Olá! Este é mais um livro que juntei à minha biblioteca: Sobe a Maré Negra, de Margaret Drabble. Este é um exemplar assinado pela autora, que o torna ainda mais especial. A história aborda a vida e o envelhecimento; apesar de ser um assunto algo negro, acredito que o livro traga uma certa lufada de ar fresco ao tema.
Já o conhecem?
Sinopse: Fran pode ser velha, mas não vai desistir sem luta. Por isso, pinta o
cabelo, saboreia cada copo de vinho e percorre incansavelmente as
estradas do país. Embora trabalhe com uma ONG, vão longe os seus
dias do que se chama «vida ativa» - aqueles em que criava os filhos, em
que tentava aprender a cozinhar e a lidar com um marido muito ocupado e
bastante ausente. Agora, aproveita os momentos de solidão e liberdade
como pequenas ilhas de uma felicidade quase perfeita. À sua volta,
porém, o mundo prossegue o curso de vida e morte, e não falta variedade
às maneiras como as pessoas (o seu grupo de amigos e conhecidos) se
entregam ao destino final. Com ecos de Simone de Beauvoir e Samuel
Beckett, este romance é uma meditação sobre a morte, e uma interpelação
sardónica e comovente do que torna uma vida boa - e a morte também.
Dez pessoas são convidadas a passar uns dias numa ilha privada: mas o seu misterioso anfitrião não aparece e começam a ser assassinadas uma a uma, seguindo as ingénuas instruções de uma canção de embalar.
Opinião:
A minha irmã aconselhou-me a ler esta obra por considerar ser uma das
melhores de Agatha Christie. Por isso, escolhi este livro como a minha
mais recente leitura.
A própria sinopse é breve e sucinta. A história relata o incrível caso
em que dez pessoas completamente diferentes são convidadas a passar uns
dias à Ilha do Negro, lugar onde não encontrarão o seu anfitrião e, uma a
uma, serão assassinadas. Na casa da ilha,
existe em cada quarto uma lengalenga que diz o que virá a ser o
fatídico destino de todas as personagens.
A história é simplesmente incrível; fez-me lembrar os reality shows em
que as pessoas vão para uma casa, ficam isoladas e experienciam uma aventura - neste caso, as dez visadas percebem aos poucos o propósito
do convite e, ao longo das mortes, vão tentando
descobrir quem será a próxima vítima, tentando também dar a volta à
lengalenga.
Durante toda a leitura, só me questionava Como era tudo isto
possível?. O final explicou ao detalhe toda a razão de isto acontecer e
de como foi elaborado pelo assassino. Simplesmente incrível. Mal fechei
o livro, apetecia-me bater palmas! 😃
Até ao momento, dou razão à minha irmã: este foi dos melhores que já li de Agatha Christie!
Bom dia! Recentemente, chegou este livro cá a casa: As Flores Perdidas de Alice Hart, de Holly Ringland. Há já muito tempo que andava a namorar este livro, porque apaixonei-me pela capa: foi amor à primeira vista! 😍 Além disso, a própria história parece-me ser encantadora e acredito que vou gostar de a ler.
Quem conhece este livro? Já o leram?
Sinopse: Alice tem nove anos e vive num local isolado, idílico, entre o mar e os
canaviais, onde as flores encantadas da mãe e as suas mensagens secretas
a protegem dos monstros que vivem dentro do pai. Quando uma
enorme tragédia muda a sua vida irrevogavelmente, Alice vai viver com a
avó na quinta de cultivo de flores que é também um refúgio para
mulheres sozinhas ou destroçadas pela vida. Ali, Alice passa a usar a
linguagem das flores para dizer o que é demasiado difícil transmitir por
palavras. À medida que o tempo passa, os terríveis segredos da
família, uma traição avassaladora e um homem que afinal não é quem
parecia ser, fazem Alice perceber que algumas histórias são demasiado
complexas para serem contadas através das flores. E para conquistar a
liberdade que tanto deseja, Alice terá de encontrar coragem para ser a
verdadeira e única dona da história mais poderosa de todas: a sua.
A final do Festival da Canção poderia ter sido muito bem uma final da
Eurovisão! Penso que foi a melhor gala de Festival de sempre! E digo
isto só pelo número de abertura que foi incrível! A chegada dos
apresentadores ao som de três músicas eurovisivas com
letras originais (quase de certeza que o Palmeirim teve mão naquilo) e a
aparecer no ecrã, foi um belo momento de karaoke cá em casa! 😃 A
sério, foi espectacular.
Logo de seguida, ouviram-se as músicas finalistas:
Os Calema estiveram mais descontraídos mas senti-lhes uma ligeira
pressão para fazer boa figura; como eram um dos favoritos e não estavam
propriamente bem classificados, eles esforçaram-se por brilhar... No
entanto, achei que exageraram nas vozes... e o falsete
foi arriscado! Só me lembrei do falhanço do Isaiah da Austrália de 2017!
Ai musiquinha, musiquinha... Nunca vou conseguir gostar de ti... Se bem
que a voz da Mariana Bragada é muito boa e acho que se sobressaiu mais
desta vez.
Não notei grandes alterações porque a voz dele é quase perfeita! 😀 O
Matay foi muito apoiado, mas de certeza que a claque queria tentar
destacar-se perante os tubarões (aka Osíris team)...
Ai, adoro! Adorei! É mesmo preciso saber escutar e assistir a isto para
se aprender a gostar. E ainda foi melhor do que na semi-final!
Também achei que o NBC esteve mais à vontade, de tal forma que por vezes a voz não saiu tão bem. Mas adoro a música e mereceu
estar ali.
A música não se destacou muito, mas gostei. E gostei mais da mensagem
que passaram através das pinturas faciais: as bandeiras de Israel,
Colômbia, Venezuela e Brasil, países que desejam paz.
ESPECTÁCULO! Este poderia ter sido o espectáculo da final da
Eurovisão! Viram o público ao rubro do início ao fim? Que loucura! E
desta vez eles mudaram a indumentária e acrescentaram adereços, que a mim
fizeram alusão aos anjos e aos diabos do céu, para onde
ele tentou ligar. 😀 Por sua vez, o coro desapareceu 🙏 e a
actuação só ficou a ganhar! O vencedor estava escolhido.
A música é boa e a Ana Cláudia melhorou e puxou pela actuação, mas ficou
ofuscada pelo brilharete do Conan e isso foi a sua maior desvantagem.
Depois do desfile, apareceu o Armando Gama a cantar a música com que nos
representou em 1983. Mais tarde, houve Pressão no Ar com humor ao Vasco
Palmeirim, que deu mote à actuação da Anabela. Ainda houve a surpresa
com a Vânia Fernandes e a música daquele saudoso
ano de 2008. Todas tiveram arranjos diferentes, mas sinceramente
achei-os demasiado básicos. Apesar disso, ficaram bem.
Não podia, obviamente, faltar a Cláudia Pascoal e a Isaura, apresentando cada uma os
seus últimos trabalhos e cantando a canção do ano passado.
As votações chegaram e não me lembro de ter havido escolha tão unânime
como esta: o Conan Osíris arrecadou 12 pontos de todos os júris, excepto
o do Algarve que lhe deu 10. Eis o vencedor!
Os Telemóveis escangalharam o
melhor Festival da Canção de sempre e em Maio vai escangalhar em Telavive, em Israel! Mal posso esperar! 😉