Finalmente chegou a primeira semi-final do Festival da Canção de 2018!
Depois da inesquecível vitória do Salvador no ano passado, o Festival
deste ano foi aguardado com redobradas expectativas.
Na semana passada, eu já tinha ouvido 45 segundos de cada música desta
semi-final e, para ser sincera, achei a maioria muito calma e a seguir a
onda do Salvador; no entanto, gostei do que ouvi e marquei algumas como
favoritas. Mesmo assim, era preciso ouvir as músicas completas para as
poder julgar.
Esta foi uma das que menos me cativou quando ouvi o excerto mas que ao
vivo me fez mudar de ideias. O estilo é moderno e a letra é fantástica!
Se fosse escolhida para nos representar, eu não ficaria triste, mas
preferiria outra.
Se me tivessem mostrado apenas a música, diria que era o Jorge Palma a
cantar... o estilo não engana; já a voz de Rui David engana um
bocadinho! É mesmo parecida com a do Palma! E gostei da música, tal como
gosto das músicas dele.
Mais uma que não me chamou quando ouvi o excerto mas que agora me
surpreendeu. Adorei o timbre da voz de Beatriz Pessoa e da sua colocação
no refrão, apesar de no fim já me cansar do repetitivo eu te amo. A
música é feliz, fresca e bonita, mas certamente não seria a minha
primeira escolha.
Até agora, foi a minha favorita! Não esperava gostar tanto da música
de Fernando Tordo, pois não contava com este género tão forró do
Brasil, muito menos na voz de Anabela, mas resultou e, por mim, seria
uma boa opção para nos
representar!
O excerto não me cativou; já esta actuação deixou-me curiosa quando
Catarina Miranda entrou. Não esperava que viesse como uma boneca, mas
gostei; seria algo diferente no palco eurovisivo. E a música também foi
melhor do que o excerto me mostrou, mas... é preciso ouvir mais canções.
Esta foi a minha primeira desilusão, já que fiquei com algumas
expectativas quando ouvi o excerto. Mas a actuação ficou aquém do que
imaginava. E foi uma pena! Gosto do género e da música, mas a voz da
intérprete percebeu-se mal, bem como a sua presença no palco não foi
muito cativante.
Talvez o mais esperado da noite, não fosse ele convidado pelo
Salvador. Sim, adorei a música, a letra, o ambiente em palco. Seria uma
boa aposta na Eurovisão. Mas... não seria mais do mesmo? No ano passado
ganhámos com uma canção linda e inovadora, mas quase de certeza que algo
semelhante não iria ter a mesma aceitação. Mas nunca se sabe... O que
interessa, isso sim, é que a canção é boa.
José Cid sendo José Cid! O estilo é o de sempre, e isso não é mau! Não
fiquei lá muito expectante quando ouvi o excerto, mas a música foi um
pouco diferente do que imaginava. Até gostei, mas não adorei.
Uma das que menos me chamou a atenção e que assim se manteve até agora. A música não é má, mas não gosto dela neste concurso.
Canção com alma fadista: expectável no Festival. Gostei muito da voz, mas a canção ainda não me convenceu.
Gostei dos sons quentes do Brasil e da letra referente às canções e artistas que já foram à Eurovisão, mas não gostei muito da voz e acho que não é uma boa aposta para nos representar.
A música fez jus ao título: foi um autêntico alvoroço! Não sei bem o
que achei dela, talvez ainda precise de ouvir mais vezes, mas acho que
não é boa ideia levá-la à Eurovisão.
Gostei muito desta canção, apesar de a voz da Maria Amaral não ter estado perfeita. Música muito bonita, mesmo.
E assim acabou o desfile de canções. Este ano, tive mais gosto em
assistir ao Festival; não senti tanta pressão, talvez por termos cá a
Eurovisão e a garantia da final. Mesmo assim, convém levarmos uma boa
música!
Enquanto se votava, houve os clássicos medleys, mas desta vez
homenagearam-se dois artistas festivaleiros (Carlos Paião e Dina) com
várias canções dos seus repertórios.
Na hora das votações, não me espantei com algumas escolhas,
principalmente com os 12 pontos do júri para Janeiro. No geral, fiquei
agradada com os finalistas, mas uma canção ou outra dispensava. Como
sempre...
Já hoje, a RTP divulgou que houve um erro na votação e consequente
apuramento de um finalista. Assim, em vez de Eu Te Amo, passou Sem Medo. Gostei de ambas, mas preferia a excluída...
E Domingo haverá mais Festival da Canção!
Ontem, decorreu o Junior Eurovision Song Contest (JESC), em Tbilisi, capital da Geórgia.
Este certame teve início em 2003, em Copenhaga, e Portugal participou duas vezes: em 2006, com Pedro Madeira, e 2007, com Jorge Leiria. Com estas duas participações, nunca conseguimos um bom resultado, e acho que foi por isso que não voltámos a fazer parte... até este ano glorioso para nós!
Apesar de ser fã da Eurovisão, admito que não seguia o JESC, talvez por esta versão não ter tido grande impacto em Portugal. Lembro-me de ver o Pedro Madeira a cantar em Bucareste, mas por acaso não me lembro de ver o Jorge Leiria. Desde então, ouvia falar de vez em quando no concurso, mas sempre tive a ideia de que era um concurso de leste, pois a maioria dos países concorrentes são de lá. Porém, passados dez anos e depois da nossa vitória no ESC, regressámos e levámos Mariana Venâncio até Tbilisi para nos representar com Youtuber.
Admito: ao ouvir esta canção, fiquei super desiludida. Achei-a muito repetitiva, fraca de letra e deu a ideia de ter sido feita à pressão. Esperava muito melhor. Não assisti à escolha do intérprete nos Juniores de Portugal, mas quando soube que tinha sido a Mariana a escolhida, fiquei contente. A voz dela é muito boa e adequou-se à música.
Tempos depois, surgiu a versão de estúdio da canção e notei algumas alterações - para melhor! E comecei a gostar um pouco mais dela; a voz da Mariana é querida e tornou a música mais catchy.
E ontem foi o grande dia! Estava ansiosa por conhecer as outras canções. Fui vendo as actuações e pontuando cada uma delas, e cheguei à conclusão de que não houve nenhuma que tivesse adorado, mas houve algumas que gostei: da Malta (adorei a pinta do Gianluca!), da Bielorrússia (não esperava gostar tanto desta, mas surpreendi-me), da Geórgia (que voz incrível, a do miúdo!) e da Albânia (mesmo em albanês, a miúda conseguiu transmitir a mensagem).
Findadas as actuações, foi hora de votar. Este ano houve uma novidade: o público pôde votar online antes e após as performances, inclusivamente no próprio país. De início, pensei que poderia ser injusto para alguns (os países mais populosos poderiam ser mais beneficiados), mas como tínhamos de votar no mínimo em três países, não nos daria a oportunidade de votarmos apenas em nós... e ainda bem, senão iria correr muito mal!
Na hora de conhecer os votos, fui vendo Portugal a ficar para trás... Não era de admirar, por mais garra que a Mariana tivesse dado em palco, mas com aquela canção era difícil conseguir muito melhor... E digamos que a votação em Maio deixou-me mal habituada! 😆 Acabámos em 14.º lugar, tal como em 2006, mas com mais pontos: é o nosso melhor resultado!
Este ano, venceu a Rússia; para mim, foi uma vitória inesperada. Não foi das minhas canções preferidas, mas a voz da Polina era a mais poderosa: que vozeirão!
E assim terminou mais um JESC. Ao contrário do ESC, o país vencedor não tem de ser o anfitrião do ano seguinte. Por isso, o JESC de 2018 será em Minsk, na Bielorrússia. E Portugal já garantiu a sua participação!
Só desejo que se faça um Juniores de Portugal mais pomposo e que haja mais variedade musical. Talento aqui não falta e já vimos que podemos mesmo ganhar qualquer evento! 😉
Salvador Sobral, vencedor do Eurovision Song Contest 2017 (imagem retirada da Internet)
Já muitos textos e artigos foram escritos sobre a vitória de Portugal no
Festival Eurovisão, mas eu não podia deixar passar o acontecimento sem
escrever... sem desabafar!
Portugal ganhou mesmo a Eurovisão. Ainda não acredito bem nisto. Foi um
sonho tornado realidade! Esperei por este momento durante anos e nunca
pensei que fosse acontecer em tão pouco tempo, muito menos no meu
aniversário. O meu coração ia sofrendo um ataque aquando das votações,
pois logo no início recebemos doze pontos e imediatamente previ a
vitória. Não deveria ter sofrido tanto por antecipação, mas foi a
percepção de que aquilo ia correr-nos bem que me deixou assim. Os pontos
foram chegando, nunca arredámos pé do primeiro lugar e no meu coração
não cabia a felicidade e o orgulho de ouvir tantos "twelve points go to
Portugal!"! O momento foi mágico, inacreditável e emocionante,
principalmente quando chegou a vez de Israel votar e o porta-voz
despedir-se da Eurovisão, justificando a saída do país do certame e
dando-nos "doze pontos" em português. Foi lindo!
A soma dos votos do júri e do público resultou numa pontuação recorde
para um vencedor eurovisivo. Tivemos 758 pontos. Inimaginável!
O Salvador recebeu o tão desejado troféu e fez um discurso polémico mas
que me fez aplaudi-lo de pé. A Eurovisão não é um concurso onde apenas
as músicas festivaleiras, poderosas e cheias de efeitos têm direito a
vencer. Durante anos, principalmente na primeira década de 2000, as
músicas foram marcadas pelas roupas exuberantes, pelas danças e representações, por
vozes fortes que mostravam o poder vocal dos intérpretes. As canções pop
cada vez mais foram sendo em inglês e quem fugisse à regra era
prejudicado. E aqui falo de Portugal: já levámos muito boas músicas, que
não ganharam por razões que nunca hei-de saber ou perceber, mas também
outras mais fracas, principalmente nos últimos anos. Quase sempre
passámos despercebidos no meio dos "tubarões", dos que ganham tudo, dos
que se ajudam mutuamente e nunca nos esmerámos em levar uma música
realmente boa. Contudo, nunca deixámos de cantar em português e, acreditem, que
não era por isso que não ganhávamos.
Precisávamos deste interregno. Melhorámos o nosso Festival da Canção e
até aceitámos músicas em inglês. Houve vários estilos, várias vozes e
muita polémica. O Salvador ganhou o FC e muitos pensaram que ia correr
mal. Mas desde o início que ele teve destaque. Pela primeira vez
Portugal foi destacado em toda a Europa pela sua canção e pelo poder
dela. E o seu poder não estava nas notas agudas, nos gritos estridentes,
na batida pop nem na letra que fica no ouvido. O poder estava na
melodia, na voz do Salvador que se exprimiu corporal e musicalmente bem.
Cantou em português e a mensagem chegou a todos! Ganhou uma canção
calma e cheia de significado que foi uma lufada de ar fresco para a
Eurovisão. Ganhou a diversidade!
Não quer isto dizer que as músicas festivaleiras vão
acabar. Não vão nem devem! Mas quer dizer que se deve valorizar a
diversidade de estilos, de melodias, de idiomas e aceitar as diferenças.
Este pode ter sido o ano de mudança. Que bom que foi Portugal a dar o
primeiro passo!
Os irmãos Sobral actuaram juntos no final. No meio de um público em silêncio, emocionado e atento, eles repetiram o momento ternurento da final do FC. Foi maravilhoso, que felicidade!
Além desde título, os irmãos ganharam também outros dois prémios: a
Luísa o de melhor compositor e o Salvador de melhor intérprete. Eles
estão mais do que de parabéns!
Finalmente conseguimos uma vitória e podemos deixar de dizer que o nosso
melhor lugar foi o sexto de Lúcia Moniz. Admito que vai deixar
saudades, mas o meu coração não tem cor e pode amar pelos dois! 😉
Assim terminou esta edição do Eurovision Song Contest. Nunca me hei-de esquecer deste dia, deste ano. Parabéns, Portugal! And, next year, see you in Lisbon!
Ontem ficámos a conhecer as restantes músicas a concurso no Festival
Eurovisão. Contudo, tenho de admitir que esta foi uma semi-final mais
fraca do que a primeira e que as melhores canções, na minha opinião,
apareceram no fim.
Desta vez não adorei nenhuma música, mas a minha preferida foi, sem
dúvida, a da Bielorrússia. Apesar do título ser em inglês, a dupla
cantou na língua materna e a alegria da canção foi uma lufada de ar
fresco. Ainda bem que passou à final!
Também a Hungria levou uma música cantada na sua língua. Mesmo não sendo
uma das minhas favoritas, gostei da sonoridade cigana e da sua
originalidade. Acabou por fazer parte do meu top 10 e fiquei contente
por também ter passado.
Gostei da música de Israel (o cantor lembrou-me tanto o Måns
Zelmerlöw!), da Estónia, da Áustria, da Noruega e da Bulgária. Tenho
ouvido dizer que a Bulgária está cada vez mais forte e favorita à
vitória, mas sinceramente não adorei a música. Gostei mais dos efeitos e
do cenário da actuação e acho que isso é que cativa mais o público.
Aliás, desde que o Måns ganhou em 2015 com aqueles efeitos todos que
parece que muitos o quiseram copiar. Em alguns casos não resulta bem,
mas na música búlgara resultou.
Quanto às restantes, houve uma e outra que também gostei, mas não me cativaram muito.
Ao conhecer os finalistas, fiquei admirada por a Roménia ter passado. A
música até nem era má de todo, mas o yodel it da miúda era irritante e
não ficava bem! Também não contava com a Croácia na final. A música também não era das piores, mas ficaria
melhor se não fosse cantada a duas vozes. No entanto tenho de elogiar o
poder vocal do intérprete! Fiquei com pena pela Estónia não passar, pois
achei uma música diferente e agradável de ouvir.
E assim já temos a Grand Final completa! Já foi divulgada a ordem das
actuações e Portugal vai actuar em 11.° lugar. Podia ter sido em
9.°...
Só espero que tudo corra bem (vai correr!) e que consigamos alcançar o
nosso melhor resultado e, quem sabe, a vitória! O vídeo do Salvador na
semi-final já ultrapassou a fasquia de um milhão de visualizações em
dois dias e cada vez mais se tecem elogios à canção, à voz dele, ao
carisma e à simpatia que ele tem. Nunca antes fomos tão acarinhados, por
isso eu continuo a acreditar que amanhã se vai fazer história!
Não me lembro de ansiar tanto pelo início do Festival Eurovisão como desta vez! O
Salvador Sobral foi sendo visto cada vez mais como um possível vencedor
e isso criou em mim e em todos os portugueses uma grande expectativa.
Além disso, estava ansiosa por conhecer as outras canções, já que eu
gosto de as ouvir pela primeira vez apenas nas apresentações ao vivo.
Não vou comentar cada actuação, pois isso levaria muito tempo; vou
somente partilhar as minhas preferências e comentar os finalistas no
geral.
Ontem, a aplicação Eurovision disponibilizou uma nova funcionalidade
que permite ao público votar aquando de cada actuação, de 1 a 12, sendo
que cada pontuação equivale a uma cor. No fim da actuação e com os
valores somados, a cidade de Kiev é iluminada com a cor correspondente,
mostrando o apoio dos fãs eurovisivos e dando também uma ideia da
pontuação para aquela música. Achei uma ideia muito boa e utilizei a
aplicação para fazer o meu top 10, apesar de na altura ainda não ter
percebido bem como funcionava a questão das luzes e acabei por não as
ver (podemos ver por webcam na app). Adorava ter visto quando actuou
o Salvador!...
Passemos então às músicas. Até não fiquei desiludida com as canções
escolhidas: pensava que iria ser tudo muito semelhante e isso acabou por
não acontecer. Houve variedade, apesar de serem todas em inglês e de
algumas serem mais do mesmo... Mas pronto...
Assim, as músicas que adorei foram a de Portugal, da Finlândia e do Azerbaijão, nesta mesma ordem. Não pude mesmo deixar de mencionar a nossa música, pois gosto
ainda mais dela cada vez que a volto a ouvir. E ontem o Salvador foi
brilhante! No centro da arena, rodeado pelos espectadores, no meio de um
mar de pequenas luzes e com um fundo mágico, ele mostrou que a
simplicidade também é uma característica eurovisiva e os tiques dele
que tanta gente comentou e gozou (até eu!) dão, afinal, um toque muito
mais bonito à apresentação e à passagem da mensagem da canção. Vocês
viram aquela prestação? O público fez silêncio para ouvir a voz
maravilhosa do Salvador, uma voz melodiosa que se ouviu em português!
Foi um momento de orgulho arrepiante!
A minha segunda canção favorita foi, sem dúvida, a da Finlândia. Nunca
imaginei que fosse uma canção tão calma e angelical. Fez-me lembrar a
música norueguesa que ganhou em 1995 (no dia em que eu nasci!). Pela
primeira vez, votei numa canção do ESC e foi nesta. Fiquei tristíssima
quando vi que não passou à final... Hyvää Suomi, olet sydämessäni!
A música do Azerbaijão espantou-me. Nunca pensei que fosse gostar tanto desta música. Adorei, adorei mesmo!
Quanto às outras, houve algumas que gostei, como a da Albânia, da
Arménia, do Chipre e da Austrália. Achei graça à da República Checa por
ser um registo diferente e inesperado e também à da Eslovénia. Fiquei
mais desiludida com a da Suécia e da Moldávia, pois tornam-se demasiado
repetitivas e cansativas. As restantes passaram-me ao lado.
O momento das votações foi hilariante quando chegou à parte de Portugal. Viram as caretas dos manos Sobral?
Além de inesperado, foi original e acho que cativou ainda mais as
pessoas! O que me ri! Eles são tão genuínos! Caramba, adorava
conhecê-los!
Chegou o momento de mais ansiedade: o de saber os resultados. Estava
quase certa de que íamos passar, mas mesmo assim custou um bocado,
principalmente ao ver alguns países menos merecedores a passar...
Felizmente não sofri como em 2008, quando a Vânia Fernandes foi a última
a ser anunciada finalista. Foi sofrer até ao fim, mas foi também um
momento memorável para todos! Ah, e ontem quando anunciaram Portugal, a
reacção do Salvador voltou a ser cómica, do género "Ohh, estou na
final, não estava nada à espera!"! Este Salvador é o máximo!
E assim chegámos ao fim da primeira semi-final, já com o nosso lugar
reservado na final de Sábado. Sete anos depois quebrou-se o enguiço e
conseguimos chegar lá! E será que vai ser desta que vamos ganhar? A
música tem tudo para ser vencedora! Como eu gostava que fosse, seria uma
prenda de anos tão boa! Sonhar não custa... ☺
Finalmente chegou o dia! Ontem à noite, no Coliseu dos Recreios,
decorreu a Grande Final do Festival da Canção 2017. Além do desfile de
músicas, foi também celebrado o 60.º aniversário da RTP. Foi um evento
espectacular, arrojado, completamente diferente das anteriores finais do
nosso Festival, mas teve um pequeno problema: acabou demasiado tarde
para um Domingo. Apesar disso e a muito custo, consegui ver até ao fim!
Relativamente às canções, notei alterações nas actuações e louvei os
esforços para as melhorarem, mas houve algumas que, a meu ver, não
conseguiram.
A Gente Bestial continuou bestial. Adoro a música, mas mantenho a
minha palavra: a letra só faz sentido em português e em Portugal,
portanto não era uma boa aposta para ir a Kiev.
A actuação do Pedro Gonçalves desiludiu-me um pouco. Achei o volume do
instrumental demasiado baixo e, ainda assim, a voz dele mal se percebeu
em algumas partes. Comecei logo a imaginá-lo no palco da Eurovisão com
estes problemas e a prestação dele a ser fraquinha. Depois disto,
fiquei com mais dúvidas em relação a esta música...
Gostei da actuação da Lena D'Água. A voz dela é limpa e perceptível, e a
música é feliz. Não era uma música para o ESC, mas não deixa de ser uma
boa canção.
Salvador, Salvador... Estranhei no início mas fui entranhando com o
tempo. O que dizer quando todo o coliseu o aplaude fervorosamente no
início, durante e no fim da actuação? Estava visto que era o favorito.
Mesmo com problemas técnicos, ele cantou como se estivesse em casa. Não, não
me refiro à sua indumentária, mas à maneira de cantar. Já gosto bem da
música, talvez já a adore, e a prestação dele foi bonita.
Penso que o Fernando Daniel foi quem mais se esforçou em melhorar a sua
actuação. De todos, era o que mais queria ganhar mas parecia que estava
desapontado com as reacções do público. Não era para menos... Eu também
fiz um esforço para gostar mais da música, mas ela é estranha. E desta
vez ele teve companhia no palco: Noa, a violinista, e dois homens
que levavam uma guitarra portuguesa e uma guitarra eléctrica. Aquilo
ficou ainda mais estranho com eles e com os instrumentos... A voz dele
foi impecável, mas simplesmente a música não dá!
Gostei das flores, das cores, das pétalas no vestido (dele nem tanto),
da felicidade na música, mas não tanto da voz da Celina. Os refrões
ficaram sem as vozes do coro e a voz dela fraquejou. A música é mesmo
bonita, mas se é para falhar assim a voz é melhor não ir lá fora!
A Deolinda, infelizmente, passou tão despercebida neste Festival que já
nem me lembrava que ela tinha passado à final. Fiquei a gostar um
bocadinho mais da música, mas é demasiado esquecível para o ESC.
Os Viva la Diva foram fantásticos. Gostei ainda mais hoje da música
deles e foi a melhor maneira de fechar o leque de canções. O único senão
foi mesmo o coro extra que puseram: no refrão, houve excesso de
vozes...
Não podia faltar o medley de canções. Mas desta vez foi lindo, muito bom mesmo! Tornaram a só cantar músicas antigas, mas foi memorável.
Passados os festejos e discursos de aniversário, chegou a hora das
votações. As pontuações de cada região foram divulgadas da mesma maneira
como fazem no ESC, portanto deu também para matar algumas saudades
(nunca mais chega Maio!). O Salvador Sobral teve as pontuações máximas
de quase todas as regiões, e aí logo vi que ia ser ele a ganhar. Os
votos do público foram um pouco diferentes, mas já quase nada havia a
mudar: o Salvador ganhou o Festival.
Não foi surpresa e até gostei que ele tivesse ganhado. Imediatamente vi
muitos comentários positivos, outros nem tanto, mas que me deixaram
esperançosa.
Pode não ser uma música festivaleira, pode a Europa não gostar muito
dela ao início, pode até não ser candidata a vencer, mas pelo menos é
cantada em português. E no meio de tanta canção cantada em inglês, modéstia à parte, a nossa língua é música para os ouvidos de todos!
Até Maio, em Kiev!
Antes de mais, quero dizer que as minhas apreciações relativamente à
primeira semi-final do Festival da Canção foram um pouco precipitadas e,
de certa forma, injustas. Ao ouvir as canções pela primeira vez não
fiquei agradada como esperava e talvez tenha sido por isso que fiz
comentários tão depreciativos. Voltei a ouvir todas as canções e, apesar
de continuar a não gostar muito de algumas, há outras que talvez tenham
potencial. Ainda assim, fiquei ansiosíssima por que chegasse este
Domingo para poder ouvir as outras canções. Lá no fundo, acreditei que
iria ser muito melhor. E felizmente foi!
A começar, tivemos David Gomes com uma canção em inglês. A música até
era boa, mas a voz ficou aquém das expectativas. Aquela melodia requeria
uma voz poderosa (como a do Fernando Daniel) e a do David não foi. Bem,
mas não foi um mau começo!
Estava particularmente curiosa em relação à canção interpretada pela
Lena d'Água. Fiquei agradada com a música e a voz dela até se adequou
ao género! Mas seria uma boa música para a Eurovisão?
A canção número três foi cantada por Beea (aka Beatriz Felício). Já
estava à espera de um fado com traços pop, mas sinceramente achei a
música estranha. Contudo, fiquei impressionada com a voz dela e achei-a
até parecida com a Ana Bacalhau (tanto a voz como a aparência)!
Chegou a vez do tão esperado Pedro Gonçalves. E que maravilha de
surpresa! A música é fresca, moderna e penso que faria furor na
Eurovisão! Foi logo a minha favorita!
De seguida, cantou Helena Kendall. Esta foi uma música mais calma, mais
amorosa e gostei muito! Recordou-me algumas canções da Eurovisão mais
antigas, cujos cantores se fizeram acompanhar igualmente de uma
guitarra. Não sei é se seria uma boa escolha para nos representar...
Depois veio a Celina da Piedade, que trouxe uma canção alegre, fresca e
que me fez lembrar imediatamente dos Flor-de-Lis, que tão bem nos
representaram em Moscovo, em 2009 (já?!). Uma música realmente bonita,
mas penso que não é melhor do que a Todas as Ruas do Amor, portanto
não a queria em Kiev...
A canção número sete foi interpretada por Jorge Benvinda, que faz parte
dos Virgem Suta. A música era bem-humorada e a letra era bastante
engraçada. Gostei muito da música, que até me lembrou certas bandas
inglesas que tocam este género, mas não sei se funcionaria na Eurovisão.
Os europeus não iriam perceber a graça da letra!
A última foi cantada por Inês Sousa. Vindo de Noiserv, já era de esperar
algo bastante calmo, e de facto foi. Gostei da música mas não, não daria na Eurovisão.
Assim terminou o desfile de canções. E nada me demoveu da minha
preferência! Mas temi quando chegou a hora das votações... O júri ficou marcado na semana passada pelas suas escolhas totalmente contrárias às
do público. E ontem não foi diferente. Já esperava outra desilusão
vinda do júri, mas fiquei na mesma pasmada quando vi as pontuações.
Felizmente, a votação do público valorizou as minhas preferidas e
levou-as ao topo, ou seja, passaram à final!
Assim, das canções finalistas, as minhas favoritas são: Don't Walk Away,
do Pedro Gonçalves, Nova Glória, dos Viva La Diva, e Amar pelos Dois,
do Salvador Sobral. Estas três são exemplos de géneros completamente
distintos e qualquer uma representaria muito bem o nosso país.
Agora é esperar pela final no próximo Domingo. Se uma destas passar, fico felicíssima!
Foi com grande expectativa que esperei pelo regresso do nosso Festival da Canção, pois
a RTP esmerou-se (a sério) na divulgação do concurso, bem como na
escolha dos compositores e, consequentemente, dos cantores que, sendo a
maioria do conhecimento geral do público, gerou bastante curiosidade em
relação às canções.
Ontem, creio que Portugal voltou a juntar-se para ver o Festival, tal
como acontecia antigamente; não sei explicar, mas tive mesmo essa
sensação. E senti também um entusiasmo tão grande porque achava que iria
ouvir excelentes canções... mas todo esse entusiasmo foi por água
abaixo quando ouvi as primeiras.
Quem abriu o palco foi Márcia, que levou uma canção muito calma e que
representa bem o seu género musical. Não me aqueceu nem me arrefeceu,
mas continuei na mesma expectante em relação às próximas.
Depois, as Golden Slumbers apresentaram outra canção calminha mas um
nada mais animada do que a primeira. Admito que passei a gostar mais
delas (das Golden) e achei a música fofinha, fazendo-me até lembrar de
uma canção holandesa da Eurovisão de há uns anos, mas...
Em terceiro foi o tão ansiado Fernando Daniel! Eu estava mesmo desejosa
por conhecer a canção, mas... o que foi aquilo? Uma mistura de
Disney, musical e rock? Bem, era o que podia ter esperado do Nuno Feist
(ele já nos habituou a isto). O Fernando foi impecável, mas a música
estragou tudo! Não consigo exprimir a minha desilusão a partir deste
momento!
De seguida cantou Deolinda Kinzimba, outra voz tão conhecida. No entanto, na canção notava-se muito o estilo de Rita
Redshoes e não se ligou muito bem à cantora; achei-a demasiado fraquinha
para a Deolinda e não puxou por ela. Aliás, a Deolinda bem lhe deu uns
toques pessoais, mas não ficaram muito bem...
A canção número cinco foi cantada por Rui Drummond. Mais uma vez, a
desilusão tomou conta de mim: esperava uma música mais mexida, mais
animada, como tantas que os HMB têm, mas não. A canção não foi má, mas
já era demasiada calmaria até então. Não obstante, adorei a voz do Rui!
Teria sido uma boa oportunidade para ele mostrar o poder da sua voz em
Kiev, onde há 12 anos a sua prestação, junto da Luciana Abreu, não
correu como merecia ter corrido... Foi uma pena.
Seguidamente veio a primeira canção totalmente em inglês de sempre.
Quando disseram que esta seria do género disco e Saturday night
fever, até saltei do sofá, pois é dos meus géneros favoritos! Mas,
outra vez, a música não puxou por mim. Lisa Garden não tinha power na voz,
apesar de ter mostrado uns tímidos movimentos de dança. A música só me
marcou pela diferença e novidade, mas não gostei muito dela.
A canção número sete foi a que deu mais que falar. Os manos Sobral
levaram uma canção calminha, muito Disney, muito género da Luísa (não conhecia
o Salvador, portanto não sei qual é o seu género musical). Nunca fui fã
de Luísa Sobral, mas achei o timbre do Salvador muito semelhante ao dela (quem sai aos seus não degenera!). No momento em que a ouvi, a música não me cativou. Gostei da voz, um pouco da melodia (a orquestração recordou-me os festivais antigos), mas talvez o jeito que ele teve ao cantar não me parecesse muito sério. Mas agora, depois de ter ouvido e visto de novo a actuação, fiquei a gostar mais.
Por último, mas não menos importante (bem, tendo em conta as
canções que se ouviram, não sei se é lógico dizer isto...), cantaram os
Viva la Diva. Também estava muito curiosa em relação a este trio, pois
não sabia o que esperar. Fui gostando da música enquanto a Kika estava a
cantar, mas o boom deu-se quando apareceram os dois homens: e, neste
caso, o boom não foi positivo. Eles são cantores líricos! Esperei tudo
menos isto! A música até era boa, mas eles eram desnecessários, pois
assim fica exagerada! Na Eurovisão, estes exageros já não costumam dar
bons lugares... Ai, quem me dera que reconsiderassem!
E assim terminou o desfile musical. E eu fiquei com a sensação de que
foi um desperdício de tempo. Doía-me o peito com a desilusão de tudo
isto e só me ria para não chorar. Fui acompanhando as redes sociais e
toda a gente sentia o mesmo.
Durante o período de votações do público, houve dois
medleys de canções que não venceram os Festivais da Canção. Foi, certamente, o momento
mais animado de toda a emissão e desejei secretamente que fosse aquele
grupo a representar-nos lá fora! Mas, claro, tinha de haver algo
negativo: todas essas músicas eram antigas, sendo a mais recente do início dos anos 80. E as da minha época, RTP? Bem sei que não ficaram tanto no
ouvido e na memória dos portugueses, mas estar sempre a relembrar o passado longínquo já cansa...
Quando chegou a hora das votações, foi outro momento de desgraça: as
poucas que achei melhorzinhas foram as que ficaram pelo caminho. Vá lá
que também passou uma das que faziam parte desse leque... No fim, fiquei
a desejar com todas as minhas forças que a próxima semi-final fosse melhor... Se bem que será difícil ser pior!
... Será?
Segui atenta, ontem, à Grande Final do Festival Eurovisão da Canção 2016. Foi uma noite rica em boas músicas e com alguma variedade de estilos, sendo que o vencedor foi difícil de adivinhar.
Pelo que li nas redes sociais, os fãs consideravam possíveis candidatos à vitória a Rússia, a Austrália e a França. Destes três, preferia a música da Austrália - o vozeirão da Dami Im surpreendeu-me! - mas também gostei da música da França, bastante diferente do que ela costuma levar ao festival. Já a da Rússia não achei nada especial e penso que o que mais a destacou foi a apresentação em palco: os efeitos utilizados realmente fizeram espectáculo.
Das músicas finalistas, para além da australiana e da francesa, gostei da belga (que me lembra a música australiana do ano passado, para além de fazer o meu género!), da búlgara (com um estilo muito ouvido nos dias de hoje), da croata (com uma sonoridade própria da sua cultura da qual gosto muito), da espanhola (mais pelo facto de ser festivaleira e de ser diferente do que a Espanha costuma apresentar) e da lituana (passei a gostar dela ao ouvi-la pela segunda vez na final). Ena, tantas! As restantes não me marcaram muito, havendo até algumas que nem deveriam ter passado (exemplo da Geórgia)...
A apresentação das 26 músicas passou demasiado rápido para mim! Enquanto a votação decorria, foram passados alguns vídeos sobre o festival e também de vários artistas suecos de sucesso (alguns que eu nem sabia que o eram). Depois contámos com a presença de Justin Timberlake que nos presenteou com os seus mais recentes singles.
E finalmente chegou a hora de conhecer as pontuações! Este ano, o sistema de voto sofreu alterações, adoptando assim o sistema utilizado no Melodifestivalen (festival nacional sueco): ao contrário do que tem sido habitual (cada país atribuía de 1 a 8, 10 e 12 pontos, resultados da combinação de 50% dos votos do júri e 50% do público), os votos do júri nacional e do público são entregues em separado, sendo os do júri ditados por um porta-voz em cada país e os do público pelos apresentadores. Este método prometeu prolongar o suspense, evitando que se conhecesse o vencedor a meio da votação (como aconteceu várias vezes). E realmente funcionou! A votação do júri colocou a Austrália no topo com algum destaque, seguida pela Ucrânia e pela Rússia. O momento alto do programa deu-se aquando da divulgação dos votos do público: os pontos alteraram completamente as classificações, culminando com a surpreendente vitória da Ucrânia. Acho que quase ninguém estava à espera que ganhasse a Ucrânia, mas eu até acabei por ficar contente. A música era das mais intimistas (se não a mais) e a letra era extremamente forte. A interpretação da cantora Jamala foi essencial para a mensagem ser transmitida ao público, mesmo aquele que não entende inglês.
A polémica veio imediatamente ao de cima. As críticas dispararam nas redes sociais, dizendo que esta foi uma vitória política de "ataque à Rússia", mas também que preferiam que tivesse ganho a Austrália ou a Rússia (que ficaram em 2.º e 3.º, respectivamente).
Da minha parte, fiquei muito contente por a Ucrânia sair vencedora. Pode não ter sido a minha música de eleição, mas não deixa de ser uma boa música. E para quê guardar rancores em relação a esta vitória? Sejamos todos mais compreensivos e tomemos o espírito amigável da Eurovisão como o mais importante. O ESC é uma festa para celebrar a música que uniu a Europa e todos os países que participam!
E, para o ano, lá vamos nós à Ucrânia!
A semana eurovisiva já começou! Quem me conhece, sabe bem que eu sou fã desde sempre. Acho até que posso dizer que sou fã desde que nasci porque "escolhi" nascer no dia da Grand Final de 1995! Foi uma coincidência que descobri há uns tempos e que me deixou de sorriso na cara.
Bem, este ano Portugal não vai participar. Já o estava a prever quando a nossa representante do ano passado não passou (perdoem-me a redundância) à final. Desde 2010 que não obtínhamos um lugar nas finais e, tal como em 2013, não concorremos. E, tal como em 2000 e 2013, sendo a Suécia a anfitriã... Foi uma notícia triste para os fãs, mas a RTP prometeu que iríamos regressar em força em 2017. Assim espero!
Uma notícia um pouco mais chocante foi quando a RTP, no dia 1 de Abril, divulgou que não iria transmitir nenhum dos eventos em nenhuma das suas plataformas. Queria acreditar que era uma graçola do dia das mentiras, mas não era. A revolta tomou conta de muitas pessoas, dando origem a inúmeras queixas contra esta decisão e foi até destaque n'A Voz do Cidadão. O certo é que a RTP negociou com a União Europeia de Radiodifusão (UER) um "preço especial" para poder transmitir as semi-finais e a final do Festival. E esta reconsideração foi um grande alívio para os fãs!
E hoje é o dia da primeira semi-final! Será transmitida em diferido cerca das 22 horas, tal como tem vindo a ser hábito (no caso das semi-finais em que Portugal não participa ou não concorre). Estou curiosa e bastante ansiosa para conhecer as músicas. Não tenho por hábito ouvir as canções antes dos eventos. Gosto da surpresa do momento!
Esta semana vai ser dedicada ao Eurovision Song Contest (ESC). A semana por que tanto anseio todos os anos... Coisas de fã! :)