sexta-feira, 1 de março de 2019

Opinião :: As Visões de Simão | Marianne Fredriksson

Título: As Visões de Simão
Autora: Marianne Fredriksson
Editora: Editorial Presença
Ano: 1999
Saibam mais sobre o livro AQUI ou AQUI.

Sinopse:
Entre as neblinas que se erguem do mar e as névoas que velam as silhuetas dos carvalhos, ao fundo do prado, um rapazinho moreno fala com as personagens de um mundo que para ele são reais. Respondem-lhe. Ele reencontrá-las-á muitos anos mais tarde e esse encontro será decisivo na sua vida. O romance passa-se na Suécia entre os anos 20 e 60 e este menino virá a descobrir que foi adoptado por aqueles a quem chama pai e mãe. Na escola, um dia, chamar-lhe-ão «porco judeu» e encontrará um outro menino, Isak, que fora torturado por um grupo de jovens nazis, na Alemanha. Crescerão juntos. O pai de Isak, Ruben, será também um pouco o seu pai. Depois a sombra negra desaparecerá, mas deixará marcas indeléveis nos jovens, então nessa idade tão cheia de perigos de passagem para a adultícia. Simão partirá ao encontro do fascinante mistério das suas origens, na orla dos bosques escandinavos onde a realidade se confunde com a lenda, e saberá que foi gerado pelo amor feito música.

Opinião:
Este foi um dos livros que adquiri na feira da Vandoma, cuja autora e obra desconhecia. Desde o início acreditei que não seria uma leitura fácil, mas estava mesmo curiosa em relação ao livro.
A história decorre maioritariamente na Suécia, nos tempos da Segunda Guerra Mundial e tem como figura principal Simão, um menino com feições diferentes dos demais e judeu, além de que tem uma particular ligação às árvores e à música. Ao longo do livro, conhecemos a vida deste menino e da sua família, bem como da de Isak e da relação que estes terão durante a vida. Simão é sonhador e vamos seguindo as visões que vai tendo, que o ligarão à sua origem.
A história está repleta de natureza e de beleza nas palavras, apesar de relatar alguns marcos da História da Guerra. É possível acompanhar também o estado psicológico das personagens, quer tenha a ver com a guerra ou com a vida pessoal.
A leitura não foi muito fácil; por vezes, achei a narrativa muito complexa e difícil de compreender, pois nem sempre era directa, mas no fim tudo encaixou e tornou-se num bom livro. A forma de a autora escrever mostra a sua peculiaridade e a sua capacidade imaginativa. Acabei por ganhar carinho pelas personagens e isso é muito bom!
Em suma, apesar do tempo que levou a ser lido, foi um livro que mereceu ser descoberto!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Música :: 2.ª Semi-final do Festival da Canção 2019

No passado Sábado, aconteceu a segunda semi-final do Festival da Canção. Estava ainda mais ansiosa por ver esta semi-final por duas razões: ia actuar um conhecido meu (Dan Riverman) e, além de querer muito ver como ia ser a sua prestação, estava curiosa por ouvir e ver ao vivo a canção da Surma.

Assim, foram estas as canções de Sábado:

Achei a música um bocado monótona, além de que a Lara Laquiz desafinou um pouco. Mas gostei de ver a actuação e lembrei-me logo da Leonor Andrade por causa do chapéu!

Conheço pessoalmente o Daniel e o trabalho dele enquanto músico e, sinceramente, nunca imaginei que ele participasse no Festival. Por isso, fiquei boquiaberta quando o vi na lista dos concorrentes! Não me admirei, contudo, ao ver que o Miguel Guedes o convidou para este desafio porque no ano passado eles actuaram juntos em Santo Tirso e dali só podia resultar em algo bom. A música é muito boa, mas honestamente não seria a melhor opção para a Eurovisão. A voz dele encheu o palco e foi formidável! Tenho pena de ele não ter passado, mas conseguiu mostrar o talento que tem e dar-se a conhecer a Portugal e ao mundo. Sim, porque ele merece e já não era sem tempo!

Não gostei nada da música; o refrão é muito repetitivo e sonoramente irritante, para não falar do cliché do mar. Fiquei frustrada quando vi que passou à final por ser mais votada pelo júri do que a do Dan Riverman, já que o quarto lugar foi disputado por eles.

A música é gira e tem uma letra engraçada (#rissol). Mas não a via na Eurovisão.
 
Uma música bem ao estilo de Frankie Chavez que eu até gosto. Soa bem, mas não sei se fará diferença na Eurovisão.
 
A mais esperada da noite e a mais inesperada. Fiquei hipnotizada ao ouvir a música (para também tentar perceber a letra) e ao ver todos os elementos no palco. Confesso que não fiquei logo rendida, mas achei espectacular. Revi a actuação no YouTube e gostei cada vez mais. Soa a Björk e eu adoro a Björk! E é capaz de deixar o público em completo silêncio, bem como fazer surgir vários sentimentos, tal como o Salvador Sobral conseguiu (não da mesma forma, obviamente). Acho que é uma séria concorrente à vitória.
 
Por vezes gosto deste género de música, mas desta vez isso não aconteceu. Passou-me despercebida.
 
Foi uma boa surpresa e cá em casa foi a favorita. Gosto muito da voz do NBC e a música é agradável. Também não me importava que fosse a escolhida.
Durante a votação do público, actuaram Carlos Mendes e Manuela Bravo com as inesquecíveis A Festa da Vida e Sobe, Sobe, Balão Sobe, ao som dos Kumpania Algazarra. Foram também dois momentos altos da noite.

Por fim, conheceram-se os resultados e os finalistas são: NBC, Surma, Madrepaz e Mariana Bragada. Fiquei satisfeita pelos dois primeiros, aceitei o terceiro e discordei da quarta.

No próximo Domingo iremos descobrir quem vai representar Portugal em Israel. Estou indecisa entre quatro favoritos: Conan Osíris, Matay, NBC e Surma.
Quais são os vossos favoritos?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Livro recebido :: "À Primeira Vista"

Viva! Hoje tenho para mostrar um miminho que recebi pela altura de São Valentim: À Primeira Vista, de Danielle Steel. Este romance acabou de sair este mês e adorei recebê-lo! Não conheço a autora, mas pela sinopse vejo que faz o meu género de leituras.
E foi, sem dúvida, um excelente presente de São Valentim. Quem mo ofereceu, sabe bem daquilo que gosto... e sabe também que gosto muito dele! 💕

Título: À Primeira Vista
Autora: Danielle Steel
Editora: Bertrand Editora
Ano: 2019
Saibam mais sobre o livro AQUI ou AQUI.

Sinopse:
Nova Iorque. Londres. Milão. Paris. Fashion Week nas quatro cidades. Um mês de entrevistas intermináveis, festas, trabalho incansável e atenção aos detalhes nos desfiles de moda semestrais. No centro da tempestade e da avalanche de trabalho está a americana Timmie O'Neill, cuja renomada marca, Timmie O, é a personificação do casual chic. Ela criou um negócio que a inspira e ocupa toda a sua vida.
Apesar do êxito profissional, Timmie O’Neill vive marcada pelo passado. Até que um intrigante francês, Jean-Charles Vernier, entra na sua vida quando ela adoece na Semana da Moda de Paris.

De início, Timmie e Jean-Charles Vernier têm apenas uma relação normal de paciente e médico. Com o tempo, tornam-se confidentes e amigos e, quando Timmie regressa a casa, mantêm-se em contacto a uma distância segura entre Paris e Los Angeles. Há uma boa razão para se manterem separados, mas nenhum consegue negar a amizade crescente e a atração que sentem quando se encontram.
À imagem e semelhança da própria vida moderna, é uma história complexa e atraente. Carreiras, famílias, histórias, perdas, dever, obrigação e medo de perder o controlo. São dois mundos muito diferentes, duas pessoas de personalidade forte que se cruzam e que podem mudar tudo de um momento para o outro. Serão suficientemente corajosos para enfrentarem o que vem a seguir? E farão isso, juntos ou separados?

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Música :: 1.ª Semi-final do Festival da Canção 2019

Decorreu ontem a primeira semi-final do Festival da Canção de 2019 - e parece que toda a euforia de 2018 ainda foi há poucos dias!
Este ano, todos tivemos acesso na íntegra a todas as canções a concurso e eu já tive uma pequena noção do que podia esperar, apesar de não ter ouvido todas as canções até ao fim.
Assim, aqui vão as minhas observações aos concorrentes:

Estranhei no início e levei algum tempo a entranhar, mas acabei por gostar da música, género muito ouvido em algumas rádios nacionais.

Não se podia esperar outra coisa dos D.A.M.A.... Isto é D.A.M.A. em toda a sua essência! Pessoalmente, não sou fã das músicas deles, mas admito que são orelhudas. Esta é mais uma e não me impressionou.

Foi a que menos gostei. Não obstante a voz da Soraia, esta é mais uma canção com uma letra de questões sobre o estado do mundo e de esperança do futuro, coisa que me enerva profundamente. Já muitas semelhantes foram à Eurovisão e... que nervos! Não sei, irritam-me! Ah, e a própria melodia não era boa...

Sempre gostei desta dupla e das suas músicas. Esta manteve o estilo deles e gostei muito! Aliás, a actuação parecia já ser a da final em Israel e seria uma bela lufada de ar fresco para lá!

A tão badalada música deste festival... Antes disto, não conhecia quase nada do Conan (basicamente só conhecia a versão d'A Minha Casinha que fez para o anúncio da NOS neste último Natal - e de que gostei), mas já tinha ouvido falar. Ao conhecer a canção, admito que gostei. É fora da caixa, tem melodias que nos remetem a estilos orientais, tem saudade e tem uma letra incomum mas com significado. A voz dele lembra as canções ciganas, que gosto de ouvir. Estava ansiosa por ver a actuação e achei espectacular! Achei só esquisito ver o coro atrás a fazer aqueles sons, que mais valia terem sido mantidos no instrumental. De resto, por enquanto, não me importava que fosse esta a nossa escolha para Telavive.

Gostei do género de música, que me fez lembrar outras épocas, e também do timbre da voz, apesar de não apreciar as letras enroladas que ela dizia (a dicção não era boa, nem sempre percebi a letra). A música era queridinha, mas...

Até fiquei impressionada pela positiva com esta proposta! Não morri de amores, mas acreditei que fosse passar à final...

Surpreendi-me pela positiva! Esperava uma balada irrelevante mas vi depois que era especial. Já algumas assim foram à Eurovisão por outros países e saíram-se relativamente bem. A letra era bonita e a voz espectacular!

Após as canções, houve duas actuações que foram especiais: as de António Calvário e de Eduardo Nascimento, interpretando as músicas com que nos representaram na Eurovisão. Pessoalmente, O Vento Mudou é das melhores de sempre, por isso embeveci-me quando ouvi a versão com o Cais Sodré Funk Connection. Foi maravilhoso!

No final, as votações decidiram que os finalistas seriam Matay, Conan Osíris, Calema e Ana Cláudia. Fiquei impressionada quando vi que Filipe Keil ficou em penúltimo, mas fiquei satisfeita com as escolhas.
Que venha a próxima semi-final! 🙂