domingo, 3 de março de 2019

Música :: Final do Festival da Canção 2019


A final do Festival da Canção poderia ter sido muito bem uma final da Eurovisão! Penso que foi a melhor gala de Festival de sempre! E digo isto só pelo número de abertura que foi incrível! A chegada dos apresentadores ao som de três músicas eurovisivas com letras originais (quase de certeza que o Palmeirim teve mão naquilo) e a aparecer no ecrã, foi um belo momento de karaoke cá em casa! 😃 A sério, foi espectacular.

Logo de seguida, ouviram-se as músicas finalistas:

Os Calema estiveram mais descontraídos mas senti-lhes uma ligeira pressão para fazer boa figura; como eram um dos favoritos e não estavam propriamente bem classificados, eles esforçaram-se por brilhar... No entanto, achei que exageraram nas vozes... e o falsete foi arriscado! Só me lembrei do falhanço do Isaiah da Austrália de 2017!

Ai musiquinha, musiquinha... Nunca vou conseguir gostar de ti... Se bem que a voz da Mariana Bragada é muito boa e acho que se sobressaiu mais desta vez.

Não notei grandes alterações porque a voz dele é quase perfeita! 😀 O Matay foi muito apoiado, mas de certeza que a claque queria tentar destacar-se perante os tubarões (aka Osíris team)...

Ai, adoro! Adorei! É mesmo preciso saber escutar e assistir a isto para se aprender a gostar. E ainda foi melhor do que na semi-final!

Também achei que o NBC esteve mais à vontade, de tal forma que por vezes a voz não saiu tão bem. Mas adoro a música e mereceu estar ali.


A música não se destacou muito, mas gostei. E gostei mais da mensagem que passaram através das pinturas faciais: as bandeiras de Israel, Colômbia, Venezuela e Brasil, países que desejam paz.

ESPECTÁCULO! Este poderia ter sido o espectáculo da final da Eurovisão! Viram o público ao rubro do início ao fim? Que loucura! E desta vez eles mudaram a indumentária e acrescentaram adereços, que a mim fizeram alusão aos anjos e aos diabos do céu, para onde ele tentou ligar. 😀 Por sua vez, o coro desapareceu 🙏 e a actuação só ficou a ganhar! O vencedor estava escolhido.

A música é boa e a Ana Cláudia melhorou e puxou pela actuação, mas ficou ofuscada pelo brilharete do Conan e isso foi a sua maior desvantagem.

Depois do desfile, apareceu o Armando Gama a cantar a música com que nos representou em 1983. Mais tarde, houve Pressão no Ar com humor ao Vasco Palmeirim, que deu mote à actuação da Anabela. Ainda houve a surpresa com a Vânia Fernandes e a música daquele saudoso ano de 2008. Todas tiveram arranjos diferentes, mas sinceramente achei-os demasiado básicos. Apesar disso, ficaram bem.

Não podia, obviamente, faltar a Cláudia Pascoal e a Isaura, apresentando cada uma os seus últimos trabalhos e cantando a canção do ano passado.

As votações chegaram e não me lembro de ter havido escolha tão unânime como esta: o Conan Osíris arrecadou 12 pontos de todos os júris, excepto o do Algarve que lhe deu 10. Eis o vencedor!


Os Telemóveis escangalharam o melhor Festival da Canção de sempre e em Maio vai escangalhar em Telavive, em Israel! Mal posso esperar! 😉

sexta-feira, 1 de março de 2019

Opinião :: As Visões de Simão | Marianne Fredriksson

Título: As Visões de Simão
Autora: Marianne Fredriksson
Editora: Editorial Presença
Ano: 1999
Saibam mais sobre o livro AQUI ou AQUI.

Sinopse:
Entre as neblinas que se erguem do mar e as névoas que velam as silhuetas dos carvalhos, ao fundo do prado, um rapazinho moreno fala com as personagens de um mundo que para ele são reais. Respondem-lhe. Ele reencontrá-las-á muitos anos mais tarde e esse encontro será decisivo na sua vida. O romance passa-se na Suécia entre os anos 20 e 60 e este menino virá a descobrir que foi adoptado por aqueles a quem chama pai e mãe. Na escola, um dia, chamar-lhe-ão «porco judeu» e encontrará um outro menino, Isak, que fora torturado por um grupo de jovens nazis, na Alemanha. Crescerão juntos. O pai de Isak, Ruben, será também um pouco o seu pai. Depois a sombra negra desaparecerá, mas deixará marcas indeléveis nos jovens, então nessa idade tão cheia de perigos de passagem para a adultícia. Simão partirá ao encontro do fascinante mistério das suas origens, na orla dos bosques escandinavos onde a realidade se confunde com a lenda, e saberá que foi gerado pelo amor feito música.

Opinião:
Este foi um dos livros que adquiri na feira da Vandoma, cuja autora e obra desconhecia. Desde o início acreditei que não seria uma leitura fácil, mas estava mesmo curiosa em relação ao livro.
A história decorre maioritariamente na Suécia, nos tempos da Segunda Guerra Mundial e tem como figura principal Simão, um menino com feições diferentes dos demais e judeu, além de que tem uma particular ligação às árvores e à música. Ao longo do livro, conhecemos a vida deste menino e da sua família, bem como da de Isak e da relação que estes terão durante a vida. Simão é sonhador e vamos seguindo as visões que vai tendo, que o ligarão à sua origem.
A história está repleta de natureza e de beleza nas palavras, apesar de relatar alguns marcos da História da Guerra. É possível acompanhar também o estado psicológico das personagens, quer tenha a ver com a guerra ou com a vida pessoal.
A leitura não foi muito fácil; por vezes, achei a narrativa muito complexa e difícil de compreender, pois nem sempre era directa, mas no fim tudo encaixou e tornou-se num bom livro. A forma de a autora escrever mostra a sua peculiaridade e a sua capacidade imaginativa. Acabei por ganhar carinho pelas personagens e isso é muito bom!
Em suma, apesar do tempo que levou a ser lido, foi um livro que mereceu ser descoberto!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Música :: 2.ª Semi-final do Festival da Canção 2019

No passado Sábado, aconteceu a segunda semi-final do Festival da Canção. Estava ainda mais ansiosa por ver esta semi-final por duas razões: ia actuar um conhecido meu (Dan Riverman) e, além de querer muito ver como ia ser a sua prestação, estava curiosa por ouvir e ver ao vivo a canção da Surma.

Assim, foram estas as canções de Sábado:

Achei a música um bocado monótona, além de que a Lara Laquiz desafinou um pouco. Mas gostei de ver a actuação e lembrei-me logo da Leonor Andrade por causa do chapéu!

Conheço pessoalmente o Daniel e o trabalho dele enquanto músico e, sinceramente, nunca imaginei que ele participasse no Festival. Por isso, fiquei boquiaberta quando o vi na lista dos concorrentes! Não me admirei, contudo, ao ver que o Miguel Guedes o convidou para este desafio porque no ano passado eles actuaram juntos em Santo Tirso e dali só podia resultar em algo bom. A música é muito boa, mas honestamente não seria a melhor opção para a Eurovisão. A voz dele encheu o palco e foi formidável! Tenho pena de ele não ter passado, mas conseguiu mostrar o talento que tem e dar-se a conhecer a Portugal e ao mundo. Sim, porque ele merece e já não era sem tempo!

Não gostei nada da música; o refrão é muito repetitivo e sonoramente irritante, para não falar do cliché do mar. Fiquei frustrada quando vi que passou à final por ser mais votada pelo júri do que a do Dan Riverman, já que o quarto lugar foi disputado por eles.

A música é gira e tem uma letra engraçada (#rissol). Mas não a via na Eurovisão.
 
Uma música bem ao estilo de Frankie Chavez que eu até gosto. Soa bem, mas não sei se fará diferença na Eurovisão.
 
A mais esperada da noite e a mais inesperada. Fiquei hipnotizada ao ouvir a música (para também tentar perceber a letra) e ao ver todos os elementos no palco. Confesso que não fiquei logo rendida, mas achei espectacular. Revi a actuação no YouTube e gostei cada vez mais. Soa a Björk e eu adoro a Björk! E é capaz de deixar o público em completo silêncio, bem como fazer surgir vários sentimentos, tal como o Salvador Sobral conseguiu (não da mesma forma, obviamente). Acho que é uma séria concorrente à vitória.
 
Por vezes gosto deste género de música, mas desta vez isso não aconteceu. Passou-me despercebida.
 
Foi uma boa surpresa e cá em casa foi a favorita. Gosto muito da voz do NBC e a música é agradável. Também não me importava que fosse a escolhida.
Durante a votação do público, actuaram Carlos Mendes e Manuela Bravo com as inesquecíveis A Festa da Vida e Sobe, Sobe, Balão Sobe, ao som dos Kumpania Algazarra. Foram também dois momentos altos da noite.

Por fim, conheceram-se os resultados e os finalistas são: NBC, Surma, Madrepaz e Mariana Bragada. Fiquei satisfeita pelos dois primeiros, aceitei o terceiro e discordei da quarta.

No próximo Domingo iremos descobrir quem vai representar Portugal em Israel. Estou indecisa entre quatro favoritos: Conan Osíris, Matay, NBC e Surma.
Quais são os vossos favoritos?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Livro recebido :: "À Primeira Vista"

Viva! Hoje tenho para mostrar um miminho que recebi pela altura de São Valentim: À Primeira Vista, de Danielle Steel. Este romance acabou de sair este mês e adorei recebê-lo! Não conheço a autora, mas pela sinopse vejo que faz o meu género de leituras.
E foi, sem dúvida, um excelente presente de São Valentim. Quem mo ofereceu, sabe bem daquilo que gosto... e sabe também que gosto muito dele! 💕

Título: À Primeira Vista
Autora: Danielle Steel
Editora: Bertrand Editora
Ano: 2019
Saibam mais sobre o livro AQUI ou AQUI.

Sinopse:
Nova Iorque. Londres. Milão. Paris. Fashion Week nas quatro cidades. Um mês de entrevistas intermináveis, festas, trabalho incansável e atenção aos detalhes nos desfiles de moda semestrais. No centro da tempestade e da avalanche de trabalho está a americana Timmie O'Neill, cuja renomada marca, Timmie O, é a personificação do casual chic. Ela criou um negócio que a inspira e ocupa toda a sua vida.
Apesar do êxito profissional, Timmie O’Neill vive marcada pelo passado. Até que um intrigante francês, Jean-Charles Vernier, entra na sua vida quando ela adoece na Semana da Moda de Paris.

De início, Timmie e Jean-Charles Vernier têm apenas uma relação normal de paciente e médico. Com o tempo, tornam-se confidentes e amigos e, quando Timmie regressa a casa, mantêm-se em contacto a uma distância segura entre Paris e Los Angeles. Há uma boa razão para se manterem separados, mas nenhum consegue negar a amizade crescente e a atração que sentem quando se encontram.
À imagem e semelhança da própria vida moderna, é uma história complexa e atraente. Carreiras, famílias, histórias, perdas, dever, obrigação e medo de perder o controlo. São dois mundos muito diferentes, duas pessoas de personalidade forte que se cruzam e que podem mudar tudo de um momento para o outro. Serão suficientemente corajosos para enfrentarem o que vem a seguir? E farão isso, juntos ou separados?