segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Música :: 1.ª Semi-final do Festival da Canção 2017

Foi com grande expectativa que esperei pelo regresso do nosso Festival da Canção, pois a RTP esmerou-se (a sério) na divulgação do concurso, bem como na escolha dos compositores e, consequentemente, dos cantores que, sendo a maioria do conhecimento geral do público, gerou bastante curiosidade em relação às canções.
Ontem, creio que Portugal voltou a juntar-se para ver o Festival, tal como acontecia antigamente; não sei explicar, mas tive mesmo essa sensação. E senti também um entusiasmo tão grande porque achava que iria ouvir excelentes canções... mas todo esse entusiasmo foi por água abaixo quando ouvi as primeiras.

Quem abriu o palco foi Márcia, que levou uma canção muito calma e que representa bem o seu género musical. Não me aqueceu nem me arrefeceu, mas continuei na mesma expectante em relação às próximas.


Depois, as Golden Slumbers apresentaram outra canção calminha mas um nada mais animada do que a primeira. Admito que passei a gostar mais delas (das Golden) e achei a música fofinha, fazendo-me até lembrar de uma canção holandesa da Eurovisão de há uns anos, mas...




Em terceiro foi o tão ansiado Fernando Daniel! Eu estava mesmo desejosa por conhecer a canção, mas... o que foi aquilo? Uma mistura de Disney, musical e rock? Bem, era o que podia ter esperado do Nuno Feist (ele já nos habituou a isto). O Fernando foi impecável, mas a música estragou tudo! Não consigo exprimir a minha desilusão a partir deste momento!


De seguida cantou Deolinda Kinzimba, outra voz tão conhecida. No entanto, na canção notava-se muito o estilo de Rita Redshoes e não se ligou muito bem à cantora; achei-a demasiado fraquinha para a Deolinda e não puxou por ela. Aliás, a Deolinda bem lhe deu uns toques pessoais, mas não ficaram muito bem...


A canção número cinco foi cantada por Rui Drummond. Mais uma vez, a desilusão tomou conta de mim: esperava uma música mais mexida, mais animada, como tantas que os HMB têm, mas não. A canção não foi má, mas já era demasiada calmaria até então. Não obstante, adorei a voz do Rui! Teria sido uma boa oportunidade para ele mostrar o poder da sua voz em Kiev, onde há 12 anos a sua prestação, junto da Luciana Abreu, não correu como merecia ter corrido... Foi uma pena.



Seguidamente veio a primeira canção totalmente em inglês de sempre. Quando disseram que esta seria do género disco e Saturday night fever, até saltei do sofá, pois é dos meus géneros favoritos! Mas, outra vez, a música não puxou por mim. Lisa Garden não tinha power na voz, apesar de ter mostrado uns tímidos movimentos de dança. A música só me marcou pela diferença e novidade, mas não gostei muito dela.



A canção número sete foi a que deu mais que falar. Os manos Sobral levaram uma canção calminha, muito Disney, muito género da Luísa (não conhecia o Salvador, portanto não sei qual é o seu género musical). Nunca fui fã de Luísa Sobral, mas achei o timbre do Salvador muito semelhante ao dela (quem sai aos seus não degenera!). No momento em que a ouvi, a música não me cativou. Gostei da voz, um pouco da melodia (a orquestração recordou-me os festivais antigos), mas talvez o jeito que ele teve ao cantar não me parecesse muito sério. Mas agora, depois de ter ouvido e visto de novo a actuação, fiquei a gostar mais.



Por último, mas não menos importante (bem, tendo em conta as canções que se ouviram, não sei se é lógico dizer isto...), cantaram os Viva la Diva. Também estava muito curiosa em relação a este trio, pois não sabia o que esperar. Fui gostando da música enquanto a Kika estava a cantar, mas o boom deu-se quando apareceram os dois homens: e, neste caso, o boom não foi positivo. Eles são cantores líricos! Esperei tudo menos isto! A música até era boa, mas eles eram desnecessários, pois assim fica exagerada! Na Eurovisão, estes exageros já não costumam dar bons lugares... Ai, quem me dera que reconsiderassem!



E assim terminou o desfile musical. E eu fiquei com a sensação de que foi um desperdício de tempo. Doía-me o peito com a desilusão de tudo isto e só me ria para não chorar. Fui acompanhando as redes sociais e toda a gente sentia o mesmo.
Durante o período de votações do público, houve dois medleys de canções que não venceram os Festivais da Canção. Foi, certamente, o momento mais animado de toda a emissão e desejei secretamente que fosse aquele grupo a representar-nos lá fora! Mas, claro, tinha de haver algo negativo: todas essas músicas eram antigas, sendo a mais recente do início dos anos 80. E as da minha época, RTP? Bem sei que não ficaram tanto no ouvido e na memória dos portugueses, mas estar sempre a relembrar o passado longínquo já cansa...
Quando chegou a hora das votações, foi outro momento de desgraça: as poucas que achei melhorzinhas foram as que ficaram pelo caminho. Vá lá que também passou uma das que faziam parte desse leque... No fim, fiquei a desejar com todas as minhas forças que a próxima semi-final fosse melhor... Se bem que será difícil ser pior!
... Será?

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