quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Opinião :: Querido Mundo | Bana Alabed

Título: Querido Mundo
Autora: Bana Alabed
Editora: Editorial Presença
Ano: 2017

Sinopse:
Quando Bana Alabed, uma menina de oito anos, acedeu ao Twitter para descrever os horrores da guerra na Síria, onde ela e a família viviam, as suas mensagens angustiantes emocionaram o mundo e deram voz a milhões de crianças inocentes.
A infância feliz de Bana foi subitamente interrompida pela guerra civil no país, quando tinha apenas três anos. Ao longo dos quatro anos seguintes, ela testemunhou diariamente os efeitos de bombardeamentos, a destruição e o medo. Esta aterradora experiência culminou no violento cerco de Alepo em que Bana, os pais e os dois irmãos mais novos ficaram encurralados, com escasso acesso a alimentos, água, medicamentos e outros bens essenciais.
Perante a permanente ameaça de morte causada pelas bombas implacáveis que caíam perto deles - uma delas destruiu por completo a casa onde habitavam -, Bana e a família não tiveram alternativa senão tentar deixar o cenário de violência em Alepo e procurar, apesar de todos os riscos, um plano de evacuação para a Turquia.
Escrito com as próprias palavras de Bana e incluindo cartas comoventes de Fatemah, sua mãe,
Querido Mundo não é apenas um relato absorvente de uma família num país em guerra - é também um olhar único e pungente de uma criança sobre uma das maiores crises de sempre da Humanidade. Bana perdeu a sua melhor amiga, a escola que frequentava, o lar e a sua terra natal. Mas não perdeu a esperança - para ela e para todas as crianças do mundo que são vítimas e refugiadas de guerra e que merecem uma vida melhor.

Opinião:
Quando li a sinopse e folheei o livro, fiquei fascinada com Bana e desejosa de conhecer a sua história. No início, ela conta como foram os seus primeiros três anos de vida, com a sua família e sem problemas, e como, de repente, a guerra a limita e a todos os habitantes de Alepo. Durante meses, a sua família assistiu aos horrores da guerra e foi sobrevivendo às suas ameaças, tendo passado, ainda assim, por muitas dificuldades. Mas foi com a partilha de mensagens no Twitter que Bana pediu ajuda ao mundo e conseguiu melhorar o seu destino.
Este relato é impressionante; as palavras de Bana conseguem mostrar o terror por que passou ao presenciar a guerra, mas a simplicidade do seu discurso faz-nos recordar que ela é apenas uma criança que não entende a necessidade de existir tanto mal.
Apenas com sete anos, Bana passou por muitos problemas mas mostrou ser forte, bondosa e mais altruísta do que muitos adultos. Mostrou também a importância da união familiar em todos os momentos, principalmente nos mais difíceis.
Querido Mundo relembra-nos acontecimentos ainda bastante presentes que, para mim, continuam a ser inconcebíveis, difíceis de perceber. Mesmo já tendo lido alguns relatos sobre esta guerra, continuo a surpreender-me com as tragédias que se abateram na Síria. Mas Bana e a sua mãe são agora duas activistas que colocam alguma esperança no futuro. E só espero que tudo rume ao caminho certo: o da paz.

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