terça-feira, 7 de maio de 2019

Opinião :: À Primeira Vista | Danielle Steel

Título: À Primeira Vista
Autora: Danielle Steel
Editora: Bertrand Editora
Ano: 2019
Saibam mais sobre o livro AQUI ou AQUI.

Sinopse:
Nova Iorque. Londres. Milão. Paris. Fashion Week nas quatro cidades. Um mês de entrevistas intermináveis, festas, trabalho incansável e atenção aos detalhes nos desfiles de moda semestrais. No centro da tempestade e da avalanche de trabalho está a americana Timmie O'Neill, cuja renomada marca, Timmie O, é a personificação do casual chic. Ela criou um negócio que a inspira e ocupa toda a sua vida.
Apesar do êxito profissional, Timmie O’Neill vive marcada pelo passado. Até que um intrigante francês, Jean-Charles Vernier, entra na sua vida quando ela adoece na Semana da Moda de Paris.

De início, Timmie e Jean-Charles Vernier têm apenas uma relação normal de paciente e médico. Com o tempo, tornam-se confidentes e amigos e, quando Timmie regressa a casa, mantêm-se em contacto a uma distância segura entre Paris e Los Angeles. Há uma boa razão para se manterem separados, mas nenhum consegue negar a amizade crescente e a atração que sentem quando se encontram.
À imagem e semelhança da própria vida moderna, é uma história complexa e atraente. Carreiras, famílias, histórias, perdas, dever, obrigação e medo de perder o controlo. São dois mundos muito diferentes, duas pessoas de personalidade forte que se cruzam e que podem mudar tudo de um momento para o outro. Serão suficientemente corajosos para enfrentarem o que vem a seguir? E farão isso, juntos ou separados?


Opinião:
Este foi o primeiro livro que li de Danielle Steel e foi, portanto, uma descoberta, tanto da maneira de escrever como da história em si.
A sinopse sugeriu-me um romance forte entre duas pessoas importantes e reconhecidas no seu meio; no entanto, o contacto entre eles seria complicado por causa da distância e dos constantes entraves das suas vidas.
Acreditei que a história fosse ser muito mais tórrida e pormenorizada. Tendo em conta as poucas vezes que o casal se via, pensei que esses momentos fossem ser mais descritos, mas achei que os acontecimentos correram depressa e pouco deu para conhecer aprofundadamente algumas coisas e pessoas. Também por isso, achei o final demasiado previsível e repentino: aí é que devia haver continuação!
Não obstante, gostei da história e esta não se limitou apenas ao romance, mas também a outros aspectos da vida de Timmie que deram também vida ao livro.
Em suma, foi um bom romance, maioritariamente numa cidade romântica, mas não foi um livro excelente.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Livro recebido :: "Julieta"

Viva! Recentemente, foi-me oferecido o livro Julieta, de Anne Fortier, por cuja capa me enamorei imediatamente! A sinopse apresenta uma história muito interessante que me remete à literatura clássica (neste caso, de William Shakespeare) e que é recordada através de descobertas inesperadas no presente. Acho que vou adorar lê-lo!

Título: Julieta
Autora: Anne Fortier
Editora: Editorial Planeta
Ano: 2010

Comprar: Bertrand | WOOK

Sinopse:
Julieta, um ambicioso e sedutor romance, segue a odisseia de uma jovem que descobre que as origens da sua família remontam aos amores frustrados dos dois maiores amantes da literatura: Romeu e Julieta.
Quando Julie Roberts herda a chave de um cofre em Siena, Itália, dizem-lhe que conduzi-la-á a um tesouro de família. A jovem lança-se numa jornada tortuosa e perigosa, mergulhando na história da sua antepassada Julieta, cujo amor lendário por um jovem chamado Romeu abanou os alicerces da Siena medieval.
À medida que Julie se cruza com os descendentes das famílias envolvidas no inesquecível conflito familiar de Shakespeare, começa a perceber que a conhecida maldição - «Malditas sejam as vossas casas!» - continua actual e que ela é o alvo seguinte. Parece que a única pessoa capaz de salvar Julie é Romeu - mas onde está ele?

sábado, 20 de abril de 2019

Opinião :: Encontro com a Morte | Agatha Christie

Título: Encontro com a Morte
Autora: Agatha Christie
Editora: RBA Coleccionables
Ano: 2008 (1.ª edição de 1938)

Sinopse:
Mrs. Boynton é uma mulher de idade que, mais que chefiar, escraviza os seus enteados já adultos. Mas como é ela que temo dinheiro todos estarão debaixo do seu domínio até à sua morte. Durante uma viagem a Petra, os Boynton encontram-se com outros viajantes, entre os quais está Poirot. No regresso de uma excursão, a que a velha senhora não foi, esta é encontrada morta. Todos têm motivos para desejar a sua morte e todos tiveram oportunidade para a matar.

Opinião:
A sinopse deste livro de Agatha Christie revela uma personalidade muito peculiar daquela que será a vítima de mais um crime decorrido numa viagem, desta vez a Petra.
De facto, ao descobrir Mrs. Boynton, reparei no seu gosto em deter o poder de controlar os outros, neste caso os membros da família, chegando ao ponto de estes dependerem inteiramente dela, quer monetariamente, quer na vida quotidiana. Esta situação fez-me lembrar certos casos que se estudam em Psicologia e que custam realmente a crer que podem acontecer.
Na história, Mrs. Boynton, que é idosa e já tem problemas de saúde, acaba por morrer e, mesmo parecendo de forma natural, Poirot investiga e consegue respostas a todas as questões em muito pouco tempo.
A leitura foi agradável mas um pouco diferente do que tenho lido nos livros da autora. O livro está escrito em duas partes, em que na primeira se relatam os acontecimentos da viagem das personagens até ao crime e na segunda se procedem às investigações e conclusões. Ora, o crime só surgiu a meio do livro e fez-me pensar que nunca mais chegava!
Já na altura de Poirot actuar, achei que foi tudo muito breve e a explicação do crime não me admirou ao ponto de achar espectacular.
Em suma, gostei da história e da maneira como mexeu com o psicológico, mas não foi um livro que me marcou.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Livro recebido :: "Regresso à tua pele"

Olá! Este é o mais recente livro que chegou à minha estante: Regresso à tua pele, de Luz Gabás. O livro chamou-me bastante a atenção pela encantadora capa e pela sinopse, que me sugere uma história mesmo ao meu gosto!
O livro saiu no início deste ano. Já o leram?

Título: Regresso à tua pele
Autora: Luz Gabás
Editora: Marcador
Ano: 2019
Saibam mais sobre o livro AQUI ou AQUI.

Sinopse:
O passado e o presente estão entrelaçados nesta história de amor eterno, onde a sombra da bruxaria e a ganância do homem são derrotadas pela paixão de uma mulher que transcende o espaço e o tempo.
Brianda, uma jovem engenheira, deixa uma vida agitada em Madrid para regressar temporariamente à sua casa de infãncia, situada numa aldeia fria e isolada nos Pirenéus. Aí algo a impele a explorar as suas raízes e a descobrir um segredo de família... e um novo interesse amoroso, o enigmático Corso, que desafia o destino ao restaurar a mansão negligenciada que herdou. O mistério adensa-se quando Brianda descobre outra mulher com o mesmo nome nos arquivos da aldeia, uma mulher que viveu quatro séculos antes e desafiou convenções. Numa terra convulsionada por guerras, vinte e quatro mulheres foram acusadas num dos episódios mais dramáticos da história da feitiçaria espanhola. Entre elas está Brianda, que se torna um alvo e faz uma promessa ao seu verdadeiro amor, uma promessa que pode não viver para cumprir.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Opinião :: Vita Apparatus | S.F. Godinho

Título: Vita Apparatus
Autor: S.F. Godinho
Editora: Flybooks
Ano: 2018

Sinopse:
Vita Apparatus conta como Yvo Amorim se tornou o próprio mistério.
Ao explorar o passado encoberto dos seus pais, descobre a existência de Vita Apparatus - a máquina da vida. A máquina onde mora um clone seu. Adormecido. Yvo decide ativá-lo, batizá-lo “Sombra” e incuti-lo de se ocupar com a parte desagradável da sua vida. O plano perfeito para Yvo. Desumano para Sombra.

Este é um romance sobre a luta da mente humana. A coragem do pensamento. A
dignidade da ação. Mas, sobretudo, este é o romance sobre o fevereiro que durará para sempre.


Opinião:
Parti para esta leitura com bastante curiosidade e sem saber ao certo o que encontrar, já que a sinopse revela um tema diferente do que é, para mim, normal ler em livros.
A história centra-se em Yvo, o filho da máquina da vida, que descobre a sua origem e, sabendo da existência de um clone seu adormecido, trá-lo à vida. O propósito é facilitar a vida de Yvo, uma vez que se desdobra em dois e assim é capaz de desenvolver a melhor ideia da sua vida, continuando com a sua rotina. Mas será que consegue?
Não sendo propriamente um género literário que aprecie muito, este livro conseguiu surpreender-me. Além de conhecer a personagem e a sua história, gostei da abordagem moral por detrás da mesma.

Quem nunca desejou poder ser mais que um para conseguir ter tempo de fazer tudo aquilo que gosta ou que tem de fazer? E se realmente tivéssemos um clone, um ser humano, que nos fosse útil e fizesse o que lhe pedíssemos, será que ele teria uma vida própria? Uma identidade?

São estas questões que são levantadas neste livro e às quais se tenta chegar às respostas.
O livro tem também partes mais fantasiosas e o final faz desejar a continuação.
Gostei da história pela reflexão que me permitiu fazer e acho que é um livro muito bom e muito bem escrito.
Assim que houver sequela, gostaria de a ler! 🙂

terça-feira, 19 de março de 2019

Livro recebido :: "Sobe a Maré Negra"

Olá! Este é mais um livro que juntei à minha biblioteca: Sobe a Maré Negra, de Margaret Drabble. Este é um exemplar assinado pela autora, que o torna ainda mais especial. A história aborda a vida e o envelhecimento; apesar de ser um assunto algo negro, acredito que o livro traga uma certa lufada de ar fresco ao tema.
Já o conhecem?

Título: Sobe a Maré Negra
Autora: Margaret Drabble
Editora: Quetzal Editores
Ano: 2019
Saibam mais sobre o livro AQUI ou AQUI.

Sinopse:
Fran pode ser velha, mas não vai desistir sem luta. Por isso, pinta o cabelo, saboreia cada copo de vinho e percorre incansavelmente as estradas do país.
Embora trabalhe com uma ONG, vão longe os seus dias do que se chama «vida ativa» - aqueles em que criava os filhos, em que tentava aprender a cozinhar e a lidar com um marido muito ocupado e bastante ausente. Agora, aproveita os momentos de solidão e liberdade como pequenas ilhas de uma felicidade quase perfeita. À sua volta, porém, o mundo prossegue o curso de vida e morte, e não falta variedade às maneiras como as pessoas (o seu grupo de amigos e conhecidos) se entregam ao destino final.
Com ecos de Simone de Beauvoir e Samuel Beckett, este romance é uma meditação sobre a morte, e uma interpelação sardónica e comovente do que torna uma vida boa - e a morte também.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Opinião :: As Dez Figuras Negras | Agatha Christie

Título: As Dez Figuras Negras
Autora: Agatha Christie
Editora: RBA Coleccionables
Ano: 2008 (1.ª edição de 1939)

Sinopse:
Dez pessoas são convidadas a passar uns dias numa ilha privada: mas o seu misterioso anfitrião não aparece e começam a ser assassinadas uma a uma, seguindo as ingénuas instruções de uma canção de embalar.
Opinião:
A minha irmã aconselhou-me a ler esta obra por considerar ser uma das melhores de Agatha Christie. Por isso, escolhi este livro como a minha mais recente leitura.
A própria sinopse é breve e sucinta. A história relata o incrível caso em que dez pessoas completamente diferentes são convidadas a passar uns dias à Ilha do Negro, lugar onde não encontrarão o seu anfitrião e, uma a uma, serão assassinadas. Na casa da ilha, existe em cada quarto uma lengalenga que diz o que virá a ser o fatídico destino de todas as personagens.
A história é simplesmente incrível; fez-me lembrar os reality shows em que as pessoas vão para uma casa, ficam isoladas e experienciam uma aventura - neste caso, as dez visadas percebem aos poucos o propósito do convite e, ao longo das mortes, vão tentando descobrir quem será a próxima vítima, tentando também dar a volta à lengalenga.
Durante toda a leitura, só me questionava Como era tudo isto possível?. O final explicou ao detalhe toda a razão de isto acontecer e de como foi elaborado pelo assassino. Simplesmente incrível. Mal fechei o livro, apetecia-me bater palmas! 😃
Até ao momento, dou razão à minha irmã: este foi dos melhores que já li de Agatha Christie!

domingo, 10 de março de 2019

Livro recebido :: "As Flores Perdidas de Alice Hart"

Bom dia! Recentemente, chegou este livro cá a casa: As Flores Perdidas de Alice Hart, de Holly Ringland. Há já muito tempo que andava a namorar este livro, porque apaixonei-me pela capa: foi amor à primeira vista! 😍 Além disso, a própria história parece-me ser encantadora e acredito que vou gostar de a ler.
Quem conhece este livro? Já o leram?

Título: As Flores Perdidas de Alice Hart
Autora: Holly Ringland
Editora: Porto Editora
Ano: 2018
Saibam mais sobre o livro AQUI ou AQUI.

Sinopse:
Alice tem nove anos e vive num local isolado, idílico, entre o mar e os canaviais, onde as flores encantadas da mãe e as suas mensagens secretas a protegem dos monstros que vivem dentro do pai.
Quando uma enorme tragédia muda a sua vida irrevogavelmente, Alice vai viver com a avó na quinta de cultivo de flores que é também um refúgio para mulheres sozinhas ou destroçadas pela vida. Ali, Alice passa a usar a linguagem das flores para dizer o que é demasiado difícil transmitir por palavras.
À medida que o tempo passa, os terríveis segredos da família, uma traição avassaladora e um homem que afinal não é quem parecia ser, fazem Alice perceber que algumas histórias são demasiado complexas para serem contadas através das flores. E para conquistar a liberdade que tanto deseja, Alice terá de encontrar coragem para ser a verdadeira e única dona da história mais poderosa de todas: a sua.

domingo, 3 de março de 2019

Música :: Final do Festival da Canção 2019


A final do Festival da Canção poderia ter sido muito bem uma final da Eurovisão! Penso que foi a melhor gala de Festival de sempre! E digo isto só pelo número de abertura que foi incrível! A chegada dos apresentadores ao som de três músicas eurovisivas com letras originais (quase de certeza que o Palmeirim teve mão naquilo) e a aparecer no ecrã, foi um belo momento de karaoke cá em casa! 😃 A sério, foi espectacular.

Logo de seguida, ouviram-se as músicas finalistas:

Os Calema estiveram mais descontraídos mas senti-lhes uma ligeira pressão para fazer boa figura; como eram um dos favoritos e não estavam propriamente bem classificados, eles esforçaram-se por brilhar... No entanto, achei que exageraram nas vozes... e o falsete foi arriscado! Só me lembrei do falhanço do Isaiah da Austrália de 2017!

Ai musiquinha, musiquinha... Nunca vou conseguir gostar de ti... Se bem que a voz da Mariana Bragada é muito boa e acho que se sobressaiu mais desta vez.

Não notei grandes alterações porque a voz dele é quase perfeita! 😀 O Matay foi muito apoiado, mas de certeza que a claque queria tentar destacar-se perante os tubarões (aka Osíris team)...

Ai, adoro! Adorei! É mesmo preciso saber escutar e assistir a isto para se aprender a gostar. E ainda foi melhor do que na semi-final!

Também achei que o NBC esteve mais à vontade, de tal forma que por vezes a voz não saiu tão bem. Mas adoro a música e mereceu estar ali.


A música não se destacou muito, mas gostei. E gostei mais da mensagem que passaram através das pinturas faciais: as bandeiras de Israel, Colômbia, Venezuela e Brasil, países que desejam paz.

ESPECTÁCULO! Este poderia ter sido o espectáculo da final da Eurovisão! Viram o público ao rubro do início ao fim? Que loucura! E desta vez eles mudaram a indumentária e acrescentaram adereços, que a mim fizeram alusão aos anjos e aos diabos do céu, para onde ele tentou ligar. 😀 Por sua vez, o coro desapareceu 🙏 e a actuação só ficou a ganhar! O vencedor estava escolhido.

A música é boa e a Ana Cláudia melhorou e puxou pela actuação, mas ficou ofuscada pelo brilharete do Conan e isso foi a sua maior desvantagem.

Depois do desfile, apareceu o Armando Gama a cantar a música com que nos representou em 1983. Mais tarde, houve Pressão no Ar com humor ao Vasco Palmeirim, que deu mote à actuação da Anabela. Ainda houve a surpresa com a Vânia Fernandes e a música daquele saudoso ano de 2008. Todas tiveram arranjos diferentes, mas sinceramente achei-os demasiado básicos. Apesar disso, ficaram bem.

Não podia, obviamente, faltar a Cláudia Pascoal e a Isaura, apresentando cada uma os seus últimos trabalhos e cantando a canção do ano passado.

As votações chegaram e não me lembro de ter havido escolha tão unânime como esta: o Conan Osíris arrecadou 12 pontos de todos os júris, excepto o do Algarve que lhe deu 10. Eis o vencedor!


Os Telemóveis escangalharam o melhor Festival da Canção de sempre e em Maio vai escangalhar em Telavive, em Israel! Mal posso esperar! 😉

sexta-feira, 1 de março de 2019

Opinião :: As Visões de Simão | Marianne Fredriksson

Título: As Visões de Simão
Autora: Marianne Fredriksson
Editora: Editorial Presença
Ano: 1999
Saibam mais sobre o livro AQUI ou AQUI.

Sinopse:
Entre as neblinas que se erguem do mar e as névoas que velam as silhuetas dos carvalhos, ao fundo do prado, um rapazinho moreno fala com as personagens de um mundo que para ele são reais. Respondem-lhe. Ele reencontrá-las-á muitos anos mais tarde e esse encontro será decisivo na sua vida. O romance passa-se na Suécia entre os anos 20 e 60 e este menino virá a descobrir que foi adoptado por aqueles a quem chama pai e mãe. Na escola, um dia, chamar-lhe-ão «porco judeu» e encontrará um outro menino, Isak, que fora torturado por um grupo de jovens nazis, na Alemanha. Crescerão juntos. O pai de Isak, Ruben, será também um pouco o seu pai. Depois a sombra negra desaparecerá, mas deixará marcas indeléveis nos jovens, então nessa idade tão cheia de perigos de passagem para a adultícia. Simão partirá ao encontro do fascinante mistério das suas origens, na orla dos bosques escandinavos onde a realidade se confunde com a lenda, e saberá que foi gerado pelo amor feito música.

Opinião:
Este foi um dos livros que adquiri na feira da Vandoma, cuja autora e obra desconhecia. Desde o início acreditei que não seria uma leitura fácil, mas estava mesmo curiosa em relação ao livro.
A história decorre maioritariamente na Suécia, nos tempos da Segunda Guerra Mundial e tem como figura principal Simão, um menino com feições diferentes dos demais e judeu, além de que tem uma particular ligação às árvores e à música. Ao longo do livro, conhecemos a vida deste menino e da sua família, bem como da de Isak e da relação que estes terão durante a vida. Simão é sonhador e vamos seguindo as visões que vai tendo, que o ligarão à sua origem.
A história está repleta de natureza e de beleza nas palavras, apesar de relatar alguns marcos da História da Guerra. É possível acompanhar também o estado psicológico das personagens, quer tenha a ver com a guerra ou com a vida pessoal.
A leitura não foi muito fácil; por vezes, achei a narrativa muito complexa e difícil de compreender, pois nem sempre era directa, mas no fim tudo encaixou e tornou-se num bom livro. A forma de a autora escrever mostra a sua peculiaridade e a sua capacidade imaginativa. Acabei por ganhar carinho pelas personagens e isso é muito bom!
Em suma, apesar do tempo que levou a ser lido, foi um livro que mereceu ser descoberto!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Música :: 2.ª Semi-final do Festival da Canção 2019

No passado Sábado, aconteceu a segunda semi-final do Festival da Canção. Estava ainda mais ansiosa por ver esta semi-final por duas razões: ia actuar um conhecido meu (Dan Riverman) e, além de querer muito ver como ia ser a sua prestação, estava curiosa por ouvir e ver ao vivo a canção da Surma.

Assim, foram estas as canções de Sábado:

Achei a música um bocado monótona, além de que a Lara Laquiz desafinou um pouco. Mas gostei de ver a actuação e lembrei-me logo da Leonor Andrade por causa do chapéu!

Conheço pessoalmente o Daniel e o trabalho dele enquanto músico e, sinceramente, nunca imaginei que ele participasse no Festival. Por isso, fiquei boquiaberta quando o vi na lista dos concorrentes! Não me admirei, contudo, ao ver que o Miguel Guedes o convidou para este desafio porque no ano passado eles actuaram juntos em Santo Tirso e dali só podia resultar em algo bom. A música é muito boa, mas honestamente não seria a melhor opção para a Eurovisão. A voz dele encheu o palco e foi formidável! Tenho pena de ele não ter passado, mas conseguiu mostrar o talento que tem e dar-se a conhecer a Portugal e ao mundo. Sim, porque ele merece e já não era sem tempo!

Não gostei nada da música; o refrão é muito repetitivo e sonoramente irritante, para não falar do cliché do mar. Fiquei frustrada quando vi que passou à final por ser mais votada pelo júri do que a do Dan Riverman, já que o quarto lugar foi disputado por eles.

A música é gira e tem uma letra engraçada (#rissol). Mas não a via na Eurovisão.
 
Uma música bem ao estilo de Frankie Chavez que eu até gosto. Soa bem, mas não sei se fará diferença na Eurovisão.
 
A mais esperada da noite e a mais inesperada. Fiquei hipnotizada ao ouvir a música (para também tentar perceber a letra) e ao ver todos os elementos no palco. Confesso que não fiquei logo rendida, mas achei espectacular. Revi a actuação no YouTube e gostei cada vez mais. Soa a Björk e eu adoro a Björk! E é capaz de deixar o público em completo silêncio, bem como fazer surgir vários sentimentos, tal como o Salvador Sobral conseguiu (não da mesma forma, obviamente). Acho que é uma séria concorrente à vitória.
 
Por vezes gosto deste género de música, mas desta vez isso não aconteceu. Passou-me despercebida.
 
Foi uma boa surpresa e cá em casa foi a favorita. Gosto muito da voz do NBC e a música é agradável. Também não me importava que fosse a escolhida.
Durante a votação do público, actuaram Carlos Mendes e Manuela Bravo com as inesquecíveis A Festa da Vida e Sobe, Sobe, Balão Sobe, ao som dos Kumpania Algazarra. Foram também dois momentos altos da noite.

Por fim, conheceram-se os resultados e os finalistas são: NBC, Surma, Madrepaz e Mariana Bragada. Fiquei satisfeita pelos dois primeiros, aceitei o terceiro e discordei da quarta.

No próximo Domingo iremos descobrir quem vai representar Portugal em Israel. Estou indecisa entre quatro favoritos: Conan Osíris, Matay, NBC e Surma.
Quais são os vossos favoritos?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Livro recebido :: "À Primeira Vista"

Viva! Hoje tenho para mostrar um miminho que recebi pela altura de São Valentim: À Primeira Vista, de Danielle Steel. Este romance acabou de sair este mês e adorei recebê-lo! Não conheço a autora, mas pela sinopse vejo que faz o meu género de leituras.
E foi, sem dúvida, um excelente presente de São Valentim. Quem mo ofereceu, sabe bem daquilo que gosto... e sabe também que gosto muito dele! 💕

Título: À Primeira Vista
Autora: Danielle Steel
Editora: Bertrand Editora
Ano: 2019
Saibam mais sobre o livro AQUI ou AQUI.

Sinopse:
Nova Iorque. Londres. Milão. Paris. Fashion Week nas quatro cidades. Um mês de entrevistas intermináveis, festas, trabalho incansável e atenção aos detalhes nos desfiles de moda semestrais. No centro da tempestade e da avalanche de trabalho está a americana Timmie O'Neill, cuja renomada marca, Timmie O, é a personificação do casual chic. Ela criou um negócio que a inspira e ocupa toda a sua vida.
Apesar do êxito profissional, Timmie O’Neill vive marcada pelo passado. Até que um intrigante francês, Jean-Charles Vernier, entra na sua vida quando ela adoece na Semana da Moda de Paris.

De início, Timmie e Jean-Charles Vernier têm apenas uma relação normal de paciente e médico. Com o tempo, tornam-se confidentes e amigos e, quando Timmie regressa a casa, mantêm-se em contacto a uma distância segura entre Paris e Los Angeles. Há uma boa razão para se manterem separados, mas nenhum consegue negar a amizade crescente e a atração que sentem quando se encontram.
À imagem e semelhança da própria vida moderna, é uma história complexa e atraente. Carreiras, famílias, histórias, perdas, dever, obrigação e medo de perder o controlo. São dois mundos muito diferentes, duas pessoas de personalidade forte que se cruzam e que podem mudar tudo de um momento para o outro. Serão suficientemente corajosos para enfrentarem o que vem a seguir? E farão isso, juntos ou separados?

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Música :: 1.ª Semi-final do Festival da Canção 2019

Decorreu ontem a primeira semi-final do Festival da Canção de 2019 - e parece que toda a euforia de 2018 ainda foi há poucos dias!
Este ano, todos tivemos acesso na íntegra a todas as canções a concurso e eu já tive uma pequena noção do que podia esperar, apesar de não ter ouvido todas as canções até ao fim.
Assim, aqui vão as minhas observações aos concorrentes:

Estranhei no início e levei algum tempo a entranhar, mas acabei por gostar da música, género muito ouvido em algumas rádios nacionais.

Não se podia esperar outra coisa dos D.A.M.A.... Isto é D.A.M.A. em toda a sua essência! Pessoalmente, não sou fã das músicas deles, mas admito que são orelhudas. Esta é mais uma e não me impressionou.

Foi a que menos gostei. Não obstante a voz da Soraia, esta é mais uma canção com uma letra de questões sobre o estado do mundo e de esperança do futuro, coisa que me enerva profundamente. Já muitas semelhantes foram à Eurovisão e... que nervos! Não sei, irritam-me! Ah, e a própria melodia não era boa...

Sempre gostei desta dupla e das suas músicas. Esta manteve o estilo deles e gostei muito! Aliás, a actuação parecia já ser a da final em Israel e seria uma bela lufada de ar fresco para lá!

A tão badalada música deste festival... Antes disto, não conhecia quase nada do Conan (basicamente só conhecia a versão d'A Minha Casinha que fez para o anúncio da NOS neste último Natal - e de que gostei), mas já tinha ouvido falar. Ao conhecer a canção, admito que gostei. É fora da caixa, tem melodias que nos remetem a estilos orientais, tem saudade e tem uma letra incomum mas com significado. A voz dele lembra as canções ciganas, que gosto de ouvir. Estava ansiosa por ver a actuação e achei espectacular! Achei só esquisito ver o coro atrás a fazer aqueles sons, que mais valia terem sido mantidos no instrumental. De resto, por enquanto, não me importava que fosse esta a nossa escolha para Telavive.

Gostei do género de música, que me fez lembrar outras épocas, e também do timbre da voz, apesar de não apreciar as letras enroladas que ela dizia (a dicção não era boa, nem sempre percebi a letra). A música era queridinha, mas...

Até fiquei impressionada pela positiva com esta proposta! Não morri de amores, mas acreditei que fosse passar à final...

Surpreendi-me pela positiva! Esperava uma balada irrelevante mas vi depois que era especial. Já algumas assim foram à Eurovisão por outros países e saíram-se relativamente bem. A letra era bonita e a voz espectacular!

Após as canções, houve duas actuações que foram especiais: as de António Calvário e de Eduardo Nascimento, interpretando as músicas com que nos representaram na Eurovisão. Pessoalmente, O Vento Mudou é das melhores de sempre, por isso embeveci-me quando ouvi a versão com o Cais Sodré Funk Connection. Foi maravilhoso!

No final, as votações decidiram que os finalistas seriam Matay, Conan Osíris, Calema e Ana Cláudia. Fiquei impressionada quando vi que Filipe Keil ficou em penúltimo, mas fiquei satisfeita com as escolhas.
Que venha a próxima semi-final! 🙂

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Livro recebido :: "Não Há Rosas Sem Espinhos"

Viva! Este é o mais recente livro a ser adicionado à minha estante: Não Há Rosas Sem Espinhos, de Aurélie Valognes. A sinopse sugere uma história bastante cómica, por isso acredito que vou gostar desta leitura.
Já o conhecem?

Título: Não Há Rosas Sem Espinhos
Autora: Aurélie Valognes
Editora: 4Estações Editora
Ano: 2018
Saibam mais sobre o livro AQUI ou AQUI.

Sinopse:
Rose, 36 anos, celibatária, é uma mulher dedicada que sempre pôs as necessidades dos outros à frente das suas. Depois de ter perdido o pai e o emprego, a jovem mulher toma conhecimento que Baptiste, seu filho único de 18 anos, vai sair de casa. O mundo de Rose desaba completamente.
Rose é então obrigada a aceitar trabalho como dama de companhia de uma idosa rica e amalucada, Colette, e a lidar com Véronique, a despótica e insuportável filha de Colette.
E se, contra todas as possibilidades, esse encontro atípico pudesse mudar a vida de Rose?

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Opinião :: O Dia em que te Perdi | Lesley Pearse

Título: O Dia Em Que Te Perdi
Autora: Lesley Pearse
Editora: Edições ASA
Ano: 2018
Saibam mais sobre o livro AQUI ou AQUI.

Sinopse:
Na noite em que a mãe lhes foi arrancada, os gémeos Maisy e Duncan perceberam que só podiam contar um com o outro. Se até então a vida deles não fora fácil, a partir desse momento piora dramaticamente pois o pai decide enviá-los para casa da avó, a ríspida Violet.
Os gémeos sentem-se mais abandonados do que nunca. Mas a negligência da avó tem um lado positivo: Maisy e Duncan passam a desfrutar de uma liberdade inesperada e podem explorar o campo e fazer novas amizades sem terem de se justificar a ninguém. Até ao dia em que Duncan desaparece sem deixar rasto.
À medida que os dias dão lugar a semanas, perante a ineficácia da polícia e a indiferença da avó, Maisy decide descobrir por si própria o que aconteceu à única pessoa que verdadeiramente ama. E vai começar por Grace Deville, a excêntrica amiga do irmão. Grace vive isolada na floresta... e tem segredos por revelar…


Opinião:
A sinopse deste livro levou-me a crer que esta história seria um pouco diferente do que costumo ler de Lesley Pearse. Não obstante, a mesma decorre no pós Segunda Guerra Mundial, sendo que o contexto histórico das suas obras continua presente.
Este livro fala, pois, de um casal de irmãos gémeos, Maisy e Duncan, inseparáveis, que, além de terem a mãe doente e o pai maioritariamente ausente, viram-se obrigados a mudar de vida, indo viver com a insensível avó. Como se tinham um ao outro, a mudança não foi complicada, tendo partido à descoberta do novo lugar onde moravam e conhecendo Grace, uma mulher que vive isolada e tida pelos habitantes como louca. No entanto, Duncan desapareceu, numa altura em que aconteciam alguns desaparecimentos de jovens. A história, portanto, relata o desenvolvimento do caso, bem como o que acontece na vida de Maisy na ausência do irmão.
Esta obra foi uma autêntica surpresa positiva, pois não contava com um caso de investigação tão misterioso. Foi com emoção que acompanhei o desenrolar dos acontecimentos, bem como os sentimentos das personagens. O livro tem também algumas amostras de injustiças que fazem pensar na maneira como, por vezes, julgamos uma situação ou uma pessoa sem as conhecermos minimamente bem para o fazermos.
Além disso, os temas fulcrais da história são o abuso sexual de menores e o cancro, assuntos tão actuais, sérios e ao mesmo tempo assustadores.
No cômputo geral, a história surpreendeu-me agradavelmente e ganhei um carinho especial pelos dois irmãos, bem como por Grace.
Tendo em conta o que se dizia de Grace, devem estar admirados por eu ter gostado dela. Leiam o livro e descubram o porquê! 😉

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Livro recebido :: "A Provadora"

Olá! Adicionei um novo livro à minha estante, desta vez com A Provadora, de V. S. Alexander. Este livro promete ser interessante, uma vez que a história decorre na Segunda Guerra Mundial. Estou desejosa de o ler!
Título: A Provadora
Autor: V. S. Alexander
Editora: Saída de Emergência
Ano: 2018
Saibam mais sobre o livro AQUI ou AQUI.

Sinopse:
Em plena Segunda Guerra Mundial, uma jovem encontra refúgio ao lado do homem mais perigoso do mundo. Em 1943, alarmados com os constantes raides aéreos dos Aliados sobre Berlim, os pais de Magda Ritter enviam-na para Berchtesgaden, uma remota cidade nos Alpes Bávaros. Aqui ela é recrutada para o Berghof, o refúgio de montanha de Hitler, onde é treinada para desempenhar uma única função: provar a comida do Führer, oferecendo-se em sacrifício para o manter a salvo de envenenamento.
O Berghof parece estar a um mundo de distância da realidade das batalhas e, apesar de a princípio estar aterrorizada, Magda habitua-se gradualmente à sua perigosa missão. Mas o seu amor por um conspirador das SS e a sua crescente tomada de consciência das atrocidades do Reich empurram Magda para uma conspiração que irá testar a sua inteligência e lealdade.
Vividamente escrito, A Provadora desenrola-se no momento mais negro e turbulento da humanidade, oferecendo-nos uma trama plena de intriga e terror, mas também de extraordinária coragem, sacrifício e amor.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Opinião :: Crime na Mesopotâmia | Agatha Christie

Título: Crime na Mesopotâmia
Autora: Agatha Christie
Editora: RBA Coleccionables
Ano: 2008 (1. ª edição de 1936)

Sinopse:
Miss Amy Leatheran é uma enfermeira contratada para cuidar de Mrs. Leidner, esposa de um famoso arqueólogo, que sofre de «manias» que lhe provocam alucinações e o temor constante de ser assassinada. A enfermeira vai para a Mesopotâmia e toma conta da sua doente num acampamento no meio do deserto iraquiano, onde o marido chefia um grupo de arqueólogos. As fantasias da doente são cada vez maiores, mas ninguém a leva a sério, até que um dia aparece morta no quarto.

Opinião:
Esta nova leitura levou-me até ao Iraque para descobrir o mistério por detrás das alucinações e, mais tarde, da morte de Mrs. Leidner. Num relato feito pela própria enfermeira Leatheran, assistimos a todo o caso com algumas impressões pessoais, além da ajuda imprescindível de Poirot que, por acaso, encontrava-se de passagem perto daquela zona.
Achei a história muito curiosa e desejei avidamente desvendar o que atormentava a vida de Mrs. Leidner. Desde há uns anos, a senhora recebia mensagens ameaçadoras e dizia que via coisas, tidas como imaginadas. Mas seria mesmo ela que estava doente?
O caso revelou-se realmente interessante e teve vários momentos altos; houve episódios de muito suspense e até paranormais (coisas que me fazem arrepiar de medo, mas neste caso foi... engraçado!).
O final foi mesmo imprevisível e fez-me pensar na capacidade que o ser humano por vezes tem de mudar totalmente a sua vida e de fazer qualquer coisa para conseguir atingir um objectivo - neste caso, algo prejudicial para ele e para os outros. E, mais uma vez, a realização do crime foi impressionante, tal como o modo como se descobriu tudo o que aconteceu.
Em jeito de curiosidade, M. Poirot abandonou a Mesopotâmia e seguiu para o Nilo, onde se deparou com outro incrível caso!
Mais uma história de Poirot que adorei!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Opinião :: Carta a Dina | Grazia Verasani

Título: Carta a Dina
Autora: Grazia Verasani
Editora: IN
Ano: 2018
Saibam mais sobre o livro AQUI ou AQUI.

Sinopse:
Numa manhã de 1973, Dina entra pela primeira vez na sala de aula. Doze anos, loira, excesso de peso, roupas caras. Volta-se para a sua nova companheira e diz «Eu sou fascista». A outra responde: «Eu sou comunista».
Nesse momento nasce entre as duas uma amizade esmagadora, feita de subterfúgios, juramentos, conversas, brigas, reconciliações apaixonadas. Dois mundos diferentes, duas famílias opostas, uma de origem operária, a outra, a de Dina, definitivamente burguesa. As duas raparigas, amigas inseparáveis, deambulam por uma Bolonha animada pelas primeiras lutas estudantis.
Trinta e sete anos depois, enquanto estacionava o carro, a protagonista desta história ouve na rádio a música que ela e Dina ouviam até à exaustão num 45 rotações.
E de repente, Dina regressa, viva. Onde está a adolescente rebelde em oposição permanente contra uma mãe fria e sedutora? Qual foi o momento exato do fim? E porquê aquela tentação irresistível de andar com os olhos fechados à beira de um precipício?

Opinião:
Escolhi este livro para primeira leitura do ano por se tratar de um livro pequeno e com uma história aparentemente simples de ler.
O livro é contado na primeira pessoa e fala da história de vida da narradora a partir do momento em que conheceu a amiga Dina, de como elas viveram a adolescência e como ela se recordou dela, tendo em conta que Dina já morreu.
Foi uma boa descoberta, pois não esperava encontrar certos problemas na vida de Dina. Gostei de conhecer este passado, tendo em conta também o ambiente e a época em que viviam. No entanto, a história não me fascinou ao ponto de ter adorado. Mas também, neste caso, não esperava ler um livro pesado, pois queria algo simples, que não me cansasse ou me desmotivasse de ler.
Em suma, foi um livro bom, já que transmite a beleza da amizade ao longo da vida. Para quem pretende uma leitura rápida, este livro adequa-se.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Pilha de livros :: Lidos em 2018

Já vamos quase a meio do mês, mas 2019 chegou num instante! E por isso, como tem sido hábito, faço um balanço do meu ano relativo a leituras.
Segundo o Goodreads, li 36 livros em 2018, quase o dobro dos livros a que me propus ler (e menos dois do que li em 2017). Desta vez, só um deles foi em inglês e foi uma leitura que começou em 2017 e se arrastou para 2018. De entre os livros em português, a grande maioria foi do meu maior agrado e valeram bem a pena!

domingo, 30 de dezembro de 2018

Opinião :: O Natal de Poirot | Agatha Christie

Título: O Natal de Poirot
Autora: Agatha Christie
Editora: RBA Coleccionables
Ano: 2008 (1. ª edição de 1939)

Sinopse:
Simeon Lee, um multimilionário malévolo e maquiavélico, convida a família para passar o Natal com ele. Um ensurdecedor barulho de mobília a partir-se e um medonho grito de agonia interrompem a quadra. Simeon Lee, com a garganta cortada, jaz numa poça de sangue. Todos tinham razões para odiar o velho, e desconfiam uns dos outros. Mas com Poirot por perto, o inesperado culpado pagará pelo seu crime.
 
Opinião:
Em plena época natalícia, escolhi ler este livro referente ao Natal mas cuja situação ninguém deseja!
O livro relata um crime ocorrido em plena noite de Natal, com contornos extremamente violentos e um cenário assustador; um crime que, aparentemente, é inexplicável ou inconcebível, mas que Hercule Poirot desvenda e esclarece, tanto às personagens como aos leitores.
A narrativa está dividida em sete capítulos, que são os próprios dias em que tudo acontece. Não levei esses sete dias a ler a história, mas o caso deixou-me intrigada e muito curiosa. Essa curiosidade foi aumentando, com os depoimentos e as pistas que se iam encontrando, até descobrir o que realmente aconteceu... e fiquei UAU! Que esquema tão bem engendrado! E mais uma vez a mente brilhante de Agatha Christie a mostrar do que é capaz. Foi mesmo incrível e arrepiante.
Adorei este livro e é dos que mais gostei da autora até agora. Leiam esta história, quer seja ou não Natal. 😁