o vi na lista dos concorrentes! Não me
admirei, contudo, ao ver que o Miguel Guedes o convidou
para este desafio porque no ano passado eles actuaram juntos em Santo
Tirso e dali só podia resultar em algo bom. A música é muito boa, mas
honestamente não seria a melhor opção para a Eurovisão. A voz dele
encheu o palco e foi formidável! Tenho pena de ele
não ter passado, mas conseguiu mostrar o talento que tem e dar-se a
conhecer a Portugal e ao mundo. Sim, porque ele merece e já não era sem
tempo!
Não gostei nada da música; o refrão é muito repetitivo e sonoramente
irritante, para não falar do cliché do mar. Fiquei frustrada quando vi
que passou à final por ser mais votada pelo júri do que a do Dan Riverman, já que o
quarto lugar foi disputado por eles.
A música é gira e tem uma letra engraçada (#rissol). Mas não a via na Eurovisão.
Uma música bem ao estilo de Frankie Chavez que eu até gosto. Soa bem, mas não sei se fará diferença na Eurovisão.
A mais esperada da noite e a mais inesperada. Fiquei hipnotizada ao
ouvir a música (para também tentar perceber a letra) e ao ver todos os
elementos no palco. Confesso que não fiquei logo rendida, mas achei
espectacular. Revi a actuação no YouTube e gostei
cada vez mais. Soa a Björk e eu adoro a Björk! E é capaz de deixar o
público em completo silêncio, bem como fazer surgir vários sentimentos,
tal como o Salvador Sobral conseguiu (não da mesma forma, obviamente).
Acho que é uma séria concorrente à vitória.
Por vezes gosto deste género de música, mas desta vez isso não aconteceu. Passou-me despercebida.
Foi uma boa surpresa e cá em casa foi a favorita. Gosto muito da voz do
NBC e a música é agradável. Também não me importava que fosse a
escolhida.
Durante a votação do público, actuaram Carlos Mendes e Manuela Bravo com
as inesquecíveis A Festa da Vida e Sobe, Sobe, Balão Sobe, ao som
dos Kumpania Algazarra. Foram também dois momentos altos da noite.
Por fim, conheceram-se os resultados e os finalistas são: NBC, Surma,
Madrepaz e Mariana Bragada. Fiquei satisfeita pelos dois primeiros,
aceitei o terceiro e discordei da quarta.
No próximo Domingo iremos descobrir quem vai representar Portugal em
Israel. Estou indecisa entre quatro favoritos: Conan Osíris,
Matay, NBC e Surma.
Decorreu ontem a primeira semi-final do Festival da Canção de 2019 - e
parece que toda a euforia de 2018 ainda foi há poucos dias!
Este ano, todos tivemos acesso na íntegra a todas as canções a concurso e
eu já tive uma pequena noção do que podia esperar, apesar de não ter
ouvido todas as canções até ao fim.
Assim, aqui vão as minhas observações aos concorrentes:
Estranhei no início e levei algum tempo a entranhar, mas acabei por
gostar da música, género muito ouvido em algumas rádios nacionais.
Não se podia esperar outra coisa dos D.A.M.A.... Isto é D.A.M.A. em toda a
sua essência! Pessoalmente, não sou fã das músicas deles, mas admito
que são orelhudas. Esta é mais uma e não me impressionou.
Foi a que menos gostei. Não obstante a voz da Soraia, esta é mais uma
canção com uma letra de questões sobre o estado do mundo e de esperança
do futuro, coisa que me enerva profundamente. Já muitas semelhantes
foram à Eurovisão e... que nervos! Não sei, irritam-me!
Ah, e a própria melodia não era boa...
Sempre gostei desta dupla e das suas músicas. Esta manteve o estilo
deles e gostei muito! Aliás, a actuação parecia já ser a da final em
Israel e seria uma bela lufada de ar fresco para lá!
A tão badalada música deste festival... Antes disto, não conhecia quase
nada do Conan (basicamente só conhecia a versão d'A Minha Casinha que fez para o anúncio da NOS neste último Natal - e de que gostei), mas
já tinha ouvido falar. Ao conhecer a canção, admito que gostei. É fora
da caixa, tem melodias que nos remetem a estilos
orientais, tem saudade e tem uma letra incomum mas com significado. A voz dele lembra as canções ciganas, que gosto de ouvir. Estava ansiosa
por ver a actuação e achei espectacular! Achei só esquisito ver o
coro atrás a fazer aqueles sons, que mais valia terem sido mantidos no
instrumental. De resto, por enquanto, não me
importava que fosse esta a nossa escolha para Telavive.
Gostei do género de música, que me fez lembrar outras épocas, e também
do timbre da voz, apesar de não apreciar as letras enroladas que ela
dizia (a dicção não era boa, nem sempre percebi a letra). A música era
queridinha, mas...
Até fiquei impressionada pela positiva com esta proposta! Não morri de amores, mas acreditei que fosse passar à final...
Surpreendi-me pela positiva! Esperava uma balada irrelevante
mas vi depois que era especial. Já algumas assim foram à Eurovisão por outros
países e saíram-se relativamente bem. A letra era bonita e a voz
espectacular!
Após as canções, houve duas actuações que foram especiais: as de
António Calvário e de Eduardo Nascimento, interpretando as músicas com
que nos representaram na Eurovisão. Pessoalmente, O Vento Mudou é das
melhores de sempre, por isso embeveci-me quando
ouvi a versão com o Cais Sodré Funk Connection. Foi maravilhoso!
No final, as votações decidiram que os finalistas seriam Matay, Conan
Osíris, Calema e Ana Cláudia. Fiquei impressionada quando vi que Filipe
Keil ficou em penúltimo, mas fiquei satisfeita com as escolhas.
Este ano, a Final do Festival da Canção (FC) teve lugar na cidade de
Guimarães, cidade berço de Portugal e que há uns anos foi capital
europeia da cultura. Como nortenha e vizinha da terra, foi um orgulho
assistir à descentralização deste evento que me fascina tanto.
O palco do FC estava magnífico e parecia já digno de uma Eurovisão:
amplo, colorido e luminoso! E com aquela dupla de apresentadores tão
enérgica e bem disposta (Filomena Cautela e Pedro Fernandes), bem que
arrumavam Petra Mede e Måns Zelmerlöw a um canto! Ou quase...😂
A abertura do certame foi original e moderna, cujos efeitos fizeram
obviamente lembrar a actuação vencedora do supracitado Måns. Já agora,
repararam na música de fundo? Sim, era Sax, de Fleur East, uma música
que eu adoro, mas por acaso não vos faz lembrar nada? Já que estamos
numa onda de plágios, queiram ouvir What's the Pressure, de Laura
Tesoro, que representou a Bélgica em 2016, e tirem as vossas
conclusões. Eu cá não sou de intrigas, mas...
A entrada dos apresentadores foi um pouco teatral mas muito divertida;
lá está, parecia mesmo a Eurovisão! Até só faltava o Jon Ola Sand estar
lá e dizer let the show begin! Ah, espera lá, foi o que aconteceu! Let the Festival da Canção begin!
No geral, as músicas subiram na minha consideração; fiz questão de as
ouvir de novo ao longo da semana e aprendi a apreciá-las. A maioria
das actuações desta noite foram melhores, mas houve outras que
correram menos bem: ou a voz não se sobressaía, ou parecia soar fora de
tempo, ou não mostrava tanta segurança. Contudo, notei que muitos
intérpretes já levavam o espírito leve e cantaram de forma mais
descontraída. Agora, posso dizer que as minhas favoritas, por ordem de
actuação, eram: Para Sorrir eu Não Preciso de Nada, (sem título), Pra te Dar Abrigo e O Jardim.
Findas as actuações, chegou o momento das homenagens, que recaíram sobre
as Doce e Simone de Oliveira. Adorei ouvir as quatro cantoras que
recordaram as mais marcantes músicas das Doce, com uma sonoridade disco que eu tanto adoro!
Mas o momento alto foi a homenagem à Simone. Num vestido verde, tal como
Simone há 49 anos, entrou a Aurea e arrebatou com tudo a cantar Sol de
Inverno. Caramba, quis logo que fosse ela a representar Portugal!
Depois entrou a Marisa Liz que também me emocionou. E quando já não se
contava com mais nada, apareceu a própria Simone, num vestido vermelho
particularmente jovial, que cantou a Desfolhada. Foi épico!
Avassalador!
Lindo foi também o momento em que a Luísa Sobral cantou uma música que
fará parte do próximo disco dela. Maria do Mar é linda! Toda a música,
todo os sons, toda a letra me encantou. E eu que não costumo gostar
muito das músicas dela, esta apaixonou-me logo no início.
A derradeira parte chegou e ficámos a conhecer as votações. Tanto as do
júri como as do público não me surpreenderam, mas desta vez foi muito
renhido até ao último segundo. E acabou por vencer a
Cláudia Pascoal, com O Jardim. Fazia parte das minhas favoritas, por
isso fiquei agradada! Acho que vamos ser bem representados.
Espero que tudo corra bem na Eurovisão, tanto à Cláudia como aos
concorrentes e a todo o concurso em geral. Será certamente um evento
inesquecível para todos nós!
Ontem decorreu mais uma semi-final do Festival da Canção, mas eu não
estava com grande ânsia e expectativa em relação aos intérpretes
(tirando dois deles); apenas alguma curiosidade nas canções. Imaginei
que fosse um desfile semelhante ao primeiro, quer nos bons aspectos,
quer nos maus.
Programa de televisão em directo que se preze tem de ter falhas
técnicas! 😆 Foi o que aconteceu logo na primeira actuação. Mas,
obviamente, Maria Inês Paris teve direito a uma segunda oportunidade e
ainda bem que se mostrou calma e segura, pois a música merecia ser
ouvida. A sonoridade característica de Tito Paris e a voz da intérprete
combinaram lindamente e eu gostei muito. Talvez não seja a minha
primeira escolha para a Eurovisão, mas com certeza é uma das minhas
preferidas.
Curioso o facto de a intérprete ter integrado o coro dos Da Vinci em
1989 na Eurovisão; não fazia ideia! Mas esta música não me convenceu.
Também não gostei muito desta música, pois não acho que se destaque no palco.
Talvez o mais esperado desta semi-final e o que me deu mais esperança
até agora. A música também é simples, mas o som dos violinos tocados
pelas acompanhantes de olhos vendados tornaram o ambiente mais
intimista, poderoso e especial, que também destacou a letra incrível da
música. Esta é a minha favorita até agora.
Não foi uma música má, mas não me despertou grande interesse.
Gostei de ouvir este género de música no Festival, mesmo típico de
Capicua. Fiquei surpreendida por gostar, admito, mas talvez não a escolha para nos representar.
Estava também curiosa por ouvir esta canção na voz tão própria de
Cláudia Pascoal. Não me desiludiu nada, gostei mesmo muito! Apesar de a
mensagem ser tão comovente... e isso viu-se no final da actuação...
Patati Patata... Que música tão fofinha! Foi muito agradável de se
ouvir. Só não esperava que tivesse versos em várias línguas – tão comum
na Eurovisão, mas que já esteve mais na moda... Seria uma música gira de
se ouvir no palco eurovisivo, mas acho que não nos destacaria muito...
Hum... Música desadequada para este certame.
Talvez gostasse mais de ouvir esta canção noutro ambiente; aqui no Festival não me cativou...
Costumo gostar das músicas de Armando Teixeira (dos Balla) e esta música não fugiu desse género. Até gostei desta, mas...
Não me fascinou. Achei a voz da intérprete um pouco insegura e não houve um momento alto na música...
Boa música, que me fez lembrar algumas que já ouvi na Eurovisão. Mas admito que prefiro ouvir português... 😉
No fim da audição deste lote de músicas, achei que estas foram
diversificadas nos géneros, o que foi positivo. Destaquei algumas
favoritas e outras descartei de imediato.
Houve novamente o momento de homenagem, desta vez a José Luís Tinoco e de novo
ouviram-se músicas de Carlos Paião. Mas o meu momento preferido foi
quando ouvi a Canção do Beijinho do fantástico Herman José!
As votações não me desiludiram e foram de acordo
com as minhas preferências. Ainda bem que as minhas favoritas ficaram no topo da tabela!
Dia 4 de Março, será a Final em Guimarães e finalmente descobriremos quem irá a
Lisboa representar este maravilhoso país que está a revelar-se poderoso
no concurso. Já não era sem tempo!
E a tarefa de escolher não vai ser assim tão fácil...
Finalmente chegou a primeira semi-final do Festival da Canção de 2018!
Depois da inesquecível vitória do Salvador no ano passado, o Festival
deste ano foi aguardado com redobradas expectativas.
Na semana passada, eu já tinha ouvido 45 segundos de cada música desta
semi-final e, para ser sincera, achei a maioria muito calma e a seguir a
onda do Salvador; no entanto, gostei do que ouvi e marquei algumas como
favoritas. Mesmo assim, era preciso ouvir as músicas completas para as
poder julgar.
Esta foi uma das que menos me cativou quando ouvi o excerto mas que ao
vivo me fez mudar de ideias. O estilo é moderno e a letra é fantástica!
Se fosse escolhida para nos representar, eu não ficaria triste, mas
preferiria outra.
Se me tivessem mostrado apenas a música, diria que era o Jorge Palma a
cantar... o estilo não engana; já a voz de Rui David engana um
bocadinho! É mesmo parecida com a do Palma! E gostei da música, tal como
gosto das músicas dele.
Mais uma que não me chamou quando ouvi o excerto mas que agora me
surpreendeu. Adorei o timbre da voz de Beatriz Pessoa e da sua colocação
no refrão, apesar de no fim já me cansar do repetitivo eu te amo. A
música é feliz, fresca e bonita, mas certamente não seria a minha
primeira escolha.
Até agora, foi a minha favorita! Não esperava gostar tanto da música
de Fernando Tordo, pois não contava com este género tão forró do
Brasil, muito menos na voz de Anabela, mas resultou e, por mim, seria
uma boa opção para nos
representar!
O excerto não me cativou; já esta actuação deixou-me curiosa quando
Catarina Miranda entrou. Não esperava que viesse como uma boneca, mas
gostei; seria algo diferente no palco eurovisivo. E a música também foi
melhor do que o excerto me mostrou, mas... é preciso ouvir mais canções.
Esta foi a minha primeira desilusão, já que fiquei com algumas
expectativas quando ouvi o excerto. Mas a actuação ficou aquém do que
imaginava. E foi uma pena! Gosto do género e da música, mas a voz da
intérprete percebeu-se mal, bem como a sua presença no palco não foi
muito cativante.
Talvez o mais esperado da noite, não fosse ele convidado pelo
Salvador. Sim, adorei a música, a letra, o ambiente em palco. Seria uma
boa aposta na Eurovisão. Mas... não seria mais do mesmo? No ano passado
ganhámos com uma canção linda e inovadora, mas quase de certeza que algo
semelhante não iria ter a mesma aceitação. Mas nunca se sabe... O que
interessa, isso sim, é que a canção é boa.
José Cid sendo José Cid! O estilo é o de sempre, e isso não é mau! Não
fiquei lá muito expectante quando ouvi o excerto, mas a música foi um
pouco diferente do que imaginava. Até gostei, mas não adorei.
Uma das que menos me chamou a atenção e que assim se manteve até agora. A música não é má, mas não gosto dela neste concurso.
Canção com alma fadista: expectável no Festival. Gostei muito da voz, mas a canção ainda não me convenceu.
Gostei dos sons quentes do Brasil e da letra referente às canções e artistas que já foram à Eurovisão, mas não gostei muito da voz e acho que não é uma boa aposta para nos representar.
A música fez jus ao título: foi um autêntico alvoroço! Não sei bem o
que achei dela, talvez ainda precise de ouvir mais vezes, mas acho que
não é boa ideia levá-la à Eurovisão.
Gostei muito desta canção, apesar de a voz da Maria Amaral não ter estado perfeita. Música muito bonita, mesmo.
E assim acabou o desfile de canções. Este ano, tive mais gosto em
assistir ao Festival; não senti tanta pressão, talvez por termos cá a
Eurovisão e a garantia da final. Mesmo assim, convém levarmos uma boa
música!
Enquanto se votava, houve os clássicos medleys, mas desta vez
homenagearam-se dois artistas festivaleiros (Carlos Paião e Dina) com
várias canções dos seus repertórios.
Na hora das votações, não me espantei com algumas escolhas,
principalmente com os 12 pontos do júri para Janeiro. No geral, fiquei
agradada com os finalistas, mas uma canção ou outra dispensava. Como
sempre...
Já hoje, a RTP divulgou que houve um erro na votação e consequente
apuramento de um finalista. Assim, em vez de Eu Te Amo, passou Sem Medo. Gostei de ambas, mas preferia a excluída...
Salvador Sobral, vencedor do Eurovision Song Contest 2017 (imagem retirada da Internet)
Já muitos textos e artigos foram escritos sobre a vitória de Portugal no
Festival Eurovisão, mas eu não podia deixar passar o acontecimento sem
escrever... sem desabafar!
Portugal ganhou mesmo a Eurovisão. Ainda não acredito bem nisto. Foi um
sonho tornado realidade! Esperei por este momento durante anos e nunca
pensei que fosse acontecer em tão pouco tempo, muito menos no meu
aniversário. O meu coração ia sofrendo um ataque aquando das votações,
pois logo no início recebemos doze pontos e imediatamente previ a
vitória. Não deveria ter sofrido tanto por antecipação, mas foi a
percepção de que aquilo ia correr-nos bem que me deixou assim. Os pontos
foram chegando, nunca arredámos pé do primeiro lugar e no meu coração
não cabia a felicidade e o orgulho de ouvir tantos "twelve points go to
Portugal!"! O momento foi mágico, inacreditável e emocionante,
principalmente quando chegou a vez de Israel votar e o porta-voz
despedir-se da Eurovisão, justificando a saída do país do certame e
dando-nos "doze pontos" em português. Foi lindo!
A soma dos votos do júri e do público resultou numa pontuação recorde
para um vencedor eurovisivo. Tivemos 758 pontos. Inimaginável!
O Salvador recebeu o tão desejado troféu e fez um discurso polémico mas
que me fez aplaudi-lo de pé. A Eurovisão não é um concurso onde apenas
as músicas festivaleiras, poderosas e cheias de efeitos têm direito a
vencer. Durante anos, principalmente na primeira década de 2000, as
músicas foram marcadas pelas roupas exuberantes, pelas danças e representações, por
vozes fortes que mostravam o poder vocal dos intérpretes. As canções pop
cada vez mais foram sendo em inglês e quem fugisse à regra era
prejudicado. E aqui falo de Portugal: já levámos muito boas músicas, que
não ganharam por razões que nunca hei-de saber ou perceber, mas também
outras mais fracas, principalmente nos últimos anos. Quase sempre
passámos despercebidos no meio dos "tubarões", dos que ganham tudo, dos
que se ajudam mutuamente e nunca nos esmerámos em levar uma música
realmente boa. Contudo, nunca deixámos de cantar em português e, acreditem, que
não era por isso que não ganhávamos.
Precisávamos deste interregno. Melhorámos o nosso Festival da Canção e
até aceitámos músicas em inglês. Houve vários estilos, várias vozes e
muita polémica. O Salvador ganhou o FC e muitos pensaram que ia correr
mal. Mas desde o início que ele teve destaque. Pela primeira vez
Portugal foi destacado em toda a Europa pela sua canção e pelo poder
dela. E o seu poder não estava nas notas agudas, nos gritos estridentes,
na batida pop nem na letra que fica no ouvido. O poder estava na
melodia, na voz do Salvador que se exprimiu corporal e musicalmente bem.
Cantou em português e a mensagem chegou a todos! Ganhou uma canção
calma e cheia de significado que foi uma lufada de ar fresco para a
Eurovisão. Ganhou a diversidade!
Não quer isto dizer que as músicas festivaleiras vão
acabar. Não vão nem devem! Mas quer dizer que se deve valorizar a
diversidade de estilos, de melodias, de idiomas e aceitar as diferenças.
Este pode ter sido o ano de mudança. Que bom que foi Portugal a dar o
primeiro passo!
Os irmãos Sobral actuaram juntos no final. No meio de um público em silêncio, emocionado e atento, eles repetiram o momento ternurento da final do FC. Foi maravilhoso, que felicidade!
Além desde título, os irmãos ganharam também outros dois prémios: a
Luísa o de melhor compositor e o Salvador de melhor intérprete. Eles
estão mais do que de parabéns!
Finalmente conseguimos uma vitória e podemos deixar de dizer que o nosso
melhor lugar foi o sexto de Lúcia Moniz. Admito que vai deixar
saudades, mas o meu coração não tem cor e pode amar pelos dois! 😉
Assim terminou esta edição do Eurovision Song Contest. Nunca me hei-de esquecer deste dia, deste ano. Parabéns, Portugal!