segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Opinião :: Julieta | Anne Fortier

Título: Julieta
Autora: Anne Fortier
Editora: Editorial Planeta
Ano: 2010

Comprar: Bertrand | WOOK

Sinopse:
Julieta, um ambicioso e sedutor romance, segue a odisseia de uma jovem que descobre que as origens da sua família remontam aos amores frustrados dos dois maiores amantes da literatura: Romeu e Julieta.
Quando Julie Jacobs herda a chave de um cofre em Siena, Itália, dizem-lhe que conduzi-la-á a um tesouro de família. A jovem lança-se numa jornada tortuosa e perigosa, mergulhando na história da sua antepassada Julieta, cujo amor lendário por um jovem chamado Romeu abanou os alicerces da Siena medieval.
À medida que Julie se cruza com os descendentes das famílias envolvidas no inesquecível conflito familiar de Shakespeare, começa a perceber que a conhecida maldição - «Malditas sejam as vossas casas!» - continua actual e que ela é o alvo seguinte. Parece que a única pessoa capaz de salvar Julie é Romeu - mas onde está ele?


Opinião:
Este livro chamou-me a atenção pela capa, que é extremamente bonita, e pela questão que nela aparece:
E se descobrisse que era descendente de Romeu e Julieta?
De facto, esta narrativa baseia-se na investigação levada a cabo por Julie, que herda a chave de um cofre em Siena, e que a leva a viajar dos Estados Unidos na tentativa de descobrir a verdadeira história de Romeu e Julieta.
A narrativa é contada alternadamente entre a Siena actual e Siena de 1340. Nesta última, conhecemos a verdadeira história de Romeu e Julieta, que inspirou ao romance de Shakespeare, e percebemos a tragédia e a maldição que perdurou nas gerações seguintes. Até hoje.
No início, não me foi muito fácil de ler, pois achei a narrativa muito pesada (literalmente, pois também o livro é incrivelmente pesado; as 512 páginas pesam como se fossem mil!), mas depois comecei a ligar-me à história e a interessar-me pela avidez de Julie em desvendar o mistério dos seus antepassados. Além disso, notei que a história de Julieta do século XIV é diferente da que conhecemos de Shakespeare, mas essa Julieta assemelha-se em muito com a Julieta actual. Sim, Julie é Julieta (spoiler)! Mas será que a maldição perdurará na família ou será finalmente quebrada?
A história desenrola-se em constante suspense e descoberta. Vão aparecendo personagens fulcrais no enredo que ora se conhecem bem, ora se revelam inesperadamente diferentes. Excepto no início, a história vai num crescendo até culminar numa quase tragédia... e é nesse momento que sei que adorei o livro! 😍
O livro está cheio de História, algum romance e também tragédia, evocando vários sentimentos ao leitor, mas vale muito a pena ler. Preferencialmente com o livro pousado! 😂

Nota: É recorrente os livros terem algumas gralhas e este não foi excepção. Felizmente não foram muitas, mas encontrei uma logo na sinopse na contracapa: deve ler-se Julie Jacobs e não Julie Roberts. Se algum dia este livro for reeditado, espero que seja corrigido. ⚠️

sábado, 26 de outubro de 2019

Divulgação :: Destinos | Jorge Manuel Lucas Alves

“Destinos” é romance que tem a história portuguesa como pano de fundo
Obra de Jorge Manuel Lucas Alves tem o selo Chiado Books

Título: Destinos
Autor: Jorge Manuel Lucas Alves
Editora: Chiado Books
Ano: 2019

Comprar: Bertrand | WOOK | Chiado Books



Sobre o livro:
A dissonância entre amor e guerra é também a síntese da obra “Destinos”, que fala sobre a relação entre um soldado português e uma jovem francesa em plena Guerra Peninsular, a começo do século XIX. Desta forma, paixão e amizade contrapõem-se à crueldade extrema das batalhas, marcadas por violência e mortes. Assinado pelo historiador Jorge Manuel Lucas Alves, este romance tem a chancela Chiado Books e já está à venda em todo o país.

O livro faz referência à Revolução Francesa, à Guerra das Laranjas com a rendição da fortaleza de Ouguela e às Invasões Francesas. Na história, como Junot desmobiliza o exército português, forma-se então uma força que será conhecida como a Legião Portuguesa, que é enviada para fora do Reino. Há referência ainda aos massacres praticados pelas tropas francesas, às guerrilhas, à fome e à morte que atingiu milhares de pessoas, entre outros factos marcantes. Desta forma, entrelaçados pelos acontecimentos históricos, os leitores acompanham as personagens, numa forma de também compreender o que se passou há pouco mais de 200 anos.

— O leitor irá encontrar no livro personagens fictícias, que bem podiam ter existido, e através delas irá ficar a conhecer, para além da ficção, todo este período da nossa História. As personagens comportam-se e vivem como qualquer homem ou mulher da época, com os seus problemas, sentimentos, ambições, sonhos, desafios, etc.. É uma obra onde o leitor irá encontrar a violência da guerra, a sua crueldade e a sua miséria. As personagens irão comportar-se como se cada uma delas tivesse existido e dentro das suas vidas temos bem presente o sexo, a paixão, a traição, a vingança, a amizade, a valentia, a coragem e toda a força de vencer de um povo — relata o autor.

Sobre o autor:
Nascido em 1977, natural de Campo Maior, Jorge Manuel Lucas Alves é licenciado em História pela Universidade Autónoma de Lisboa e tem Mestrado em História, Relações Internacionais e Cooperação pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. É também autor do Romance histórico “Tempos Turbulentos”.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

25-10-2019 :: Dia das Compras na Net

Hoje é o Dia das Compras na Net! Esta é uma iniciativa anual em que várias marcas de comércio electrónico nacionais realizam promoções e descontos durante 24 horas. 🕛

Por essa razão, hoje é um excelente dia para aproveitar a oportunidade de comprar aquele(s) livro(s) que tanto queremos ou, já a pensar nos presentes de Natal, um livro para oferecer a alguém especial, a preços mais baixos. 📚

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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Livro recebido :: "O Rapto de Edgardo Mortara"

Título: O Rapto de Edgardo Mortara
Autor: David I. Kertzer
Editora: Editorial Presença
Ano: 2019

Comprar: Bertrand | WOOK

Sinopse:
O extraordinário caso da detenção de um rapaz judeu, de seis anos, às ordens do Vaticano, em 1858, que contribuiu para o colapso do poder temporal do Papa. Bolonha: crepúsculo, Junho de 1858. Batem à porta da casa de Momolo Mortara, um comerciante judeu. Entram dois oficiais, a mando da Inquisição, para levarem Edgardo, de seis anos, filho de Momolo. Ao ver a criança a ser arrancada dos braços do pai, a mãe desfalece.
Motivo do rapto: Edgardo tinha sido batizado em segredo por uma criada da família. Segundo a lei dos Estados Pontifícios, o rapaz passara assim a ser um católico, o que tornava lícito que fosse retirado à família e levado para um mosteiro especial onde a sua conversão seria concluída.

É com esta cena chocante que o historiador David I. Kertzer, galardoado com diversas distinções, inicia o seu relato da verdadeira história de como o rapto desta criança esteve na origem do colapso do Vaticano enquanto poder secular. Kertzer retrata a angústia de uma família de modestos comerciantes, o ritmo da vida quotidiana no gueto judeu de Bolonha, e explora também, através da evocação das campanhas revolucionárias de Mazzini e Garibaldi, e de figuras como Napoleão III, a emergência da Itália como um estado moderno e nacional.

Comovente e esclarecedor,
O Rapto de Edgardo Mortara lê-se como um thriller histórico e dá-nos a conhecer, de forma rigorosa, o modo como esta tragédia humana mudou o curso da História.