sábado, 29 de outubro de 2016

Livro recebido :: "Prantos, amores e outros desvarios"

Olá! Chegou à minha estante mais um livrinho! Desta vez é o livro Prantos, amores e outros desvarios, de Teolinda Gersão. É uma obra "acabadinha de sair do forno", pois foi editada neste mês.
O livro não chega às 150 páginas e, como está dividida em pequenos contos, prevejo uma leitura breve. A sinopse despertou-me o interesse! Assim que tiver lido, digo o que achei. :)

Título: Prantos, amores e outros desvarios
Autora: Teolinda Gersão
Editora: Porto Editora
Ano: 2016

Sinopse:
A morte de um homem amado; o pranto de uma mulher que falha uma promessa e se julga castigada; uma mãe, uma filha e o cheiro venenoso das acácias; uma mulher que se extravia dentro dos seus sonhos; aquele elevador com alguém preso lá dentro; o futebol, implacável jogo bravo; setenta e cinco rosas cor de salmão, seguras por um laço de seda e embrulhadas em papel de prata; solidariedade machista, conselhos de um velho a um rapaz; uma água-marinha que traz uma mensagem; não cobiçar as coisas alheias; uma teia de enredos, e a Alice que caiu num buraco do qual dificilmente conseguirá sair.
Catorze contos extraordinários, de uma das autoras mais consagradas e inquietantes da literatura actual, que nunca deixa de nos surpreender com a acutilância e profundidade da sua escrita.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Opinião :: Ouro Preto | Sérgio Luís de Carvalho

Título: Ouro Preto
Autor: Sérgio Luís de Carvalho
Editora: Clube do Autor
Ano: 2016

Sinopse:
Século XVIII. D. João V tinha um sonho para Portugal. Pedro de Rates Henequim tinha uma visão para o Brasil. No dia em que o sonho régio e a extravagante visão herética se chocaram, o destino de duas nações e de dois homens mudou para sempre.
Uma história passada numa Lisboa deslumbrada pelo brilho do ouro e amesquinhada pela pobreza oculta. Perigosas manobras políticas, segredos de alcova, amores, desamores e traições insinuam-se por detrás das procissões, dos autos-de-fé e das festas cortesãs.
Entre a comédia e a tragédia, este romance baseado em factos reais transporta-nos para o cenário ostensivo e bizarro do Portugal setecentista.

Opinião:
Assim que tive este livro, fiquei bastante curiosa em relação à sua história, pois é um romance histórico desenrolado em Portugal, no reinado de D. João V. No entanto, no decorrer da leitura, vi que não ia de encontro àquilo que eu imaginava, mas nem por isso fiquei desiludida.
O livro apresenta-nos duas narrações de dois homens distintos: Pedro de Rates Henequim e Alexandre de Gusmão. Por um lado, Pedro de Rates Henequim escreve a D. Nuno da Cunha e Ataíde, cardeal e inquisidor-mor do reino, relatando as suas vivências no Brasil e tentando explicar as suas ideologias e as suas acções; por outro lado, Alexandre de Gusmão envia cartas a D. Luís da Cunha, embaixador de Portugal em Paris, contando novidades sobre o rei D. João V, o seu reinado e as suas ideias. Por sua vez, o autor esmiúça essas mesmas cartas e descreve toda a história envolvente, dando conta das explorações de ouro no Brasil, das extravagâncias do rei e de muitos pormenores históricos e sociais interessantes.
Apesar de, em alguns momentos, perder um pouco "o fio à meada" nas descrições, adorei a escrita formal mas cómica do autor. Dei por mim a rir-me com certas frases!
Existem inúmeras referências históricas que tornam a leitura mais interessante (destaco a construção do Convento de Mafra). Para quem está a estudar este reinado, este livro é uma boa fonte de informação, uma vez que inclui também notas finais sobre a história e uma cronologia. Sou sincera: aprendi e retive muito mais do que quando o estudei na escola.
Em suma, foi um livro de que gostei e que se mostrou útil!

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Livros recebidos :: "O Menino Que Pedalava" e "Domingo, o Jogo"

Viva! Esta semana recebi uma encomenda vinda do Brasil, gentilmente enviada pela escritora Cassia Cassitas, a propósito de um sorteio que a mesma lançou no Goodreads e que eu tive a sorte de ser uma das contempladas!
Recebi, portanto, O Menino Que Pedalava, o livro que esteve a sorteio, e também Domingo, o Jogo, o primeiro livro de Cassia e que teve grande sucesso no Brasil. Os dois exemplares vieram autografados e irão, obviamente, ser guardados com todo o carinho!
Posteriormente irei lê-los e, claro, vou deixar aqui a minha opinião. Este é também um dos objectivos dos autores quando oferecem livros: receber opiniões sinceras sobre as suas obras.

Título: O Menino Que Pedalava
Autora: Cassia Cassitas
Editora: Pandorga
Ano: 2015

Sinopse:
Quando Elizabeth viajou à África do Sul deixando Mário em meio à preparação dos Jogos Olímpicos de 1992, eles não imaginavam que ali começava a verdadeira jornada que mudaria suas vidas.
De volta ao Brasil, Elizabeth deu a luz ao menino André, que, contrariando todas as expectativas, se interessa pelo ciclismo. Com a ajuda dos pais, de seu treinador e de um empenhado médico, André passa a conviver com uma nova realidade. muitas vezes difícil de entender e de lidar.
As dificuldades em se adaptar a complicada rotina de atleta, o temperamento rebelde, a superproteção dos pais e as inquietações e desejos de qualquer adolescente vão sendo deixados para trás, enquanto nosso herói corre em direção as Paraolimpíadas de Pequim.
Mais do que uma simples história de superação e garra, O Menino que Pedalava é um relato impressionante que tem o poder de despertar em nós o espírito adormecido da solidariedade, da coragem e da luta por um ideal, em um momento mais do que oportuno, quando André se prepara para competir nas Paraolimpíadas do Rio, em 2016.

 Título: Domingo, o Jogo
Autora: Cassia Cassitas
Editora: VerdesTrigos/KindleBookBr
Ano: 2010

Sinopse:
Vai mais longe quem vê nos olhos o que as palavras não dizem. Quem sente no toque da pele envelhecida o frescor das histórias que o olhar úmido esconde. Mas muitos só conseguem ouvir buzinas. Não percebem os instrumentos, a sinfonia da vida, os gritos dos sonhos sufocados no peito. Perdem a capacidade que as crianças têm de intuir a verdade nos olhos. Aceitam as regras, mas não as pessoas. É esse o jogo que você aprende a alterar, resgatando da infância possibilidades esquecidas.

domingo, 16 de outubro de 2016

Opinião :: Fatale: A Morte Persegue-me | Ed Brubaker e Sean Phillips

Título: Fatale: A Morte Persegue-me
Autores: Ed Brubaker e Sean Phillips
Editora: G. Floy Portugal
Ano: 2014

Sinopse:
Terror e policial negro colidem em Fatale: A Morte Persegue-me, uma das mais aclamadas séries de banda desenhada actuais. Nos nossos dias, um homem conhece uma mulher misteriosa por quem fica imediatamente obcecado, mas nos anos 50, essa mesma mulher destrói as vidas de todos os que se cruzam com ela para conseguir o seu intuito. Qual o seu segredo? Que horrores se escondem no seu passado?

Opinião:
Esta é uma banda desenhada cuja história é-nos contada, inicialmente, por Nicholas (Nick) Lash, na actualidade. Durante o funeral do seu padrinho, Dominic Raines, Nick conhece Josephine (Jo), uma jovem mulher que o aborda acerca de um símbolo estranho na lápide do falecido. Esse símbolo era privado, um elo de ligação entre Dominic e a avó de Jo que, em tempos, estiveram apaixonados. Na tentativa de descobrir mais acerca dessa relação, Nick desloca-se até à antiga casa do padrinho e encontra um manuscrito que lhe era desconhecido. Porém, uns homens também interessados nesse legado de Dominic tentam assaltar a casa. Do nada, surge Jo, que tenta fugir deles com Nick, mas é quando eles sofrem um grave acidente que a vida de Nick nunca mais fica a mesma.
Voltando ao passado, vamos descobrindo a vida de Dominic e o seu relacionamento com uma femme fatale que se envolve com corrupção, assassínios e sacrifícios macabros para atingir o seu objectivo.
O livro é relativamente pequeno e lê-se rápido (eu demorei uma hora), devido às ilustrações. Para quem não está habituado a este género literário, como eu, achei que até foi uma história não muito chocante, apesar de algumas imagens e descrições mais macabras. Sendo esta uma banda desenhada, senti-me como se estivesse a ver um filme, o que me levou a entender melhor toda a história.
Relativamente às ilustrações, adorei! A qualidade dos desenhos é muito boa, bem como a escolha das cores. Além de ler, também fiquei algum tempo a admirar as imagens.
Esta foi uma leitura breve, para descansar dos calhamaços, da qual gostei muito!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

domingo, 9 de outubro de 2016

Opinião :: Era Tudo Tão Bom | Linda Grant

Título: Era Tudo Tão Bom
Autora: Linda Grant
Editora: Civilização Editora
Ano: 2012

Sinopse:
Filho de imigrantes trabalhadores nos soalheiros arredores de Los Angeles, Stephen jamais imaginou que passaria a sua vida adulta sob o céu cinzento do Norte de Londres, que faria um casamento de conveniência e o manteria, e que veria os seus filhos crescerem e tornarem-se pessoas que ele não compreende. Ao longo de quarenta anos, Stephen e os seus amigos construíram vidas confortáveis e de sucesso, até que a chegada da meia-idade e do novo século os força a tomar consciência de que sempre viveram num falso paraíso.
Interligando os segredos e os desejos de três gerações,
Era Tudo Tão Bom é um romance magnífico que revela muitas verdades, da fragilidade dos nossos sonhos ao pouco que sabemos sobre os nossos pais até ser demasiado tarde.

Opinião:
Era Tudo Tão Bom foi o primeiro livro que li de Linda Grant. A história relata a vida de Stephen, um americano filho de pai polaco e mãe cubana, desde a sua infância até à meia-idade. Na sua juventude, a desejo do pai, viajou por várias terras a bordo de um navio como marinheiro, mas Stephen estava decidido a seguir o sonho de estudar Química, por isso inscreveu-se numa universidade em Inglaterra. Em plenos anos 70 e num país diferente, Stephen conhece a mulher com quem irá partilhar a sua vida, bem como os amigos que irão fazer parte de muitas aventuras, experiências e vivências nestes longos anos.
A minha vontade de conhecer esta história foi aumentando à medida que ia avançando nas páginas, uma vez que a personagem principal é da mesma geração dos meus pais e eu tenho um fascínio pelos anos 70 e 80. O modo como a escritora descreve os costumes e os marcos daquela época faz com que nós também sintamos que a estamos a viver da mesma maneira. O meu saudosismo foi se acentuando ao longo do envelhecimento de Stephen, que acompanhou a evolução da cultura, das mentalidades e da tecnologia, e também da descoberta de algumas verdades sobre as pessoas que nos rodeiam e sobre a vida, das quais não temos noção quando somos novos.
Penso que este livro pretende, essencialmente, alertar-nos para a efemeridade da vida. Devemos aproveitá-la da melhor maneira, fazer o que mais gostamos e amar as pessoas que nos amam, para que mais tarde possamos dizer: "Era tudo tão bom... Mas tudo valeu a pena!".

sábado, 1 de outubro de 2016

01 de Outubro - Dia Mundial da Música

Hoje é o primeiro dia de Outubro e comemora-se internacionalmente o dia da Música. É um dia simbólico para algo que faz parte do nosso dia-a-dia, muitas vezes quase sem nos darmos conta da sua presença: ouvimos música na rádio ou na televisão, escutamos sons, cantarolamos canções que, de repente, nos vêm à memória.
E foi o que me aconteceu hoje. Lembrei-me de uma das minhas músicas preferidas, daquelas que me fazem sentir bem e me deixam um sorriso na cara. Posso não as ouvir todos os dias, mas têm sempre os mesmos efeitos em mim. E fiquei ainda mais contente por me ter lembrado desta em especial neste dia. Oh, sabe-me tão bem ouvi-la!
Deixo aqui o vídeo: Isobel, de Björk, uma cantora islandesa que eu adoro e que me deu vontade de conhecer a Islândia. Quem sabe, um dia...
Espero que gostem... :)