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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Opinião :: Azul Instantâneo | Pedro Vale

Título: Azul Instantâneo
Autor: Pedro Vale
Editora: edição de autor
Ano: 2018

Opinião:
Um dos poemas do livro.
Esta obra foi-me gentilmente cedida pelo autor, em formato digital, ao qual agradeço.
Azul Instantâneo é uma colectânea de textos escritos originalmente pelo autor, Pedro Vale, na sua página de Facebook. Posteriormente, esses textos foram recolhidos e trabalhados e deram origem a este livro.
O livro é pequeno e nele encontramos vários textos e poemas, de entre os quais destaco os poemas visuais. Acho que, para quem não gosta ou pensa que a poesia é monótona e não a cativa, ler as palavras sob a forma de figuras dá um maior sentido às mesmas, ajuda a compreendê-las melhor e dá uma beleza extra ao livro, além de fazer com que leiamos até ao fim. Os textos são isolados e encontramos inclusive alguns deles em inglês.
Gostei de ler esta obra. As palavras são sentidas e o design é original. Valorizo muito a criatividade do autor e creio que é uma leitura simples e leve, como um corta-sabores entre livros de narrativas mais pesadas.
Agradeço mais uma vez ao autor a cedência deste exemplar.
Não deixem de conhecer Pedro Vale e a sua obra através do Facebook e Instagram.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Opinião :: Destinos | Jorge Manuel Lucas Alves

Título: Destinos
Autor: Jorge Manuel Lucas Alves
Editora: Chiado Books
Ano: 2019

Comprar: Bertrand | WOOK | Chiado Books

Sinopse:
“Desde que o Augusto deixara Lisboa nunca mais tivera notícias dele. Apenas a promessa do soldado em casar com ela, logo que a guerra acabasse, lhe mantinha a esperança. Amava o filho mais velho do Fernando e da Lurdes e este amava-a com loucura. Podia não ter dinheiro, podia não ter propriedades e podia ser um simples soldado, mas, a bela normanda amava aquele homem. Amava aquele homem mas o seu coração não a deixava dormir pela noite. Sabia que o homem que adorava estava de armas na mão e a guerra a qualquer momento podia afastá-lo dela para sempre. A morte aguardava cada soldado em cada esquina. Rara era a noite em que o seu coração dormia descansado. O facto de nada saber dele e, a sempre presente dúvida de que se estaria vivo ou morto, consumiam-na por dentro. E agora, de novo com uma invasão nas mãos, a terceira tentativa francesa, os medos da bonita normanda aumentavam de dia para dia.”

Um romance histórico que nos transporta para os inícios do século XIX e cujas personagens nos vão ajudar a entender melhor aquela época brutal e cruel onde a guerra estava sempre presente nas vidas das pessoas. Nesta obra vai surgir uma história de amor entre um soldado português e uma linda francesa e ambos vão conhecer a crueldade e a violência de uma guerra que nunca antes Portugal enfrentara, a Guerra Peninsular. Entre as páginas, o leitor irá encontrar a amizade, a felicidade, o amor, o sexo, a paixão e os sonhos, mas, também surgirá a crueldade extrema, a violência e a morte. Uma guerra que arrasou todo o reino e marcou a História de Portugal, e de Espanha, para sempre.

Opinião:
Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela editora Chiado Books, à qual agradeço muito.
Esta história decorre no início do século XIX, altura das invasões francesas à Península Ibérica. A par das guerras, o livro conta também o romance de Augusto, um jovem caçador, que passou mais tarde a combater pela independência do país, com uma jovem francesa chamada Juliette, que no início da revolução em França se viu obrigada a fugir do país com o pai, pois já o seu marido tinha sido executado e a sua mãe encarcerada. Mais tarde, Juliette vê também o seu pai ser morto injustamente por ser tomado como espião, e isso fará com que a francesa se queira vingar de quem o tramou.
Quanto às história, gostei particularmente da parte histórica contada sem grandes rodeios, ou seja, foi fácil de compreender. Admito que nunca percebi bem a parte das invasões francesas na História, mas com o livro acabei por perceber mais e melhor. Gostei também de conhecer as vivências das pessoas, que naquela altura sofriam com as constantes guerras. Dá para sentir o clima de tensão e terror das pessoas que viam os combates intermináveis e lhes roubavam os entes mais queridos e os seus poucos bens.
Já a escrita, infelizmente, tinha bastantes gralhas e erros gramaticais e de sintaxe. Há falhas que se toleram, como algumas faltas de acentos, mas há erros que custa ver constantemente e que, a mim, me tiram até alguma concentração, como o "devia de fazer" (sem "de"!), a clássica confusão entre "sse" e "-se" (danças-te?!), e a confusão entre "há" e "à". O livro deveria mesmo ser revisto, pois a história vale a pena ser lida.
Em suma, a história é boa e, para quem gosta de factos históricos e contos de época, este livro é uma boa opção. Contudo, convém ressaltar que existe muito calão - normal entre o povo -, que pode chocar certas pessoas.

domingo, 17 de novembro de 2019

Opinião :: Memórias Esquecidas | Jodi Picoult

Título: Memórias Esquecidas
Autora: Jodi Picoult
Editora: Civilização Editora
Ano: 2010 (3.ª edição)

Sinopse:
Cativante e absorvente, Memórias Esquecidas é um livro sobre a natureza e o poder da memória. Explora o que acontece quando um passado do qual fugimos nos apanha - e quando as memórias que pensávamos esquecidas regressam para nos ameaçar.
Delia Hopkins foi criada na zona rural do New Hampshire pelo pai, viúvo há trinta anos. Delia tem uma filha pequena, um noivo atraente e uma cadela de busca que usa para procurar pessoas desaparecidas. Mas, enquanto planeia o seu casamento, descobre antigas fotografias que lhe vêm relembrar memórias esquecidas e passa a viver atormentada por flashbacks de uma vida que não se lembra de ter vivido. Chocada e confusa, Delia sente que tem de procurar a verdade entre estas memórias recentemente descobertas - mesmo que elas ameacem devastar a sua vida e a vida das pessoas que ela mais ama.

Opinião:
Antes deste, li apenas um livro da autora (este, ainda que duas vezes) e adorei. Fiquei fã da autora e, mea culpa, não li mais nada até agora. Depois da oportunidade de adquirir Memórias Esquecidas a uma pechincha (mal sabendo que, meses mais tarde, haveria outra editora a relançar o livro e este voltaria à baila), voltei a ler esta autora que, a partir de agora, merecerá toda a minha atenção.
E se, de repente, descobríssemos que toda a nossa vida foi uma invenção? Mesmo que tivéssemos vivido uma vida feliz e confortável, começássemos a pôr tudo em causa e a desconfiar de tudo e de todos os que deveriam proteger-nos e ser leais? É o que vai acontecer neste livro a Delia Hopkins, depois de ver o seu pai ser acusado de a ter raptado vinte e oito anos antes e de ser preso num estado a cinco mil quilómetros de casa. Delia não se lembra do seu passado anterior ao rapto, mas quando se desloca até ao Arizona (onde tudo aconteceu) e vai conhecendo o seu passado, vai também ter flashbacks e associando as memórias ao que realmente se passou.
Jodi Picoult é exímia na escrita. A história é contada pelas personagens e, desta forma, vemos a mesma sob a perspectiva de cada um. É possível sentir a angústia que prevalece durante o caso e os acontecimentos dão azo a várias reflexões. Como a maior parte da história relata o julgamento de Andrew, pai de Delia, vamos constantemente pensando se de facto ele é culpado do que fez.
Levei bastantes dias a ler o livro, mas foi uma leitura excelente e cativante. Cada capítulo revelava novos pormenores e mantinha as coisas ainda mais em aberto. De facto, só na última página é que tudo se esclareceu e me deixou descansada.
Adorei a escrita e a forma como ambas as histórias (tanto a do passado como a do presente) se interligavam. Apaixonei-me pelas personagens e senti-as como se fossem reais. Apeteceu-me abraçá-las e confortá-las durante o difícil julgamento, mas fiquei muito feliz com o final.
Mais um livro espectacular que merece 5🌟! Leiam, quer seja a edição que eu tenho, quer a mais recente, que podem encontrar na Bertrand ou na WOOK. Não se vão arrepender! 😉

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Opinião :: Julieta | Anne Fortier

Título: Julieta
Autora: Anne Fortier
Editora: Editorial Planeta
Ano: 2010

Comprar: Bertrand | WOOK

Sinopse:
Julieta, um ambicioso e sedutor romance, segue a odisseia de uma jovem que descobre que as origens da sua família remontam aos amores frustrados dos dois maiores amantes da literatura: Romeu e Julieta.
Quando Julie Jacobs herda a chave de um cofre em Siena, Itália, dizem-lhe que conduzi-la-á a um tesouro de família. A jovem lança-se numa jornada tortuosa e perigosa, mergulhando na história da sua antepassada Julieta, cujo amor lendário por um jovem chamado Romeu abanou os alicerces da Siena medieval.
À medida que Julie se cruza com os descendentes das famílias envolvidas no inesquecível conflito familiar de Shakespeare, começa a perceber que a conhecida maldição - «Malditas sejam as vossas casas!» - continua actual e que ela é o alvo seguinte. Parece que a única pessoa capaz de salvar Julie é Romeu - mas onde está ele?


Opinião:
Este livro chamou-me a atenção pela capa, que é extremamente bonita, e pela questão que nela aparece:
E se descobrisse que era descendente de Romeu e Julieta?
De facto, esta narrativa baseia-se na investigação levada a cabo por Julie, que herda a chave de um cofre em Siena, e que a leva a viajar dos Estados Unidos na tentativa de descobrir a verdadeira história de Romeu e Julieta.
A narrativa é contada alternadamente entre a Siena actual e Siena de 1340. Nesta última, conhecemos a verdadeira história de Romeu e Julieta, que inspirou ao romance de Shakespeare, e percebemos a tragédia e a maldição que perdurou nas gerações seguintes. Até hoje.
No início, não me foi muito fácil de ler, pois achei a narrativa muito pesada (literalmente, pois também o livro é incrivelmente pesado; as 512 páginas pesam como se fossem mil!), mas depois comecei a ligar-me à história e a interessar-me pela avidez de Julie em desvendar o mistério dos seus antepassados. Além disso, notei que a história de Julieta do século XIV é diferente da que conhecemos de Shakespeare, mas essa Julieta assemelha-se em muito com a Julieta actual. Sim, Julie é Julieta (spoiler)! Mas será que a maldição perdurará na família ou será finalmente quebrada?
A história desenrola-se em constante suspense e descoberta. Vão aparecendo personagens fulcrais no enredo que ora se conhecem bem, ora se revelam inesperadamente diferentes. Excepto no início, a história vai num crescendo até culminar numa quase tragédia... e é nesse momento que sei que adorei o livro! 😍
O livro está cheio de História, algum romance e também tragédia, evocando vários sentimentos ao leitor, mas vale muito a pena ler. Preferencialmente com o livro pousado! 😂

Nota: É recorrente os livros terem algumas gralhas e este não foi excepção. Felizmente não foram muitas, mas encontrei uma logo na sinopse na contracapa: deve ler-se Julie Jacobs e não Julie Roberts. Se algum dia este livro for reeditado, espero que seja corrigido. ⚠️

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Opinião :: Os Crimes do ABC | Agatha Christie

Título: Os Crimes do ABC
Autora: Agatha Christie
Editora: RBA Coleccionables
Ano: 2008 (1.ª edição de 1936)

Sinopse:
Poirot recebe uma carta que anuncia um crime que será cometido em Andover. No fim, uma assinatura: ABC.
No dia marcado, uma mulher idosa, que dá pelo nome de Ascher, dona de uma tabacaria, é encontrada morta. Seguem-se outras cartas e outros assassínios segundo uma rigorosa ordem alfabética. Poirot está decidido a evitar que o misterioso assassino chegue ao fim do abecedário.

Opinião:
Neste thriller de Agatha Christie, conhecemos o caso dos denominados crimes do ABC através da narrativa do Capitão Hastings, grande amigo de Hercule Poirot.
O mistério, como revela a sinopse, começa com Poirot a receber uma carta que menciona um futuro crime e o local onde será cometido, além da intrigante assinatura de ABC. Depois de uma mulher com um nome começado por A ter sido assassinada em Andover e de ter ao lado um horário de comboios ABC, aconteceram mais crimes seguindo o mesmo procedimento e a ordem do abecedário.
A escrita de Hastings está intercalada com a narrativa acerca de um homem chamado Alexander Bonaparte Cust, que tem um temperamento e comportamento suspeitos. Tendo este homem as iniciais ABC, até que ponto terá ele a ver com o caso?
A história é misteriosa do início ao fim. A personagem Cust é muito intrigante e leva a crer que é ele o próprio assassino. Contudo, Agatha Christie não costuma entregar pistas tão óbvias ao leitor, por isso é com avidez que se lê este livro para conhecer o desfecho que, por sinal, é inesperado!
A narrativa está repleta de elementos que tornam o caso complicado de desvendar, mas percebendo o raciocínio de Poirot, vemos que o criminoso pensou em tudo ao pormenor. Mas não há crimes perfeitos e Poirot descobre tudo!
Foi mais um óptimo livro de Agatha Christie que merece ser lido por todos!

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Opinião :: Em Nome do Amor | Lesley Pearse

Título: Em Nome do Amor
Autora: Lesley Pearse
Editora: ASA
Ano: 2019
 
Comprar: Bertrand | WOOK

Sinopse:
Katy Speed tem 23 anos e o sonho de viver em Londres, longe da pequena cidade de Bexhill-On-Sea e do temperamento difícil da mãe.
Enquanto não consegue escapar, acompanha avidamente a vida de Gloria Reynolds, a simpática e glamorosa vizinha da frente. Para Katy, entediada com a pacatez do seu dia a dia, as estranhas movimentações na casa de Gloria são um alimento para a imaginação...
Quem serão as mulheres que a visitam ao sábado num carro preto? E porque é que por vezes vêm acompanhadas de crianças? O certo é que essas atividades suspeitas provocam algum desconforto na comunidade.
Uma noite, porém, um incêndio devastador vai pôr fim a tudo isso… e também à vida de Gloria e da filha. Depressa se torna evidente que se tratou de fogo posto, uma notícia chocante para todos mas principalmente para Katy, pois o principal suspeito é o seu pai. 
Ela sabe que ele é inocente.
E vai fazer tudo para o provar... nem que para isso tenha de arriscar a própria vida.

Romance de amor e história de coragem, Em Nome do Amor é uma incursão perturbante ao lado negro das relações humanas. No magnífico retrato de uma época já distante, a autora bestseller trata com profundidade e coragem temas tremendamente relevantes ainda nos dias de hoje.

Opinião:
Em Nome do Amor é mais um livro de Lesley Pearse que foge ao romance histórico, mas que não deixa de ser um livro impactante.
Nele, conhecemos Katy, uma jovem trabalhadora e determinada em mudar de vida, uma vez que se começa a cansar do temperamento difícil da mãe em casa. No entanto, um incêndio que deflagrou na casa em frente, onde morava Gloria Reynolds, por quem ela tinha bastante estima, deixou-a perturbada, principalmente depois de o seu pai se ter tornado suspeito de ter ateado o fogo.
Mais tarde, já em Londres e sem se conformar com o facto de o pai estar preso, Katy decide investigar o caso sozinha - e é então que a sua vida sofre as consequências.
Esta história decorre nos anos 50, depois da Segunda Guerra Mundial, e aborda temas que se tornaram mais falados nessa altura, sendo o principal a violência doméstica. De facto, o livro fala muito acerca da condição da mulher e da necessidade de se agir em relação a isso, pois na maioria das vezes deixa-se andar e nada de faz para mudar a situação.
Katy assiste de perto ao terror de estar impotente à mercê de alguém. Mas o que leva uma pessoa a cometer tal violência? E porque não existe mais apoio às vítimas? É na tentativa de responder a estas questões, de agir e de descobrir segredos do seu passado, que Katy se torna mais uma personagem marcante de Lesley Pearse.
Gostei muito de ler este livro e senti profundamente as emoções das personagens; tal como Katy, desejei poder agir para mudar a vida de algumas pessoas, neste caso mulheres, que se viram privadas de uma vida normal por causa da violência praticada pelos seus cônjuges. Além disso, Katy sofre nas mãos de um criminoso mas, mesmo assim, tem a força suficiente para tentar perceber o porquê de tamanha maldade. Penso que a história abre caminho à reflexão sobre o comportamento de alguém com uma mente perturbada, algo que continua demasiado presente nos dias de hoje.
Chegando ao fim do livro, cheguei à conclusão de que, em nome do amor, tudo se torna possível!

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Opinião :: A Rapariga das Laranjas | Jostein Gaarder

Título: A Rapariga das Laranjas
Autor: Jostein Gaarder
Editora: Editorial Presença
Ano: 2011 (6.ª edição)

Comprar: Bertrand | WOOK

Sinopse:
Será possível um pai, falecido demasiado cedo, falar com o filho, através de uma carta? Esta é a experiência por que o protagonista desta história, Georg, de 15 anos, vai passar. Georg e o pai vão dialogar e manter finalmente a conversa de adultos que não puderam ter. Na carta, o pai de Georg fala-lhe de uma bela rapariga carregada com um saco de laranjas a quem procura incansavelmente, enquanto imagina a razão que a leva a atribuir um valor tão grande às laranjas que ele, desastradamente, fez rolar pelo chão num primeiro encontro. A Rapariga das Laranjas é um romance sob a forma de uma belíssima carta de amor de um pai que sabe não poder acompanhar o crescimento do seu filho e lhe quer transmitir o seu amor à vida e ao mistério insondável que ela encerra. Do autor do grande bestseller internacional O Mundo de Sofia.

Opinião:
Este livro foi uma óptima surpresa!
A narrativa resume-se a uma conversa por carta entre pai e filho, mas com a diferença de o pai ter falecido onze anos antes. À primeira vista, pode parecer estranho, mas ao longo da carta que o pai lhe escreveu, vamos descobrindo uma história bonita e emocionante, além de um motivo especial para esta carta existir.
Georg, o destinatário da carta, mal se recorda do pai, mas ao ler a mensagem e a questão que ele lhe deixou, Georg descobre que afinal lembra-se de um episódio marcante de quando era muito pequeno e que aprendeu a gostar de certos assuntos por causa dele. Assim, Georg sente-se na obrigação de lhe responder.
Numa escrita simples e informal, o autor relata uma história repleta de descobertas, emoções fortes e memórias que não devem ser esquecidas. Este livro faz-nos também pensar no quão pequeninos somos no Universo e na efemeridade da nossa vida em relação ao que já existiu e ao que ainda está para vir.
O final do livro culminou com um pedido curioso ao leitor e com uma mensagem capaz de deixar um sorriso na cara. Quem já leu, saberá do que falo; quem ainda não leu, devia ter este livro como próxima leitura! 😀
Um livro tão pequeno, que é uma ode à vida!

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Opinião :: Luanda, Lisboa, Paraíso | Djaimilia Pereira de Almeida

Título: Luanda, Lisboa, Paraíso
Autora: Djaimilia Pereira de Almeida
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2018

Comprar: Bertrand | WOOK

Sinopse:
Chegados a Lisboa em junta médica, Cartola e Aquiles descobrem-se pai e filho na desventura, sobrevivendo ao ritmo da doença, do acumular de dívidas e das cartas e telefonemas trocados com a família deixada em Luanda. Até que num vale emoldurado por um pinhal, nas margens da cidade mil vezes sonhada pelo velho Cartola, encontram abrigo e fazem um amigo. Será esta amizade capaz de os salvar? «Se o entendimento entre duas almas não muda o mundo, nenhuma ínfima parte do mundo é exactamente a mesma depois de duas almas se entenderem.»
Luanda, Lisboa, Paraído, o segundo romance de Djaimilia Pereira de Almeida, é o balanço tocante de três vidas simples, em que a esperança e pessimismo, desperdício e redenção, surgem lado a lado numa sequência de tableaux sombrios, doces e trágicos.

Opinião:
Este livro fala da razão que levou Cartola e o seu filho Aquiles a viajar de Luanda para Lisboa e da vida que levam nesta cidade. Pelo meio da narrativa, surgem algumas cartas trocadas entre Cartola, Aquiles e Glória - esposa e mãe, respectivamente -, que ficou em Luanda eternamente desejosa de os voltar a ver.
A certo momento, aparece Pepe, uma personagem que altera o modo como Cartola e Aquiles agem e pensam em relação à vida.
Gostei de ler esta história, apesar de ser um pouco infeliz. Cartola e Aquiles deixam em Luanda a sua família e a promessa de que se vão voltar a ver. Contudo, a distância, o tempo e a própria vida fizeram com que as pessoas mais chegadas se fossem apagando da memória, além das palavras trocadas serem cada vez mais reduzidas. A verdade é que isto acontece na vida real, por mais inconsciente que possa ser, mas é algo que me deixa um pouco triste.
Para mim, em suma, este livro transmite uma mensagem de que a amizade consegue mudar certas percepções que há da vida e, com isso, tornar melhores as pessoas.
O livro é relativamente pequeno e de leitura breve, por isso proporciona uma boa leitura.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Opinião :: Intriga em Bagdade | Agatha Christie

Título: Intriga em Bagdade
Autora: Agatha Christie
Editora: RBA Coleccionables
Ano: 2008 (1.ª edição de 1951)

Sinopse:
«...Lúcifer... Bassorá... Lefarge...» são as últimas palavras do agente secreto britânico Carmichael ao morrer nos braços de Victoria Jones, uma turista sedenta de aventuras e muito mais corajosa do que seria de esperar. Este verdadeiro enigma irá resolver-se em Bagdade, cenário de uma secretíssima cimeira entre superpotências mundiais, preocupadas com a existência de uma arma secreta ainda não identificada.

Opinião:
Tendo em conta os livros que já li de Agatha Christie, penso que este livro foge um pouco ao que estou habituada a ler dela. Não obstante, não deixou de ser uma óptima história!
Nesta obra, por um lado, temos conhecimento da vontade de alguns homens poderosos de alguns países de fazerem uma cimeira secreta em Bagdade; por outro, temos Victoria Jones, uma jovem mulher estenodactilógrafa que conhece por acaso Edward, num parque em Londres. Por coincidência, Edward está prestes a partir para Bagdade e, como Victoria se embeiçou por ele, arranjou maneira de ir para essa terra. É então no Iraque que todos os mistérios acontecem e Victoria se vê envolvida na rede.
Durante a leitura, custou-me um pouco seguir o ritmo da história e não fui percebendo tão bem o caso, mas aos poucos isso foi melhorando. Aliei-me mais à história de Victoria e notei a evolução da minha opinião acerca dela; de início, pareceu-me uma mulher impulsiva e desleixada, mas depois achei-a mais corajosa e adulta. Victoria acaba por ser vítima da rede, mas no final consegue desvendar o que realmente se passou, com ajuda de outras personagens.
A história tem um enredo muito complexo e está muito bem desenvolvido. Não foi o melhor livro que li de Agatha Christie, mas foi um bom livro de se ler.

domingo, 25 de agosto de 2019

Opinião :: As Flores Perdidas de Alice Hart | Holly Ringland

Título: As Flores Perdidas de Alice Hart
Autora: Holly Ringland
Editora: Porto Editora
Ano: 2018

Comprar: Bertrand | WOOK

Sinopse:
Alice tem nove anos e vive num local isolado, idílico, entre o mar e os canaviais, onde as flores encantadas da mãe e as suas mensagens secretas a protegem dos monstros que vivem dentro do pai.
Quando uma enorme tragédia muda a sua vida irrevogavelmente, Alice vai viver com a avó na quinta de cultivo de flores que é também um refúgio para mulheres sozinhas ou destroçadas pela vida. Ali, Alice passa a usar a linguagem das flores para dizer o que é demasiado difícil transmitir por palavras.
À medida que o tempo passa, os terríveis segredos da família, uma traição avassaladora e um homem que afinal não é quem parecia ser, fazem Alice perceber que algumas histórias são demasiado complexas para serem contadas através das flores. E para conquistar a liberdade que tanto deseja, Alice terá de encontrar coragem para ser a verdadeira e única dona da história mais poderosa de todas: a sua.

Opinião:
A primeira impressão que tive do livro foi em relação à capa: é mesmo bonita! Folheando, também encontrei ilustrações no início de cada capítulo, que são relativas a uma determinada espécie de flor. De facto, as flores são os principais elementos da história e da vida de Alice Hart. 🌸
Apesar da beleza do próprio livro, a história é forte e um pouco dramática. A infância de Alice Hart ficou marcada pela violência e pela solidão, além do trauma com que ficou após a tragédia que aconteceu à sua família.
Contrastando com estes problemas, Alice também cresceu rodeada de flores e desenvolveu uma paixão por elas que se manteve até à idade adulta. Foi com elas que aprendeu a expressar-se através da sua linguagem e, mais tarde, conheceu a ligação que elas tinham à história dos seus antepassados.
No livro, vamos conhecendo todos os acontecimentos marcantes na vida de Alice e como ela consegue, passado muitos anos, descobrir todas as respostas às perguntas que acumulou ao longo da vida, além da forma como conseguiu superar certos demónios e alcançar a paz emocional.
Foi um livro agradável de ler e a vontade de conhecer o desfecho da história foi aumentando aos poucos. Creio que o livro tem implícita uma mensagem de esperança e de força para quem enfrenta problemas no dia-a-dia. Assim, este livro é um bom refúgio para qualquer pessoa. Mas qual é o livro que não o é? 😉
Leiam, vale a pena!

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Opinião :: As Investigações de Poirot | Agatha Christie

Título: As Investigações de Poirot
Autora: Agatha Christie
Editora: RBA Coleccionables
Ano: 2008 (1.ª edição de 1924)

Sinopse:
A grande capacidade de Poirot para resolver os casos mais difíceis fez dele o detective preferido da sociedade inglesa do início do século XX. A esta época pertencem as presentes narrativas, que se iniciam com A Aventura de «A Estrela Ocidental» e incluem também A Aventura do Túmulo Egípcio, nas quais Poirot investiga as misteriosas mortes que se seguiram à abertura do túmulo do rei Men-her-Ra.

Opinião:
Esta obra de Agatha Christie é uma compilação de onze pequenos casos que Hercule Poirot investigou com o seu amigo Capitão Hastings, sendo todos narrados por este último. Os casos vão desde desaparecimentos a mortes, bem como de roubos a pequenos grandes mistérios que são dados a Poirot para serem desvendados.
A narrativa feita por Hastings destaca a capacidade de Poirot a investigar cada caso e de reparar em pormenores que geralmente passam despercebidos mas que podem ajudar na resolução do problema. Não é por acaso que se fala nas células cinzentas em quase todos os capítulos!
Como se trata de várias histórias distintas, destaco A Aventura do Apartamento Barato, pela sua peculiaridade, e O Mistério do Pavilhão de Caça, por Poirot não ter podido investigar in loco e ter resolvido o caso através das pistas que Hastings foi fornecendo. Não só o Capitão ficou impressionado, como eu também fiquei!
O livro lê-se bem e em pouco tempo, sendo bom para uma leitura mais leve e rápida.

terça-feira, 23 de julho de 2019

Opinião :: A Provadora | V. S. Alexander

Título: A Provadora
Autor: V. S. Alexander
Editora: Saída de Emergência
Ano: 2018

Comprar:  Bertrand | WOOK

Sinopse:
Em plena Segunda Guerra Mundial, uma jovem encontra refúgio ao lado do homem mais perigoso do mundo. Em 1943, alarmados com os constantes raides aéreos dos Aliados sobre Berlim, os pais de Magda Ritter enviam-na para Berchtesgaden, uma remota cidade nos Alpes Bávaros. Aqui ela é recrutada para o Berghof, o refúgio de montanha de Hitler, onde é treinada para desempenhar uma única função: provar a comida do Führer, oferecendo-se em sacrifício para o manter a salvo de envenenamento.
O Berghof parece estar a um mundo de distância da realidade das batalhas e, apesar de a princípio estar aterrorizada, Magda habitua-se gradualmente à sua perigosa missão. Mas o seu amor por um conspirador das SS e a sua crescente tomada de consciência das atrocidades do Reich empurram Magda para uma conspiração que irá testar a sua inteligência e lealdade.
Vividamente escrito, A Provadora desenrola-se no momento mais negro e turbulento da humanidade, oferecendo-nos uma trama plena de intriga e terror, mas também de extraordinária coragem, sacrifício e amor.

Opinião:
Tenho vindo a interessar-me progressivamente por livros cujas histórias se baseiam no período da Segunda Guerra Mundial. Já li alguns livros que, apesar de serem romances ficcionais, integram factos históricos. Todavia, A Provadora surpreendeu-me por incluir Adolf Hitler como personagem activa na história.
A narradora é Magda Ritter, uma senhora idosa que relata as recordações da sua vivência próxima com Hitler, o fascismo e a guerra, quando ela era jovem. Magda foi uma das provadoras das refeições de Hitler, evitando possíveis envenenamentos ao homem mais temido naquela altura. Ao longo da sua experiência, ela percebeu a gravidade da guerra que decorria e lutou para tentar mudar o rumo da história.
Vi-me completamente viciada neste livro, pois não consegui parar de ler! Este é um romance repleto de realidade que me deixou com os sentimentos à flor da pele. É impossível não reagir à descrição da guerra e é sempre difícil acreditar que a maldade conseguiu atingir os níveis que todos conhecem.
Adorei Magda e toda a sua história. O final foi igualmente emotivo e, com as notas finais do autor, fiquei a entender um pouco mais acerca do Terceiro Reich.
Aconselho este livro a todos os que se interessam pelo tema e que gostam de romances com personagens determinadas.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Opinião :: Má | Chloé Esposito

Título:
Autora: Chloé Esposito
Editora: Bertrand Editora
Ano: 2019

Comprar: Bertrand | WOOK

Sinopse:
Alvie Knightly até pode acordar no Ritz, mas a sua vida não é um mar de rosas.
Para começar, tem a maior ressaca de sempre. E depois, a sua gémea mimada, Beth, foi encontrada morta na Sicília, e agora a polícia quer interrogá-la.
E ainda por cima, o namorado sexy de Alvie desapareceu com o dinheiro todo que roubaram a Beth.
Mas ele meteu-se com a miúda errada.
Alvie vai perseguir o seu ex em Roma num jogo de gato e rato em que só um pode sobreviver.
Não há fúria no inferno como a de uma mulher enganada… Mas será que Alvie conseguirá vingança antes de ser apanhada pelos seus crimes?

Opinião:
Tive a oportunidade de ler o segundo volume desta trilogia mal acabei de ler o primeiro; assim pude seguir a história sem perder o fio à meada!
Este segundo livro relata a aventura de Alvie a tentar encontrar o seu namorado, Nino, depois de este a ter deixado num hotel em Londres. Alvie parte à procura dele sem olhar a meios e a sua personalidade decidida e única (que só lendo é que se entende) leva-a a vários sítios, onde ela faz coisas do arco da velha.
Cada capítulo é uma surpresa e, além de falar novamente em episódios da sua infância, descreve também as loucuras que ela comete. Eu dei por mim embasbacada sempre que lia um capítulo, porque é de facto inimaginável o que ela faz! Fartei-me de rir, mas também pensei várias vezes Como é possível? ou O que foste fazer, Alvie?.
O final deixou-me perplexa e, de certa forma, desiludida, mas não de uma forma negativa; achei que ela cometeu uma asneira da grossa (fora todas as outras). Fiquei, sim, ansiosa por ler a continuação para descobrir o destino desta louca e má!

sábado, 29 de junho de 2019

Opinião :: Louca | Chloé Esposito

Título: Louca
Autora: Chloé Esposito
Editora: Bertrand Editora
Ano: 2018
Saibam mais sobre o livro AQUI ou AQUI.

Sinopse:
Louca é um thriller passado em Londres e na Sicília, no espaço de uma violenta semana de verão, e que explora os temas do ciúme e do engano, do crime e da inveja. Uma gémea não só se apodera da vida perfeita da irmã, como se dispõe a continuar a vivê-la.
Alvie Knightly está muito em baixo: sem objetivos na vida e a beber demais. A sua vida é ainda pior se comparada com a de Beth, a sua irmã gémea e perfeita. Beth casou-se com um italiano lindo e rico, tem um bebé maravilhoso e sempre foi a preferida da mãe. A única coisa que têm em comum é a aparência.
Quando Beth envia um bilhete de avião à irmã para que a visite em Itália, Alvie mostra alguma relutância. Mas quando é despedida do emprego que detesta e os companheiros de casa a põem na rua, começa a mudar de ideias e a pensar na luxuosa villa de Taormina. Ao chegar lá, Beth pede-lhe que troque de identidade com ela durante umas horas, para poder escapar à atenção do marido. Alvie agarra com unhas e dentes a oportunidade de viver a vida da irmã, ainda que temporariamente. Mas quando a noite acaba com Beth morta no fundo da piscina, Alvie dá-se conta de que aquela é a sua hipótese de mudar de vida.
E, afinal, o que escondia Beth do marido? E porque é que a convidou para ir a Itália? Alvie vai descobrindo segredos e mentiras à medida que mergulha mais fundo na vida da irmã morta. E terá de fazer de tudo para conseguir suportar as suas próprias mentiras.

Opinião:
Há uns tempos, tive oportunidade de ler o primeiro capítulo deste livro e fiquei desejosa de poder ler a história.
Logo no início, podemos perceber o nível de loucura da protagonista Alvina, a gémea problemática que tem uma vida irrelevante, ao contrário da irmã Elizabeth que aparenta viver uma vida perfeita. No entanto, depois de aceitar visitar a irmã à Sicília, Alvie depara-se com um pedido de troca de identidade que lhe permite viver na pele de Beth. A riqueza, a luxúria e o poder parecem ser tudo o que Alvie merecia depois de uma vida tão injusta, mas após a morte repentina de Beth e a descoberta de certos mistérios levam Alvie a enveredar pelo crime e actos ilícitos.
A história é viciante e tem tanto de hilariante como de misteriosa. Foram várias as vezes que desatei a rir, mas também fiquei chocada com certas descrições. Alvie é de facto louca e di-lo muitas vezes, mas ao longo do livro vamos conhecendo episódios da infância e juventude das gémeas e percebemos que a sua vida foi sempre rebaixada em relação à irmã. Creio que as suas acções actuais são um reflexo daquilo que lhe marcou no passado, por isso fiquei a adorar esta personagem!
O final deixou-me na expectativa da continuação da história e vou já ler o segundo volume da trilogia!

domingo, 16 de junho de 2019

Opinião :: A Ordem Oculta | Brad Thor

 Título: A Ordem Oculta
Autor: Brad Thor
Editora: 11x17
Ano: 2018
Saibam mais sobre o livro AQUI ou AQUI.

Sinopse:
A organização mais secreta da América age sem prestar quaisquer contas aos americanos. Escondida na sombra, fingindo pertencer ao governo norte-americano, o seu poder é incomensurável. Mas agora esta organização acabou de ficar fora de controlo, e o futuro da nação está em perigo.
Quando os cinco candidatos a liderar esta agência desaparecem, Scot Harvath, agente de contraterrorismo, é chamado a Washington para liderar a perseguição mais feroz alguma vez levada a cabo em solo americano. Mas, à medida que os candidatos vão começando a aparecer mortos, esta perseguição transforma-se num espetáculo público.

Com o seu país à beira do colapso, Harvath tem de desvendar uma rede de conspiração secular e destruir a maior ameaça que a América alguma vez enfrentou.

Opinião:
Comecei esta leitura certa de que iria encontrar um género um pouco fora do que costumo gostar, por isso não criei grandes expectativas.
O livro aborda os temas da conspiração e da espionagem que, pessoalmente, me remetem imediatamente para os Estados Unidos da América (EUA). Neste caso, após a morte repentina do líder da Reserva Federal - uma organização do estado -, os candidatos à sua sucessão vão aparecendo brutalmente mortos e de formas bem pensadas. Assim, tal como os agentes e os detectives que procederão às investigações, fui descobrindo que os crimes foram baseados em acontecimentos marcantes da História dos EUA.
No início, não consegui estar completamente absorvida pela história; no entanto, com a evolução dos factos, fui-me interessando mais. Os crimes apareceram pormenorizados e são arrepiantes; contudo, a complexidade e a alusão aos acontecimentos passados fizeram-me gostar um pouco mais.
O final foi inesperado e terminou com algum romance - para acabar em beleza!
No cômputo geral, a história é boa e muito bem escrita. Apesar disso, continua a ser um género difícil de eu adorar. Mas para fãs de espionagem, aconselho este livro! 

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Opinião :: A Carruagem dos Órfãos | Pam Jenoff

 Título: A Carruagem dos Órfãos
Autora: Pam Jenoff
Editora: Editorial Presença
Ano: 2018
Saibam mais sobre o livro AQUI ou AQUI.

Sinopse:
Noa, de 16 anos, fica grávida de um soldado do exército nazi e é forçada a desistir do seu bebé recém-nascido. Vive no piso superior de uma pequena estação ferroviária, a troco de limpezas... Quando descobre dezenas de crianças judias amontoadas num vagão cujo destino é um campo de concentração, ela não consegue deixar de pensar no filho que lhe foi retirado. E, num momento que mudará a sua vida para sempre, agarra numa das crianças e foge com ela pela noite fora sob um forte nevão.
Acaba por encontrar refúgio num circo alemão, mas vai ter de aprender números de trapézio para poder passar despercebida, não obstante o azedume de Astrid, a trapezista principal. A princípio rivais, Noa e Astrid em breve criam poderosos laços de afecto entre si. Mas como a fachada que as protege se torna cada vez mais ténue, elas têm de decidir se a amizade entre ambas é suficiente para se salvarem uma à outra - ou se os segredos que guardam deitarão tudo por terra.

Opinião:
A história deste livro revelou-se um emocionante romance onde, no meio de uma Grande Guerra, a amizade, a coragem e o amor é que prevalecem.
Ao longo do livro, acompanhamos a história de Noa contada na primeira pessoa, alternadamente com o relato de Astrid, e vemos como elas se encontram no circo e se aliam perante as dificuldades e os segredos que precisam de esconder.
Num lugar onde se vive a guerra, vive-se também em constante sobressalto, e é assim que se vai conhecendo esta história, do início ao fim. Foi inclusivamente com angústia e quase lágrimas que acabei de ler o livro!
A obra vale muito a pena ler, não só para se conhecer um pouco mais deste período marcante da História Mundial, mas também para se constatar o poder da amizade em qualquer situação.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Opinião :: À Primeira Vista | Danielle Steel

Título: À Primeira Vista
Autora: Danielle Steel
Editora: Bertrand Editora
Ano: 2019
Saibam mais sobre o livro AQUI ou AQUI.

Sinopse:
Nova Iorque. Londres. Milão. Paris. Fashion Week nas quatro cidades. Um mês de entrevistas intermináveis, festas, trabalho incansável e atenção aos detalhes nos desfiles de moda semestrais. No centro da tempestade e da avalanche de trabalho está a americana Timmie O'Neill, cuja renomada marca, Timmie O, é a personificação do casual chic. Ela criou um negócio que a inspira e ocupa toda a sua vida.
Apesar do êxito profissional, Timmie O’Neill vive marcada pelo passado. Até que um intrigante francês, Jean-Charles Vernier, entra na sua vida quando ela adoece na Semana da Moda de Paris.

De início, Timmie e Jean-Charles Vernier têm apenas uma relação normal de paciente e médico. Com o tempo, tornam-se confidentes e amigos e, quando Timmie regressa a casa, mantêm-se em contacto a uma distância segura entre Paris e Los Angeles. Há uma boa razão para se manterem separados, mas nenhum consegue negar a amizade crescente e a atração que sentem quando se encontram.
À imagem e semelhança da própria vida moderna, é uma história complexa e atraente. Carreiras, famílias, histórias, perdas, dever, obrigação e medo de perder o controlo. São dois mundos muito diferentes, duas pessoas de personalidade forte que se cruzam e que podem mudar tudo de um momento para o outro. Serão suficientemente corajosos para enfrentarem o que vem a seguir? E farão isso, juntos ou separados?


Opinião:
Este foi o primeiro livro que li de Danielle Steel e foi, portanto, uma descoberta, tanto da maneira de escrever como da história em si.
A sinopse sugeriu-me um romance forte entre duas pessoas importantes e reconhecidas no seu meio; no entanto, o contacto entre eles seria complicado por causa da distância e dos constantes entraves das suas vidas.
Acreditei que a história fosse ser muito mais tórrida e pormenorizada. Tendo em conta as poucas vezes que o casal se via, pensei que esses momentos fossem ser mais descritos, mas achei que os acontecimentos correram depressa e pouco deu para conhecer aprofundadamente algumas coisas e pessoas. Também por isso, achei o final demasiado previsível e repentino: aí é que devia haver continuação!
Não obstante, gostei da história e esta não se limitou apenas ao romance, mas também a outros aspectos da vida de Timmie que deram também vida ao livro.
Em suma, foi um bom romance, maioritariamente numa cidade romântica, mas não foi um livro excelente.

sábado, 20 de abril de 2019

Opinião :: Encontro com a Morte | Agatha Christie

Título: Encontro com a Morte
Autora: Agatha Christie
Editora: RBA Coleccionables
Ano: 2008 (1.ª edição de 1938)

Sinopse:
Mrs. Boynton é uma mulher de idade que, mais que chefiar, escraviza os seus enteados já adultos. Mas como é ela que temo dinheiro todos estarão debaixo do seu domínio até à sua morte. Durante uma viagem a Petra, os Boynton encontram-se com outros viajantes, entre os quais está Poirot. No regresso de uma excursão, a que a velha senhora não foi, esta é encontrada morta. Todos têm motivos para desejar a sua morte e todos tiveram oportunidade para a matar.

Opinião:
A sinopse deste livro de Agatha Christie revela uma personalidade muito peculiar daquela que será a vítima de mais um crime decorrido numa viagem, desta vez a Petra.
De facto, ao descobrir Mrs. Boynton, reparei no seu gosto em deter o poder de controlar os outros, neste caso os membros da família, chegando ao ponto de estes dependerem inteiramente dela, quer monetariamente, quer na vida quotidiana. Esta situação fez-me lembrar certos casos que se estudam em Psicologia e que custam realmente a crer que podem acontecer.
Na história, Mrs. Boynton, que é idosa e já tem problemas de saúde, acaba por morrer e, mesmo parecendo de forma natural, Poirot investiga e consegue respostas a todas as questões em muito pouco tempo.
A leitura foi agradável mas um pouco diferente do que tenho lido nos livros da autora. O livro está escrito em duas partes, em que na primeira se relatam os acontecimentos da viagem das personagens até ao crime e na segunda se procedem às investigações e conclusões. Ora, o crime só surgiu a meio do livro e fez-me pensar que nunca mais chegava!
Já na altura de Poirot actuar, achei que foi tudo muito breve e a explicação do crime não me admirou ao ponto de achar espectacular.
Em suma, gostei da história e da maneira como mexeu com o psicológico, mas não foi um livro que me marcou.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Opinião :: Vita Apparatus | S.F. Godinho

Título: Vita Apparatus
Autor: S.F. Godinho
Editora: Flybooks
Ano: 2018

Sinopse:
Vita Apparatus conta como Yvo Amorim se tornou o próprio mistério.
Ao explorar o passado encoberto dos seus pais, descobre a existência de Vita Apparatus - a máquina da vida. A máquina onde mora um clone seu. Adormecido. Yvo decide ativá-lo, batizá-lo “Sombra” e incuti-lo de se ocupar com a parte desagradável da sua vida. O plano perfeito para Yvo. Desumano para Sombra.

Este é um romance sobre a luta da mente humana. A coragem do pensamento. A
dignidade da ação. Mas, sobretudo, este é o romance sobre o fevereiro que durará para sempre.


Opinião:
Parti para esta leitura com bastante curiosidade e sem saber ao certo o que encontrar, já que a sinopse revela um tema diferente do que é, para mim, normal ler em livros.
A história centra-se em Yvo, o filho da máquina da vida, que descobre a sua origem e, sabendo da existência de um clone seu adormecido, trá-lo à vida. O propósito é facilitar a vida de Yvo, uma vez que se desdobra em dois e assim é capaz de desenvolver a melhor ideia da sua vida, continuando com a sua rotina. Mas será que consegue?
Não sendo propriamente um género literário que aprecie muito, este livro conseguiu surpreender-me. Além de conhecer a personagem e a sua história, gostei da abordagem moral por detrás da mesma.

Quem nunca desejou poder ser mais que um para conseguir ter tempo de fazer tudo aquilo que gosta ou que tem de fazer? E se realmente tivéssemos um clone, um ser humano, que nos fosse útil e fizesse o que lhe pedíssemos, será que ele teria uma vida própria? Uma identidade?

São estas questões que são levantadas neste livro e às quais se tenta chegar às respostas.
O livro tem também partes mais fantasiosas e o final faz desejar a continuação.
Gostei da história pela reflexão que me permitiu fazer e acho que é um livro muito bom e muito bem escrito.
Assim que houver sequela, gostaria de a ler! 🙂

quarta-feira, 13 de março de 2019

Opinião :: As Dez Figuras Negras | Agatha Christie

Título: As Dez Figuras Negras
Autora: Agatha Christie
Editora: RBA Coleccionables
Ano: 2008 (1.ª edição de 1939)

Sinopse:
Dez pessoas são convidadas a passar uns dias numa ilha privada: mas o seu misterioso anfitrião não aparece e começam a ser assassinadas uma a uma, seguindo as ingénuas instruções de uma canção de embalar.
Opinião:
A minha irmã aconselhou-me a ler esta obra por considerar ser uma das melhores de Agatha Christie. Por isso, escolhi este livro como a minha mais recente leitura.
A própria sinopse é breve e sucinta. A história relata o incrível caso em que dez pessoas completamente diferentes são convidadas a passar uns dias à Ilha do Negro, lugar onde não encontrarão o seu anfitrião e, uma a uma, serão assassinadas. Na casa da ilha, existe em cada quarto uma lengalenga que diz o que virá a ser o fatídico destino de todas as personagens.
A história é simplesmente incrível; fez-me lembrar os reality shows em que as pessoas vão para uma casa, ficam isoladas e experienciam uma aventura - neste caso, as dez visadas percebem aos poucos o propósito do convite e, ao longo das mortes, vão tentando descobrir quem será a próxima vítima, tentando também dar a volta à lengalenga.
Durante toda a leitura, só me questionava Como era tudo isto possível?. O final explicou ao detalhe toda a razão de isto acontecer e de como foi elaborado pelo assassino. Simplesmente incrível. Mal fechei o livro, apetecia-me bater palmas! 😃
Até ao momento, dou razão à minha irmã: este foi dos melhores que já li de Agatha Christie!