quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Recordações especiais :: Viagem a Malta

Chegada à ilha de Gozo no ferry
 
Olá! Há pouco tempo fiz uma escapadinha com duas pessoas próximas até Malta, um país que me surpreendeu pela sua beleza, inúmeros monumentos e paisagens tão incríveis que por vezes me emocionei. De verdade!
 
Passei bons momentos no país, apesar de ter apanhado chuva num dos dias, mas nem por isso foi pior.

Em todos os locais, parava nas pequenas lojas para ver e comprar recordações - até bem baratas, por sinal! - e aqui quis partilhar aqueles de que mais gostei.


Como coleccionadora de calendários de bolso que sou, rendi-me a este dos gatinhos malteses (mesmo não sendo em formato cartão, é um calendário e é o que interessa), bem como a este marcador de livros também com gatos. Não são lindos?

 
"Reading gives us some place to go when we have to stay where we are." - Mason Cooley
 
O que acharam destas recordações? Já visitaram Malta?

domingo, 9 de dezembro de 2018

Opinião :: A Herança do Vazio | Kiran Desai

 Título: A Herança do Vazio
Autora: Kiran Desai
Editora: Porto Editora
Ano: 2007

Sinopse:
No nordeste dos Himalaias, numa casa isolada no sopé do monte Kanchenjunga, vive Jemubhai, um velho juiz amargurado, que tudo o que quer é reformar-se em paz, na companhia da única criatura a quem é capaz de dar algum afecto, a cadela Mutt. No entanto, a chegada inesperada da neta órfã, Sai, vai abalar o seu sossego, obrigando-o a remexer as suas memórias e a repensar a sensação de estranheza na própria pátria. Tudo isto se acentuará com o romance entre Sai e Gyan, o seu explicador de matemática, um nepalês que se envolve numa revolta que alterará inquestionavelmente a vida de Jemubhai. 
 
A serenidade da vida do juiz contrasta com a existência do filho do seu cozinheiro, Biju, que saltita sucessivamente de restaurante em restaurante, em Nova Iorque, à procura de emprego, numa fuga constante aos Serviços de Imigração. Julgando que o filho leva uma vida boa e que acabará por vir resgatá-lo, o cozinheiro vai arrastando os seus dias. 
 
Neste magnífico romance, vencedor do Booker Prize 2006, Desai como que cria uma tapeçaria em que todas as personagens partilham uma herança comum de impotência e humilhação. E, com uma mestria sublime, consegue, ao longo de toda esta poderosa saga familiar, deixar sempre em aberto um desfecho de esperança ou de traição. 
 
Numa escrita inesgotavelmente rica e complexa, com rasgos de exotismo, a autora retrata temas tão actuais como a globalização, o colonialismo, o racismo, o abismo entre pobres e ricos e a imigração.


Opinião:
Exactamente um mês depois de ter começado a ler, consegui chegar ao fim de A Herança do Vazio. Quando iniciei a leitura, apercebi-me de que não iria ser um livro fácil. Admito que não me cativou o suficiente para querer lê-lo mais rápido ou para gostar da história, por isso devo dizer que não gostei muito do livro.

Não obstante, é um livro bom e capaz de transmitir a intensidade dos problemas e dos sentimentos das personagens, sendo que consegui sentir alguma coisa (revolta, desespero,... q.b.!) durante a leitura.

Além disso, a história aborda alguns acontecimentos da História da Índia e também mundial; penso que foi a primeira vez que li algo relativo à Índia e adorei ler as descrições do ambiente e do espaço, neste caso nos Himalaias, ao lado do Nepal, e tão longe de mim!
 
Para mim não foi uma boa leitura, mas sei que é um livro bom e capaz de agradar muitos leitores.