segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Música :: 2.ª Semi-final do Festival da Canção 2017

Antes de mais, quero dizer que as minhas apreciações relativamente à primeira semi-final do Festival da Canção foram um pouco precipitadas e, de certa forma, injustas. Ao ouvir as canções pela primeira vez não fiquei agradada como esperava e talvez tenha sido por isso que fiz comentários tão depreciativos. Voltei a ouvir todas as canções e, apesar de continuar a não gostar muito de algumas, há outras que talvez tenham potencial. Ainda assim, fiquei ansiosíssima por que chegasse este Domingo para poder ouvir as outras canções. Lá no fundo, acreditei que iria ser muito melhor. E felizmente foi!

A começar, tivemos David Gomes com uma canção em inglês. A música até era boa, mas a voz ficou aquém das expectativas. Aquela melodia requeria uma voz poderosa (como a do Fernando Daniel) e a do David não foi. Bem, mas não foi um mau começo!


Estava particularmente curiosa em relação à canção interpretada pela Lena d'Água. Fiquei agradada com a música e a voz dela até se adequou ao género! Mas seria uma boa música para a Eurovisão?


A canção número três foi cantada por Beea (aka Beatriz Felício). Já estava à espera de um fado com traços pop, mas sinceramente achei a música estranha. Contudo, fiquei impressionada com a voz dela e achei-a até parecida com a Ana Bacalhau (tanto a voz como a aparência)!


Chegou a vez do tão esperado Pedro Gonçalves. E que maravilha de surpresa! A música é fresca, moderna e penso que faria furor na Eurovisão! Foi logo a minha favorita!


De seguida, cantou Helena Kendall. Esta foi uma música mais calma, mais amorosa e gostei muito! Recordou-me algumas canções da Eurovisão mais antigas, cujos cantores se fizeram acompanhar igualmente de uma guitarra. Não sei é se seria uma boa escolha para nos representar...


Depois veio a Celina da Piedade, que trouxe uma canção alegre, fresca e que me fez lembrar imediatamente dos Flor-de-Lis, que tão bem nos representaram em Moscovo, em 2009 (já?!). Uma música realmente bonita, mas penso que não é melhor do que a Todas as Ruas do Amor, portanto não a queria em Kiev...


A canção número sete foi interpretada por Jorge Benvinda, que faz parte dos Virgem Suta. A música era bem-humorada e a letra era bastante engraçada. Gostei muito da música, que até me lembrou certas bandas inglesas que tocam este género, mas não sei se funcionaria na Eurovisão. Os europeus não iriam perceber a graça da letra!


A última foi cantada por Inês Sousa. Vindo de Noiserv, já era de esperar algo bastante calmo, e de facto foi. Gostei da música mas não, não daria na Eurovisão.


Assim terminou o desfile de canções. E nada me demoveu da minha preferência! Mas temi quando chegou a hora das votações... O júri ficou marcado na semana passada pelas suas escolhas totalmente contrárias às do público. E ontem não foi diferente. Já esperava outra desilusão vinda do júri, mas fiquei na mesma pasmada quando vi as pontuações. Felizmente, a votação do público valorizou as minhas preferidas e levou-as ao topo, ou seja, passaram à  final!

Assim, das canções finalistas, as minhas favoritas são: Don't Walk Away, do Pedro Gonçalves, Nova Glória, dos Viva La Diva, e Amar pelos Dois, do Salvador Sobral. Estas três são exemplos de géneros completamente distintos e qualquer uma representaria muito bem o nosso país.
Agora é esperar pela final no próximo Domingo. Se uma destas passar, fico felicíssima!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Música :: 1.ª Semi-final do Festival da Canção 2017

Foi com grande expectativa que esperei pelo regresso do nosso Festival da Canção, pois a RTP esmerou-se (a sério) na divulgação do concurso, bem como na escolha dos compositores e, consequentemente, dos cantores que, sendo a maioria do conhecimento geral do público, gerou bastante curiosidade em relação às canções.
Ontem, creio que Portugal voltou a juntar-se para ver o Festival, tal como acontecia antigamente; não sei explicar, mas tive mesmo essa sensação. E senti também um entusiasmo tão grande porque achava que iria ouvir excelentes canções... mas todo esse entusiasmo foi por água abaixo quando ouvi as primeiras.

Quem abriu o palco foi Márcia, que levou uma canção muito calma e que representa bem o seu género musical. Não me aqueceu nem me arrefeceu, mas continuei na mesma expectante em relação às próximas.


Depois, as Golden Slumbers apresentaram outra canção calminha mas um nada mais animada do que a primeira. Admito que passei a gostar mais delas (das Golden) e achei a música fofinha, fazendo-me até lembrar de uma canção holandesa da Eurovisão de há uns anos, mas...




Em terceiro foi o tão ansiado Fernando Daniel! Eu estava mesmo desejosa por conhecer a canção, mas... o que foi aquilo? Uma mistura de Disney, musical e rock? Bem, era o que podia ter esperado do Nuno Feist (ele já nos habituou a isto). O Fernando foi impecável, mas a música estragou tudo! Não consigo exprimir a minha desilusão a partir deste momento!


De seguida cantou Deolinda Kinzimba, outra voz tão conhecida. No entanto, na canção notava-se muito o estilo de Rita Redshoes e não se ligou muito bem à cantora; achei-a demasiado fraquinha para a Deolinda e não puxou por ela. Aliás, a Deolinda bem lhe deu uns toques pessoais, mas não ficaram muito bem...


A canção número cinco foi cantada por Rui Drummond. Mais uma vez, a desilusão tomou conta de mim: esperava uma música mais mexida, mais animada, como tantas que os HMB têm, mas não. A canção não foi má, mas já era demasiada calmaria até então. Não obstante, adorei a voz do Rui! Teria sido uma boa oportunidade para ele mostrar o poder da sua voz em Kiev, onde há 12 anos a sua prestação, junto da Luciana Abreu, não correu como merecia ter corrido... Foi uma pena.



Seguidamente veio a primeira canção totalmente em inglês de sempre. Quando disseram que esta seria do género disco e Saturday night fever, até saltei do sofá, pois é dos meus géneros favoritos! Mas, outra vez, a música não puxou por mim. Lisa Garden não tinha power na voz, apesar de ter mostrado uns tímidos movimentos de dança. A música só me marcou pela diferença e novidade, mas não gostei muito dela.



A canção número sete foi a que deu mais que falar. Os manos Sobral levaram uma canção calminha, muito Disney, muito género da Luísa (não conhecia o Salvador, portanto não sei qual é o seu género musical). Nunca fui fã de Luísa Sobral, mas achei o timbre do Salvador muito semelhante ao dela (quem sai aos seus não degenera!). No momento em que a ouvi, a música não me cativou. Gostei da voz, um pouco da melodia (a orquestração recordou-me os festivais antigos), mas talvez o jeito que ele teve ao cantar não me parecesse muito sério. Mas agora, depois de ter ouvido e visto de novo a actuação, fiquei a gostar mais.



Por último, mas não menos importante (bem, tendo em conta as canções que se ouviram, não sei se é lógico dizer isto...), cantaram os Viva la Diva. Também estava muito curiosa em relação a este trio, pois não sabia o que esperar. Fui gostando da música enquanto a Kika estava a cantar, mas o boom deu-se quando apareceram os dois homens: e, neste caso, o boom não foi positivo. Eles são cantores líricos! Esperei tudo menos isto! A música até era boa, mas eles eram desnecessários, pois assim fica exagerada! Na Eurovisão, estes exageros já não costumam dar bons lugares... Ai, quem me dera que reconsiderassem!



E assim terminou o desfile musical. E eu fiquei com a sensação de que foi um desperdício de tempo. Doía-me o peito com a desilusão de tudo isto e só me ria para não chorar. Fui acompanhando as redes sociais e toda a gente sentia o mesmo.
Durante o período de votações do público, houve dois medleys de canções que não venceram os Festivais da Canção. Foi, certamente, o momento mais animado de toda a emissão e desejei secretamente que fosse aquele grupo a representar-nos lá fora! Mas, claro, tinha de haver algo negativo: todas essas músicas eram antigas, sendo a mais recente do início dos anos 80. E as da minha época, RTP? Bem sei que não ficaram tanto no ouvido e na memória dos portugueses, mas estar sempre a relembrar o passado longínquo já cansa...
Quando chegou a hora das votações, foi outro momento de desgraça: as poucas que achei melhorzinhas foram as que ficaram pelo caminho. Vá lá que também passou uma das que faziam parte desse leque... No fim, fiquei a desejar com todas as minhas forças que a próxima semi-final fosse melhor... Se bem que será difícil ser pior!
... Será?

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Livro recebido :: "Gravar as Marcas"

Olá! Da saga Livros Recebidos, o mais recente exemplar é Gravar as Marcas, de Veronica Roth. Este livro é bastante recente (foi editado em Janeiro) e a sua divulgação e as apreciações que lhe foram feitas despertaram-me a curiosidade!
Quem daqui já tem o livro?
Título: Gravar as Marcas
Autora: Veronica Roth
Editora: HarperCollins
Ano: 2017

Sinopse:
Numa galáxia dominada pela corrente, todos têm um dom.
CYRA é a irmã do tirano cruel que governa o povo de Shotet. O dom-corrente de Cyra confere-lhe dor e poder, que o irmão explora, usando-a para torturar os seus inimigos. Mas Cyra é muito mais do que uma arma nas mãos do irmão; é resistente, veloz e mais inteligente do que ele pensa.
AKOS é filho de um agricultor e do oráculo de Thuvhe, a nação-planeta mais gelada. Protegido por um dom-corrente invulgar, Akos possui um espírito generoso e a lealdade que dedica à família é infinita. Após a captura de Akos e do irmão, por soldados Shotet inimigos, Akos tenta desesperadamente libertar o irmão, com vida, custe o que custar. Então, Akos é empurrado para o mundo de Cyra, onde a inimizade entre ambas as nações e famílias aparenta ser incontornável. Ajudar-se-ão mutuamente a sobreviver ou optarão por se destruir um ao outro?
Da autoria de Veronica Roth, Gravar as Marcas é um retrato deslumbrante do poder da amizade e do amor, numa galáxia repleta de dons inusitados.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Review :: Forever More: A Love Story From the Edge of Eternity | Michele DeLuca

Title: Forever More: A Love Story from the Edge of Eternity
Author: Michele DeLuca
Editor: Joyride Press
Year: 2016

Synopsis:
As passings go, he told me his was a good one. When they found his body, there was a slight smile upon his face as if he were happily dreaming in his favorite armchair. It wasn't long after his carthly remains had been dispatched to the cemetery, that his spirit started showing up in my life. And while I know it sounds odd that anyone could fall in love with a dead man, I have to tell you that his energy was more alive than anyone I've ever known in physical form.
In the beginning, I thought he had come to me for help to heal the hearts of his daughter and granddaughter. Though that part of it, he also saved my life and led me to finally understand what it felt like to be truly known and exquisitely loved. His presence helped to unfold in me an astounding late-life blossoming of which I could't have dreamt. Much later, when I was an old woman, I realized it was all of that and so much more. My name is Rebecca St. Claire, and this is my story of Sebastian.
From "Forever More: A Love Story from the Edge of Eternity"

Review/opinion:
As I started my reading and realized this story would talk about a relationship between a woman and a dead man, I wondered how that could be possible. I guess everyone would wonder the same! In the beginning, I must say, I was a kind afraid of what I was going to read, just because this issue is not referred in books very often. Also, I am very sceptical about life after death and spiritualist religion. Nevertheless, I was interested in finding out Michele DeLuca point of view and the story was gradually catching me.
I liked Rebecca and felt a special sympathy for her. She passes by difficult problems in life, but it's when she returns to Lily Dale, a community where she was raised, that her life changes completely. She meets Sebastian's spirit, who wants her to help him, and she falls in love with him. It looks like something impossible to happen, but in this story we can follow their discovers about mediumship and all the issues related to it.
Just like the main character, I felt death as a softer thing; when a person passes away, its body life is gone, but not its soul. Maybe Heaven does exist and it gathers all the people... Or maybe this is the best way to think of death and deal with it. :)
Once again, I enjoyed very much this book!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Livro recebido :: "Não Digas Nada"

Viva! Tenho um livro novo que se juntou à minha biblioteca: Não Digas Nada, de Mary Kubica. Há uns tempos ouvi falar muito neste thriller e li boas apreciações sobre ele, o que me fez ficar bastante interessada na história. Ultimamente tenho lido livros repletos de mistério e penso que este também irá oferecer bons momentos de suspense!
Já leram este livro? O que têm a dizer sobre ele?

Título: Não Digas Nada
Autora: Mary Kubica
Editora: Topseller
Ano: 2014

Sinopse:
Tenho andado a segui-la nos últimos dias. Sei onde faz as compras de supermercado, a que lavandaria vai, onde trabalha. Nunca falei com ela. Não lhe reconheceria o tom de voz. Não sei a cor dos olhos dela ou como eles ficam quando está assustada. Mas vou saber.
Filha de um juiz de sucesso e de uma figura do jet set reprimida, Mia Dennett sempre lutou contra a vida privilegiada dos pais, e tem um trabalho simples como professora de artes visuais numa escola secundária.
Certa noite, Mia decide, inadvertidamente, sair com um estranho que acabou de conhecer num bar. À primeira vista, Colin Thatcher parece ser um homem modesto e inofensivo. Mas acompanhá-lo acabará por se tornar o pior erro da vida de Mia.
Tudo se transforma em pesadelo quando Colin rapta Mia e esta descobre que está a ser vítima de uma trama de extorsão contra a sua família. Mas o plano inicial toma um rumo inesperado e Colin acaba por se ver obrigado a manter Mia reclusa numa cabana isolada do Minnesota, escondendo-a, e a si próprio, da polícia e dos criminosos que o contrataram.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Livro recebido :: "Três Homens num Barco"

Olá! Já devem ter reparado que, no que toca a livros, este ano começou da melhor maneira para mim! Tenho recebido vários exemplares e a pilha de livros para ler está cada vez maior.
Desta vez venho mostrar-vos o livro Três Homens num Barco, de Jerome K. Jerome, editado pela Alma dos Livros. Ganhei o livro num passatempo do blogue Maggie Books, que descobri há uns tempos e que comecei a seguir. Foi com esta oportunidade que fiquei também a conhecer a editora, pois nunca ouvira falar dela.
Adoro a capa do livro e acho que vou gostar da história!
Já leram este livro? E já conheciam a editora?

Título: Três Homens num Barco
Autor: Jerome K. Jerome
Editora: Alma dos Livros
Ano: 2016

Sinopse:
A vida, às vezes, pode ser aborrecida. Três amigos (e um cão) decidem fazer uma viagem ao longo do rio. Depois de uma preparação atribulada, embarcam numa jornada que se transforma num acontecimento ímpar nas suas vidas.
O pequeno barco torna-se o epicentro de uma série de aventuras e peripécias inusitadas, tão absurdas como caricatas, reunindo uma variedade de temas improváveis como a sátira social, a filosofia e o humor numa descrição absolutamente feliz e conseguida da natureza humana.
Este é um livro bem-humorado e divertido, que faz o elogio da vida ao ar livre, da vida boémia, da amizade e dos afetos, da busca do sentido da vida, das férias de verão intermináveis e da suave memória dos tempos já idos.
Apesar de contar uma história na qual está tudo continuamente a dar errado, este livro narra uma viagem incrível e divertidíssima e transforma-se num autêntico manual de autoajuda literária que nunca esqueceremos e que todos deveriam ler.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Recebidos :: pack "Velas by Ema"

Olá! Para variar um bocadinho, hoje venho mostrar-vos um pack de velas que recebi do projecto Velas by Ema.
São velas aromáticas feitas artesanalmente pela própria Ema, que começou a produzi-las como um passatempo e, perante o sucesso que obteve, começou a vendê-las.
Adoro velas decorativas e fiquei impressionada com o aroma destas, pois é delicioso! :)
Podem saber mais sobre as Velas by Ema no Facebook e no Instagram. Lá, poderão encontrar todas as velas que a Ema faz. Como muitas delas são temáticas (e o dia dos namorados está a chegar), por que não oferecer umas velas perfumadas àqueles que nos são mais queridos? Fica a sugestão!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Colecção "Ler Faz Bem" da Revista Visão #2

Olá! Adquiri hoje o segundo livro da colecção Ler Faz Bem da Revista Visão: O Apelo da Selva, de Jack London.

Título: O Apelo da Selva
Autor: Jack London
Editora: Cardume Editores
Ano: 2017

Sinopse:
Arrancado à doce e pacífica vida que levava numa fazenda da Califórnia, o cão Buck, metade São Bernardo, metade cão-pastor, é roubado e vendido como cão de trenó. Nas terras selvagens do Norte do Canadá, Buck enfrenta a fome, o frio, as lutas com outros cães e os maus tratos sem nunca perder a coragem e a dignidade. Buck acaba por ser resgatado por John Thornton, mas no seu íntimo debate-se entre a lealdade para com o novo dono e o apelo da vida selvagem, que o instiga a rondar livremente pela selva.
Esta novela de Jack London, publicada em 1903, revestiu-se de tal sucesso que de imediato foi traduzida em cerca de 90 línguas, sendo reeditada sempre até aos nossos dias.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Opinião :: Nunca Digas Adeus | Lesley Pearse

Título: Nunca Digas Adeus
Autora: Lesley Pearse
Editora: ASA
Ano: 2014 (4.ª edição)
Sinopse:
Num chuvoso dia de outono, Susan Wright entrou numa clínica, matou duas pessoas a sangue-frio e aguardou que a polícia chegasse. Terá sido um ato de loucura? Uma vingança planeada? Susan não parece interessada em defender-se e recusa falar. O seu silêncio estende-se a Beth Powell, a advogada a quem é atribuído o caso. Beth é uma mulher de sucesso com uma carreira brilhante mas nada a preparara para o momento em que identifica a autora daquele crime tão bárbaro.
Quando eram crianças, Beth e Susan juraram ser amigas para sempre. Vinte e nove anos depois, mal se reconhecem. Mas as memórias dos verões felizes das suas infâncias são suficientemente poderosas para as unir de novo. Enquanto as provas contra Susan se acumulam, elas partilham recordações e revelam os segredos que ditaram o rumo das suas vidas.
A amizade entre as duas mulheres torna-se cada vez mais forte mas sobre uma delas pende a implacável mão do destino...

Opinião:
Quando iniciei a leitura e vi que a história começava com um crime decorrido nos anos 90 (não sendo, portanto, um romance histórico, como tenho estado habituada a ler da autora), fiquei muito curiosa por descobrir esta sua diferente faceta. Apesar de ter estado ainda a ressacar de um romance policial, poderia ter sido um bocado mais do mesmo... Mas não senti isso.
O livro conta então a história de Susan, que mata a sangue-frio duas pessoas numa clínica, e que, depois de ser presa, reencontra Beth, uma amiga de infância da qual acabou por perder o contacto. Este reencontro inesperado despertou nas personagens velhas memórias e questões não resolvidas e, aos poucos, elas vão se redescobrindo.
A história anda em torno da vida de Susan, dos abusos de que ela foi alvo e dos sentimentos de frustração e injustiça que foi acumulando. Por outro lado, também vamos conhecendo Beth mas mais no presente do que no passado. Apesar de ela se ter tornado numa advogada de sucesso cuja vida aparenta ser perfeita, Beth carrega um segredo que a atormenta e prejudica as suas relações. Na actualidade, e por causa do caso de Susan, Beth cria laços com o advogado Steven Smythe e o inspector Roy Longhurst, que também têm destaque na narrativa.
Por curiosidade: parte da história decorre na prisão feminina onde Susan se encontra e as cenas que fui imaginando associaram-se àquelas que vi na série Dentro, transmitida até há relativamente pouco tempo na RTP1. Tal como na série, coloca-se a questão dos motivos que levam uma pessoa a cometer um crime. Por mais pacata e inofensiva que possa ser, as vivências menos boas dessa pessoa podem despoletar sentimentos mais graves e actos inexplicáveis. Mas quanto a este assunto não me vou alongar mais. :)
Sim, além de crimes, este livro tem romance! Tanto Susan como Beth vivem amores e desamores, cada uma à sua maneira, mas descritas como só Lesley Pearse sabe.
Gostei muito deste livro. Não foi o meu favorito de entre os que já li da autora, mas nāo me desiludiu!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Livro recebido :: "Vai Valer a Pena"

Viva! Recebi recentemente o livro Vai Valer a Pena, do psicólogo Joaquim Quintino Aires. Este livro destina-se principalmente àqueles que se viram em processos de separação e, de alguma forma, sofreram emocionalmente com isso.
Penso que será uma leitura interessante, na medida em que o divórcio (e tudo o que ele implica) está muito presente nos dias de hoje e estes relatos são reais. E não há melhor exemplo do que aquele que realmente aconteceu.

Título: Vai Valer a Pena
Autor: Joaquim Quintino Aires
Editora: Caderno
Ano: 2009

Sinopse:
Nove mulheres, em diferentes momentos das suas relações, abriram o coração ao psicólogo Joaquim Quintino Aires. Ele não as conhecia, elas sentiram-se livres para falar abertamente. Contaram as suas histórias, confessaram medos, partilharam conquistas.
Ana recordou o marido, infiel há dezoito anos, e com quem ainda vive, embalada por falsas esperanças. Mónica contou-lhe a história de um engano, como se casou sem amor, como teve filhos, para hoje assumir a sua homossexualidade e, finalmente, libertar-se. Isabel, empresária de sucesso, lembrou uma separação difícil, que lhe abriu as portas a um novo casamento e à redescoberta do amor.
Nove mulheres, três que sofrem em silêncio, três que decidiram libertar-se de relações dolorosas, três que encontraram a felicidade depois da separação. Joaquim Quintino Aires ouviu-as, com o ouvido treinado do psicólogo clínico; e ao relatar as suas histórias, conta uma história bem maior: a do sofrimento e a da esperança do amor… porque começar de novo, Vai Valer a Pena.