domingo, 10 de fevereiro de 2019

Opinião :: O Dia em que te Perdi | Lesley Pearse

Título: O Dia Em Que Te Perdi
Autora: Lesley Pearse
Editora: Edições ASA
Ano: 2018
Saibam mais sobre o livro AQUI ou AQUI.

Sinopse:
Na noite em que a mãe lhes foi arrancada, os gémeos Maisy e Duncan perceberam que só podiam contar um com o outro. Se até então a vida deles não fora fácil, a partir desse momento piora dramaticamente pois o pai decide enviá-los para casa da avó, a ríspida Violet.
Os gémeos sentem-se mais abandonados do que nunca. Mas a negligência da avó tem um lado positivo: Maisy e Duncan passam a desfrutar de uma liberdade inesperada e podem explorar o campo e fazer novas amizades sem terem de se justificar a ninguém. Até ao dia em que Duncan desaparece sem deixar rasto.
À medida que os dias dão lugar a semanas, perante a ineficácia da polícia e a indiferença da avó, Maisy decide descobrir por si própria o que aconteceu à única pessoa que verdadeiramente ama. E vai começar por Grace Deville, a excêntrica amiga do irmão. Grace vive isolada na floresta... e tem segredos por revelar…


Opinião:
A sinopse deste livro levou-me a crer que esta história seria um pouco diferente do que costumo ler de Lesley Pearse. Não obstante, a mesma decorre no pós Segunda Guerra Mundial, sendo que o contexto histórico das suas obras continua presente.
Este livro fala, pois, de um casal de irmãos gémeos, Maisy e Duncan, inseparáveis, que, além de terem a mãe doente e o pai maioritariamente ausente, viram-se obrigados a mudar de vida, indo viver com a insensível avó. Como se tinham um ao outro, a mudança não foi complicada, tendo partido à descoberta do novo lugar onde moravam e conhecendo Grace, uma mulher que vive isolada e tida pelos habitantes como louca. No entanto, Duncan desapareceu, numa altura em que aconteciam alguns desaparecimentos de jovens. A história, portanto, relata o desenvolvimento do caso, bem como o que acontece na vida de Maisy na ausência do irmão.
Esta obra foi uma autêntica surpresa positiva, pois não contava com um caso de investigação tão misterioso. Foi com emoção que acompanhei o desenrolar dos acontecimentos, bem como os sentimentos das personagens. O livro tem também algumas amostras de injustiças que fazem pensar na maneira como, por vezes, julgamos uma situação ou uma pessoa sem as conhecermos minimamente bem para o fazermos.
Além disso, os temas fulcrais da história são o abuso sexual de menores e o cancro, assuntos tão actuais, sérios e ao mesmo tempo assustadores.
No cômputo geral, a história surpreendeu-me agradavelmente e ganhei um carinho especial pelos dois irmãos, bem como por Grace.
Tendo em conta o que se dizia de Grace, devem estar admirados por eu ter gostado dela. Leiam o livro e descubram o porquê! 😉

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Livro recebido :: "A Provadora"

Olá! Adicionei um novo livro à minha estante, desta vez com A Provadora, de V. S. Alexander. Este livro promete ser interessante, uma vez que a história decorre na Segunda Guerra Mundial. Estou desejosa de o ler!
Título: A Provadora
Autor: V. S. Alexander
Editora: Saída de Emergência
Ano: 2018
Saibam mais sobre o livro AQUI ou AQUI.

Sinopse:
Em plena Segunda Guerra Mundial, uma jovem encontra refúgio ao lado do homem mais perigoso do mundo. Em 1943, alarmados com os constantes raides aéreos dos Aliados sobre Berlim, os pais de Magda Ritter enviam-na para Berchtesgaden, uma remota cidade nos Alpes Bávaros. Aqui ela é recrutada para o Berghof, o refúgio de montanha de Hitler, onde é treinada para desempenhar uma única função: provar a comida do Führer, oferecendo-se em sacrifício para o manter a salvo de envenenamento.
O Berghof parece estar a um mundo de distância da realidade das batalhas e, apesar de a princípio estar aterrorizada, Magda habitua-se gradualmente à sua perigosa missão. Mas o seu amor por um conspirador das SS e a sua crescente tomada de consciência das atrocidades do Reich empurram Magda para uma conspiração que irá testar a sua inteligência e lealdade.
Vividamente escrito, A Provadora desenrola-se no momento mais negro e turbulento da humanidade, oferecendo-nos uma trama plena de intriga e terror, mas também de extraordinária coragem, sacrifício e amor.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Opinião :: Crime na Mesopotâmia | Agatha Christie

Título: Crime na Mesopotâmia
Autora: Agatha Christie
Editora: RBA Coleccionables
Ano: 2008 (1. ª edição de 1936)

Sinopse:
Miss Amy Leatheran é uma enfermeira contratada para cuidar de Mrs. Leidner, esposa de um famoso arqueólogo, que sofre de «manias» que lhe provocam alucinações e o temor constante de ser assassinada. A enfermeira vai para a Mesopotâmia e toma conta da sua doente num acampamento no meio do deserto iraquiano, onde o marido chefia um grupo de arqueólogos. As fantasias da doente são cada vez maiores, mas ninguém a leva a sério, até que um dia aparece morta no quarto.

Opinião:
Esta nova leitura levou-me até ao Iraque para descobrir o mistério por detrás das alucinações e, mais tarde, da morte de Mrs. Leidner. Num relato feito pela própria enfermeira Leatheran, assistimos a todo o caso com algumas impressões pessoais, além da ajuda imprescindível de Poirot que, por acaso, encontrava-se de passagem perto daquela zona.
Achei a história muito curiosa e desejei avidamente desvendar o que atormentava a vida de Mrs. Leidner. Desde há uns anos, a senhora recebia mensagens ameaçadoras e dizia que via coisas, tidas como imaginadas. Mas seria mesmo ela que estava doente?
O caso revelou-se realmente interessante e teve vários momentos altos; houve episódios de muito suspense e até paranormais (coisas que me fazem arrepiar de medo, mas neste caso foi... engraçado!).
O final foi mesmo imprevisível e fez-me pensar na capacidade que o ser humano por vezes tem de mudar totalmente a sua vida e de fazer qualquer coisa para conseguir atingir um objectivo - neste caso, algo prejudicial para ele e para os outros. E, mais uma vez, a realização do crime foi impressionante, tal como o modo como se descobriu tudo o que aconteceu.
Em jeito de curiosidade, M. Poirot abandonou a Mesopotâmia e seguiu para o Nilo, onde se deparou com outro incrível caso!
Mais uma história de Poirot que adorei!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Opinião :: Carta a Dina | Grazia Verasani

Título: Carta a Dina
Autora: Grazia Verasani
Editora: IN
Ano: 2018
Saibam mais sobre o livro AQUI ou AQUI.

Sinopse:
Numa manhã de 1973, Dina entra pela primeira vez na sala de aula. Doze anos, loira, excesso de peso, roupas caras. Volta-se para a sua nova companheira e diz «Eu sou fascista». A outra responde: «Eu sou comunista».
Nesse momento nasce entre as duas uma amizade esmagadora, feita de subterfúgios, juramentos, conversas, brigas, reconciliações apaixonadas. Dois mundos diferentes, duas famílias opostas, uma de origem operária, a outra, a de Dina, definitivamente burguesa. As duas raparigas, amigas inseparáveis, deambulam por uma Bolonha animada pelas primeiras lutas estudantis.
Trinta e sete anos depois, enquanto estacionava o carro, a protagonista desta história ouve na rádio a música que ela e Dina ouviam até à exaustão num 45 rotações.
E de repente, Dina regressa, viva. Onde está a adolescente rebelde em oposição permanente contra uma mãe fria e sedutora? Qual foi o momento exato do fim? E porquê aquela tentação irresistível de andar com os olhos fechados à beira de um precipício?

Opinião:
Escolhi este livro para primeira leitura do ano por se tratar de um livro pequeno e com uma história aparentemente simples de ler.
O livro é contado na primeira pessoa e fala da história de vida da narradora a partir do momento em que conheceu a amiga Dina, de como elas viveram a adolescência e como ela se recordou dela, tendo em conta que Dina já morreu.
Foi uma boa descoberta, pois não esperava encontrar certos problemas na vida de Dina. Gostei de conhecer este passado, tendo em conta também o ambiente e a época em que viviam. No entanto, a história não me fascinou ao ponto de ter adorado. Mas também, neste caso, não esperava ler um livro pesado, pois queria algo simples, que não me cansasse ou me desmotivasse de ler.
Em suma, foi um livro bom, já que transmite a beleza da amizade ao longo da vida. Para quem pretende uma leitura rápida, este livro adequa-se.